DEU NO JORNAL

O “IMPÉRIO SOCIALISTA” DE LULA

Luís Ernesto Lacombe

Lula Argentina

Lula com o presidente Alberto Fernández, da Argentina, em evento em Puerto Iguazú em julho

O Brasil está andando para trás, e a preocupação de Lula é não ser visto usando um andador. Foi chamado de “capacitista” pelos companheiros. O Lula? Não. Ele não tem nenhum preconceito, não discrimina ninguém… Ele só não gosta de honestidade, de moral, de ética, de justiça, de competência, de democracia, isso tudo não combina com ele.

Basta ver a enorme quantidade de mentiras que conta, o sentimento de ódio e de vingança que carrega. Basta ver o que defende, a resolução que sua ministra da Saúde (que não é médica) assinou… pela legalização do aborto e da maconha. Basta ver o que comemora… a libertação de 21 mil presos no Brasil em 2023. Basta ver com quem anda, ditadores pelo mundo afora.

O comprador de parlamentares está de volta, agora usando emendas do relator, que antes chamavam de “orçamento secreto”. Se ele tira quase 3 milhões de pessoas do Bolsa Família, talvez possa fazer mais viagens internacionais constrangedoras, que nada decente produzem para o país. Lula e Janja têm muitos boletos… Os pagadores de impostos que banquem tudo.

E viva o imposto sindical turbinado. Todo o poder aos sindicatos. Todo o apoio a greves, mesmo que políticas, mesmo que condenadas pela Justiça. Lula despreza as novas relações trabalhistas trazidas pela tecnologia. Companheiros, tirem os fraldões! A CLT é puro amor, é pura proteção. Mesmo quem não quer tem de amá-la de volta.

Lula vai criando, recriando e aumentando impostos. E a arrecadação cai. E Lula gasta de forma desenfreada. E o déficit das contas públicas aumenta. E a Amazônia queima. E Lula faz de tudo para reduzir a pó comissões parlamentares, a do 8 de Janeiro, a do MST… Esse negócio de procurar a verdade é sempre perigoso, quando se trata do petista.

Agora o acusam de interferir na eleição presidencial argentina. Seria reincidência. Lula já ajudou Hugo Chávez nas eleições presidenciais na Venezuela em 2012. Porque, como o próprio Lula disse na época, “uma derrota de Chávez seria igual à queda do Muro de Berlim, ou ainda pior”.

Lula se envolveu mesmo na campanha do ditador amigo… Esteve em Caracas, com José Dirceu. Escalou seu marqueteiro João Santana para ajudar Chávez e, depois, também Nicolás Maduro. Tudo isso foi revelado pela Operação Lava Jato. Santana e a mulher, Mônica Moura, recebiam malas de dólares pelo trabalho. Parte desse dinheiro foi bancada por empreiteiras brasileiras com contratos na Venezuela, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez.

Se a interferência de Lula numa eleição em outro país, para erguer seu “império socialista latino”, não seria inédita, uma atuação independente da ministra Simone Tebet seria… Ela já disse que não se importa de ser uma “segunda voz”, de não indicar o presidente do IBGE, que está sob seu guarda-chuva. Lula decide; ela acata. A ministra sabe muito bem que “Lula é o técnico e o Pelé do time”.

De repente, não mais do que de repente, a “Estepe” resolveu tomar uma decisão autônoma e liberou US$ 1 bilhão para a falida Argentina, numa clara ajuda ao candidato peronista. Não consultou o Lula, não consultou o Haddad, não foi nem procurada por eles. Foi assim, de mulher para mulher: a secretária de Assuntos Internacionais da ministra indicou o que deveria ser feito; Tebet fez.

A democracia relativizada do Lula não tem limites, não tem fronteiras. Para ele, só há democracia quando os “companheiros” levam uma eleição. Se eles perdem, não há dúvida de que foi golpe, que teve manobra reacionária. É muito arriscado deixar a decisão nas mãos dos eleitores, em campanhas e pleitos honestos, justos, equilibrados. É assim que pensa o Lula. E dizem que ele está certo… O andador é que está errado.

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

“SEMODEZA”

“Tenha modos, menino”! Tenha modos, menina!

Esta era a repreensão feita pelos pais ou avós, no século passado, quando um filho (a) ou neto (a), “fazia arte”, ou seja, era buliçoso (a), treloso, mexia no que não devia, ou quando as crianças queriam se esmurrar mutuamente.

Uma repreensão dos pais ou dos avós servia como um alerta para que fossem obedientes e não fossem agressivos. Às vezes, bastava um olhar de desaprovação dos pais ou avós, para que a criança entendesse que estava errada.

Os castigos aplicados eram ligados à privação de sair para brincar na rua, ou de ir ao cinema ou praia no final de semana. Tempos depois, também era castigo, a proibição de assistir televisão.

Nesse tempo, os pais ou avós eram livres para ralhar com os filhos e netos o quanto fosse necessário, dando-lhes conselhos que perdurariam para sempre. Isto fazia com que as crianças os olhassem com respeito e aprendessem a ser cordiais e sem agressividade. Daí, nascia a disciplina doméstica, indispensável à formação do caráter da criança, tarefa que os pais e avós tomavam para si, com seriedade. Não havia o descaminho hoje ensinado pelos veículos televisivos, e pelas redes sociais.

A era cibernética trouxe muitos avanços para a humanidade, mas, em contrapartida, trouxe muito prejuízo à família, na criação dos filhos, com a banalização da violência, dos costumes e do desrespeito aos mais velhos, principalmente pais e avós.

“Tenha modos!” é uma expressão que já não se usa. Os conselhos dos pais e avós, nos dias de hoje, são levados na brincadeira, sendo motivos de galhofa, por parte da maioria das crianças e adolescentes.

Atualmente, o maior castigo que os pais podem impor aos filhos, sejam eles crianças ou jovens, é tirar deles o celular e a internet, privando-os das redes sociais por algum tempo. São capazes de entrar em depressão, com um castigo desse tipo. Essa privação é uma forma de educar.

Desde a sua invenção, o celular passou a ser a peça mais importante na vida dos jovens e adultos.

É comum, numa sala de espera para qualquer atendimento, as pessoas que ali aguardam sua vez, se contentarem em “conversar” apenas com o celular, evitando encarar as pessoas ali presentes. Não se faz mais amizade, nas longas esperas para atendimento médico ou outro qualquer.

O ser humano se sente, cada vez mais, sozinho, tendo como principal rival o celular.

A escola recebe os alunos, esperando que eles tenham recebido em suas casas o mínimo de educação doméstica. Infelizmente, isso é uma utopia no mundo atual. A educação doméstica, nos tempos modernos, é “terceirizada”. O convívio entre pais e filhos, logo cedo, é prejudicado, pela evolução dos costumes, com a mulher trabalhando fora de casa.

Logo cedo, a criança é tirada do ambiente familiar para as creches, onde passam o dia convivendo com as “tias”, e depois passam logo para as escolinhas. Em casa, o trabalho e dedicação das mães também é “terceirizado”, passando a criança a conviver mais com as babás do que com elas. E muitas crianças terminam vendo como mãe a própria babá.

Essa decadência familiar é fruto do progresso.

“Tenha modos!”, não se diz mais. A expressão caiu em desuso.

Entretanto, a “semodeza”, ou indecência, se alastrou pelo nosso País em todos os aspectos. Com os novos métodos de educação, o que era errado agora é certo, e nada mais é “ilegal, imoral ou engorda” (canção de Roberto Carlos – 1976)).

A “semodeza” tomou conta da sociedade capitalista e cresceu sem limites, principalmente na vida pública e política do nosso País.

Entretanto, a Natureza é inexorável, e mais cedo ou mais tarde, se vingará exemplarmente da violação de suas leis.

A bola da vez, agora, é a descriminalização do aborto.

Pois bem. O aborto, praticado por comodidade ou conveniência, é um crime, e como tal, terá o seu castigo. Mestre Mundo não perdoa. Ele dá muitas voltas, mas chegará o dia em que acertará as contas com o devedor.

Quem pratica um ato de maldade, cedo ou mais tarde colherá seu fruto.

O palco da vida chega a dar medo. Quando se abrem as cortinas, os papeis se invertem. É a hora da colheita. Na vida, só se colhe o que se planta.

Como cantava uma ceguinha na feira de Nova-Cruz, na calçada da bodega do meu saudoso pai:

“O que a gente faz aqui, aqui mesmo a gente paga.

Não estou rogando praga, você vai pagar aqui…

Lá em cima tem o Criador, o Nosso Senhor com um livro na mão. E lá de cima ele está vendo tudo, está tomando nota, prestando atenção.

Não vá pensar que vai ficar assim; o que você fizer aqui, aqui mesmo vai pagar…São palavras de um velho ditado, se achar que está errado, procure modificar…”

Por enquanto, assistimos ao desenrolar da comédia humana, até que venha o reverso da medalha.

“No picadeiro ao léu, palhaços sem papel, somos todos nós, falseando a voz, e a plateia chora, rindo.”

Ri, podes rir, não faz mal
Todo o amor, afinal
Deixa um peito sangrando
Um coração chorando
Alguém se lamentando
Ri, quanta gente infeliz
A sorrir, ninguém diz
Leva a vida cantando
A própria dor negando
O seu amor calando
No picadeiro, ao léu
Palhaços sem papel
Somos todos nós falseando a voz
E a plateia chora rindo

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

DISCRIMINAÇÃO

Considere as seguintes afirmações:

– Uma empresa tem o direito de contratar os funcionários que quiser.
– Uma empresa tem o direito de contratar os funcionários que quiser, desde que sejam negros.
– Uma empresa tem o direito de contratar os funcionários que quiser, desde que sejam brancos.
– Uma empresa tem o direito de contratar os funcionários que quiser, desde que não sejam gays.
– Uma empresa tem o direito de contratar os funcionários que quiser, desde que sejam gays.

Quem concorda com todas as afirmações acima, pensa como eu: somos a favor da liberdade de discriminar. Sim, porque “discriminar”, segundo o Aurélio, significa “distinguir, discernir, separar”, e “discriminação”, segundo o enorme dicionário do Prof. Dr. Francisco da Silveira Bueno, significa “discernimento”. E discernimento, ou discriminação, é o que separa o ser humano dos animais irracionais, que são desprovidos de vontade própria e agem apenas segundo seus instintos. Nós, humanos, temos a capacidade de decidir se gostamos de carne ou de peixe, de maçã ou de banana, de bolero ou de samba, de praia ou de piscina. E temos a capacidade de formar opinião sobre tudo que nos rodeia, incluindo outras pessoas. Não somos obrigados a gostar ou a não gostar de alguém, temos a liberdade de formar nossa opinião.

Um emprego é um contrato de trabalho, e o direito ensina que contrato é “um acordo voluntário entre duas partes”. Um acordo voluntário significa que existe liberdade para definir os critérios que serão usados para avaliar a conveniência ou não do acordo – e estes critérios podem ser objetivos ou subjetivos. Nesta ótica, as quatro últimas frases são desnecessárias e redundantes: a primeira já diz tudo. Claro que também vale para o outro lado, uma pessoa também tem o direito de escolher com quem vai ou não firmar um contrato de trabalho, e tem o direito de usar os critérios que bem entender para isso.

Quem não concorda com nenhuma das frases acima, tem opiniões diferentes da minha sobre liberdade.

Agora, naquelas pessoas que concordam com algumas das afirmações e discordam de outras é que mora o problema. Sim, porque, sendo todas elas uma consequência lógica do conceito de liberdade, aceitar só algumas implica em dizer que existem liberdades certas e liberdades erradas. Ou de outra forma, implica em negar o direito de cada um estabelecer seus critérios, e definir que deve existir um critério único para todos. Isso é muito perigoso.

Todas as pessoas que acreditam que existem verdades absolutas também acreditam que esta verdade absoluta é a dela. Nunca vi alguém dizer “eu creio que existe uma maneira incontestavelmente certa de pensar, mas não é a minha”. Essas pessoas que acreditam conhecer a verdade absoluta geralmente são completamente incapazes de aceitar a idéia de que podem não estar tão certos assim, ou mesmo que para outras pessoas e outras situações a verdade possa ser diferente.

PENINHA - DICA MUSICAL