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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MÁRCIO RICCI DE FREITAS – CAMPINAS-SP

Hoje, aqui em Campinas.

Um espetáculo empolgante de civismo e de patriotismo.

Vai ser no primeiro turno!!!!

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A TIRANIA DA CANALHA PETISTA

DEU NO JORNAL

O MEDO RIDÍCULO DE SER PRESO POR CRÍTICAS AO STF

Paulo Polzonoff Jr.

Ao meu lado, minha mulher me pergunta sobre o que escrevi. Ao ouvir “STF” ou “Alexandre de Moraes”, o que tem acontecido com uma frequência incomum, ela baixa melancolicamente a cabeça, me olha como se eu tivesse sido desenganado pelos médicos e sai para arrumar uma malinha e deixar preparado o café dos policiais federais.

Amigos também têm me alertado para o perigo iminente. Uns dizem que vão rezar por mim. Outros me pedem para apagar nossas conversas por WhasApp. Até aqui, tenho entendido essas reações como divertidos exageros de pessoas que de alguma forma se preocupam comigo. Eu rio, dou de ombros ou respondo com alguma piada sobre a vida amorosa entre os presidiários.

Não é de hoje que esse medinho reside nos que me rodeiam e até em mim, na forma de um incômodo lembrete sussurrado que me alerta a não confiar em quaisquer garantias jurídicas. A lei não vale mais nada. Tanto é assim que, há mais de um ano, escrevi que minha mulher havia me proibido de falar sobre o STF. E já naquela época, e naquela crônica, eu dizia que juntar o esse, o tê e o éfe, mesmo que fosse num texto de humor, tinha se tornado mesmo uma atividade de risco.

Tolo que sou, de lá para cá desobedeci minha mulher várias vezes. Vezes demais. Tanto que outro dia um amigo me apontou o dedo ameaçador e cometeu o erro fatal de dizer que eu era obcecado pelo STF. Antes de jogar o corpo dele no lago do parque Barigui, esclareci para o cadáver que obcecado mesmo sou apenas por minha coleção de selos. E voltei para casa e escrevi alguma coisa. Provavelmente sobre o STF. Alguma crônica temerária que, por ingenuidade e estupidez, considerei a coisa mais normal do mundo.

Mas ontem (22) não. Ontem foi diferente. Ontem demorei para pegar no sono. Uns quinze minutos a mais do que o normal, mas demorei. Ontem fiquei acalentando pesadelos que me lembraram das noites em que li “Papillon” numa edição baratinha, em papel jornal. A autobiografia de Henri Charrière marcou profundamente aquele pré-adolescente de cabelos fartos e orelhas de abano. Desde que o li, há mais de três décadas, trago em mim esse trauma imaginário da injustiça e de todo o sofrimento que ela acarreta. E principalmente uma ânsia até inexplicável por uma liberdade que nunca me foi tirada.

Ainda bem que as fantasias com aquela prisão na Ilha do Diabo não duraram muito. É que o lado cômico, o lado patético, o lado ridículo do meu temorzinho provinciano e da situação política que vivemos se impôs. Ele sempre se impõe, reduzindo todo e qualquer medo imaginário à sua devida insignificância. “Está dormindo?”, perguntei para minha mulher. “Estava, né?”, respondeu ela. Sei lá que tipo de discussão se deu depois disso, porque quando percebi estávamos nós dois gargalhando das muitas suposições cômicas envolvendo minha prisão.

Rimos da prisão em si, a Catota se aninhando no colo de um policial enquanto outro me algemava. Rimos da minha evidente vulnerabilidade no sistema prisional. Rimos do uniforme de presidiário – largo ou justo demais na pança. Rimos ao imaginar o Sindicato dos Jornalistas do Paraná saindo em minha defesa. Rimos da oportunidade de eu finalmente botar as leituras em dia. Rimos quando um carro de polícia passou na rua. Aí, quando as risadas já estavam se esgotando, pousei a cabeça no delicioso travesseiro de pena e perguntei: “Será que na penitenciária as fronhas são de algodão egípcio 500 fios?”. Rimos mais um pouco.

Até que voltamos a nos dedicar ao nobre objetivo de cair no sono. Ela já roncava o ronco mais doce e afinado do mundo quando me lembrei de um documentário sobre o grande Robin Williams. Já mais para o fim, o filme mostra um livro no qual o ator escreveu algo como “só quero ajudar as pessoas a sentirem menos medo”. Ao espírito da frase bela e simples, não temi acordar a mulher, mesmo sabendo que ela acordaria rosnando. Para aqueles olhos cheios de uma raiva sonolenta e fingida, repeti a frase. E a acariciei como se aquele gesto fosse mesmo uma despedida. Ela riu da pieguice da cena e, para me consolar, disse que era justamente isso o que eu estava fazendo: ajudando as pessoas a sentirem menos medo. Fiz de conta que acreditei.

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

DÚVIDA DO LEITOR

Comentário sobre a postagem LADRÃO IGNORANTE ESCULHAMBA COM OS PAULISTAS

José:

Caso de perguntar:

Os habitantes de Pirassununga, onde é fabricada a tão apreciada cachaça 51, também fazem parte dos tidos com capiaus ignorantes?

Ou são de uma estirpe diferente por participarem da confecção do precioso e inebriante líquido que pode até ser transportado em garrafas de água e bebido aos goles durante pronuncia(ju)mentos?

* * *

“Essa é boa. Fabricada pelos capiau de Pirassununga”

PERCIVAL PUGGINA

HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO PERMANENTE PODE?

Há uma justa preocupação da lei com manter uma relativa equidade nos direitos dos partidos e candidatos (tempo de rádio e TV, e recursos públicos para campanhas) fazendo-os proporcionais às suas representações parlamentares.

Por outro lado, no pleito presidencial, o TSE tem procurado coibir qualquer vantagem que Bolsonaro possa ter como decorrente do cargo titulado por ele. Assim, as imagens do que ele faz como presidente não podem ser usadas para fins eleitorais. Complicado porque não há como separar as duas condições na mesma pessoa.

Contudo, ainda em relação à campanha presidencial, cai o silêncio sobre um fator que desnivela e desiguala a disputa, notadamente entre os dois candidatos ponteiros nas pesquisas eleitorais. Refiro-me ao fato, inequívoco, incontestável de que o candidato ex-presidiário recebe um benefício cotidiano, em tempo integral, do “consórcio da velha imprensa”. Esse conjunto de grandes veículos, em escala nacional ataca 24 horas por dia o candidato que preside a República.

No marketing eleitoral, falando em valores financeiros, algo assim não tem preço. Aliás, não há dinheiro privado que pague cotidianas horas a fio, em três turnos, de equipes de jornalistas, editores, âncoras para atacar, em rede nacional, o candidato contra quem Lula disputa eleição. Trata-se de um horário de propaganda eleitoral gratuito (investimento a ser produtivo no longo prazo, claro) que rigorosamente só beneficia o candidato que querem ver, de novo, fazendo o que já fez.

A sutileza está em ser desnecessário, nessa publicidade “pro bono”, agredir a razão falando bem de sua mercadoria eleitoral; basta atacar o concorrente. Isso, todavia, envolto no silêncio das cortes.

Acontece que rádio e TV, diferentemente dos jornais, são serviços públicos concedidos e têm finalidades constitucionalmente determinadas: comerciais, educativas e comunitárias. Fazer campanha eleitoral não está na lista. Essa interferência, em forma de consórcio, permanente, no processo democrático só não é uma tirania midiática porque o público tem opções que correspondem a seu desejo de consumo educativo, cultural, recreativo, comunitário, etc..

Sim, eu sei, liberdade de imprensa, etc. e tal. Eu seria o último a pedir “controle dos meios de comunicação”. Mas diante do rigor com que os controladores pinçam lambaris, chama a atenção o livre passeio dos tubarões.

DEU NO JORNAL

UMA PARELHA REPULSIVA

Lula tem ameaçado “regular a mídia”, antigo projeto petista de inspiração fascista.

Elogiado pelo petista, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, cortou o sinal da CNN no país, fechou jornais e prendeu jornalistas.

* * *

Dois esquedóides nojentos e repulsivos que envergonham essa nossa banda de mundo.

Nos últimos dias, em plena campanha, Lapa de Ladrão vem ameaçando fazer no Brasil o mesmo que o fela-da-puta do Ortega já fez na Nicarágua.

E os idiotas da militância canhota das redações ainda torcem pela vitória desse canalha.

Ansiosos para tomarem no olho do furico.

É de lascar!!!

“Ortega, tu sois meu ídolo. Me dá um xêro bem carinhoso!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

BERNARDO - DIRETO DO PINGO NOS Is