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O VICE CHUCHU

O vice-presidente Geraldo Alckmin foi ao Twitter celebrar, nas palavras dele, uma “grande notícia”:

O reajuste de 18 reais no salário-mínimo.

Tanto tempo desfrutando do fausto do poder, ele perdeu a noção.

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Perdeu não apenas a noção, mas também a vergonha no fucinho.

E sendo vice numa chapa do PT, perdeu também o caráter e a honra.

Só pelo fato de ser vice de um Ladrão Descondenado, a quem ele tanto condenou em passado recente, o Picolé de Chuchu se tornou um tolôte sem qualquer significância.

José Simão on Twitter: "Alckmin Picolé de Chuchu X Dória Iphone! O Alcmin criou corvo. Cria corvo que um dia ele te fura os olhos!" / Twitter

COMENTÁRIO DO LEITOR

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ALEXANDRE GARCIA

REFORMA TRIBUTÁRIA NÃO VAI REDUZIR IMPOSTOS

Taxa Selic

Está se falando muito em reforma tributária. Não tenham esperança de que seja para reduzir os impostos. Vai ser exatamente o contrário, a carga fiscal vai subir. Aliás, já subiu a carga fiscal do ICMS a pedido de governadores, que apoiam o governo. De modo que o pessoal que vai receber um aumento de R$ 18 no salário mínimo, com o aumento do ICMS em tudo que vão comprar, inclusive no combustível, os R$ 18 não vão ser suficientes para isso, podem ter certeza.

E vão continuar pagando imposto, porque embora na campanha eleitoral o atual presidente tenha prometido isenção de imposto de renda para quem ganhasse até R$ 5 mil, na verdade a isenção vai ser para quem ganha até R$ 2.112. Tem gente dizendo que é para agradar a classe média, olha R$ 2.112 por mês, não é a classe média, não é nem classe média baixa. Estão fazendo uma avaliação muito muito estranha.

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Máscara

Carnaval, vocês já viram as imagens, aquela aglomeração. Olha só que estranho, a Anvisa exige máscara nos aeroportos e dentro dos aviões, mas não fala de máscara nessas aglomerações de Carnaval, inclusive nos clubes, que são fechados, pior ainda. Agora também não vai fazer diferença. A diferença que faz é se alguém estiver doente para não propagar para o outro.

Como proteção de alguém que não está doente, não respirar vírus não adianta nada. Agora é científico, meta análise, teste duplo cego, a Cochrane já divulgou, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já comunicou a Anvisa que a máscara não adianta nada.

Eu fico me perguntando, nesse tempo todo de engodo, de engano, de experiência irresponsável, que fizeram balconistas, por exemplo, coitados usando máscara no mínimo oito horas por dia, respirando o próprio ar expelido dos pulmões e se queixando de dores de cabeça.

Outra questão que está aparecendo bastante, a estatística agora está mostrando excesso de mortes no Reino Unido e em Portugal. Estão dando como explicação que são as mudanças climáticas, e a gente sabe que não se trata disso. O Reino Unido, por via das dúvidas, cancelou a obrigatoriedade de vacinação em crianças e adultos sem risco, por via das dúvidas.

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Parabéns

Parabéns aos integrantes do agro deste país. O agro não é apenas a lavoura, é a pecuária, é a indústria de alimentos, indústria de máquinas. O agro brasileiro, meus amigos, chegou a um produto bruto no ano passado de meio trilhão de dólares. Isso equivale ao PIB inteiro da Argentina, que já teve o maior PIB da América Latina lá no início do século passado.

Vejam só o resultado, faço votos para que o agro continue assim, embora esteja no governo uma ideologia que tem preconceito contra o agro e que ainda discute o direito de propriedade, que é uma cláusula pétrea inscrita no caput do artigo quinto da Constituição na mesma linha que o direito à vida.

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INCERTEZAS, RISCOS E IMOBILISMO

Editorial Gazeta do Povo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff.

O Brasil entrou 2023 com Luiz Inácio Lula da Silva assumindo a Presidência da República para seu terceiro mandato, ao qual se somam dois mandatos de Dilma Rousseff (com o segundo mandato de Dilma sendo concluído por seu vice, Michel Temer, após o processo de impeachment que depôs a presidente), portanto com o Partido dos Trabalhadores (PT) tendo vencido cinco eleições presidenciais. A campanha eleitoral de 2022 foi muito estranha e talvez a de menor nível político e intelectual após a redemocratização do país. Para começar, Lula praticamente não conseguia sair às ruas sem ser rejeitado pela população, numa contrafação de si mesmo nas eleições anteriores.

Qualquer análise política de bom nível suporia que um presidente eleito seria sempre aquele que tenha conseguido empolgar as massas e atrair multidões em comícios e eventos públicos o suficiente para ter mais votos que seus oponentes. Outro aspecto seria supor que um candidato vitorioso apresentaria o mérito de ter oferecido aos eleitores um plano de governo e ideias melhores que os candidatos derrotados. Ademais, o normal seria que, na posse de um novo presidente, a população, os empresários, os investidores e todos os agentes de mercado iniciassem seu ano conhecendo o plano de governo, as políticas públicas e as bases sob as quais tocarão suas vidas, negócios e investimentos.

Porém, usando sua vocação para o inusitado e o tortuoso, o Brasil, um país gigante de 215 milhões de habitantes, inicia o terceiro mandato presidencial de Lula sem saber nada dos pontos acima expostos, e mais: sem poder planejar e agir partindo da premissa de que Lula será o que já foi – afinal, ele foi presidente duas vezes – e que o PT seguirá políticas e práticas pelo menos parecidas com seus mandatos anteriores na Presidência; nem essa certeza ficou clara. O resumo é: nunca o país entrou sob um novo governo com tanto desconhecimento e numa escuridão de certezas como neste ano. Quem se der ao trabalho de analisar os planos das gestões anteriores de Lula e Dilma obterá informações conflitantes com as últimas falas de Lula.

Para comparar, quando Dilma Rousseff venceu a eleição para seu segundo mandato e, após anunciar os nomes da equipe econômica, a nação foi apresentada a seu plano de seis pontos no campo da gestão macroeconômica. Ainda que ela tenha contrariado a si mesma durante a gestão até ser deposta, os agentes de mercado dispunham das informações sobre os rumos que o governo disse que iria tomar; logo, podiam fazer seus planos e elaborar suas estratégias conhecendo o plano do governo, conforme falas das autoridades daquele momento, como o ministro da Fazenda, Joaquim Levy; o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa; e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

O Brasil entrava 2015 com a informação de que o governo pretendia: 1. manter compromisso com transparência e fim das maquiagens na contabilidade pública; 2. perseguir a austeridade fiscal, o controle dos gastos e meta de superávit primário (receitas menos gastos antes de deduzir os juros da dívida) de 1,2% do PIB em 2015 e 2% nos anos seguintes; 3. atuar para manter a dívida pública sob controle e, quem sabe, reduzi-la para chegar a 50% do PIB, inclusive freando repasses do Tesouro Nacional para o BNDES; 4. manter a inflação sob controle e trabalhar para reduzi-la até chegar a 4,5%, que era a meta da época; 5. adotar preços reais para energia, combustíveis e transporte coletivo, os quais haviam sido represados artificialmente por Dilma sob o argumento de segurar a inflação, prática que se revelou desastrosa para o país e, principalmente, para duas das maiores empresas estatais, a Petrobras e a Eletrobras; 6. manter a política de câmbio flutuante.

O plano retomava o tripé econômico do governo Fernando Henrique Cardoso, que consistia em sistema de metas de inflação, austeridade fiscal e câmbio flutuante. Na época, havia sérias dúvidas quanto à possibilidade de a presidente Dilma deixar a equipe trabalhar conforme o plano anunciado. De fato, Dilma transgrediu tudo o que seus ministros haviam anunciado, com aprovação dela, e foi por um caminho desastroso, culminando com as gambiarras orçamentárias que deram as bases legais para seu impeachment.

Esse plano de seis pontos servia para aquela época e serve igualmente bem para os tempos atuais. Porém, o que está acontecendo neste início de 2023 é um plano de dois pontos: o primeiro é Lula falando de coisas e medidas desconexas, altamente preocupantes e que estão assustando os agentes econômicos; o segundo é que não há plano nenhum, o Lula atual demonstra não ser o mesmo Lula do primeiro e segundo mandatos, e a rigor ninguém sabe para onde o governo caminhará em termos de política econômica – nem em muitas outras áreas. O resultado é que as incertezas aumentaram em quantidade e extensão, o país não tem plano econômico, o governo está como um motorista que assumiu o volante de um caminhão, mas não sabe para onde ir nem que carga está transportando, bem como demonstra não conhecer mais o veículo, que já não é o mesmo de 20 anos atrás.

Infelizmente, mais incerteza é sinônimo de mais riscos, desconfiança, imobilismo, menos investimentos e menos crescimento econômico. Para um país que precisa com urgência crescer e enfrentar a miséria e a pobreza, o Brasil vive mais um lamentável desperdício de tempo.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEU CARNAVAL

Minha folia é um confete apenas, de qualquer cor, e um pedacinho pequeno de serpentina, desde que acompanhados de um frevo de Nelson Ferreira. Nem preciso de Felinto, Pedro Salgado, Guilherme ou Fenelon para que minha alma entre no passo e o meu coração bata num compasso binário acelerado, alegria nos pés, sorriso largo. Vim do Crato dos Anicetos para conhecer o som de Capiba, de Carlos Fernando, de Romero Amorim e de tantos outros Mestres, com seus bandolins e metais. Vim, encantei-me, fiquei e nunca mais o Frevo saiu de mim. Tal qual o Capibaribe, atravessando tantas pontes, a festa atravessa todas as fronteiras de minha emoção e estaciona, feliz e brincante, no pátio colorido do meu coração, na varanda de minha alma onde balança alegre uma rede com as cores de Pernambuco. Evoé!

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