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FEZ O “L” E ESTÁ ARREPENDIDO

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, durante encontro do Fórum Econômico Mundial, na cidade do Rio de Janeiro - 14/04/2009 | Foto: Bel Pedrosa/Agência Brasil

Conhecido por ser um dos pais do Plano Real, o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, está preocupado com o risco fiscal no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. No segundo turno da eleição de 2022, entretanto, ele declarou voto no petista.

Em entrevista ao jornal o Estado de S.Paulo, o economista disse que, se o político “quiser colaborar para derrubar os juros, pode dar mais atenção à responsabilidade fiscal”. A fala é uma referência aos recentes ataques de Lula às decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central.

Recentemente, o petista classificou as justificativas dadas pelo órgão para manter a Selic (taxa básica de juros) no patamar atual como uma “vergonha”.

De acordo com Armínio, os “sinais não são bons” na área macroeconômica do governo. Ou seja: no setor em que se tomam as grandes decisões que impactam diretamente sobre o controle da inflação e o desempenho do Produto Interno Bruto do país.

“Estou vendo um governo que tem uma oportunidade histórica de mostrar serviço em áreas cruciais, tais como educação, saúde e meio ambiente, mas que infelizmente está correndo o risco de se atrapalhar pelo lado da macroeconomia”, declarou.

O economista ainda deixou claro que votou no petista por questões políticas e reconheceu que o governo do presidente Jair Bolsonaro fez “coisas boas”.

Armínio disse ser “cedo para uma conclusão final” sobre o atual mandato de Lula.

Ele, entretanto, fez uma alerta: “O Brasil tem sido uma vítima histórica de más ideias, de uma ideologia mal implantada, uma visão velha, frequentemente intervencionista, capturada por grupos de interesse”.

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NO LUGAR CERTO

O ministro Luiz Marinho (Trabalho) continua com a mentalidade paralisada nos anos 1980.

Disse não se preocupar com a iminente saída do Brasil de aplicativos de transporte.

Não está nem aí para o Uber, por exemplo, que garante trabalho a 1,5 milhão de brasileiros.

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Ou seja, cuida-se aqui de um tabacudo com a cabeça entupida de bosta que está no governo certo.

Sua jumentice está em perfeita sintonia com o Ladrão Descondenado que o nomeou.

Nada de surpreendente.

ALEXANDRE GARCIA

ATAQUES A EMPRESÁRIOS E À INDEPENDÊNCIA DO BC MOSTRAM IGNORÂNCIA DE LULA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Estão pedindo para que os ministros de Lula o convençam a fechar mais a boca. Parece que eu já vi esse filme no governo anterior, porque gente me ligava dizendo que Bolsonaro tinha de calar a boca, estava falando demais… O atual presidente, no primeiro mês, já deixou todo mundo preocupado. É briga de um lado e de outro a cada vez que ele fala. Ainda ontem, insistiu em bater no Banco Central por causa dos juros; o BC é independente, e talvez ele queira acabar com a independência do BC ou fazer com que a atual diretoria desista, renuncie por não aguentar mais a cada vez que ele fala. Ontem ele deu entrevista para 41 órgãos da nova mídia e falou de novo sobre os juros de 13,75%. Mas se o Copom alterar isso vai ser uma calamidade, solta a inflação e desvaloriza o dinheiro que está no nosso bolso. Vamos chegar ao fim do mês e o dinheiro vai valer menos, o salário vai ficar menor.

Foi uma bênção termos o Banco Central independente. E isso só ocorreu no governo passado; a proposta existia havia 30 anos e nenhum presidente quis abrir mão de poder influenciar a taxa de juros. O principal objetivo do Banco Central é ser o guardião da moeda; se ninguém guardar o valor da moeda e vier a gastança desenfreada, os R$ 100 que estão no seu bolso no dia 1.º estarão valendo R$ 80 no fim do mês, você vai comprar só o equivalente a R$ 80. Esse é o problema da Argentina. E imagine só, querem fazer uma moeda única com a Argentina, que está com 100% de desvalorização anual do peso enquanto nós, aqui, temos inflação menor que a dos Estados Unidos e da Alemanha, com crescimento maior que o da China pela primeira vez em 42 anos.

E não é só isso; toda hora Lula fala mal dos empresários, dos ricos. O empresário rico constrói empresas que dão emprego, que pagam salários, que pagam impostos, e que são os que movimentam a economia de um país, todo mundo junto. Outro dia o presidente disse que os empreendedores não trabalham, que quem trabalha para eles são os empregados, e os empresários é que ganham. Lula já se esqueceu do que é formação de capital? O sujeito, para começar, precisa ter trabalhado antes. Não existe almoço grátis, mas parece que o presidente voltou diferente do que era no seu primeiro mandato, quando a taxa Selic era o dobro da atual, de 26,5% no seu primeiro ano.

Todo mundo esperando as coisas melhorarem, né? Nós não temos terremoto como na Turquia e na Síria, mas temos essas coisas.

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Mensagem da ex-primeira dama

Enquanto a atual primeira-dama passou a segunda noite no Palácio do Alvorada, para onde ela e Lula se mudaram na noite de segunda-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem negando candidatura. Eu não sei a que grupo foi dirigida, se foi à oposição ao ex-presidente Bolsonaro ou se foi à oposição atual, porque ela diz o seguinte: “oposição, fiquem tranquilos, eu não tenho nenhuma intenção de vir candidata a nenhum cargo eletivo”. Digo que não ficou claro qual é a oposição a que ela se refere porque, se ela estiver falando da oposição atual, está se dirigindo aos seus correligionários, apoiadores do seu marido, que podem estar pensando que, se ela for candidata, vai tirar votos deles, e aí começaria a haver problemas dentro do próprio lado.

Sei que isso é complicado porque já passei por situações parecidas. Trabalhei aqui em Brasília para duas emissoras de tevê que tinham sede no Rio, então volta e meia eu tinha de deixar bem claro que não queria ir para o Rio, que não era concorrente de ninguém que estava no Rio, que podiam continuar me tratando normalmente, que eu não tiraria o lugar de ninguém. Talvez Michelle esteja dizendo isso para os seus próprios companheiros, apoiadores de seu marido. Acho até que seja o mais provável; vejo que ela escreveu com alguma emoção, na forma como redigiu a mensagem.

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O CAGATÓRIO ORAL NÃO PÁRA

O presidente Lula continua a criar problemas para o governo com suas declarações, que até agora não desceram do palanque eleitoral.

Ao classificar a privatização da Eletrobras de “bandidagem”, ele também chama de bandidos os deputados e senadores que aprovaram a desestatização da empresa no Congresso, além de chamar de bandidos os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) que acompanharam e aprovaram o processo, durante o governo do ex-presidente Bolsonaro.

Horas depois da fala de Lula, deputados do Psol passaram a defender a reestatização da Eletrobras nas redes sociais. Petistas, nem tanto.

No Congresso, lulistas desconversaram sobre as ofensas do presidente contra os parlamentares.

Na Bolsa, ações da Eletrobras despencaram.

Lula chamou o processo de privatização de “maquiavélico”, que denota dolo por parte daqueles que chama de “bandidos”.

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É alarmante a ignorância crassa deste Ladrão Descondenado.

Puta que pariu!!!

E quando a gente se lembra que teve gente (além das urnas eletrônicas…) que votou nele, chega dá uma desânimo na alma…

Este nosso país não é mesmo pra amadores.

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O LULA SINDICALISTA ESTÁ DE VOLTA

Editorial Gazeta do Povo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante encontro com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante encontro com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto

Em carta ao Congresso Nacional na última quinta-feira, dia 2, Lula mostra que não perdeu suas raízes de sindicalista. No documento, entre vários temas, ele trata das organizações sindicais e já adianta que vai querer apoio do Legislativo para aprovar mudanças nas leis trabalhistas que restabeleçam o poder dos sindicatos – e isso vai incluir formas de garantir seu financiamento.

Em reunião realizada em janeiro com dirigentes de mais de 500 sindicatos, Lula já havia acenado ao seu velho público. Na época, o presidente anunciou a criação de dois grupos de trabalho interministeriais: um deles para estudar a negociação coletiva e o fortalecimento dos sindicatos; o outro, sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos. No mesmo evento, o ministro do trabalho, Luiz Marinho, prometeu revisar todos os itens da reforma trabalhista, sancionada por Michel Temer em 2017.

Agora, ao Congresso, o governo de Lula voltou a tratar do assunto, dizendo que espera contar com o Legislativo “para a construção negociada de regras para um novo sistema sindical e de proteção ao trabalho”. A ideia é que as negociações coletivas voltem a prevalecer e criar formas de “financiamento solidário” da estrutura sindical. Segundo a carta ao Congresso, a reforma trabalhista foi usada para “flexibilizar a regulação laboral e enfraquecer as entidades sindicais”, levando à “perseguição a lideranças sindicais e a asfixia financeira de suas entidades, prevalecendo uma política antissindical”.

Ora, a grande queixa dos sindicatos está ligada à perda de seu poder econômico após o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. Antes da reforma trabalhista, os trabalhadores precisavam ceder, todos os anos, o equivalente a de um dia de trabalho aos sindicatos. Só para se ter uma ideia, de janeiro a novembro de 2017, quando a reforma trabalhista passou a valer, os sindicatos receberam R$ 3,05 bilhões em contribuição sindical. Esse valor caiu vertiginosamente, chegando a R$ 65,5 milhões em 2021.

É importante lembrar que a reforma não extinguiu a contribuição sindical, apenas a tornou voluntária. Se antes os trabalhadores eram obrigados a financiar os sindicatos, por mais que não concordassem com suas posturas e nem utilizassem seus serviços, agora só contribui quem quer. A arrecadação dos sindicatos diminuiu apenas porque os trabalhadores perceberam que não valia a pena continuar financiando esse tipo de entidade.

Mas agora Lula e seus ministros pretendem ressuscitar a contribuição obrigatória, que certamente ganhará outro nome, mas manterá o mesmo objetivo de garantir a sobrevivência dos sindicatos e seus dirigentes. Politicamente, Lula surgiu do sindicalismo. Trata-se de um segmento que sempre esteve ao lado do petista, mobilizando-se a favor dele toda vez em que foi chamado, incluindo nos períodos eleitorais. Não é de se admirar que Lula, já no início do governo, tente beneficiar seus aliados, nem que para isso tenha de colocar o país no caminho do retrocesso.

PENINHA - DICA MUSICAL