Pindorama esta semana estava bem animada, principalmente por causa das famigeradas eleições, em que o otário pagador de impostos financia um bando de canalhas para fazer propaganda enganosa, mentirosa e safada na cara dura e ainda exige aplausos, mas isso é o de menos. O que deixou ancho, este caeté, de peito estufado, regurgitando orgulho cívico foi a anunciação pelo Araribóia de plantão, o nosso amado líder, Mulamed Ladron, foi a criação da dita Agência Espacial Brasileira a fim de construir foguetes e levar o Ñambiquara nacional até Saturno.
O Brasil é um país de oxímoros – aquelas contradições violentas que, na linguagem cotidiana são irreconciliáveis, mas na poética nos deram pérolas de construções como na música Outra vez, cantada por Roberto Carlos, Roberta Miranda e que diz “você foi o melhor dos meus erros”, ou na poesia de Camões que diz que o amor “é dor que desatina sem doer” -, que, se um gringo analisar as situações aqui, vai pensar que viajou para um hospício e não uma nação soberana.
Veja-se o caso da ABIN, ou Agência Brasileira de Inteligência. Isso é uma piada. Já tinha dito, naquele covil de velhos sem vergonha que se reunia semanalmente, chamado Cabaré do Berto, que ABIN era um oxímoro, pois a agência, ou era brasileira, ou era de inteligência. Os dois adjetivos juntos não dão liga. Também podemos citar o caso da Indústria Brasileira de Processadores, aquela estrovenga gestada no governo Lula II e parida no governo da presidANTA que gastou 500 milhões de reais e apresentou um processador que custava quinze vezes mais que o mais vagabundo processador disponível no mercado e era duas mil e duzentas vezes menos potente. Botocúndia em estado puro.
Outro exemplo é o tal de CIEEDE, criando para “defender a democracia e combater as “feiquinius”, que eu batizei de GESTAPO – Gehein State Polizei, ou Polícia Política do Estado -, mais direto e mais fácil de se entender, mas parece que o nome foi rejeitado pelas “otoridades” do governo. Tá cheio de barnabé, não serve para nada, mas custas tubos de dinheiros do pagador de imposto.
Ora, um país cujo QI – Quociente de Inteligência – esta em 85, sendo mais baixo que a de um chimpanzé, segundo pesquisas de universidades de renome, já que aquele primata tem o QI de 87, preocupa aqueles “cidadões” que possuem QI pouca coisa mais elevada. O “cidadões” aí é uma homenagem à primeira gastadeira nacional, tá gente! Maurício Assuero, dotô em dinheiros, numerários e contabilidade que o diga, haja vista o desespero dele, em suas crônicas dominicais neste jornal.
Agora vem o gunverno nacional propor a criação de mais um cabidão de emprego nessa farsa chamada Agência Espacial Brasileira. Não dá. É preciso muita massa cinzenta, muita especialidade, desde o cargo de presidente dessa agência, até o contínuo que mantém o café quente todos os dias, para que essa estrovenga decole. E, conhecendo o governo como conhecemos, essa agência vai ser aparelhada por políticos malandros, gatunos e ratuínas da melhor qualidade.
O resultado dessa agência daqui a dez anos vai ser o consumo de bilhões de reais do contribuinte, uma folha de pagamento para lá de inchada, com pessoas sem qualificação alguma e que não entendem “niente” de pesquisa espacial, para entregar, no final, um traque de festa junina, e depois culpar o imperialismo dos Zistados Zunidos pelo fracasso de algo que já foi parido para ser um fracasso e só existirá para consumir dinheiro do pagador de imposto e enriquecer velhacos que estão igual a cavalo de parada – cagando e andando -, para o progresso nacional.