Karina Michelin
Mais uma ação do governo Lula e do sistema que fere a inteligência até mesmo daqueles que têm o mínimo de discernimento.
O Tribunal Superior Eleitoral apresentou, nesta segunda-feira, 4 de maio, a mascote das eleições de 2026. “Pilili”, uma urna eletrônica transformada em personagem – como o Zé Gotinha – surge como peça de propaganda para “engajar” a população, sobretudo os jovens, no processo eleitoral. Nada mais infantil, algo que chega a ofender até mesmo o mais desprovido de intelecto.
A celebração dos 30 anos da urna eletrônica, com a presença da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, não é apenas comemorativa – ela celebra um dogma. O novo altar da “democracia”, que não admite questionamentos sobre o sistema eleitoral, que não fornece sequer um comprovante físico ao eleitor, e cujo nome agora remete a um som caricatural emitido ao final do voto.
O voto exclusivamente eletrônico exige confiança técnica, mas não oferece ao eleitor comum meios diretos de verificação individual ou correspondência material imediata. Ainda assim, mesmo após anos de questionamentos e debates públicos, consolidou-se o mantra de que “o voto eletrônico é seguro” – como se isso, por si só, encerrasse qualquer discussão. Agora, ao que parece, basta um “pilili” para reforçar essa ideia.
Em vez de ampliar transparência, incentivar auditorias independentes e enfrentar, com maturidade, o debate público sobre o sistema eleitoral, a instituição opta por recorrer a um símbolo infantil para mediar sua relação com a sociedade – ou melhor, com os seus súditos.
Ao reduzir um processo complexo, técnico e sensível a uma linguagem lúdica, o sistema abandona o campo da razão – onde se exige clareza, verificabilidade e abertura ao questionamento – e migra para o campo da percepção, onde símbolos substituem explicações.
Um sistema que, em vez de tratar seus cidadãos como agentes racionais, capazes de compreender, questionar e exigir garantias, passa a se comunicar por meio de personagens “bobos”, rebaixando o nível da interlocução.
A “Pilili” é o retrato fiel da nossa idiocracia, na República Master de Tayaya.
Mais uma ação do governo Lula e do sistema que fere a inteligência até mesmo daqueles que têm o mínimo de discernimento.
O Tribunal Superior Eleitoral apresentou, nesta segunda-feira, 4 de maio, a mascote das eleições de 2026. “Pilili”, uma urna eletrônica transformada em… pic.twitter.com/c53zm2g58M
— Karina Michelin (@karinamichelin) May 5, 2026
Urna Pilili, mais uma ideia “jenial” do governo do Janjo.
Deve ser da mesma pessoa que teve a ideia da ala do “Conserva em lata! no carnaval.
Impressionante!