DEU NO JORNAL

DEMOROU POUCO

Não há nada como um dia após o outro, para os oportunistas da política.

Caso do presidente Lula (PT), que, por meio dos seus escrevedores de mensagens, finalmente citou o Hamas, sugerindo que liberte crianças e mulheres que sequestraram e mantém como reféns.

A iniciativa só aconteceu 5 dias após o massacre em que o Hamas matou 260 jovens, incluindo os brasileiros Ranani Glazer e Bruna Valeanu.

Por oportunista, Lula tenta reduzir críticas à sua atitude de “passar pano” no grupo terrorista.

O Hamas sequestra, tortura, estupra e mata, mas Lula optou por adotar o discurso dos radicais ignorantes que o cercam.

O Hamas usa crianças e mulheres palestinas como escudos humanos, mas Lula prefere a fake news de que seriam “reféns” de Israel.

* * *

O Ladrão Descondenado demorou pouco pra se manifestar.

Apenas 5 dias.

Pensei que ele só iria tocar neste assunto lá pelo Natal.

Mas as pajaracadas que levou no furico, pelo apoio que dá a terroristas assassinos de crianças, apressaram o nosso ex-tadista anão, eleito nas urnas eletrônicas bananeiras.

Bom, o fato é que eu ainda estou em dúvida…

Vou passar o feriado pensando: num sei se mando ele à merda ou pra casa do cacete.

Um dilema atroz…

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

O FRATERNO AMIGO DO HAMAS

O governo Lula certamente não terá dificuldade de obter a libertação dos brasileiros sequestrados e mantidos como reféns pelo Hamas, em razão das relações fraternais com o grupo terrorista.

A simpatia é tão séria quanto antiga e foi reiterada por meio de nota no site oficial do Hamas, onde os terroristas se congratularam com o presidente brasileiro por sua vitória.

Publicada em 31 de outubro de 2022, a nota ainda pode ser lida e nela há referências à defesa que Lula sempre fez da “causa palestina”.

A existências de brasileiros entre os reféns estrangeiros sequestrados pelo Hamas foi divulgada pelo porta-voz do exército israelense.

O Exército também confirmou que há também norte-americanos, fazendo até o abobalhado Joe Biden “subir nas tamancas”. Já no Brasil…

A mídia oficialesca, que relativiza terroristas, alegou que o Itamaraty “não confirmou” os reféns, como se fosse fonte confiável no conflito.

Caso resolva acudir os reféns, o problema de Lula será encontrar interlocutores: covardes, os chefes do Hamas podem ter fugido de Gaza.

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Arretada a expressão contida nessa nota aí de cima:

“Midia oficialesca”.

Já anotei aqui no meu caderninho.

Traduz ao pé da letra o jornalisteirismo lulo-esquerdóide que domina a maioria das redações de Banânia nos dias de hoje.

Aquelas redações entupidas de bosta e que estão a serviço do Descondenado banânico que apoia e é apoiado pelos terroristas do Hamas.

Site oficial do Hamas parabenizou Lula, como diz Moro. Veja. - Diário do Poder

ALEXANDRE GARCIA

BRASIL VAI ÀS RUAS PELA VIDA, O MAIS BÁSICO DOS DIREITOS

Brasil vai às ruas pela vida, o mais básico dos direitos

O artigo 5.º da Constituição é o dos direitos e garantias fundamentais. No seu caput está o direito mais importante, o direito à vida. O Código Civil, no artigo 2.º, diz que a pessoa tem personalidade civil quando nasce, mas já está sob a proteção do Estado desde o momento da concepção, isto é, desde o momento em que o espermatozoide fertiliza o óvulo. Ali começa a vida para o Código Civil, mas não para a ex-presidente do STF Rosa Weber, que iniciou um julgamento votando pelo aborto, que deixaria de ser punido se feito até as 12 semanas. Não sei em que valores científicos ela se baseou para dizer isso, mas afirmou e votou. Este é o perigo de o Supremo votar, eliminando os artigos que aplicam pena para quem usar o aborto como método contraceptivo até as 12 semanas, como se a pessoa dentro do ventre da mãe só fosse adquirir vida depois disso; antes, devia ser alguma outra coisa, um robô talvez.

Por isso, neste dia 12, em inúmeras cidades brasileiras, haverá manifestações pela vida, contra o aborto. Não sei qual é a religião da ex-ministra Rosa Weber, mas em outros tempos a religião católica era rigorosa e ameaçava com excomunhão as pessoas que contrariassem princípios básicos da fé. A CNBB já se manifestou a respeito deste julgamento, as religiões todas já se manifestaram. Mas a ideia é destruir os valores: da vida, da pátria, da família. Destruir a Constituição, destruir tudo. Aí, toma-se o poder. Até parece uma conspiração, não é? Mas é o que estamos vendo.

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Com inteligência e sem burocracia, paraguaios atraem empresas brasileiras 

O Brasil vai se enfraquecendo e os paraguaios estão dando exemplo. A Gazeta do Povo afirma que, de 250 indústrias estrangeiras no Paraguai, 180 são brasileiras. Por que elas estão indo para lá? Porque só pagam 1% de imposto de importação e têm de exportar no mínimo 90% de sua produção. Há indústria por lá que está exportando 100% para o Brasil. O empresário descobre que aqui ele paga 110% sobre a folha de pagamento, mas lá no Paraguai vai pagar só 35%. O que ele faz? Vai gerar postos de trabalho no Paraguai, que está com 6% de desemprego. Isso já é considerado pleno emprego, mas o país quer mais, quer empregar todo mundo. Por isso o atual presidente quer ampliar essas vantagens, cobrando 1% de imposto para exportar mercadorias para o Brasil.

Então, temos indústrias brasileiras que produzem lá, dão emprego lá, usam energia elétrica de Itaipu, construída pelo Brasil, para movimentar as máquinas, elevam a importação para abastecer cada vez mais indústrias, enquanto aqui há menos indústrias porque estão todas indo para lá. Os paraguaios estão atrás, principalmente, de empresas paranaenses. É muita inteligência. Dizemos que nós ganhamos a Guerra do Paraguai, mas eles estão ganhando a guerra econômica, inclusive porque têm menos burocracia, as pessoas não perdem tempo lá como perdem tempo aqui no Brasil. Vejam a diferença, e vamos pensar sobre isso neste feriado.

DEU NO JORNAL

POR QUE A ESQUERDA MARXISTA APOIA A DITADURA DO HAMAS?

Marcel van Hattem

Lula

Governo Lula tem sido fortemente criticado por não classificar enfaticamente o grupo Hamas, autor de ataques contra Israel, como terrorista

Para condenar o terrorismo não existem meias-palavras. Ou se condenam estupros de mulheres, sequestros de idosos e degolas de bebês incondicionalmente, ou se está prestando serviço à barbárie. Como pretender ser possível negociar com alguém que não abre mão de eliminar seu interlocutor? Como tentar dialogar com quem o humilha? Como buscar a paz com aqueles para quem a única solução é a guerra? Como pregar amor se tudo o que o terrorismo faz é disseminar o ódio?

Os ataques bárbaros, covardes, inomináveis do Hamas a cidadãos israelenses iniciados no último sábado em Israel levantam novamente tais questionamentos. Infelizmente, porém, há quem os ignore e, através de meias-palavras ou com seu silêncio, muitos prestam tributo à vilania protagonizada por terroristas inescrupulosos contra cidadãos indefesos. O governo Lula, mais uma vez, torna-se exemplo internacional vergonhoso. Em suas duas únicas manifestações públicas sobre os ataques a Israel, Lula se recusa a chamar o Hamas de grupo terrorista.

Silvio Almeida, Ministro dos Direitos Humanos, esteve completamente sumido até a terça-feira (10). Quando apareceu, foi ainda mais leniente com o grupo terrorista do que seu chefe Lula: limitou-se a chamar a onda medieval de estupros e degolas de “atentados”. Os direitos humanos de israelenses, e mesmo de brasileiros mortos brutalmente, para Lula e seus ministros podem aguardar. Não são tão importantes, afinal, seus algozes do Hamas contam com a simpatia e até mesmo com o apoio declarado de grupos políticos de inspiração marxista que apoiam o PT e a esquerda no Brasil, a exemplo do MST.

A verdade é que o discurso de defesa dos direitos humanos feito pela esquerda marxista é sempre hipócrita. A ideologia da divisão social vive de narrativas entre opressores e oprimidos. Como ela não pode se aplicar simultaneamente a todos os aspectos da vida humana, seus defensores selecionam aquele aspecto que lhes interessa de acordo com a conveniência de suas estratégias políticas e de poder, ignorando completamente os demais.

A mesma esquerda que diz defender no Brasil o direito de gays e trans, faz de conta que não vê a total impossibilidade de alguém relacionar-se com outra pessoa do mesmo sexo em Gaza. É cadeia ou morte. Direitos de mulheres? Na Palestina do Hamas, os direitos das mulheres são tão ínfimos que, em caso de uma acusação de adultério, chegam a ser espancadas e até brutalmente assassinadas por seus maridos e familiares. Na invasão a Israel, estupros contra mulheres não tiveram uma única nota de repúdio dos grupos feministas de esquerda. Bebês decapitados não sensibilizaram quem diz defender crianças e adolescentes. O que importa, mesmo, é a narrativa de uma suposta opressão de israelenses sobre palestinos – uma narrativa que não para de pé!

Tanto Israel quanto as lideranças palestinas têm se dedicado a acordos de paz nas últimas décadas. Os acordos de Oslo são um exemplo disso e os Acordos de Abraão, incluindo Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, outro. As disputas e desconfianças infelizmente seguem existindo, mas é inegável que há finalmente mais lideranças políticas na região conscientes de que a paz é mais benéfica para todos do que o conflito permanente.

No entanto, retomando os questionamentos iniciais, a paz não interessa a quem só quer guerra e dominação. Para o Hamas e seus apoiadores, como o Irã, a luta é religiosa e de aniquilação do Estado de Israel. Para a esquerda marxista, a luta segue sendo de classes, mas dessa vez transposta para a realidade de um Oriente Médio repleto de ditaduras com populações pobres dirigidas por elites ricas e opressoras – a exemplo do que também se torna o padrão em todos os países comunistas – versus um oásis representado pela democracia israelense, onde há pluralidade, direitos humanos, mobilidade social e desenvolvimento econômico.

Quando a esquerda marxista escolhe entre democracia e ditadura, não se pode dar ouvidos ao  seu discurso, sempre hipócrita. A prática é clara: o autoritarismo e a barbárie terão sempre a preferência. Karl Marx defendia como ponto final de seu manifesto, para a redenção dos povos supostamente oprimidos, a “ditadura do proletariado”. Lula e seus ministros, tendo de optar entre a Israel capitalista e democrática e a barbárie e opressão existentes na Faixa de Gaza, infelizmente deixam muito claro sua preferência pela ditadura do Hamas.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

ESQUERDA APOIA O TERROR

Luiz Philippe Orleans e Bragança

Bandeira de Israel é queimada durante manifestação na Boca Maldita, em Curitiba, no dia 09 de janeiro de 2009. Entre os manifestantes havia membros do PCB, PSol e movimento estudantil, e pessoas com camisetas do Hamas e do Hezbollah.

Bandeira de Israel é queimada durante manifestação na Boca Maldita, em Curitiba, no dia 09 de janeiro de 2009. Entre os manifestantes havia membros do PCB, PSol e movimento estudantil, e pessoas com camisetas do Hamas e do Hezbollah

Esta semana o  mundo assistiu, chocado, à barbárie promovida pelo grupo terrorista Hamas em Israel. Imagens foram suficientemente divulgadas para que diversos analistas sérios confirmassem o massacre covarde de idosos, crianças, mulheres e população civil. O que desejo com este artigo é fornecer uma perspectiva diferente das demais análises geopolíticas, a fim de esclarecer as motivações e intenções de um movimento claramente alinhado a ideais globalistas, e que  tem recebido apoio aberto ou velado de governos de esquerda.

Há alguns anos a posição de Israel na região da Faixa de Gaza estava praticamente consolidada. O país está à frente de todos os vizinhos em termos de desenvolvimento, tecnologia e tem força empreendedora para empregar os palestinos, de forma que a qualidade de vida propiciou a criação de uma classe média na Faixa de Gaza. A situação estava aparentemente pacificada. Inegavelmente, o Hamas influencia grande parte dos muçulmanos, e como pretendem monopolizar o discurso, a eles não interessa que a imagem de Israel seja  a do provedor do estado palestino. Sem Israel, a Faixa de Gaza se tornaria apenas uma prisão a céu aberto, nas palavras dos próprios moradores.

Dentro das circunstâncias, havia ampla liberdade de migração e trânsito para que os palestinos pudessem trabalhar e também usufruir dos benefícios do Estado Isralense, incluindo combustíveis e acesso a energia e água. Essa paz não é do interesse do Hamas, pois sua intenção é promover o contrário: a extinção de Israel para que os palestinos sejam libertados, uma narrativa fracassada diante da realidade, pois a influência de Israel é positiva, cria uma classe média palestina e torna irrelevantes as narrativas de estado social pregado pelo Hamas. 

Vale lembrar que quando tais movimentos foram criados, nos anos 40, muitos deles pela KGB, da União Soviética, eles se assemelharam aos grupos de esquerda por adotarem as mesmas ideias e estratégias: todos são revolucionários, subversivos, corruptos e cerceadores da liberdade individual em nome de um coletivo manipulado. Seus líderes nem vivem nas regiões de conflito, a exemplo de Yasser Arafat. Muitos estão confortavelmente instalados em hotéis de luxo na Turquia, no Líbano ou na Europa. Grupos como o Hamas recebem doações internacionais de ajuda humanitária para serem desviadas na construção de túneis e tráfico de armas, dentre outros. 

Mas por que esse tipo de movimento radical ainda tem voz no século 21? O Hamas parece representar a crise de lideranças que ocorre sobretudo no Oriente Médio, formadas  por ditadores e assemelhados, que agem contra suas próprias populações, e não são tolerados no mundo civilizado. Embora os exemplos como esses também estejam presentes no Ocidente, há tons de cinza que devem ser considerados e hoje temos naquela região do Oriente situação praticamente irreversível, com pessoas sendo escravizadas, sem instituições consolidadas, sem eleições nem representatividade ou algo que seja próximo a um estado de direito. 

Nesse contexto, a primeira motivação do Hamas é tornar irrelevante o acordo firmado entre Israel e Arábia Saudita. Esse movimento não veio para promover o caos, simplesmente, mas para instituir uma escalada de barbárie que pode se estender a outros países, inclusive da Europa. 

Teoria da dependência – É importante ressaltar que esses e outros movimentos terroristas anti americanos têm a mesma origem marxista, e pretendem impedir que Estados Unidos e Europa tenham acesso a petróleo, recursos minerais e alimentação, um modelo que nada tem de novo, chamado Teoria da Dependência. Trata-se de fomentar a disrupção e o nacionalismo, em um primeiro momento, para romper com o Império Britânico, e depois para conter o capitalismo, em um claro modelo socialista, adaptado à cultura e à religião dessas localidades. Portanto, o comportamento desses grupos é similar, incluindo a influência de narcotraficantes, sua posição de se colocar como a única alternativa, negando qualquer outra que possa promover o bem-estar do palestino, aproxima-o do comunismo e de todos os partidos de esquerda. 

Com certeza, o Hamas não vai conseguir destituir o Estado de Israel e nem destruir seu povo, indo na contramão dos princípios de Maquiavel, que justificava a invasão de um país por outro para dominar seu território ou seu governo. Então, para que invadir Israel? Para fazer terrorismo e gerar reações, em uma escalada mundial. As poucas manifestações de apoio que ocorrem no Ocidente são isoladas e partem de radicais, que não representam a população. Essa escalada é o ponto principal. Sem ela, os terroristas não conseguem cumprir seu principal objetivo, acuar Israel. Sem dúvidas, o contra-ataque será implacável e infelizmente ainda ocorrerão muitas mortes, mas é bem provável que estejamos testemunhando o suicídio político do Hamas. Sem a repercussão em cadeia, não haverá sucesso para esse grupo, inclusive entre os muçulmanos. A reação de Israel é inédita e não há prognóstico de retrocesso dos combatentes israelenses. 

Paz na região? – Outro ponto para a reflexão do leitor é analisar em que momento da História houve clima de paz no Oriente Médio. Paradoxalmente, foi quando ninguém reivindicava territórios, nem judeus, cristãos ou palestinos, mas no Império Otomano,  que estava à parte desses conflitos, uma vez que tinha caráter multicultural, plurilinguístico e monetariamente diversificado. Havia um governo central, mas com uma liderança civil local independente. Talvez fosse bom começar a pensar nessa solução para resolver os problemas da região, com a presença de um interlocutor que tenha credibilidade e representatividade. Mesmo essa estratégia apresenta dificuldade, uma vez que há cada vez menos países que possam representar o Estado de Direito e mediar acordos com credibilidade. 

O Hamas criou um funil e ao mesmo tempo uma isca. Um funil bélico e uma isca para adesão do Ocidente, todo o cuidado é pouco para não cair nessas armadilhas, porque com certa popularidade no mundo árabe, suas ideias têm sido chanceladas pela imprensa e obtido apoio de governos que podem se mobilizar para eventuais ataques. Também não está descartada a possibilidade de surgir uma situação de conflito bélico global, caso haja essa escalada mundial,  chegando à Ásia, em especial à China, afetando o mercado financeiro mundial.

* * *

Nesse sentido, a imprensa tem prestado desserviço aqui e em âmbito mundial. Virou chapa branca e cúmplice de assassinos, terroristas, globalistas e está totalmente dependente, depois que a comunicação pessoa-a-pessoa esvaziou o pouco prestígio que alguns veículos ainda tinham. Hoje, com a perda de leitores, de credibilidade e tendo contra si a opinião pública, conglomerados de comunicação não valem um centavo, são insustentáveis e atuam como capangas de governos e corporações. Seu papel de manipular informações e distorcer a linguagem, ao substituir expressões como “terroristas do Hamas” por “combatentes do Hamas”; ou mesmo sua postura obtusa de atribuir suas ações ao espectro de direita, fazem corar quem tem o mínimo de informação ou vergonha na cara. 

Fica uma questão para a velha mídia: o que o Hamas tem que fazer, que ainda não fez, para ser considerado um grupo terrorista? O que os editores da Folha, da Globo e de outros veículos internacionais têm a declarar diante da barbárie perpetrada por esses estupradores, sequestradores e assassinos?  

Democracia para poucos – O cientista político Samuel Huntington, em seu livro “A Terceira Onda”, afirmava que havia limites para a democratização, isto é, nem todos os países chegariam a ser estados de direito, com liberdades individuais definidas em constituição, democracia representativa ou direta, e mesmo aqueles que chegaram a esse ponto democrátco podem ter colapsos. No final do século 20 houve uma expansão de nações que atingiram esse estado demcrático e depois uma retração à ditadura e à falta de liberdade. Nem todos os países voltaram a se recuperar dessa retração, e a cada onda, era menor o número de países que voltavam ao estado de direito. Também há fatores que impedem ou limitam essa dinâmica, e o islamismo é um deles, pois constitui um obstáculo no diálogo com o Ocidente, mesmo assim, esses limites devem ser respeitados. A questão a ser respondida é se será possível validar outros modelos de estado que não sejam democráticos.

De qualquer modo, nossa expectativa é de que os conflitos cessem a partir da indignação de todos os líderes mundiais, inclusive do Brasil, e que Israel tenha sucesso em combater e vencer  o terrorismo.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

OS ENTUSIASTAS DO TERROR

Editorial Gazeta do Povo

Protesto partidos de esquerda

Grupo terrorista Hamas recebeu o apoio de movimentos e partidos de esquerda que apoiam o governo de Lula

O bárbaro ataque terrorista do Hamas, que deixou centenas de mortos e milhares de feridos em Israel, além de fazer mais de 100 reféns, expôs o pior lado dos extremistas islâmicos, mas não só deles. Embora o repúdio veemente às ações do grupo palestino tenha sido muito mais numeroso, ao menos no ocidente democrático, temos presenciado com assombro várias manifestações de apoio ao Hamas. E aqui é preciso chamar a atenção do leitor: não estamos nos referindo a atos em favor de uma “Palestina livre”, ou da defesa da solução de dois Estados como forma de resolver a questão palestina, uma plataforma perfeitamente razoável, concorde-se ou não com ela; falamos do apoio explícito ao Hamas, mesmo depois de todas as atrocidades cometidas no último fim de semana.

Afinal, trata-se de um grupo que habitualmente dispara foguetes a esmo contra cidades israelenses e que, neste fim de semana, promoveu um massacre, fuzilando indiscriminadamente centenas de pessoas que participavam de uma festa; decapitou dezenas de bebês em um kibutz; exibiu como troféu o corpo despido de uma alemã, vítima do ataque; sequestrou famílias judias inteiras para usá-las como escudos humanos – o que, aliás, o Hamas também faz com os próprios civis palestinos ao posicionar suas bases em áreas urbanas densamente povoadas, colocando toda uma população na linha de tiro quando israelenses agem para eliminar a ameaça terrorista. Mesmo quem considera que Hamas e Israel estão em guerra há de reconhecer que a humanidade levou séculos para definir o que é aceitável e o que é intolerável em uma situação de beligerância, e que massacres e sequestros de civis certamente não estão entre os atos tolerados. Não se trata, portanto, de “atos de guerra”, mas da barbárie em estado puro.

Mesmo assim, fiéis a uma tradição de exaltação da “violência revolucionária” que nasceu junto com o próprio marxismo – com o ingrediente adicional do antissemitismo, neste caso – e que hoje tem seus expoentes em intelectuais como Slavoj Žižek, os esquerdistas brasileiros seguem abraçando o Hamas mesmo depois que as cenas do terror islâmico rodaram o mundo. O PCO falou em “dia histórico” e “resistência heroica”; uma deputada estadual do PSol gaúcho comparou os atos terroristas ao levante do Gueto de Varsóvia, em 1943; um escritor (que até terça-feira tinha cargo de assessor parlamentar no Congresso) zombou de uma refém judia, violentada pelos terroristas; partidos, entidades sindicais e movimentos sociais foram às ruas em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro para declarar apoio ao Hamas. Insistimos: não são meras manifestações em defesa de um Estado palestino livre; a pauta é o apoio explícito a um grupo terrorista que acaba de promover uma série de massacres.

Em muitas ocasiões, ressaltamos a falta de cultura democrática por parte de quem legitima ações como vandalismo, bloqueios de estradas e invasões de plenários legislativos e prédios públicos, mesmo que suas pautas sejam razoáveis e até nobres. Fazer a apologia escancarada a um grupo terrorista, perpetrador de barbáries, no entanto, é descer muitos outros degraus rumo ao abismo moral. Quem segue apoiando o Hamas depois deste fim de semana está validando o que ninguém que tenha um pingo de decência validaria; está não apenas tolerando o intolerável, mas considerando que os métodos bárbaros do Hamas são legítimos e até necessários, podendo, quem sabe, ser usados em outros lugares, em outras circunstâncias; está defendendo não um “discurso de ódio” inventado para calar vozes das quais se discorda, mas um ódio real e desumanizador de todo um povo, tornado realidade em ações de selvageria.

As manifestações de apoio ao Hamas entre brasileiros não são uma bizarrice que podemos descartar como extravagância de quem vive preso a ideologias jurássicas; são a prova real de que temos, entre nós, quem defenda e legitime a “violência revolucionária” concretizada em massacres indiscriminados de civis inocentes, e talvez não hesitasse em empregá-la se julgasse haver necessidade de fazê-lo. É uma postura a que a sociedade brasileira tem de responder não com indiferença ou espanto, mas com repúdio firme, para que as sementes da intolerância não finquem raízes no solo de uma nação pautada pela convivência pacífica entre muitos povos, incluindo judeus e árabes.