DEU NO JORNAL

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

A PALAVRA DO EDITOR

HOJE É DIA DO GALO DA MADRUGADA!

Sábado, 18 de fevereiro.

Dia da abertura oficial do Carnaval da capital pernambucana.

Recife está em festa de ponta a ponta.

Alegria contagiante, celebração de vida!

Hoje é dia do desfile do Galo da Madrugada, o maior bloco de carnaval do mundo, conforme dizem os modestos moradores dessa cidade momesca e festiva.

Segundo as avaliações dos especialistas, são mais de dois milhões de pessoas nas ruas.

Durante toda a semana, o noticiário local se ocupou o tempo todo da montagem do gigantesco Galo no centro da cidade, sobre a Ponte Duarte Coelho, que cruza o Rio Capibaribe.

Pra que vocês tenha uma ideia da imensidão desta estrutura, comparem o tamanho do Galo com a altura do operário que está no pé da foto a seguir:

JOSÉ MARTINS/JC

A ponte foi interditada há alguns dias para a montagem do monumento, alterando toda a circulação de ônibus, carros e pedestres no centro do Recife.

Sem problemas, sem reclamações, com a aprovação dos moradores.

Montagem do Galo Gigante

Hoje cedo, saímos eu e Aline pra tomar o café da manhã fora. A padaria já estava cheia de foliões fantasiados, todos se preparando pra ir pro desfile do Galo, lá no centro da cidade.

Em todos os cantos e ruas pelas quais passamos, os carnavalescos devidamente paramentados já estavam a caminho.

Chega me bateu  nos peitos uma assuspiração de saudade…

Saudade do tempo em que eu podia frevar e ir atrás do Galo, cantando, fazendo o passo e enchendo a cara!!!

Um excelente carnaval para toda a comunidade fubânica!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PT CHAMA A LAVA JATO DE QUADRILHA – ELES NOS PEGARAM!

Deltan Dallagnol

corrupção Lava jato

Manifestação em apoio à Operação Lava Jato, em Curitiba, ocorrida em 2016

Ontem o PT divulgou uma resolução que chama a Lava Jato de quadrilha. Vou contar a história dessa quadrilha por inteiro. Ela atrapalhou tudo: ela investigou, condenou e desmanchou o maior esquema de corrupção da história do Brasil.

A quadrilha errou feio. Foi o primeiro caso de uma quadrilha de vilões que devolveu 25 bilhões de reais ao povo brasileiro. Isso é um absurdo. E com quem estava esse dinheiro? Com um grupo de mocinhos bem-intencionados, do bem, que dizia “bom dia a todes”.

Os mocinhos injustiçados pela quadrilha não fizeram nada de mal. Eles só amavam demais sítios, triplex, refinarias, navios-sondas, pedágios, estádios da Copa, joias, bolsas de luxo, malas de dinheiro e contas no exterior.

Como os mocinhos vitimizados pela Lava Jato pagavam tudo isso? Com o dinheiro dos “amigos”. Certamente nada era deles. Os recursos vinham de toda uma população brasileira que vivia num país sem fome, sem miséria e onde tudo funcionava.

Somos gratos, aliás, a Fernando Haddad por ter esclarecido na última quarta-feira que entre 2003 e 2010 não havia mais fome no país, nem criança no sinaleiro. Desmentiu as informações certamente falsas da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) de que havia cerca de 11 milhões de brasileiros com fome em 2009. Essa pesquisa só pode ter sido encomendada pela CIA.

Os mocinhos criminalizados pela Lava Jato pagavam seu luxo com o dinheiro legítimo que vinha do ouro negro, o petróleo, uma riqueza inesgotável. Eles apenas se reuniram em um grupo de pessoas que fez valer para si, de verdade, o slogan “o petróleo é nosso”.

Naquela época, estava tudo bem no reino do Brasil. No final de semana chovia cerveja, todo mundo comia picanha e era feliz. Até que um dia policiais, procuradores e juízes inescrupulosos chegaram cheios de suas leis e acusaram esses pobres inocentes de corrupção.

Pior do que isso, os vilões queriam que a lei valesse pra todes! Que absurde! Essa quadrilha da tal da Lava Jato ainda inventou contas no exterior com centenas de milhões de dólares e foi prendendo os mocinhos que antes eram felizes em suas farras de guardanapos.

Foram tempos sombrios. A quadrilha da Lava Jato foi a primeira da história a roubar de políticos e empreiteiros inocentes para dar ao Brasil mais de 25 bilhões de reais, destruindo a economia – ou as economias – que aqueles políticos e empreiteiros tinham feito ao longo de sua jornada ilibada em honestos contratos públicos.

O PT segue contando e querendo que o Brasil acredite nessa história para boi dormir – e tem muito do seu gado que acredita. Nesta quinta, Lula afirmou que o PT “tem que brigar para construir outra narrativa na sociedade brasileira”. Eles seguem querendo enganar as pessoas e mudar a verdade.

No palanque da festa de aniversário do PT na segunda-feira estava José Dirceu como um dos convidados de honra. Condenado no Mensalão e na Lava Jato, ninguém alega que não há provas de corrupção ou lavagem de dinheiro contra ele – salvo, talvez, seus advogados -, ainda que a palavra final sempre caiba à Justiça.

Mesmo assim, saudado pela presidente do partido, foi aplaudido com entusiasmo. Houve fila para fotos. Ontem, Lula disse que Dirceu é “agente e militante político da maior qualidade”. E as condenações por corrupção não importam?

A atitude do PT mostra sua hipocrisia: a luta pela impunidade das estrelas petistas nunca foi uma questão de inocência ou de direitos humanos. Foi uma defesa consciente de mecanismos criminosos para aumentar seu poder e viabilizar seu projeto hegemônico.

Além disso, é evidente que a luta do PT não é pelo Estado de Direito. As provas de corrupção e enriquecimento pessoal com dinheiro público não são um problema se o partido foi beneficiado e fortalecido. Na lógica socialista do PT, vale-tudo.

Do mesmo modo, o PT admite a injeção de bilhões em propinas nas eleições para fraudar a vontade popular nas urnas, desde que seja em favor do socialismo. Em vez de mudar o software brasileiro de “democracia” para “autoritarismo” às claras, o PT hackeou o software “democracia”, corrompeu-o, para garantir sua perpetuação no poder. De hacker, aliás, o PT entende bem.

O projeto socialista não é democrático, mas é sofisticado, o que deve causar maior preocupação. Não é à toa que Lula apoia as ditaduras de Venezuela e Cuba. O projeto petista é claramente autoritário. Só não vê quem não quer ver.

Do outro lado, nos processos judiciais contra a corrupção, estiveram vários homens e mulheres que trabalharam duro para desvendar esquemas de corrupção que matavam pessoas esperando em filas de hospitais e roubavam sonhos de crianças sem acesso à educação.

Muitos colegas no Ministério Público e na Polícia, técnicos concursados, lutaram pela justiça e pelo fim da impunidade. Lutaram para que o seu dinheiro fosse respeitado. Muitos deles são pais e mães que lutaram por seus filhos. Estou falando de pessoas de diferentes visões de mundo e ideologias, unidas por justiça e um país melhor.

Agora, essa equipe de centenas de homens e mulheres da lei é chamada de quadrilha. Lula, com o megafone de presidente que amplifica sua voz, seguido de seu partido e aliados em diferentes setores, ataca e humilha repetidamente quem apenas cumpriu seu dever.

Gostaria de poder dizer que esse delírio do mundo da imaginação do PT é inofensivo. Contudo, com o governo em suas mãos, o PT trabalha para transformar sua imaginação conspiratória em crença coletiva.

Para isso, o PT criou um ministério da verdade na Secretaria de Comunicação e na advocacia pública para ajudá-lo a reescrever a história. Contudo, não foi só isso. O governo está alterando a lei das estatais para injetar fortunas nas mídias e influenciá-las.

Antes, Lula falava em regulação da mídia – mencionou isso pelo menos nove vezes entre sua soltura e o começo de 2022. Como a ideia não vingou, o PT busca, mais uma vez habilmente, hackear o sistema – desta vez, o sistema de informação – com o poder político e do dinheiro.

A obsessão em mudar o passado da Lava Jato não é gratuita. Faz parte da estratégia de lavar o partido da sujeira moral de seus crimes. O PT tenta apagar o carimbo de quadrilha posto sobre os líderes petistas que saquearam o Brasil e colocar sobre os investigadores e juízes que revelaram os crimes.

O partido segue fielmente a lição de Goebbels, marqueteiro nazista, de que “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade“. Constrói um novo imaginário de pernas para o ar, ao seu gosto, em que os valores e a verdade são invertidos. Um mundo em que os bandidos são ovacionados por seus atos e perseguem os policiais.

DEU NO X

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

ECONOMIA

A economia é uma ciência estranha. Seu campo é analisar o comportamento das pessoas, e o senso comum diz que o comportamento humano é imprevisível. Isso não impede que as faculdades de economia passem anos mostrando aos alunos um amontoado de fórmulas que supostamente permitem prever todos os parâmetros econômicos de uma sociedade.

Esse mito é tão forte que eu me assustei essa semana ao ler, em um site de economia, a seguinte afirmação:

“Um dos maiores consensos no final do ano passado era de que o mundo entraria em uma recessão em 2023. Essa contração da economia começaria pela Europa, e depois se alastraria para os EUA e outros países. [..] O consenso é tão forte que, pela primeira vez na história, os economistas estavam prevendo uma recessão antes de ocorrer. Ora, quem olha os dados passados sabe que, em geral, as projeções de uma recessão acontecem durante, ou até após, o início dela. “

Como é? Um economista, em um site de economia, admitindo que até hoje os economistas nunca conseguiram prever uma recessão? De onde veio esse sincericídio?

A humilde (mas não muito) opinião deste pitaqueiro é que a ciência econômica hoje está em algum lugar entre a teologia e a astrologia. Explico:

Assim como os astrólogos, os economistas fazem cálculos complicados e “mapas astrais” cheios de detalhes, mas baseados em premissas completamente arbitrárias. Pode-se determinar com absoluta precisão que no momento em que uma determinada pessoa nasceu, Mercúrio estava retrógrado em relação à constelação de Capricórnio; isto é matematicamente exato. Tirar daí uma conclusão sobre o futuro da pessoa é algo completamente diferente. Da mesma forma, economistas, especialmente os que trabalham para o governo, passam a vida coletando dados e somando-os em planilhas complicadas, sem chegar à conclusão alguma, exceto talvez prever uma recessão depois que ela já está ocorrendo.

Em comum com a teologia, a economia adota o hábito de tomar como premissas aquilo que deveria ser a conclusão. Ao invés de estudar quais os resultados das intervenções do governo, os economistas proclamam estes resultados como dogmas inquestionáveis e desenvolvem o raciocínio a partir daí. Entre estes dogmas estão “um pouco de inflação é bom”, “é preciso estimular o consumo”, “moeda desvalorizada é bom para a balança comercial”, “gastos do governo enriquecem o país” e por aí afora.

Com o apoio entusiasmado dos jornalistas econômicos (que têm como mantra “o governo sempre acerta”) e com os acadêmicos fornecendo os “argumentos de autoridade”, também conhecidos como “você sabe com quem está falando?”, o resultado da intervenção do governo na economia segue mais ou menos o seguinte padrão:

1 – A economia está indo bem, as pessoas estão trabalhando, não há grandes problemas à vista. Como alguns preços dependem de fatores incontroláveis, como o clima no caso dos alimentos, existem oscilações de preço. O mecanismo do mercado “absorve” estas oscilações, de forma que o impacto geral é pequeno.

2 – Como tudo está bem, o governo resolve se meter para “estimular a economia”, usando seu poder para fabricar dinheiro do nada. O dinheiro vai parar nos bancos. Os bancos usam esse dinheiro que ganharam sem custo para conceder empréstimos e ganhar mais dinheiro.

3 – Com o crédito fácil, a população começa a se endividar para consumir. À medida em que o dinheiro criado se espalha pela economia, a lei da oferta e procura entra em ação e o valor do dinheiro cai, o que significa que os preços sobem. O aumento súbito do consumo também ajuda a empurrar os preços para cima.

4A – Em países onde o governo é irresponsável, o governo reage ao aumento de preços fabricando ainda mais dinheiro. Isso inicia um círculo vicioso que acaba em hiperinflação. Nota: alguns economistas chegam a ter a cara-de-pau de dizer que hiperinflação não é culpa do governo, mas até hoje nenhum deles foi capaz de citar um caso sequer de hiperinflação que não tenha sido precedida por um aumento na fabricação de dinheiro (em economês: expansão monetária).

4B – Se o governo é um pouco mais responsável, ele percebe a burrada e reduz a fabricação de dinheiro, e em muitos casos aumenta a taxa de juros para “esfriar a economia”. O resultado é que as pessoas ficam endividadas e com menos dinheiro; os preços permanecem altos. A economia entra em recessão. As pessoas apertam o cinto para pagar as dívidas contraídas na época da farra, as empresas que investiram para aumentar a produção vêem o investimento não dar retorno, o governo começa a apontar culpados: a chuva, a falta de chuva, o calor, o frio, os especuladores, os produtores, algum país estrangeiro, qualquer um, menos ele mesmo.

5 – Se nesse ponto o governo não fizer mais nada, aos poucos as coisas voltam ao lugar, embora geralmente em uma situação um pouco pior do que antes. Os preços se estabilizam, as pessoas pagam suas dívidas e voltam a consumir, oferta e demanda voltam a se equilibrar. Voltamos ao ítem 1. Se o governo insistir em querer “consertar” a economia, podemos esperar medidas cada vez mais irracionais e um caos cada vez maior. Exemplos clássicos: a depressão de 1921 nos EUA foi do primeiro tipo. Houve um ano ruim, e depois a economia voltou a crescer. Já a depressão de 1929 foi do segundo tipo: o governo se meteu em tudo que podia, e como resultado a crise durou quinze anos.

6 – Sempre existe o perigo dos políticos ficarem com medo do resultado das eleições e passarem direto do estágio 5 para o 2, sem que a economia tenha realmente se recuperado da crise. A tendência então é o país entrar numa espécie de montanha-russa de subidas e descidas, com o governo tomando medidas para um lado e para o outro tentando “estabilizar” a economia, mas conseguindo apenas agravar a situação. É que os políticos, que não entendem nada de economia, tomam decisões se baseando no que dizem os jornalistas, que não apenas não entendem mas acreditam em coisas que são opostas à realidade.

Passando da teoria para a prática, como o mundo está neste momento?

A crise da COVID foi uma das maiores de toda a história econômica do ocidente. Pessoas foram proibidas de trabalhar, empresas foram fechadas à força. Os mesmos governos que fizeram isso fabricaram dinheiro em escala nunca vista, acreditando que uma coisa compensaria a outra. O resultado, naturalmente, foi inflação. Os países desenvolvidos têm muito medo de inflação e ficam apavorados quando ela chega, embora nunca entendam porque ela apareceu. Quando os números começaram a ficar altos, os bancos centrais cortaram a fabricação de dinheiro.

O gráfico abaixo mostra a variação na quantidade de dinheiro na economia dos países membros da OCDE, mas não em valores nominais, como é comum, mas em termos de poder de compra. Ou seja, um número positivo indica que o dinheiro está valendo mais, um número negativo indica que o dinheiro está valendo menos. Vejamos:

O gráfico abrange 42 anos, começando em 1980. Até 2021, o índice variava entre 2 e 6% ao ano, com picos chegando a 12% em 1986 e 8% em 1999, 2001 e 2008. O que aconteceu nos últimos dois anos? Um aumento anual de 18% em 2021 seguido de uma redução de 7% em 2022. Em economia, ver números completamente diferentes do usual geralmente não é uma boa coisa.

O aumento inédito em 2021 é fruto de uma enorme emissão de dinheiro, da ordem de trilhões, feita pelos EUA e UE. Quando os preços começaram a subir, a emissão parou, o que causou o também inédito repique negativo no ano seguinte. Em termos práticos, as pessoas estão com menos dinheiro e este dinheiro está valendo menos. Em termos mais práticos ainda, recessão.

A história econômica mostra que em casos assim, o melhor que um governo pode fazer é não fazer nada, e esperar os preços se estabilizarem. É doloroso, mas funciona. Infelizmente, políticos sempre querem mostrar que estão “fazendo alguma coisa”, e as chances são de que novas bobagens venham a piorar ainda mais a situação, provavelmente caindo na montanha-russa do estágio 6 lá de cima.

Coisas que complicam a situação para a Europa:

– O caríssimo “estado de bem-estar social” exige gastos cada vez maiores, especialmente nos famosos “saúde e educação”, e nenhum político tem coragem de tocar no assunto.

– A guerra na Ucrânia bagunçou o mercado de energia, que já estava precário por conta de políticas eleitoreiras e demagógicas. No ano passado a União Européia gastou quase UM TRILHÃO de euros em subsídios a combustíveis e energia elétrica.
– A produtividade da população vem caindo, com as novas gerações preferindo viver de ajuda do governo ao invés de entrar no mercado de trabalho.

Concluindo, a Europa de hoje é um cenário pronto para fazer parte dos futuros livros-texto das faculdades de economia. Resta saber que rumos os políticos irão tomar neste ano que começa.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

ADEUS DONA FOLIA

Estas semanas pré-carnavalescas emocionam muito aqueles que têm mais de 80 anos e eu sou um deles. Sobretudo pelas músicas que as emissoras de rádio tocavam intensamente durante todos os meses que se antecipavam ao carnaval, nas décadas de 1940.

Uma – Adeus Dona Folia – me emociona por causa do momento que vivi quando estávamos no Café Lafayette e papai se encontrou com um fraterno amigo, Eduardo Barbosa, compositor campeão de muitos carnavais, cujas músicas sempre se colocavam nos primeiros lugares em concursos de frevo.

Havia tempo em que meu pai e aquele amigo compositor não se encontravam. Ouvi o musicista justificar a razão. Sua única filha havia sofrido um acidente, passara alguns meses no hospital e estava prestes a perder a visão dos dois olhos.

Ele então fez uma promessa para Santa Luzia, comprometendo-se a abandonar o carnaval e nem ao menos faria mais músicas, embora terminasse sua trajetória compondo apenas Adeus Dona Folia, para seu último carnaval.

Sempre que me lembro desse frevo-canção, costumo cantarolar essa expressão magnífica do sentimento musical, de uma pessoa que cumpriu sua promessa abandonando definitivamente o tríduo momesco.

Adeus Dona Folia, foi composta por Eduardo Barbosa, gravada em 78 Rpm, lançada por Nelson Gonçalves (Gilberto Inácio Gonçalves), com a Orquestra de Zacarias, em disco RCA Victor 80-0548-A, matriz S-078776), gravado em 12.09.1947 e lançado em novembro do mesmo ano.

Adeus eu vou me despedir
Não pretendo mais voltar
Guardarei saudades de você Dona Folia
E sinto até vontade de chorar.

Eu sempre vivi com você, querida
Numa eterna e verdadeira paixão
Foi você toda alegria de minha vida
Tudo não passou de ilusão.

PENINHA - DICA MUSICAL