DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

CÍNICO

Comentário sobre a postagem ATÉ ELE TÁ VENDO…

Mauro Pereira da Silva:

Esse senhor é um dos principais responsáveis por esse quadro desastroso.

Cínico, como todo esquerdista, agora está querendo tirar o dele da reta e posa de Madalena arrependida.

Me perdoem a comparação. Madalena era mais honesta.

Sua voz gritando “lula lá” ecoou por toda Avenida Faria Lima afirmando que o candidato do pt era a salvação do Brasil.

Com medo das consequências da burrada que fez, não me surpreenderia se ele se fantasiasse de patriota conservador cristão de de direita e voltasse a berrar Faria Lima a fora: “Flávio lá!”

DEU NO JORNAL

NÃO QUER SE SUJAR

No giro que vai dar pelo Brasil, o presidente da Argentina, Javier Milei, não reservou tempo na agenda para encontro com Lula.

O tour por aqui tem como principal objetivo manifestar apoio a Flávio Bolsonaro.

* * *

Milei encontrar com Lula não daria certo mesmo.

O presidente argentino tem as mãos limpas.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

PROMOÇÕES E EVENTOS

DEU NO JORNAL

RECEPÇÃO AZULADA

Javier Milei, presidente da Argentina, será recebido hoje (25) na convenção do PL com tapete… azul.

Nada de vermelho na cerimônia que vai oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto.

* * *

Tá certo.

Muito certo.

Nada de vermelho.

Essa cor maléfica é a cara do Cão!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VAIDADE – Florbela Espanca

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho… E não sou nada!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

LARGO DA PAZ, DE ONTEM

Principal transporte público: os bondes da Tramways

Nasci no bairro do Espinheiro, um dos mais centrais e elegantes do Recife. Lugar de sítios, chácaras e casas de veraneio, cujos moradores eram comerciantes, proprietários rurais, e anos depois, profissionais liberais.

Mas nunca gostei desse nome! Espinheiro, um nome horrível!

O Recife de Ontem tinha coisas curiosas, a começar pelas denominações de alguns dos seus bairros, onde viveram famílias importantes, ligados à elite pernambucana.

Se no Espinheiro morou o compositor Capiba, em Bomba do Hemetério, residiu o Governador José Francisco de Melo Cavalcanti. No bairro dos Aflitos, o usineiro Antonio da Costa Azevedo, dono da Usina Catende.

A origem da denominação: Espinheiro, se formalizou face à grande quantidade de arbustos espinhosos encontrados nas margens dos córregos, no tempo anterior ao traçado da Av. Agamenon Magalhães, quando quase tudo era verde.

Depois fomos morar na Torre, nome mais simpático. E, por fim, papai comprou uma casa no bairro que tinha outro nome horrível: Lugar dos Afogados.

Mas, alí foi minha pátria sentimental. Lugar onde pisei ainda menino de cinco anos e só saí depois de casado.

Morávamos em área aterrada, às margens do Capibaribe, na Vila dos Jornalistas. Mas, por pernosticismo, desde menino sempre disse que morava no Largo da Paz, nunca em Afogados.

Na antiga Praça da Paz, que no século anterior fora palco de matanças generalizadas, a partir da ocupação colonial de Pernambuco, as Invasões holandesas, a Guerra dos Mascates, a Revolução de 1930 e a Intentona Comunista em 1935, vivi meu el dorado juvenil.

Lá deixei minhas pegadas. Lembranças que jamais serão esquecidas: os bondes elétricos da Tramways, seguros, frescos e pontuais; os cinemas Eldorado, Pathé e Central; a concentração da juventude bem comportada, passeando nos dias de domingo, as missas na Igreja de Nossa Senhora da Paz.

Felizmente, pouca coisa mudou: a mesma praça, o mercado, a feira. Do Espinheiro e da Torre, poucas recordações.

Felizmente, quase nada mudou: a mesma praça, o mercado, a feira.

Do Espinheiro e da Torre, tenho poucas recordações, mas aquela “Praça dos Namorados”, o Largo da Paz, de ontem, nada se apagará da minha mente.

Alguns bondes da Tramways possuíam “reboques”, para transportar bagagens.

O de Areias passava pelo Largo da Paz