
Mulheres do Cordel de Saia, Glosando na Rede com esta colunista. Participação de Dulce Esteves
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar
Mote de Dalinha Catunda
Eu glosando boto é quente,
É bom prestar atenção.
Com o fiofó na mão,
Eu não fico num repente.
Já glosei com muita gente,
Sem medo de me lascar.
Bastinha pode chegar,
Giovanni e Araquém:
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar
Dalinha Catunda
Eu também não fico atrás
Pois, só boto bem pesado
Quem vier já tá lascado
Gloso bem até demais
Pode vir o satanás
Pros quintos irá voltar
E quem mais puder chegar
Pra deixar de xenenhém
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar.
Dulce Esteves
Como já nasci lascada
Eu aguento o rojão
Não tenho medo do cão
Pois eu sou da pá virada
Quando tô “impriquitada”
Faço o guaxinim suar
E faço a pomba voar
Sem provar do meu xerém.
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar.
Dalinha Catunda
Pois, nasci com muita sorte
Tenho de Deus proteção
Mas, eu me viro no cão
E não tem quem me suporte
Quando gloso bato forte
E só boto pra torar
Mando logo se lascar
Portanto tem o porém:
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar.
Dulce Esteves
Com Jesus e com Maria
Eu arrasto meu repente
Também sou mulher temente
Mas se for na cantoria
Eu parto pra putaria
Só pra ver o pau torar
Quem não quiser escutar
Cape o gato e diga amém:
Não abro para ninguém
Quando me dano a glosar
Dalinha Catunda
Muito bom Dalinha. Essas parcerias são extraordinárias
Obrigada, amigo. Temos muita gente boa glosando.
Não esqueci seu Cabaré, Lindicássia me falou que logo que passe este período político ela vai participar.
Vale, vale tudo
Vale, vale tudo
Vale o que vier
Vale o que quiser
Só não vale
Dançar homem com homem
Nem mulher com mulher,
O resto vale (…)
(Vale Tudo / Tim Maia)
Já glosar mulher com mulher – como estas talentosas Mulheres do Cordel de Saia, vale sempre.
Excelente, Dalinha!
E como glosam bem, Jairo Juruna. São audaciosas. Obrigada.