Arquivo diários:19 de maio de 2026
DEU NO JORNAL
HÉLIO CRISANTO - UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE
O NOSSO FORRÓ
Já não se vê nos salões
Nosso forró genuíno
Clamo ao povo nordestino
Honrar nossas tradições.
Não aceite imitações
Ouça Petrúcio e Dió
Flávio lá de Bodocó
Gonzagão e Marinez;
Estão querendo de vez
Sepultar nosso forró.
Escute um xote de Pinto
Azulão e mestre Zinho
Santana e Jorge de Altinho,
Não deixe o forro extinto.
Ouça um Côco de Jacinto
Desses que levanta o pó
Escute João Mossoró
Em todo dia do mês;
Estão querendo de vez
Sepultar nosso forró
Na sua festa junina
Se quiser um clima bom
Convide o mestre Marrom
Com zabumba e concertina.
Pelos salões de Campina
Quero ver um ritmo só
E Deda abrindo o gogó
Cantando com altivez.
Estão querendo de vez
Sepultar nosso forró.
Quero um São João genuíno
Sem sertanejo e axé
Tocando Flavio José
Para o povo nordestino.
Na poeira um dançarino
Dançando “qui nem jiló”
E o contratante sem dó
Pagando bem os cachês;
Estão querendo de vez
Sepultar nosso forró.
COMENTÁRIO DO LEITOR
ESTÃO ESPUMANDO
Comentário sobre a postagem A APRECIAÇÃO DO CANHOTO
Luci Oliva:
Para esse imbecil o cachaceiro não faz nada de errado.
Para ele roubar aposentados, dar dinheiro do povo para ditadores, fazer negócios escusos com bandidos, falir correios, petrobras, eletrobras é certo.
Eita jumentada do inferno.
Estão espumando com a convocação de Neymar pois o cachaceiro pediu que não fosse convocado.
Ancelloti ainda não virou jumento para chupar saco e fazer o que agrada a corrupto cachaceiro.
RODRIGO CONSTANTINO
O SENHOR DAS MOSCAS E O CHAMADO DA TRIBO

Jack, o líder tribal de O Senhor das Moscas, era no fundo um covarde. Cercou-se de outros covardes que precisavam agir em bando e punir qualquer dissidência
Vi este fim de semana com meu filho a nova série da BBC “O Senhor das Moscas”, baseada no livro homônimo de William Golding, que li faz algum tempo. A série foi bem fiel ao livro, pelo que me recordo. E a moral da história segue intacta: cuidado com a natureza humana! Ela precisa ser domesticada, o homem deve ser civilizado, mas a besta que vive em seu interior estará sempre lá, pronta para assumir o controle.
Após a queda de um avião, um grupo de garotos fica preso em uma ilha tropical no Oceano Pacífico, no início da década de 1950. Ralph, um menino bom, tenta liderar os garotos, com a ajuda do “intelectual” Piggy, que sugere regras para manter a ordem. No entanto, Jack inicia uma rebelião, e a sociedade improvisada que eles formaram começa a desmoronar. O tribalismo fala mais alto. Comentei sobre o livro em meu Esquerda Caviar:
O mal existe. O ser humano, ao contrário do que quer acreditar a esquerda caviar, não nasce bonzinho, mas com inclinação para a prática da violência. Nelson Rodrigues resumiu com perfeição: “Se é verdade que um menino está isento do bem e do mal, então é um pequenino canalha”.
Em “O senhor das moscas”, William Golding retrata com realismo essa natureza humana, presente na mais tenra idade. Qualquer pai sabe que seu filho, desde muito cedo, gosta de apelar ao uso da força para obter aquilo que deseja. Civilizar é impor limites a esse impulso natural, que sempre, no entanto, estará lá, latente, como uma besta à espreita, aguardando uma oportunidade para emergir com total energia.
Quem não quer se dar ao trabalho de ler, ao menos veja o filme “O anjo malvado”, com Macaulay Culkin, de 1993. É ficção, claro, mas retrata algo factível: uma criança pode ser, no fundo e desde cedo, um pequeno monstrinho, capaz das maiores atrocidades. Mas a esquerda caviar politicamente correta não aceita isso, não quer encarar a maldade existente nos seres humanos.
Ou seja, não nascemos “puros” ou “bons”, tampouco a culpa de nossa violência é da “sociedade”, que é formada, pasmem!, pelos próprios seres humanos que supostamente nasceram bons. Colocar a culpa da violência numa abstração como a sociedade é retirá-la de indivíduos de carne e osso, responsáveis por suas atitudes.
Civilizar o homem, porém, não é tarefa trivial. Afinal, o “chamado da tribo” é muito forte. O que nos remete ao excelente livro de Mario Vargas Llosa justamente com esse título, que resume as ideias de grandes pensadores como Adam Smith, Ortega y Gasset, Hayek, Popper, Raymond Aron, Isaiah Berlin e Revel. O denominador comum que Vargas Llosa encontrou nesses autores é sua rejeição ao tribalismo, um chamado natural, uma vez que se trata de uma paixão atávica essa busca por pertencimento a um grupo coeso.
O liberal clássico luta contra o coletivismo tribal desde sempre, e não é trivial compreender as vantagens de um sistema mais impessoal como o livre mercado, calcado em regras isonômicas, pois não é algo intuitivo. A tendência natural é defender a “coisa nossa”, que leva ao patrimonialismo, que enxerga no estado uma extensão da família ou do seu grupo. O “nós contra eles” é tentador demais para ser ignorado por abstrações.
Sou grande admirador de Vargas Llosa, não só do romancista, mas também do liberal em política. Mas vale ressaltar as diferenças essenciais: enquanto ele adota uma visão de um liberalismo mais progressista e cosmopolita, às vezes quase flertando com uma social-democracia ao estilo tucano, eu me considero um liberal com viés conservador, justamente por rejeitar a visão racionalista demais dos que ignoram o legado e a importância das tradições morais e religiosas, além do saudável patriotismo – que jamais deve ser confundido com o nacionalismo tacanho e ufanista.
Em que pesem diferenças importantes, o que nos une é mais forte: Vargas Llosa absorveu desses pensadores liberais a humildade necessária para não cair em tentações utópicas revolucionárias, preferindo sempre o gradualismo reformista e a democracia que, com todos os seus defeitos, tem como maior virtude evitar justamente o derramamento de sangue em trocas violentas de grupos no poder.
Sua aversão ao coletivismo é por mim compartilhada. Com Sir Karl Popper, talvez sua maior influência, o escritor peruano rejeita a irracionalidade do ser humano primitivo “que descansa no fundo mais secreto de todos os civilizados, que nunca superaram totalmente a saudade daquele mundo tradicional – a tribo – em que o homem ainda era parte inseparável da coletividade, subordinado ao feiticeiro ou ao cacique todo-poderosos que tomavam todas as decisões por ele, e nela se sentia seguro, livre de responsabilidades, submetido, como o animal de manada, no rebanho, ou o ser humano em uma turma ou torcida, adormecido entre os que falavam a mesma língua, adoravam os mesmos deuses e praticavam os mesmos costumes, e odiando o outro, o diferente, que podia ser responsabilizado por todas as calamidades que assolavam a tribo”.
Em Tribe: On Homecoming and Belonging, Sebastian Junger, correspondente de guerra, mostra como muitos militares acabaram sentindo falta dos anos de batalha, pois ali, apesar de toda a dor e violência, havia ao menos um sentimento forte de pertencimento a algo maior. Não por acaso virtudes – e vícios – destacam-se em momentos como estes. A coragem que desperta em alguns, com um propósito de “bando”, é algo heroico e conhecido. Numa tribo, estamos dispostos a dividir mais, compartilhar, algo que as sociedades modernas impessoais dificultam – e o estado é péssimo substituto para isso. Não quer dizer, naturalmente, que seja desejável retornar ao tribalismo. Mas é recomendável assumir que algo se perdeu no processo, que existe uma troca aqui, que o progresso civilizacional traz um custo.
Por fim, retorno à humildade, característica fundamental do liberalismo. Vargas Llosa resume bem: “Entre os liberais, como demonstram aqueles que figuram nestas páginas, com muita frequência há mais discrepâncias que coincidências. O liberalismo é uma doutrina que não tem respostas para tudo, como pretende o marxismo, e admite em seu seio a divergência e a crítica, a partir de um corpo pequeno, mas inequívoco, de convicções”.
Jack, o líder tribal de O Senhor das Moscas, era no fundo um covarde. Cercou-se de outros covardes que precisavam agir em bando e punir qualquer dissidência. Chegaram a matar Simon a pauladas, e Piggy veio a óbito depois também. O tribalismo não permite contestação, divergência ou racionalidade. Pode ser catalisado para se transformar numa eficiente máquina de guerra, mas jamais para construir uma civilização que mereça tal nome.
DEU NO X
A PALAVRA DO GRANDE ESTADISTA
Já tentaram tirar do ar… mas foi desbloqueado. Querem esconder isso de você.
Dizem pra não compartilhar. pic.twitter.com/tbwY85o7YN— Julio Schneider 🇧🇷🇺🇸 (@juliovschneider) May 19, 2026
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
AGORA VAMOS TORCER PELO BRASIL
DEU NO X
COMEMORAÇÃO
Um vídeo para a eternidade. O jogo entre Santa Cruz x Sport dos fraldinhas do futsal terminou assim: as crianças comemorando juntas a convocação do Neymar para a Copa do Mundo.
Obrigado, futebol! pic.twitter.com/OxMpUpG8IG
— Paixão Coral (@paixaocoralof) May 18, 2026
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
TRONCO DA BARRIGUDA
PROMOÇÕES E EVENTOS
LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO JESSIER QUIRINO
Eis o nosso novo livro.
É, bem dizer, o DNA do cotidiano sertanejo.
Jessier Quirino
Ouça os áudio no Spotfi
PEDIDOS: Editora Bagaço – Recife
Fone/Zap: 081.9 8191 8546
Instagram: @editorabagaco
Site: www.bagaco.com.br
DEU NO JORNAL
TRABALHO
Donald Trump encerrou sua visita a China celebrando novos contratos de US$ 17 bilhões para o agro americano.
O agro brasileiro, tão hostilizado por Lula, vende até US$ 60 bilhões para a China a cada ano.
* * *
O agro é hostilizado pelo Descondenado porque agro significa trabalho.
Muito trabalho.
E trabalho não é hábito de integrante do Partido dos Trabalhadores.
Sobretudo do prorprietário do bando.
O nome é só pra fins de registro.



