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COMENTÁRIO DO LEITOR

DÚVIDA DO LEITOR

Comentário sobre a postagem LADRÃO IGNORANTE ESCULHAMBA COM OS PAULISTAS

José:

Caso de perguntar:

Os habitantes de Pirassununga, onde é fabricada a tão apreciada cachaça 51, também fazem parte dos tidos com capiaus ignorantes?

Ou são de uma estirpe diferente por participarem da confecção do precioso e inebriante líquido que pode até ser transportado em garrafas de água e bebido aos goles durante pronuncia(ju)mentos?

* * *

“Essa é boa. Fabricada pelos capiau de Pirassununga”

DEU NO JORNAL

UMA PARELHA REPULSIVA

Lula tem ameaçado “regular a mídia”, antigo projeto petista de inspiração fascista.

Elogiado pelo petista, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, cortou o sinal da CNN no país, fechou jornais e prendeu jornalistas.

* * *

Dois esquedóides nojentos e repulsivos que envergonham essa nossa banda de mundo.

Nos últimos dias, em plena campanha, Lapa de Ladrão vem ameaçando fazer no Brasil o mesmo que o fela-da-puta do Ortega já fez na Nicarágua.

E os idiotas da militância canhota das redações ainda torcem pela vitória desse canalha.

Ansiosos para tomarem no olho do furico.

É de lascar!!!

“Ortega, tu sois meu ídolo. Me dá um xêro bem carinhoso!

A PALAVRA DO EDITOR

DEU NO X

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

O GRAMADO DA PAJUÇARA

À Vânia Papini

Praia da Pajuçara anos 60

A Organização Mundial da Saúde requer o parâmetro mínimo de 12 (doze) m² de área verde por habitante para uma cidade ser considerada de boa qualidade de vida ambiental. No Brasil existem cidades com 50 (cinquenta) m² de área verde por habitante, como Curitiba. João Pessoa é recordista nacional com seus 60 (sessenta) m² por habitante.

Maceió carece de muitas praças, parques e jardins; a nossa bela cidade não chega aos 6 (seis) m² de área verde por habitante. Se não fosse a brisa marinha, nossa cidade seria um inferno quente e abafado. Os governantes pensam serem donos da cidade, e criminosamente doaram áreas públicas, áreas verdes, para entidades e até para particulares.

Lembro rápido alguns crimes ambientais como exemplo: A praça Napoleão Goulart foi doada ao Clube Fênix, o clube mais rico do Estado; a praça 13 de Maio, local de encontro da comunidade do bairro do Poço, marco de varias gerações, foi doada ao SESC para construir uma sede; no loteamento da Avenida João Davino uma enorme área verde, onde seria uma praça, foi doada ao Clube dos Sargentos. Violências urbanas cometidas, irreparáveis. Maceió é o único lugar do mundo onde existe uma kafkaniana “Associação dos Invasores de Área Verde”, no Conjunto Benedito Bentes.

É preciso a Prefeitura junto à população aumentar essas áreas verdes, plantando árvores, cuidando das praças e jardins. E acabar com esse crime odioso: doação de áreas públicas. O povo é o Supremo dono da cidade.

Em minha juventude havia o bucólico e adorável Gramado da Pajuçara, uma área verde destinada à construção de uma praça. Um gostoso espaço gramado, arborizado, onde nós jovens dos anos 60/70 nos reuníamos conversando, consertando o mundo, paquerando. Foi ponto de encontro, início de namoros que ainda hoje persistem. Grandes amores começaram no Gramado da Pajuçara. Como era divertido passar as tardes jogando voleibol naquele tapete verde feito de grama macia, onde nas noites de Lua deitávamos olhando para o céu, cantávamos ao som de um violão, curtindo serenata. Vimos surgir as eternas músicas de nossa geração, a bossa nova.

Nas vésperas do carnaval se traçavam os rumos dos blocos, as fantasias do Baile de Máscaras e planejávamos os “assaltos dançantes” nas casas amigas. Era ponto de encontro imperdível dos que moravam fora e passavam férias. A partir do Gramado partíamos ao mar pegando jangada rumo às piscinas naturais; às vezes, fazíamos serenatas nas piscinas em noite de lua.

Outro dia tomando uma cervejinha numa barraca encontrei uma jovem daquela época. Ela lembrou o Gramado cantando uma paródia do frevo EVOCAÇÃO, composta pela Vânia Papini e amigas.

“Felipe, Pedro Rolete, Guilherme, Moacir.
Cadê Fernando Totó? Cadê Carlinhos?
Mário Jorge? Carlos Cunha? Faixa Branca?
Dos assaltos saudosos…
Na alta madrugada, do Gramado saíam,
E as farras faziam,
E era um sucesso… das férias ideais,
Na Terra dos Marechais.
Adeus, adeus, minha gente,
Que já brincamos bastante,
As férias terminavam,
As aulas começavam,
E muita gente distante…”

Gramado da Pajuçara, marco cultural, social, encantamento dos amores da geração dourada. Ponto de encontro de uma juventude que não morreu que ainda vive em muitos corações e mentes dos que ainda têm capacidade de amar.

De repente, não sei quando, o Gramado da Pajuçara virou Posto de Combustível. É de fazer chorar! E como dói!

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