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PROMOÇÕES E EVENTOS

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

5 DE MAIO – DIA MUNDIAL DA LINGUA PORTUGUESA

Nasceu do latim vulgar, a língua portuguesa, tecida ao vento das influências árabes e germânicas.

É considerada uma das mais belas línguas do mundo, principalmente por sua sonoridade suave e cadência melódica.

Apesar de não constar no rol das mais complexas, podemos verificar que sua construção é muito metódica, com uma estrutura muito coerente e precisa.

Nela, os Substantivos nomeiam seres/coisas; os Verbos indicam ação/estado; os Adjetivos caracterizam; os Artigos definem/indefinem substantivos; e os Advérbios modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios.

Abaixo, um exemplo visual da construção intrigante de alguns termos, fluindo como um rio que traça seu leito na memória das palavras:

PORTUGAL – PORTO de CALE

PORTO – A Porta para o mundo

PORTAR – Do latim PORTARE – Levar, carregar consigo

APORTAR – (Sinônimos): Ancorar, atracar, fundear, arribar, abordar, chegar, aportar, entrar, surgir, conduzir, levar, (investir)

IMPORTAR – Trazer para dentro, passando pelo PORTO ou AEROPORTO

EXPORTAR – Mandar para fora

DEPORTAR – Expulsar do país

COMPORTAR – Conter, acomodar até o limite SUPORTÁVEL

SUPORTAR – Aguentar

REPORTAR – Informar o aporte comportado e suportado

TRANSPORTAR – Levar, transpondo as PORTAS

PORTÁTIL – O que é transportável

PORTA – PORTAL – PORTÃO – PORTEIRA – PÓRTICO

Não é à toa que se trata de um dos idiomas mais IMPORTANTES do mundo.

O português é idioma oficial em nove países, formando a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com mais de 260 milhões de falantes nativos. São eles: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Também é oficial em Macau, China e é falado em Goa, Índia.

E, quanto à piada mais apropriada, que fecha o ciclo com leveza:

Os portugueses nos deram a língua e ficaram com o sotaque.

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A URNA “PILILI”

Karina Michelin

Mais uma ação do governo Lula e do sistema que fere a inteligência até mesmo daqueles que têm o mínimo de discernimento.

O Tribunal Superior Eleitoral apresentou, nesta segunda-feira, 4 de maio, a mascote das eleições de 2026. “Pilili”, uma urna eletrônica transformada em personagem – como o Zé Gotinha – surge como peça de propaganda para “engajar” a população, sobretudo os jovens, no processo eleitoral. Nada mais infantil, algo que chega a ofender até mesmo o mais desprovido de intelecto.

A celebração dos 30 anos da urna eletrônica, com a presença da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, não é apenas comemorativa – ela celebra um dogma. O novo altar da “democracia”, que não admite questionamentos sobre o sistema eleitoral, que não fornece sequer um comprovante físico ao eleitor, e cujo nome agora remete a um som caricatural emitido ao final do voto.

O voto exclusivamente eletrônico exige confiança técnica, mas não oferece ao eleitor comum meios diretos de verificação individual ou correspondência material imediata. Ainda assim, mesmo após anos de questionamentos e debates públicos, consolidou-se o mantra de que “o voto eletrônico é seguro” – como se isso, por si só, encerrasse qualquer discussão. Agora, ao que parece, basta um “pilili” para reforçar essa ideia.

Em vez de ampliar transparência, incentivar auditorias independentes e enfrentar, com maturidade, o debate público sobre o sistema eleitoral, a instituição opta por recorrer a um símbolo infantil para mediar sua relação com a sociedade – ou melhor, com os seus súditos.

Ao reduzir um processo complexo, técnico e sensível a uma linguagem lúdica, o sistema abandona o campo da razão – onde se exige clareza, verificabilidade e abertura ao questionamento – e migra para o campo da percepção, onde símbolos substituem explicações.

Um sistema que, em vez de tratar seus cidadãos como agentes racionais, capazes de compreender, questionar e exigir garantias, passa a se comunicar por meio de personagens “bobos”, rebaixando o nível da interlocução.

A “Pilili” é o retrato fiel da nossa idiocracia, na República Master de Tayaya.

DEU NO JORNAL

AVUANDO PELO MUNDO

A ida de Lula (PT) para encontro com Donald Trump em Washington, nos Estados Unidos, vai marcar a 46ª vez que o presidente brasileiro realiza uma viagem internacional, somente durante o terceiro mandato.

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46 viagens pro exterior, no atual mandato.

Ainda tá pouco.

A meta é chegar à centena antes do final do ano.

E prepare o bolso, caro leitor: nós é que vamos pagar os custos!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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ALEXANDRE GARCIA

PREVISÕES PARA A INFLAÇÃO DE 2026 NÃO PARAM DE SUBIR

previsões inflação 2026

Gasolina voltou a ser o item que mais influenciou o IPCA em março

Todas as segundas-feiras sai o Boletim Focus, do Banco Central, que faz uma pesquisa com mais de 100 agentes do mercado financeiro sobre expectativas para a economia brasileira. E a previsão para o IPCA deste ano continua crescendo; agora, é de 4,89%. A inflação está acelerando mesmo: foi de 0,7% em fevereiro e 0,88% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, ainda está em 4,14%. A meta de inflação é 3%, admitindo-se um máximo de 4,5%, mas nas previsões esse limite já foi estourado, pois a estimativa é de quase 5%. Isso serve de alerta para o Banco Central, que cuida do crédito e da moeda.

Enquanto isso, o presidente Lula está propondo um plano de rolagem de dívida, para facilitar o pagamento dos endividados. Delfim Netto dizia, ironicamente, que dívida é para ser rolada, não para ser paga. Pois a dívida do Estado brasileiro está em R$ 10,356 trilhões. São papéis jogados no mercado, pelos quais o Estado paga juros para poder cobrir suas dívidas, porque gasta demais. Os municípios têm superávit; já no governo federal, o déficit primário de março foi de R$ 80 bilhões. Não sei como a economia brasileira resiste.

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Atenção às promessas mirabolantes na campanha eleitoral

Margaret Thatcher dizia que não existe dinheiro público; o que existe é uma parte do trabalho das pessoas que vai para o Estado. E quando acabar esse dinheiro, como é que o Estado faz? Essa é uma questão muito séria, pois veremos muitas promessas e mentiras durante a campanha eleitoral, e é bom que fiquemos com todos os pés atrás em relação a promessas e discursos de políticos. Como eleitores e pagadores de impostos, temos de endurecer a espinha; não dá para nos curvarmos só porque o sujeito é político. O político é nosso empregado, nosso mandatário. Os mandantes somos nós. O poder emana do povo, que o exerce através de seus representantes, diz a Constituição. Eles são nossos procuradores, é bom ficarmos repetindo isso para fixar na mente. E agora temos uma voz pública, uma voz digital; todos podem nos ouvir, não dependemos mais de uma estação de televisão ou de um meio específico. A ágora digital está disponível para todos criticarem, reclamarem e cobrarem daqueles que se dispõem a nos representar.

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Dinheiro de emendas não compra mais a lealdade dos congressistas?

Falando em gasto público, é interessante essa história de liberar verbas em momentos de votação, como aconteceu nas votações da semana passada. Lula liberou R$ 12 bilhões em emendas, mas pelo jeito os que receberam as emendas, de um modo geral, disseram “não estamos mais à venda”. Tomara mesmo que isso seja verdadeiro.