COMENTÁRIO DO LEITOR

DURA REALIDADE

Comentário sobre a postagem SUBIU TUDO

Luiz Xavier Lira:

Sou nordestino aqui de Alagoas.

Todo mês o carrinho de supermercado sofre desfalques, sempre é cortado ou comprado pela metade.

Isso é fato e não narrativas.

É a dura realidade vivenciada pela população brasileira.

Não querer enxergar, só alienado ou PTista mamando nas tetas do estado.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VANDALISMO – Augusto dos Anjos

Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.

Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.

Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos…

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!

Augusto dos Anjos – Wikipédia, a enciclopédia livre

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo-PB (1884-1914)

BERNARDO - AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DEU NO JORNAL

APARELHAMENTO

A OAB fez que não viu e nem ouviu o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe de Mello Filho, declarando-se “vermelho”, em um discurso que chocou e indignou juízes “azuis” de todo o País.

A OAB mostra que o aparelhamento esquerdista é mais amplo do que se supõe.

* * *

De fato, o incrível discurso foi chocante.

Um absurdo que envergonha todo cidadão decente desta republiqueta surreal.

Quando a gente pensa que chegaram ao extremo, os “vermelhos” sempre conseguem ultrapassar…

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO X

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

O SILÊNCIO DOS INOCENTES (1991)

UMA OBRA-PRIMA DE DRAMA, SUSPENSE E TERROR PSICOLÓGICO

Cena icônica de “O Silêncio dos Inocentes”: o olhar sombrio de Hannibal

THE SILENCE OF THE LAMBS (ou: “O Silêncio dos Inocentes”) é uma das maiores obras cinematográficas fictícias de todos os tempos. A história gira em torno da jovem estagiária do FBI, Clarice Starling, que é recrutada com a missão de entrevistar o brilhante psiquiatra e assassino canibal em série, Hannibal Lecter, que está preso em um manicômio há oito anos com o objetivo de formular o perfil de um assassino em série que esfola a pele das suas vítimas, também conhecido pelo nome de Bufallo Bill.

Ao longo da trama, percebemos que Clarice se torna cada vez mais carismática até nos apegarmos totalmente à personagem dela, com sua história trágica e com o objetivo de salvar a vida das pessoas, Clarice torna-se uma das personagens mais icônicas no filme, inclusive com a perfeita atuação de Jodie Foster no papel principal.

Como esperado, Anthony Hopkins também surpreendeu ao longo da trama no papel do inescrupuloso Hannibal Lecter que, assim como Clarice, se torna cada vez mais carismático até nos apegarmos a ele. Além disso, percebemos as atuações de coadjuvantes fantásticas de Scott Gleen como o diretor do FBI, Ted Levine como o Bufallo Bill e Kasi Lemmons que por mais que tenha trabalhado mais como diretora de cinema do que como atriz, nos surpreendeu ao viver o papel da personagem Ardelia Mapp, amiga e colega de quarto de Clarice Starling.

O Silêncio dos Inocentes” é um filme que de início tem uma proposta simples, uma estudante da academia de Polícia tem a missão de buscar informações do perfil de um serial killer, o problema é que para poder achar esse perfil ela tem que entrevistar um assassino canibal: Hannibal Lecter. É um filme forte e que explora os lados da crueldade humana e acima de tudo as “motivações” de um assassino. É brilhante a maneira como o filme se desenrola e em especial as conversas entre o Hannibal Lecter e Clarice Staling. São diálogos afiados, inteligentes. De um lado uma esperta policial e do outro, um extremo manipulador. Lecter é um psicopata que entra nas mentes das pessoas, explora seus traumas, é extremamente perigoso e assustador e é incrível como ele consegue deixar a forte e valente Clarice vulnerável a seus questionamentos. O roteiro do filme também de forma sutil mostra como era difícil ser mulher policial, por vezes constrangedor, receber olhares de outros policiais que se admiram ao ver uma mulher em um cargo de investigadora, algo que infelizmente ainda acontece hoje em dia.

O longa foi indicado a sete estatuetas do Oscar e se saiu vencedor em cinco categorias principais, dentre eles o de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor ator e melhor roteiro adaptado. E, merecidamente, pois o filme possui, primeiramente, uma direção perfeita, o desenrolar do filme é muito bem orquestrado pelo diretor Jonathan Demme que sabe conduzir as cenas, sejam elas de simples diálogos ou até de momentos mais tensos no terceiro ato e sem contar o ótimo trabalho conduzido com o elenco.

Com um roteiro bem montado, o elenco aproveita e se entrega a brilhantes atuações. Anthony Hopkins faz aqui seu melhor personagem, de longe um dos meus favoritos. É um psicopata extremamente manipulador e tem um olhar assustador chegando a ser hipnotizante para quem assiste. Ele usa pequenos detalhes da vida de uma pessoa e joga com elas um doentio jogo psicológico. E a Jodie Foster é outra com uma das melhores atuações na carreira, uma mulher forte, sagaz e que tem uma sede por justiça, é uma atuação realmente magnífica, memorável.

O Silêncio dos Inocentes” é um brilhante retrato da psicopatia humana, as decepções de um ser humano que expõe o seu instinto assassino, de um ser mentalmente perturbado, e como agem os mais manipuladores. Tem personagens fascinantes e uma dupla principal incrivelmente bem interpretada por Jodie Foster e Anthony Hopkins. Um thriller policial de primeira linha.

O Silêncio dos Inocentes | Trailer Oficial:

O Silêncio dos Inocentes (1991) – Crítica Rápida:

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O PLANO DO PT PARA O BRASIL

Editorial Gazeta do Povo

congresso nacional pt josé dirceu

José Dirceu discursa durante o 8.º Congresso Nacional do PT, em abril

O Partido dos Trabalhadores encerrou seu 8.º Congresso Nacional com a aprovação e a divulgação de um manifesto em que exalta os feitos – alguns reais, outros ilusórios, outros fora de contexto – do terceiro mandato de Lula e repete o mantra da “herança maldita” para explicar tudo o que não deu certo. É um documento redigido com o olhar para as eleições de outubro, obviamente; mas quem quer que o leia com critério perceberá que ele acaba sendo uma ótima peça publicitária… para a oposição. Afinal, boa parte do que está ali, se tornado realidade, seria uma verdadeira catástrofe para o Brasil.

A começar, claro, pela declaração de que o “horizonte programático” do partido é o “socialismo democrático” – uma impossibilidade em si, já que não existe nenhum exemplo bem-sucedido de regime socialista que também seja democrático, e a história mostra muito bem que, tendo de escolher entre o socialismo e a democracia, líderes com a mesma ideologia do petismo sempre ficam com aquele e acabam com esta. Não à toa, tudo o que aparece no manifesto com o termo “democratização” significa, no fundo, que o setor em questão deve ser colocado sob a tutela do partido, o autoproclamado representante do povo. “Democratizar” a comunicação, por exemplo, é o eufemismo para a censura ditada pelo governo; “democratizar” o campo é o código para a violação do direito de propriedade; e assim sucessivamente.

Curiosamente, entre os alvos da “democratização” petista está, agora, o Judiciário. Ao que tudo indica, já não basta, para o petismo, que a Justiça brasileira, especialmente os tribunais superiores, tenha livrado Lula da cadeia e limpado sua ficha, tenha demolido a Lava Jato, esteja perseguido ferozmente os críticos – famosos e anônimos – do governo, e faça ativismo judicial em prol das plataformas petistas em assuntos de comportamento: é preciso botar o cabresto de vez nos juízes e ministros. E o documento ainda foi redigido, aprovado e publicado antes de o Senado humilhar Lula, recusando o nome de Jorge Messias para o STF; é de se imaginar o que os petistas teriam incluído no manifesto a respeito do Judiciário se ele tivesse sido escrito após a derrota.

Quanto trata de economia, o petismo se limita a uma ladainha de indicadores positivos, comparados com o mandato anterior, sem considerar o estrago feito pela pandemia, primeiro com a devastação dos negócios graças ao “fecha tudo”, e depois com a enorme pressão inflacionária oriunda da retomada da atividade econômica. Como já se esperava, o petismo afirma ter trazido “a inflação de volta à meta”, uma afirmação duplamente mentirosa – primeiro, porque a meta é de 3% ao ano, enquanto os 4,5% são apenas o limite superior da banda de tolerância; segundo, porque o mérito por não deixar a inflação fugir do controle é da política monetária contracionista do Banco Central, não do governo. A contribuição de Lula vai na direção contrária: provocar inflação ao basear toda a sua política econômica no estímulo ao gasto governamental e ao consumo das famílias – um roteiro que, de acordo com o manifesto, será mantido em um eventual quarto mandato lulista. E, com a dívida pública crescendo quase dez pontos como proporção do PIB no atual mandato, o PT ainda tem a desfaçatez de afirmar que “todos esses resultados foram conquistados em conjunto com a melhora das contas públicas”.

Em resumo, o que o PT promete é mais controle estatal sobre a sociedade, mais intervencionismo na economia, e mais estímulo à irresponsabilidade no gasto público. Uma receita desastrosa, evidentemente, mas que o petismo tenta embalar de forma bonita, embora um tanto passivo-agressiva, ora ressaltando números como o baixo desemprego, ora afirmando que, se não mantiver o PT no poder, o país cairá nas garras da “extrema direita fascista”. Nada que o Brasil já não conheça, vindo de onde vem; mas é um sinal forte de que o petismo não tem mais nada a oferecer ao país além das receitas antigas que dão resultados de curto prazo enquanto plantam estagnação e recessão econômica, e que ocultam o avanço do Estado sobre a sociedade usando a camuflagem da “democratização”.