Arquivo diários:4 de maio de 2026
DEU NO JORNAL
RODRIGO CONSTANTINO
COMO VALORIZAR O TRABALHO DE VERDADE

Após Romeu Zema defender ampliar o trabalho a adolescentes, esquerda associa fala a incentivo ao trabalho infantil
Dois meninos, com cerca de 10 a 12 anos no máximo, bateram à minha porta e deixaram um folder anunciando o serviço de limpeza de carros e latas de lixo. Aqui nos Estados Unidos é muito comum a garotada trabalhar com isso, ou montar uma barraca de limonada na esquina. Liguei para eles e os “contratei” para lavar dois carros na sexta-feira, o Dia Internacional do Trabalho.
Os garotos ficaram três horas lavando os carros. Cobraram cinquenta dólares pelo serviço, incluindo a limpeza do interior. Ao término, descobri que eu era o primeiro cliente deles, e paguei o dobro: uma nota de cem dólares. Eles não conseguiam esconder a cara de felicidade! Eu disse que era um incentivo pelo trabalho duro e o empreendedorismo, e depois dei uma lição de moral semelhante ao meu filho, de oito anos.
Os americanos valorizam muito o trabalho. É comum filho de gente rica trabalhar como caixa de supermercado, por exemplo. Aqui se pergunta quanto dinheiro você faz por ano, não quanto você ganha. Todos entendem que dinheiro não é um presente dos céus, do estado ou algo que brota do solo, mas sim algo que você precisa correr atrás, oferecendo valor em troca, pela ótica dos consumidores. E no final sempre o agradecimento: “Obrigado pela escolha”; “obrigado por fazer negócio comigo” etc.
Não há, nos Estados Unidos, décimo-terceiro salário, férias remuneradas, vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação. Uma parcela ínfima dos trabalhadores é sindicalizada e não há qualquer obrigatoriedade de pagar por sindicatos. O mercado de trabalho é bem mais livre e dinâmico, as leis são bem mais flexíveis. E o trabalhador médio americano faz cinco a seis vezes mais do que o trabalhador médio brasileiro, repleto de regalias e “conquistas legais”.
O ex-governador Romeu Zema aproveitou o feriado para defender a redução da idade mínima para assinar carteira, lembrando que ele mesmo começou muito cedo a trabalhar. Zema está certo. O trabalho enobrece, cria senso de propósito, dá responsabilidade e dignidade. Muito melhor trabalhar cedo em algo decente do que ficar de bobeira nos jogos eletrônicos ou virar “aviãozinho” de traficante. Barão de Mauá, o maior empresário do Império, começou a trabalhar aos nove anos!
Essa visão de quem valoriza de verdade o trabalho contrasta com aquela marxista, que enxerga no trabalho uma “exploração capitalista” e que deposita no estado e nos sindicatos o poder para “proteger” o trabalhador. São os mesmos que aplaudem um assistencialismo hipertrofiado que faz com que, em várias cidades nordestinas, haja mais gente dependendo do estado do que com carteira de trabalho assinada. É o antigo voto de cabresto, já que a dependência cria eleitores apavorados com o risco de perder essas benesses.
Lula tenta explorar justamente essa mentalidade com seu populismo, com a propaganda pelo fim da jornada 6×1. Enquanto isso, Zema afirma que não vai permitir marmanjo vivendo à custa de mesada estatal. No Brasil, infelizmente, o discurso fácil da esquerda ainda rende votos, pois muita gente enxerga o trabalho como um fardo intolerável, como “exploração”, buscando um atalho para uma vida mais mansa – ainda que ao custo da perda da liberdade.
O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), se declarou como “vermelho” ao afirmar que “nós, vermelhos, temos causa”. A afirmação foi feita durante um evento institucional sobre a Justiça do Trabalho, realizado em 1º de maio.
“Nós, vermelhos, temos causa. Não temos interesse. E que fique bem claro isso, para quem fica divulgando isso aqui no país. Nós temos uma causa. E eles que se incomodem com a nossa causa. Porque nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse país precisam de nós. E a Constituição nos dá o poder para isso”, afirmou.
Segundo o ministro, a Justiça do Trabalho não deveria se limitar à aplicação estrita da lei, mas atuar como instrumento de contenção ao que classificou como “capitalismo selvagem e desenfreado”, além de exercer papel regulador nas relações entre empresas e trabalhadores. Ele se enxerga como alguém que enfrenta os “defensores dos interesses econômicos”.
Esse tipo de mentalidade é o grande problema em nosso país. Aliás, a própria Justiça do Trabalho é uma espécie de jabuticaba, algo inexistente em países mais desenvolvidos. Os “juízes” trabalhistas vivem tomando decisões com base nesse conceito marxista de que trabalhadores são vítimas de seus patrões, e isso certamente cria um ambiente desfavorável ao empreendedorismo no Brasil – lembrando que são os empreendedores que criam riqueza e trabalho. Passou da hora de mudar essa cultura. Zema está de parabéns por ter mexido nesse vespeiro!
DEU NO JORNAL
O BRASIL LULO-PETRALHA
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
OS GOLPISTAS DO DIA OITO – II
COMENTÁRIO DO LEITOR
NÃO TEM COMO DAR CERTO
Comentário sobre a postagem HELENO MEDEIROS – BETIM-MG
João Francisco:
A Justiça do Trabalho, algo que só o Brasil tem (entre os países grandes), é a maior responsável pelo atraso econômico que vivemos.
90% das questões trabalhistas de empresas aéreas ocorrem no BR.
Empresas como Wall Mart, Carrefour, dentre outras, não deram certo aqui por estas questões.
Tem também o custo.
Só a estrutura da Justiça do trabalho custa o dobro de todo dinheiro que o trabalhador consegue como fruto das ações feitas.
Não tem como dar certo.
DEU NO X
CAMPEÃO: SEMPRE SE SUPERANDO
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NO BOTÃO
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
HELENO MEDEIROS – BETIM-MG
Completo absurdo.
Acabou o disfarce.
O presidente do TST acaba de admitir que a Justiça do Trabalho tem lado e cor: o vermelho.
Quem não segue a cartilha ideológica é reduzido a ‘interessado’.
É o ativismo judicial em estado puro, atropelando a lei em nome de uma ‘causa’ que só eles definem.
Acabou o disfarce. O presidente do TST acaba de admitir que a Justiça do Trabalho tem lado e cor: o vermelho. Quem não segue a cartilha ideológica é reduzido a ‘interessado’. É o ativismo judicial em estado puro, atropelando a lei em nome de uma ‘causa’ que só eles definem. pic.twitter.com/ZrWdEtwJ0s
— Diego Muguet (@diegomuguetrj) May 3, 2026
DEU NO X
O PADRE
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
O MEU RETRATO – Olegário Mariano
Sou magro, sou comprido, sou bizarro,
Tendo muito de orgulho e de altivez.
Trago a pender dos lábios um cigarro,
Misto de fumo turco e fumo inglês.
Tenho a cara raspada e cor de barro.
Sou talvez meio excêntrico, talvez.
De quando em quando da memória varro
A saudade de alguém que assim me fez.
Amo os cães, amo os pássaros e as flores.
Cultivo a tradição da minha raça
Golpeada de aventuras e de amores.
E assim vivo, desatinado e a esmo.
As poucas sensações da vida escassa
São sensações que nascem de mim mesmo.

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, Recife-PE, (1889-1958)


