
Amanheceu um sábado bonito e de sol aqui no Recife.
Hoje a cidade está movimentada com a folia, o povo nas ruas brincando o carnaval e frevando atrás dos diversos blocos que irão arrastar multidões. A alma alegre, debochada e brincalhona do recifense, herdada dos holandeses – que por aqui ficaram aqui por mais de duas décadas -, é uma riqueza cultural da nossa capital.
Aqui em frente ao meu edifício, na Rua Apipucos, zona norte da cidade, já está tudo pronto e enfeitado para o desfile do bloco Turma da Jaqueira Segurando o Talo. Uma animação danada, com o tradicional estandarte sendo aplaudido pela multidão!
Além da alegria e da diversão, o carnaval também é fonte de renda pra muita gente que ganha a vida vendendo quinquilharias, enfeites, fantasias, bebidas e tira-gostos.
Tem barraquinhas e carrinhos que só a peste aqui nos arredores.
Chupicleide já fez um vale e disse que vai cair no passo ao som do frevo, e encher o rabo neste final de semana.
Isso por conta das generosas doações que foram feitas esta semana pelos leitores Benigno Aleixo, Áurea Regina, Eraldo Moura e José Claudino. Gratíssimo a todos vocês pela força, queridos amigos fubânicos!
Ontem, sexta-feira, Chupicleide encerrou o expediente dizendo que estava fogosa, doida pra cair na gandaia e que iria dançar o frevo “com calor na bacurinha”.
Ô sujeitinha escrota que só a peste!
Adivinhem de quem ele tá falando? pic.twitter.com/nGsCMkhcl1
— • 𝐂𝐚𝐜𝐚𝐥𝐢𝐦𝐚 • (@cacabylima) February 10, 2023

Música Nessa Estrada da Vida a caminho de completar 40 anos
O caminho que liga Exu, Pernambuco, Terra de Luiz Gonzaga ao Crato, Ceará, lugar onde nasceu Padre Cícero é a via das escolhas, das encruzilhadas, da fé, território das forças dos ancestrais, trabalho e dons. As paisagens agem e ardem em eco.
Quais mãos trabalharam na confecção desse origami? Nesta planície sem fim de cores e sons nasceu, Valdi Geraldo Teixeira, o Neguinho do Forró, morador de Exu, cidadão do mundo.
Sempre é bom lembrar: o grande balaio musical de Luiz Gonzaga tem um exuense. A cada viagem que fazia pela região Nordeste Luiz Gonzaga “descobria”, encontrava um compositor. Em Caruaru: Onildo Almeida. Rio Grande do Norte o Janduhy Finizola. Paraíba, José Marcolino, Antonio Barros. Em Pesqueira, Nelson Valença. Campina Grande, Rosil Cavalcanti. Arcoverde João Silva. No Rio de Janeiro encontrou o parceiro Humberto Teixeira, nascido em Iguatu, Ceará. José Clementino, em Varzea Alegre. Zé Dantas, em Pernambuco, para citar alguns destes poetas parceiros que deram Luz a obra e vida do Rei do Baião.
E pertinho dele, ali na curva da Chapada do Araripe, em Exu, na sua terra, Valdi Geraldo, o Neguinho do Forró. Músico, compositor de quem Luiz Gonzaga gravou a música “Nessa Estrada da Vida” em 1984 no disco (LP), Danado de Bom. Neguinho do Forró é um desses talentosos compositores que contribui com o reinado de Luiz Gonzaga.
Valdi Geraldo é compositor do sucesso da música Nessa Estrada Vida, em parceria com Aparecido José. São 38 anos dessa gravação. Um dos sucessos gravados na voz de Luiz Gonzaga e que até hoje é referência o cancioneiro da música brasileira. Nessa Estrada da Vida é uma das canções mais regravadas até os dias atuais.
A história conta que ao ouvir a música Luiz Gonzaga teve paixão de primeira. Tarimbado, o Lua, sabia quando estava diante de uma riqueza musical, viu que melodia, ritmo e harmonia são frutos do seu Reinado. Gravou.
Hoje “Nessa Estrada da Vida” é uma das músicas mais interpretadas no cancioneiro brasileiro. Recebeu regravações de Dominguinhos, Jorge de Altinho, Waldonis, fiéis seguidores e discípulos do Rei do Baião.
Detalhe: o disco “Danado de bom” vendeu mais de um Milhão de cópias, contou com a participação de Elba Ramalho na faixa “Sanfoninha choradeira” (João Silva) e Luiz Gonzaga ganha o Disco de Ouro considerado no mundo musical um dos mais belos trabalhos de um artista brasileiro.
Com a morte de Luiz Gonzaga, em agosto de 1989, foi também em Valdi Geraldo que o Gonzaguinha, o poeta da resistência, que por centenas de vezes caminhou nas estradas, visitando lugares e construindo sonhos no pé da serra do Araripe pensando em concretizar o projeto do Parque Asa Branca, Museu Gonzagão.
Desde 1999, quando conheci, Valdi Geraldo em Exu, tenho o maior respeito e admiração por este artista. Homem de Bem. Alma de cantador. Ele, não vive comercialmente da música. É funcionário do Ministério da Saúde. Na época produzimos uma reportagem para a TV Grande Rio/Afiliada Globo destacando a obra e vida do Neguinho do Forró. As imagens foram do produtor Luciano Peixinho.
Em 2012, Neguinho do Forró, lançou um CD, Alegria e Beleza do Sertão, uma das composições mais belas da música brasileira, que se junta a lavra criativa do poeta. Valdi Geraldo cultiva a simplicidade, ou seja, sabe tratar o povo, que tanto Luiz Gonzaga pedia para não esquecer, e valorizar o seu pedaço de terra se fazendo universal.
Valdi Geraldo está marcado para a eternidade e o Brasil poderia ainda em Vida ser mais grato pela trajetória desse cantor e compositor. Caruaru, Pernambuco, através do pesquisador Luiz Ferreira souberam valorizar o artista e ele, em 2014, recebeu o título troféu Orgulho de Caruaru, através do Espaço Cultural Asa Branca do Agreste.
Luiz Gonzaga é citado por todos os compositores como um mestre na arte de sanfonizar as canções. Sanfonizar é um termo criado pelo próprio Luiz Gonzaga. O pesquisador José Teles, afirma que a maioria dos seus parceiros de Luiz Gonzaga não escondem que cederam parceria para o Rei do Baião, porém, geralmente, suavizam a revelação com um argumento: ninguém interpretaria a composição igual a ele. Ou ressaltam o talento de Gonzagão para “sanfonizar” as composições – ou seja, como usava seus dons de arranjador para enriquecê-las.
Nessa Estrada da Vida segue o poeta e compositor Valdi Geraldo, o Neguinho do Forró. Poeta dos bons que caminham na Luz da Chapada do Araripe.
Assim ouvi e aqui reproduzo
— Elisa Brom (@brom_elisa) February 11, 2023
O PT de Lula prepara um evento para apoiar os ataques de Lula a Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.
Os abestados não sabem, por ignorância mesmo, que poucas coisas são mais inflacionárias do que atacar e tentar desestabilizar a autoridade monetária.
* * *
Chamar militante do PT de “abestado” é uma tremenda redundância.
Bem mais que abestados, os devotos do larápio são também descerebrados.
Ao invés de cérebro, eles têm bosta na cabeça.
