DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

Pois é.

Modric se foi. Estou triste.

Portugal ficou. Estou triste. Neste caso por nao gostar do Cristiano.

Muitos irão me criticar agora: “NAO QUERO QUE O BRASIL VENÇA A COPA”.

EXPLICO: Se o Brasil ganhar a copa (coisa que considero bastante difícil) a alegria sera passageira e ilusória.

Cada jogo nada mais é do que uma terapia coletiva na qual a vitória varre para debaixo do tapete todas as frustrações da realidade (o que em 2026 nao pode acontecer pois é um ano decisivo politicamente).

O povo esquece a crise econômica, corrupção, vergonhosa alta dos preços, falta de perspectiva, imundície política, criminalidade, insegurança, aliança entre bandidos e políticos, podridão no judiciário, etc.

A Copa surge como uma oportunidade mágica de dar “alegria ao povo” que perde a consciência.

É catártico.

Não, eu não quero mesmo que o Brasil vença.

Hoje, ao contrário de Matilde, não vou torcer para a Argentina. Vou com Cabo Verde.

Que termine logo esse Carnaval…

No final o feijão estará ainda mais caro.

E o “barquinho” vai….

DEU NO X

DEU NO JORNAL

O COLAPSO DO BRASIL É LOGO ALI

Alan Ghani

Se a conduta econômica do governo Lula é parecida com a de Dilma, os resultados gerados por ela também serão semelhantes

É impressionante a semelhança da política econômica atual do governo Lula com o final do governo Dilma em 2014. Elevação de benefícios sociais, linhas de créditos subsidiadas para alguns setores e isenções fiscais seletivas são ações fortemente presentes nos anos eleitorais de 2014 e 2026.

Sem nenhuma surpresa, se a conduta econômica é parecida, os resultados gerados por ela também serão semelhantes. Inflação elevada, indução artificial do crescimento econômico, deterioração fiscal, piora no ambiente de negócios, pessimismo no mercado financeiro, juros pressionados e redução dos investimentos das empresas são consequências esperadas da política fiscal ultra expansionista presente tanto no governo Lula como na administração Dilma.

A diferença é que agora a situação fiscal é muito mais preocupante do que era no governo Dilma. Primeiro, porque em 2014, a dívida bruta do governo federal era de 63,4% do PIB, enquanto hoje ela está em 81,1%.

O próprio tamanho da dívida torna a situação muito mais difícil de ser controlada. A razão é simples: quanto maior o endividamento estatal, mais juros são pagos ou incorporados ao principal, tornando a dívida crescente.

Além desse motivo, as políticas econômicas implementadas pelo atual governo Lula, como os mínimos constitucionais de gastos com saúde e educação, valorização real do salário mínimo, com impacto direto na previdência, tornam o controle da dívida uma missão quase impossível.

Para piorar, o Congresso também não faz a sua parte, pede emendas parlamentares cada vez mais bilionárias no orçamento, e o Supremo Tribunal Federal flexibiliza os penduricalhos para diversos setores do Poder Judiciário, impactando diretamente as contas públicas, além de despertar a vontade de funcionários públicos de outras esferas de receberem o mesmo benefício. Tal situação vai completamente na contramão de uma reforma administrativa.

O problema é que nada disso é de graça. Para sustentar todas essas benesses estatais, o governo cobra impostos e se endivida cada vez mais com sociedade brasileira. No entanto, o alto endividamento pressiona a taxa de juros e drena recursos de investimentos produtivos do setor privado para financiar o governo. Afinal, quem não quer ganhar 14,55% a.a ou IPCA + 8,35%a.a com baixo risco?

Com taxas de juros tão elevadas, uma dívida PIB acima de 81% e sem nenhum sinal de melhora das contas públicas, a situação fiscal brasileira vai se tornado dramática, a caminho de um colapso.

Sem “economês”, significa que se nada for feito, mesmo com impostos arrecadados e emissão de títulos públicos, não será possível pagar credores das dívidas de vencimentos mais curtos. Num eventual calote, as consequências para a sociedade são bem conhecidas: queda da atividade econômica, fuga de investimentos, desemprego e inflação. Infelizmente, caminhamos a passos largos para isso.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

DOIS MOTES BEM GLOSADOS

João Pereira da Luz, o grande Poeta João Paraibano, Princesa Isabel-PB (1952-2014)

* * *

Severino Feitosa e João Paraibano glosando o mote:

Escutar cantoria sem beber
é dormir uma noite e não sonhar.

João Paraibano

O poeta nasceu com tanto brilho,
que um verso que faz, de nada ensaia,
no momento que está levando vaia,
pensa ser nenhum tipo de elogio,
eu na noite que estou cantando frio,
quando um copo tiver para esquentar,
que é mais fácil o poeta se inspirar
no momento do álcool lhe aquecer.
Escutar cantoria sem beber
é dormir uma noite e não sonhar.

Severino Feitosa

Sem tomar uma dose de cinzano,
licor, dreher, whisky, rum, cachaça,
é ser músico, cantar em qualquer praça
e não ter um teclado e nem piano,
é fazer uma troca com cigano,
e um canudo do curso não levar,
dar um voto a um parlamentar
que não tem liderança no poder.
Escutar cantoria sem beber
é dormir uma noite e não sonhar.

João Paraibano

Eu não bebo só água de cabaça,
que do álcool também sou dependente,
se faltar uma dose de aguardente,
eu começo a tremer no meio da praça
se faltar uma dose de cachaça,
peço duas de whisky lá no bar,
quem está frio, só pensa em se esquentar
e a borracha não vai se encolher
Escutar cantoria sem beber
é dormir uma noite e não sonhar.

Severino Feitosa

O repente na noite divertida,
pra o poeta que pega no instrumento
para mim só terá contentamento,
com direito a um copo de bebida,
mas não tendo eu comparo a sua vida
com um minuto tristonho de azar,
a mulher toda noite se zangar
não querer no seu corpo se aquecer.
Escutar cantoria sem beber
é dormir uma noite e não sonhar.

João Paraibano

Para um repentista de talento,
fazer verso sem ter uma bicada
é partir pra voltar no meio da estrada
é ver cobra esquecendo de São Bento
ou sair pra fazer o casamento,
levar chifre na porta do altar,
pegar sua semente pra plantar
ver o mesma no chão apodrecer.
Escutar cantoria sem beber
é dormir uma noite e não sonhar.

* * *

João Paraibano e Severino Feitosa glosando o mote:

O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

João Paraibano

Cada verso que o repentista faz,
para mim tá presente em toda hora,
no tinido do ferro da espora,
na passada que vem dos animais,
na cor verde que tem nos vegetais
nas estrelas que têm no firmamento,
tá na cruz do espinhaço do jumento,
e no vaqueiro correndo atrás do gado.
O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

Severino Feitosa

O poeta é um gênio que crepita
no espaço azul esmeraldino,
percorrendo as estradas do destino,
sem saber o planeta aonde habita,
sua mente pra o canto é infinita,
cada verso que faz é seu sustento,
é quem sabe cantar o parlamento,
sem ter voto pra ser um deputado.
O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

João Paraibano

Uma vida vivida no sertão,
uma fruta madura já caindo,
um relâmpago na nuvem se abrindo,
um gemido do tiro do trovão,
meia dúzia de amigos no salão,
nem precisa de um piso de cimento,
minha voz, as três cordas do instrumento,
o meu quadro de louco está pintado.
O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

Severino Feitosa

O poeta é um simples mensageiro,
que acaba uma guerra e um conflito,
ele sabe cantar o infinito,
todas pedras que têm no tabuleiro,
a passagem do fim do nevoeiro,
que ultrapassa o azul do firmamento,
que conhece o impulso desse vento,
todas as rosas que enfeitam o nosso prado.
O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

João Paraibano

Foi mamãe que me deu a luz da vida
e me ensinou a viver da humildade,
eu nasci para ter felicidade,
porque toco na lira adquirida,
poesia me serve de bebida,
um concerto me serve de alimento,
uma pedra me serve de assento
e todo rancho de palha é meu reinado.
O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

Severino Feitosa

O poeta é uma criatura
que procura mostrar, no seu caminho,
toda uva do fabrico de vinho,
e toda planta que faz nossa fartura,
é quem sabe cantar a amargura
da pessoa, que está num sofrimento,
é quem sabe cantar o regimento
do quartel, que Jesus é delegado.
O poeta é um ser iluminado
que faz verso com arte e sentimento.

DEU NO JORNAL

VAIADOS EM CASA

Os petistas Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, e os senadores Rui Costa e Jaques Wagner foram recebidos com imensa vaia, ontem, em Lapinha (BA).

Tinha até cartaz “Jaques do Master”.

Reflexos do Master: Após vaias, Jaques Wagner é alvo de protestos no 2 de Julho – Interior da Bahia

* * *

Se na Bahia tá desse jeito, imagine no resto do país.

A safadeza petralheira está escancarada pro Brasil todinho.