CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM- FORTALEZA-CE

Caro Berto,

Sou Analista Judiciário aposentado do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, Justiça Federal especializada, onde trabalhei durante 18 anos e exerci o cargo de Diretor-Geral por duas vezes.

Por isso, CONFIO NA JUSTIÇA ELEITORAL, CONFIO NA URNA ELETRÔNICA.

Dessa forma, com o fito de comprovar a seriedade da Justiça Eleitoral e, ainda, visando a um Pleito Eleitoral placidamente tranquilo, peço-lhe a gentileza de publicar estas instruções “Boletins de Urna permitem fiscalização das eleições pelo cidadão – Tribunal Superior Eleitoral”.

Embora esteja grafado: “Boletim na Mão. Eleições2018 #VEMPRAURNA”, elas valem para todas as eleições.

Cordialmente grato,

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

COMENTÁRIO DO LEITOR

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A POESIA DA FOME

Prato vazio e olhos de quem depende de você

“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.”

Depende de nós. Muito depende de nós. Muitos também!

É chegada a hora de entendermos que versos só alimentam as almas e, algumas vezes, os amantes. É chegada a hora da decisão.

Repito: muitos dependem de nós. Do que vamos fazer no próximo domingo. Deixe a poesia em casa. Leve o voto! Leve a vida e a comida para os pratos vazios. Bote brilho nos olhos onde o “branco” anuncia a poesia da fome – e, provavelmente, a da morte.

Morrer de fome não é nada poético. A fome nem permite ouvir os gorjeios das aves que cantam nas palmeiras.

Tal qual o sabiá sem palmeiras o menino sem poesia sente fome

– Bom diaaaaa!

– Diaaaa!

– Tá indo pra onde, tão devagar?!

– Tô indo votar. Fazer a minha parte, sabendo que só eu faço!

– Quer uma carona?

– Quero!

– Posso saber em quem você vai votar?

– Pode, claro!

– Em quem?

– Vou votar para a preservação dos cachorros, dos gatos, dos morcegos e, provavelmente, para a preservação dos sabiás, augurando que eles voltem a cantar nas palmeiras da minha terra!

– Seu voto tá parecendo poesia!

– E é!

Poesia da fome, para que versos consigam alimentar as minhas crianças, as suas e as crianças famintas do mundo, sem deixar de fora as da Venezuela!

Crianças consomem versos da mais bela poesia

“Minha terra tinha palmeiras
Onde cantavam os sabiás
As aves que ali gorjeavam foram comidas,
Agora cantam noutro lugar!”

Sou descendente direto de negro, que resolveu fazer uma mistura com índios. Posso ser uma salada, mas, provavelmente, jamais serei uma poesia. Um verso sequer.

Nasci no Ceará, lugar onde, nem nas poesias existem palmeiras.

Os sabiás fugiram ou se transformaram em graúnas – mansas!

Quase poéticas. Com rima e métrica expelidas pelos gorjeios. Mas, sem rimar ou cantar com as palmeiras.

Ali, aprendi a poesia do semear manivas e colher mandiocas, fazendo da terra o casulo da transformação – e aquilo eu tinha certeza que eram versos. Versos irrigados pelo suor escorrido e caído do rosto, imitando os pingos das chuvas versejando pelas folhas verdes da vida – e da alimentação que estará por vir.

Sou poeta?

Qual poesia construí ou escrevi?

– “A poesia da fome”!!!!!!!

Respondeu o eco desde as entranhas produzidas nos cânions da imaginação – sem palmeiras e sem sabiás cantando.

Criança “catando” versos sem sabiás, mas com urubus

Epaminondas, pessoa que a vida e a necessidade transformaram em poeta, recebeu como “presente” o dom de dormir em qualquer lugar. Para dormir, era suficiente apenas “adormecer”. Por anos, a fio, escolheu adormecer e dormir num dos bancos de uma praça sem palmeiras e sem sabiás. Sem poesia, digamos.

Comia versos originados nas sobras de pasteis que os poetas de barrigas cheias ofereciam. Aos sábados, domingos e feriados naquela praça sem palmeiras e sabiás, nada comia. Nem versos nem poesia completa.

Eis que escutou o cântico mágico e transformador da barriga. Verso mal escrito, sem rima, sem métrica – e resolveu comer uma lagarta. Seu único e principal verso consumido naquele dia.

Na manhã do dia seguinte, na praça ainda deserta, desceu as calças e cagou uma linda e bem desenhada borboleta.

“E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?”

Carlos Drummond

DEU NO JORNAL

O LADRÃO E SEUS VAGABUNDOS PREDILETOS

Foi um tiro no pé tentativa de Lula, a menos de 10 dias da eleição, de fazer um afago no agronegócio brasileiro, elogiando o setor – no Canal Rural, do seu amigo do peito Joesley Batista – por sua importância para a economia.

A lorota do “encantador de serpentes” foi vista como tal.

Ninguém esquece que ele chamou o setor de “fascista” e do seu apoio e estímulo às invasões e destruição de propriedades feitas pelo MST.

Depois de Lula dizer que MST só invade “terra improdutiva”, choveram imagens e vídeos de plantações destruídas e gado morto em invasões.

Um setor como o agronegócio, que rala muito pelo país, sempre é alvo de pancadas de políticos conhecidos pela notória aversão ao trabalho.

* * *

A expressão “aversão ao trabalho”, contida no último parágrafo desta nota aí de cima, resume tudo de forma magistral.

Aversão ao trabalho é um sentimento arraigado no coração do descondenado Lapa de Ladrão e da quadrilha que ele comanda.

Em outubro de 2009, os vagabundos que idolatram Lula – idolatria fartamente retribuída – destruíram criminosamente milhares de pés de laranja numa fazenda do interior de São Paulo.

Cenas chocantes estas provocadas pela cambada de felas-das-putas, comandada pelo desocupado terrorista João Pedro Stédile, grande amigo do ex-presidiário.

Deu até na Globo!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

AFONSO PINHATA LINO – NATAL-RN

Caro mestre Berto,

gostaria que você postasse esse vídeo com Luciano Hang.

É sobre o absurdo ocorrido ontem na inauguração da loja da Havan em Natal RN.

R. Meu caro, a gente só acredita porque está tudo documentado e registrado.

Mas num estado governado pelo PT, aquele bando de propriedade do Luladrão, é mesmo possível se constatar um absurdo após outro.

Essa canalha que compõe o número 13 (cruz credo!!!) é especialista em safadezas incríveis.

É de lascar!!

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

GLOSAS

Mulheres do Cordel de Saia, Glosando na Rede com esta colunista. Participação de Dulce Esteves

Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar

Mote de Dalinha Catunda

Eu glosando boto é quente,
É bom prestar atenção.
Com o fiofó na mão,
Eu não fico num repente.
Já glosei com muita gente,
Sem medo de me lascar.
Bastinha pode chegar,
Giovanni e Araquém:
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar

Dalinha Catunda

Eu também não fico atrás
Pois, só boto bem pesado
Quem vier já tá lascado
Gloso bem até demais
Pode vir o satanás
Pros quintos irá voltar
E quem mais puder chegar
Pra deixar de xenenhém
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar.

Dulce Esteves

Como já nasci lascada
Eu aguento o rojão
Não tenho medo do cão
Pois eu sou da pá virada
Quando tô “impriquitada”
Faço o guaxinim suar
E faço a pomba voar
Sem provar do meu xerém.
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar.

Dalinha Catunda

Pois, nasci com muita sorte
Tenho de Deus proteção
Mas, eu me viro no cão
E não tem quem me suporte
Quando gloso bato forte
E só boto pra torar
Mando logo se lascar
Portanto tem o porém:
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar.

Dulce Esteves

Com Jesus e com Maria
Eu arrasto meu repente
Também sou mulher temente
Mas se for na cantoria
Eu parto pra putaria
Só pra ver o pau torar
Quem não quiser escutar
Cape o gato e diga amém:
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar

Dalinha Catunda

DEU NO X