CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

O CANTAR MARAVILHOSO DO “CABOCLINHO” – A AVE E O CANTOR

Caboclinho

CABOCLINHO CANTO SELVAGEM PARA ESQUENTAR O SEU!!!

Clique na imagem abaixo para ouvir o canto do caboclinho:

“Caboclinhos – Os caboclinhos são espécies de aves passeriformes do gênero Sporophila da família Thraupidae.

Em sua maioria são migrantes e possuem hábitos semelhantes. Estão em perigo de extinção devido a perda de seu habitat natural.

O caboclinho mede cerca de 10 centímetros de comprimento. O macho é de coloração geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea na parte superior e branco-amarelada na inferior.

Pode ser localizado nos campos com gramíneas altas, cerrados abertos e áreas pantanosas. Fora do período reprodutivo, vive em grupos, às vezes grandes, freqüentemente em meio a outras espécies que também se alimentam de sementes. Presente do estuário do rio Amazonas (Amapá, Pará) e Maranhão até o Rio Grande do Sul, incluindo a totalidade das regiões Nordeste e Sudeste, estendendo-se para oeste até Goiás e Mato Grosso”. (Informações extraídas do Wikipédia)

A paixão pela criação de aves é cultural em meio aos nordestinos. Gaiolas, alçapões e até canários para “rinhas” ainda é um hábito sem a maldade que os teóricos/hipócritas querem fazer virar verdades.

Via de regra, na fase da infância, adolescência e juventude, o menino nordestino – com certeza sem o alcance do modernismo vivido pelos da mesma faixa etária das cidades chamadas grandes – criou ou cria passarinhos. Por prazer de escutar o cantar de cada espécie. Nunca por maldade, como um dia disse a letra da música: “furaro os zóios do assum preto, prumode assim ele cantá mió”!

Papa-capim, coleiro (também conhecido como “gola”), bigodinho (conhecido como “bigodeiro”), azulão, bicudo, curió, pintassilgo e, claro, o famoso “caboclinho”, também conhecido como caboco lindo. Todos esses pássaros eu criei na juventude.

Pássaros de tamanhos maiores, como sabiá, galo de campina, xexéu, corrupião, canário silvestre, sanhaço (ou sanhaçu), pipira, também criei. Hoje sou criador de canários belgas de reprodução. Não crio mais nenhum dos pássaros silvestres proibidos por lei nacional.

É claro que, hoje, sendo mais consciente e tendo conhecimento da função ambiental da ave – qualquer que seja ela! – não aconselho que ninguém mantenha pássaros presos numa gaiola.

Mas, criança/adolescente/jovem sabe, ou, quer saber disso?

Sílvio Caldas – o “Caboclinho”

Sílvio Antônio Narciso de Figueiredo Caldas, nasceu no Rio de Janeiro, a 23 de maio de 1908, e faleceu em São Paulo, a 3 de fevereiro de 1998. Foi não “apenas” um cantor e compositor brasileiro. Foi, isso sim, um dos mais consagrados e admirados cantores brasileiros.

Sílvio nasceu na Rua São Luís Gonzaga, nº 209, no bairro carioca de São Cristóvão. Seu pai, Antonio Narciso Caldas, era dono de uma loja de instrumentos musicais, afinador e mecânico de pianos e compositor. Sua mãe, Alcina Figueiredo Caldas, era cantora amadora. Ele teve um irmão, Murilo, que também se destacou na música.

Pode-se afirmar, sem medo de errar, que “não era um estranho no ninho”.
Intérprete de mancheia, eternizou uma música composta por Ary Barroso, de nome “Maria”:

Maria!
O teu nome principia
Na palma da minha mão
E cabe bem direitinho

Dentro do meu coração Maria
Maria
De olhos claros cor do dia

Como os de Nosso Senhor
Eu por vê-los tão de perto
Fiquei ceguinho de amor
Maria

No dia, minha querida, em que juntinhos na vida
Nós dois nos quisermos bem

A noite em nosso cantinho
Hei de chamar-te baixinho
Não hás de ouvir mais ninguém, Maria!
Maria!
Era o nome que dizia
Quando aprendi a falar
Da avozinha
Coitadinha

Que não canso de chorar Maria
E quando eu morar contigo
Tu hás de ver que perigo
Que isso vai ser, ai, meu Deus

Vai nascer todos os dias uma porção de Marias

De olhinhos da cor do teus, Maria!
Maria!”

Consagrado nacionalmente na época que dividia a idolatria com Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Agostinho dos Santos e outros que cantavam ritmos diferentes, mas nem por isso eram menos idolatrados e queridos, Sílvio Caldas ainda hoje é honrado e admirado.

Conservatória rendeu homenagem à Sílvio Caldas

Quem conhece a cidade de Conservatória, no Estado do Rio de Janeiro – conhecida como “Cidade Musical” ou Cidade da Música, sabe que Sílvio Caldas, o “Caboclinho” recebeu uma homenagem, tendo ali colocada uma estátua sua em tamanho original.

DEU NO JORNAL

CACHAÇA ESTRAGADA

Eventuais falhas de memória e momentos em que parece viver nos anos 1980 preocupam interlocutores do presidente Lula.

Estranham seu radicalismo arcaico, com o discurso superado de sindicalista do ABC.

* * *

O que esta nota aí de cima chama de “falhas de memória” do Ladrão Descondenado, num deve ser maconha estragada.

Boulos não permitiria isso e selecionaria um produto bom

Acho que é cachaça ruim mesmo.

Cachaça estragada está aumentando a capacidade excretora de bosta do Lulalau: tanto pelo furico, quanto pela boca.

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JERICOS NO COMANDO

Luiz Marinho, Ministro do Trabalho, é outro petista mais perdido que cachorro em dia de mudança: revelando despreparo para lidar com as atuais relações de trabalho, ele desdenhou com a saída do país de aplicativos como Uber e iFood, ameaçados por decisões ativistas da Justiça do Trabalho.

Agora defende a ideia de jerico de os Correios substituírem os serviços dos aplicativos. Ele não faz ideia, mas os Correios têm 89 mil funcionários, enquanto só o Uber, por exemplo, dá trabalho a 1,5 milhão de brasileiros.

O aplicativo de entregas iFood tem cerca de 160 mil entregadores cadastrados no Brasil, quase o dobro dos funcionários dos Correios.

A ideia maluca sobre aplicativos foi exposta em reunião de Marinho com uma perplexa comissão chinesa que visitava o hospício, ops, o Brasil.

Outra solução de Marinho para solucionar a debandada de empresas como a Uber (que vale R$ 340 bilhões) é “criar outro aplicativo”.

Marinho chama de “chantagem” a possível fim dos aplicativos, ignorando o mal que sua posição atrasada causa a milhões de brasileiros.

* * *

Apesar da ofensa cometida contra os jericos, o melhor dessa nota aí de cima é quando diz que a ideia do ministro do Ladrão Descondenado foi “de jerico”.

“Ideia de jerico” é uma expressão que se casa admiravelmente com todas as figuras do atual governo, desde o chefe lá no topo até o último no final da longa fila.

Desse time de jegues, só escapa mesmo o Polodoro, nosso querido mascote, que adora enrabar esquerdistas com sua monumental pajaraca.

Não foi por acaso que os jericos militantes participaram tão ativamente da última campanha.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

BANCO CENTRAL

Em fevereiro de 2021 escrevi aqui no JBF um texto falando sobre a autonomia do Banco Central. Passados dois anos eis-me aqui para tocar, novamente, nesse assunto diante da insistência do presidente eleito em criticar a política monetária adotada pelo BACEN pelo presidente Roberto Campos, eleito “melhor presidente de Banco Central do Mundo”. A politica mesquinha e míope do presidente em exercício passa pela extrema necessidade de falar merda sempre que abre a boca.

Em qualquer economia que se preze, o Banco Central é um instrumento de politica monetária. Nos Estados Unidos, Alan Greenspan foi presidente do Fed – Federal Reserve, por 20 anos. Enfrentou a crise provocada pelo atentado das Torres Gemes sem se importar com o que fazia George Walker Bush que, guardada as devidas proporções, também foi gerado no intestino tal qual o presidente brasileiro em exercício. Bush não se metia até mesmo porque não entendia patavinas de economia, apesar da sua graduação na Escola de Negócios de Harvard.

Esse ataque babaca ao Banco Central por parte do presidente em exercício requer uma simples pergunta: qual o interesse do presidente em exercício na condução da política monetária? Vamos pensar um pouco: a política fiscal é feita pelo congresso e presidente já conseguiu aprovar um orçamento com R$ 170 bilhões para distribuir aos seus eleitores como forma de agradecer os votos obtidos. Mas, no início do mês uma nova legislatura foi instalada e com ela uma perspectiva de um relacionamento conflituoso com o executivo. Então, na cabeça do jumento se vislumbra um horizonte de que sem a autonomia do BACEN ficaria mais fácil desviar as diretrizes para atender questões eleitoreiras do seu governo. Ledo engano.

O ano de 2023 começou com sinais contundentes de redução do crescimento econômico, de alta de inflação motivada, principalmente, pelo chute no controle fiscal e por uma série de declarações dadas com a forte conotação de que a inexistente política econômica desse governo será implementada de forma semelhante a operação “tapa buraco” que não suporta uma chuvinha mais forte. Inflação alta se combate com elevação da taxa de juros. Qualquer estudante de um curso introdutório de Macroeconomia sabe disso, menos o ministro da Fazenda e o presidente em exercício. A taxa de juros mais reduz o investimento, que é uma das variáveis do PIB, portanto, a sinalização da taxa de juros mais alta indica que vamos ter um PIB menor. Por essa razão o presidente resolveu criticar a política do banco central.

Não faz o menor sentido questionar a política do banco central. Na verdade, o governo poderia contribuir bastante com isso se tivesse responsabilidade, no entanto, a escola econômica em voga é aquela que coopta o indivíduo mediante os inúmeros programas sociais que, na essência, melhoram o consumo de uma família, mas que não geram patrimônio, ou seja, o cara come algo melhor porque tem uma renda, mas esta renda é insuficiente para gerar uma poupança que induza crescimento econômico.

Tem mais: o Banco Mundial deve ter produzido uma fake news quando divulgou dados econômicos do Brasil em 2020. Tivemos crescimento de 3,1%, inflação de 6%, desemprego em 8%, aí vem o atual governo falar de herança maldita e Haddad dizer que encontrou um rombo de R$ 300 bilhões nas contas públicas. É preciso encontrar um culpado para fracasso que se avizinha. Não bastasse tivemos algumas surpresas desagradáveis com as grandes empresas entrando com um processo de regime judicial. A crise começa a dar a fazer caras e bocas no mercado brasileiro.

Em meio a tanta bagunça observada em meros 40 dias, acabo associando a visão do dilúvio na época de Noé. Foram 40 dias para água baixar, mas por aqui já estamos com água no pescoço e vamos torcer para que não troquemos a água por uma corda. Eu continuo favorável a autonomia do Banco Central e espero que Roberto Campos cumpra seu mandato até 2024, conforme a lei, apesar da pressão que vai sofrer até lá. Temos grandes evoluções no sistema financeiro graças ao trabalho desse cara.