DEU NO JORNAL

HUMCERTO BOSTA CAGOU DE NOVO. EM PLENO DOMINGO

URGENTE: PT vai ao TSE contra discurso de Bolsonaro na varanda da embaixada em Londres

O PT deve acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o presidente Jair Bolsonaro pelo discurso com teor eleitoral em Londres neste domingo (18).

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), que é um dos coordenadores de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cabe uma ação por abuso de poder político e econômico.

* * *

Essa escória da cúpula petralha, paralelamente ao emputecimento que nos provca, faz a gente se mijar-se de tanto se rir-se-mos com as babaquices que soltam nos ares.

Bando de tabacudos descerebrados!

Tenho acompanhado de perto e já fiz as contas: esse Humcerto Bosta está cagando uma média de dez tolôtes por dia na internet.

Vamos fechar o expediente deste domingo dedicando um corinho certeiro a esse canalha desqualificado.

É pra você, seu cabra safado!

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A OVELHA TRESMALHADA – Olegário Mariano

A noite abriu, em céu estranho,
para adorá-las e querê-las,
um turbilhão tonto de estrelas,
lindas ovelhas de um rebanho.

O luar – pastor lírico, em breve,
surge e, apontando o seu cajado,
vai por montes e colinas de neve
guiando o rebanho mágico e doirado…

Mas uma ovelha tresmalhada
perdeu-se. O luar, em cólera, se espelha:
– Onde andará aquela ovelha
de olhos verdes, a mais amada,
de boca a mais vermelha?

“Onde andará?…” De serra em serra:
“Onde andará?…” Ansioso, avança,
como um doido pelas alturas…

E ela tranquila, aqui na terra,
com o nome lindo de Esperança
iludindo e matando as criaturas…

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, Recife-PE, (1889-1958)

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO X

DEU NO X

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

CONTÍCULO DE PRAZER

Sob o sol escaldante eu beijei seus lábios e o mar nos cobriu com uma onda grande. O sabor do teu beijo doce misturou-se com o sal da água e as nossas línguas ficaram como as ondas: não contavam quantas vezes ultrapassaram os limites formando espumas, num vai e vem sem fim.

Depois a vi adormecer sob o calor do mesmo sol.

Havia um quê de paz em seu sorriso recém beijado e a terra…

Bem…

A terra me soprava aos ouvidos “acorde o seu amor. Beije-o outras vezes mais.”

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

NOSSOS DIZERES – UMA COISA É UMA COISA AQUI, MAS PODE SER OUTRA COISA ACOLÁ

Nomes diferentes para as mesmas coisas

O Português é uma língua diferenciada. Difícil de ser falada ou escrita de forma sempre a mais correta. Provavelmente por conta de aceitar receber influências de idiomas estrangeiros. Uma miscelânea, digamos.

Isso, sem contar as constantes propostas de mudanças – via de regra por pessoas sem qualquer competência para isso.

Ficamos apenas com um exemplo. As influências da língua inglesa que absorvemos e passamos a usar com frequência: lobby, podcast, shopping, delivery, etc., etc.

Lá pelos anos 50/60, pelo menos no Liceu do Ceará, havia a demonstração de uma verdadeira ojeriza ao idioma inglês – e muitos procuravam evitar o uso de palavras já dominantes naquela época. Claro que de nada adiantou, pois o Liceu nada mais era que uma pequena comunidade que, digamos, “protestava”.

Nos dias atuais, duas palavras da língua inglesa entraram na fala diária do povo brasileiro: fake news e live.

De forma consciente, ou não, provavelmente por uma quase insignificante parcela da população, a linguagem e as expressões por esse Brasil à fora, insistem predominantemente – alguns rotulam de “linguagem raiz”.

Ora, bem ali (bem ali, uma ova!) no RIO GRANDE DO SUL, provavelmente por conta da proximidade da fronteira com países como Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile, os gaúchos desenvolveram, e continuaram praticando falas que mais parecem coisas de outro planeta. Mas, dali, do Chuí até os Arroios, todos sabem o que significam. Isso sem levar em conta o linguajar considerado folclórico.

“Gaúcho macho não come mel. Mastiga a abelha”

“Vaca de campo não tem touro certo.” Essa, claro, com um forte duplo sentido, que os maldosos podem querer dirigir às mulheres.

“Quando se pega na rabiça do arado, deve-se ir até o fim do rego.”

Esse baiano tem muito tempo – vai cagar longe

Viajando algumas horas, encontramos o estado da BAHIA, com modos e falas completamente diferentes.

“Quem tem tempo caga longe.”

“Afine o seu pescoço!” – Forma “educada” de aconselhar a outrem para ser comedido, parar com atrevimento, falar baixo e respeitosamente, sem agredir ao outro.

“Boca de zero nove.” – Alguém, homem ou mulher (ou um terceiro sexo que querem inventar na Bahia) de muita coragem para qualquer coisa. Topar qualquer “parada”.

Foto 3 – Zé Wilker propagador do linguajar cearense

Da Bahia ao CEARÁ não é tão distante. A forma de falar do cearense, também cheia de lero-lero e alguns significados duplos e repleta de remandiolas ou enchimento de saco, isso sem contar a influência recebida pela comunicação fácil e “ondas e momentos” das emissoras de televisão – ainda que prevalecendo na maioria dos casos a linguagem local.

“Se fazeno de besta, pá mió passá!”

Alguém que prefere ouvir e ficar calado como resposta. Considerado como pessoa inteligente, que jamais adere ao revanchismo agressivo. Se dá sempre bem, e está sempre “de boa”.

“Curubau” – Curuba é uma virose chata. Atinge pessoas na tenra idade. Provoca irritações, coceiras e incômodos. Daí o uso e a manut6enção da expressão, quando alguém quer se referir às pessoas que incomodam além da conta. Gente chata, antipática.

“Água qui passarim num bebe!” – Cachaça, produto feito da cana destilada com alto teor alcoólico. Bebida branca, parecendo água, mas dessa que passarinho não bebe.

Bar do Rio de Janeiro onde o “falar” local corre fácil

Passando pelo RIO DE JANEIRO, qualquer pessoa sensível vai perceber no palavreado do “carioca” (que não é apenas aquele que nasce no lugar, mas o que vive no estado há muito tempo). Fácil de aprender, a maioria com um único sentido e sem indicação de maldades.

“Dar uma moral” – Quando você vai pedir ajuda a um carioca, ele não vai te ajudar; vai te dar uma moral.

“Mete o pé” – O carioca não sai e vai embora de um lugar, ele mete o pé.

“Maneiro” – É um adjetivo que, nas gírias cariocas, significa que algo é legal, interessante. A gíria “show” também se encaixa nesse caso.

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