A esquerda brasileira, com sua proverbial preguiça macunaímica, encontrou um aliado de peso para proclamar uma república censora em que só eles devem ter voz, ação e direção para toda a sociedade brasileira. Na prática, tanto a esquerda, seja ela a carnívora, ou a herbívora, aliou-se ao stf – assim mesmo em minúsculo, para homenagear a bagunça institucional deles -, com o claro intuito de proclamar uma “democracia relativa”, em que o povo só tem o direito de votar nos candidatos deles, voltar para casa e ficar calado.
Mas, essa estratégia deles, diga-se de passagem, é um reflexo de dois tiros nos pés que deram ao longo do século XX, e agora precisam, com urgência de leis e instrumentos para calar todos aqueles que os incomodam. Como sabem que a sua sanha censora não passa no legislativo, mesmo com a baixíssima qualidade de nossos mandatários, então buscam guarida em um supremo tribunal que adora ditadura, mandam, mesmo atropelando todas as leis e estão a um passo de proclamar uma república norte-coreana na terra de Pindorama.
O primeiro tiro, dado no pé direito foi aquele movimento que Elio Gaspari chamou de “Ilusões Armadas”, ou seja, a esquerda cultivava o ideário de tomada de poder pelas armas, pelo paredão, pelo fuzilamento, como fizeram os irmãos assassinos Castro e o genocida Che Guevara. Deram com os burros n’água com o movimento de 1964 e foram lamber as suas feridas nos infernos capitalistas da Europa. Não há um ex-asilado daquela época que, defendia o modelo cubano, ou albanês, ou chinês de Estado que foi tirar uma temporada de exílio em Cuba, na Albânia, ou mesmo na União Soviética, ou China. Foram todos para infernos como Inglaterra, Escócia, França, Suécia, Itália. Mas, deixa isso para lá… são apenas queixas.
O segundo tiro, dessa vez, dado no pé esquerdo foi a volta dos mesmos e a mudança de sua prática. Como tomar o poder pelas armas foi uma frustração, abandonaram a lorota de revolução armada e se concentraram na estratégia do carcunda tarado de Roma: Antônio Gramsci. Este dizia, nos seus famosos “Cadernos do Cárcere” a fazer a revolução comunista infiltrando-se nas estruturas do estado burguês: economia, jornalismo, sistema judiciário, executivo, produção, e, de dentro para fora apodrecer o sistema para ele cair, por si só.
Não é à toa a sintomatologia da imprensa nacional, em que há mais comunista do que jornalista, em que as posições ideológicas das redações têm mais espaço que a notícia em si. Mas esses mesmos ideólogos e executores não contavam com o avanço da tecnologia, o surgimento das redes sociais e a pulverização da fonte de notícia e informação. A internet, apesar de seus defeitos e “zonas cinzentas” teve o condão de descentralizar a notícia, a informação e a busca do fato, independente dos militantes de redação.
A esquerda investiu quase trinta anos para formar militantes e infiltrá-los em todos os cantos, tanto da administração pública, das redações de notícias e das famigeradas ONG que vivem dependuradas, como carrapatos, no bolso do pagador de imposto, sugando o suor alheio e defendendo o belo, o bom e o justo, quando na verdade sonham e escravizar uma nação inteira em seus delírios vermelhos.
Da para entender, agora a sanha censora desses cabras, ou será necessário um desenho? São quase cem anos de lutas infrutíferas que deram com os burros n’água. Agora encontraram um supremo para chamar de “seu”, a fim de, finalmente, chegarem ao poder, dar um cala boca no país inteiro e se perpetuarem no poder, até caírem de podre e deixar uma nação arrasada, afora os milhões de mortos que será o resultado inexorável de sua visão de “admirável mundo novo”.