O que espanta nas pesquisas é a incapacidade de Lula (PT) de crescer.
Empacou nos 48%, generosamente atribuídos pela Quaest ontem, mesmo após prender o principal rival e encurralar os opositores, seguindo o modelo do amigo ditador venezuelano Nicolas Maduro.
* * *
“Incapacidade de crescer” nas pesquisas.
Curiosa esta expressão contida na nota aí de cima.
Já a capacidade de crescer na bazófia, na mentiraria e na presunção, essa ninguém segura.
Memorial em homenagem às vítimas do ataque terrorista na Praia de Bondi, em Sydney, na Austrália
Neste fim de semana, dois atiradores, pai e filho, levaram o terror à Praia de Bondi, uma das mais populares de Sydney, na Austrália, matando 16 pessoas (até o momento; ainda há feridos em estado crítico), incluindo uma menina de 10 anos, um sobrevivente do Holocausto, e dois rabinos. A tragédia poderia ter sido ainda maior, se não fosse pela coragem de algumas pessoas que lutaram contra os terroristas para tirar-lhes as armas: um deles, Ahmed al-Ahmed, foi ferido; outro, o sexagenário Boris Gurman, acabou morto junto com a esposa. Um dos atiradores, Sajid Akram, o pai, foi morto pela polícia; o filho, Naveed, foi ferido e está hospitalizado – ele já tinha sido investigado por suspeita de ligações com organizações extremistas.
Não há dúvida alguma de que se tratou de um ato claramente antissemita. O atentado ocorreu em uma praia movimentada, mas os atiradores não atacaram indiscriminadamente; seu objetivo era uma festa judaica, pois o domingo era o primeiro dia do Hanukkah, ou “festival das luzes”. O feriado instituído na Antiguidade para celebrar uma importante vitória dos judeus em uma época de perseguição foi o dia escolhido pelo terror para mostrar aos judeus da atualidade que eles continuam a ser alvo simplesmente por serem quem são, independentemente do que pensem ou deixem de pensar sobre o conflito entre israelenses e palestinos.
O terror em Sydney é a aplicação do slogan “globalizar a intifada” – referência a sucessivos levantes palestinos contra Israel, que não raro recorrem à violência contra civis. É ingenuidade acreditar que esse clamor para levar ao mundo inteiro um conflito que é territorialmente localizado significa apenas reunir apoio global à causa palestina ou à solução de dois Estados: os ataques a judeus têm crescido em número e intensidade desde que Israel iniciou sua contraofensiva na Faixa de Gaza, em resposta à barbárie terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023. Só na Austrália, a média anual de ataques antissemitas (incluindo vandalismo, agressões e incêndios em sinagogas e outras instalações da comunidade judaica) quintuplicou desde a ação do Hamas.
Chamar a atenção para a espiral de antissemitismo, no entanto, não pode levar a generalizações infundadas, como a que associa o ataque em Sydney ao fato de a Austrália ter reconhecido o Estado palestino em setembro deste ano. Defender a solução de dois Estados como forma de encerrar o conflito israelense-palestino é uma posição legítima que nem de longe significa apoiar, incentivar ou mesmo tolerar o terrorismo islâmico, ou defender que judeus sejam expostos à violência; associar este reconhecimento diplomático ao terror antissemita, como fez o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, é uma acrobacia lógica que não faz sentido – até porque o governo australiano, em seu comunicado, defendeu a necessidade de os palestinos reconhecerem o Estado de Israel e afirmou que “a organização terrorista Hamas não pode ter papel algum na Palestina”.
A apologia do genocídio nas universidades norte-americanas; as manifestações de rua no Brasil que incluem a defesa dos terroristas do Hamas; a caça a torcedores de um time de futebol israelense em Amsterdã; os tumultos causados por militantes para impedir que palestrantes exponham o ponto de vista de Israel em debates em faculdades brasileiras (o caso mais recente ocorreu na Faculdade de Direito da USP, em que os vândalos da liberdade de expressão calaram André Lajst, da StandWithUs Brasil); os mapas que indicam os locais de instituições ou negócios ligados a judeus em grandes cidades dos Estados Unidos – tudo isso é a tal “globalização da intifada”. Um discurso inaceitável, mas que ainda está longe de receber a ampla condenação merecida.
Haddad afirma que pode deixar o comando do Ministério da Fazenda para “colaborar com a campanha do presidente Lula”
Com aumento de impostos, carga tributária bate recorde histórico no governo Lula. Em 2024, Brasil registrou maior arrecadação em 20 anos, segundo dados federais. O problema nunca foi falta de grana, mas sim o tamanho das despesas. Lula mente ao dizer que Fernando Haddad reduziria impostos. Ele merece a alcunha de Taxad, como podemos ver. Sai em fevereiro deixando como legado econômico apenas isso: recorde de arrecadação!
Atividade econômica recua em outubro, diz Banco Central. IBC-Br cai 0,2% no mês, indicando estagnação no PIB. Não obstante o “pibinho”, a inflação acumulada em 12 meses segue perto do topo da meta, em 4,46%. O Banco Central diz que condução ‘cautelosa’ dos juros tem reduzido inflação. O Copom manteve Selic em 15% ao ano pela quarta vez na semana passada; na ata, destacou o “o ganho de confiança que vem se acumulando com o processo de desinflação”.
PIB fraco, inflação ainda resiliente, juros na Lua: vai se configurando um quadro arriscado de estagflação, quando há estagnação na atividade econômica e mesmo assim ocorre perda do valor de compra da moeda. Já seria uma situação complicada por si só para os brasileiros, mas quando analisamos a questão do endividamento…
As famílias estão endividadas, assim como o próprio governo. A dívida sobre o PIB deve passar de 80%, valor preocupante para um país emergente. Nem na pandemia chegou nesse patamar, e mesmo assim a alta no governo Bolsonaro se mostrou temporária. Paulo Guedes entregou a casa em ordem. O PT parece pior do que o vírus chinês, levando a dívida a patamares insustentáveis.
Enquanto isso, o governo quer ajudar MEIs, micro e pequenas empresas a pagar dívidas. Um programa de renegociação de dívidas de micro e pequenas empresas nos moldes do que foi o Desenrola Brasil para as pessoas físicas no ano passado está em fase avançada de definição dentro do governo.
Segundo a Serasa Experian, os números mais recentes mostram que o total de CNPJs em atraso chega a 8,4 milhões, com a vasta maioria sendo de companhias de menor porte: 7,9 milhões. Dados do Banco Central também mostram o crescimento da inadimplência na carteira de crédito de micro, pequenas e médias empresas. Em janeiro de 2024, eram 4,29% dos contratos com atraso de mais de 90 dias — número que subiu para 5,6% em outubro deste ano.
Em suma, famílias, empresas e, acima de tudo, governo endividados, num cenário de economia fraca e inflação ainda persistente, no topo da meta. Como 2026 é ano eleitoral, o governo prepara seus pacotes de “bondades” para aliviar os endividados e estimular o consumo, mas faz isso com irresponsabilidade, sempre criando um mecanismo perverso de incentivos. Vai empurrando com a barriga o inevitável encontro com o problema fiscal.
Se a fotografia da economia brasileira não é nada boa, o filme é ainda pior. Analisando pela ótica dinâmica do mercado, o quadro vai se agravar em 2026 e o presidente que assumir em 2027 terá uma baita herança maldita para digerir. Uma vez mais o PT causou enorme estrago nas contas públicas e na economia nacional. Quem poderia imaginar?!