Arquivo diários:22 de julho de 2026
DEU NO JORNAL
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP
DEU NO X
AH… AGORA SIM…
DEU NO JORNAL
PARA JANJA, AS OUTRAS PRIMEIRAS-DAMAS NÃO TRABALHARAM
Guilherme Fiuza

Novo episódio polêmico de Janja: primeira-dama diz que foi a primeira a trabalhar efetivamente
Janja disse que, antes dela, o Brasil nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse. A declaração foi dada numa entrevista ao portal UOL. A esposa de Lula parecia bem segura do que dizia — tanto que fez questão de se classificar como a primeira esposa de chefe de Estado a trabalhar “efetivamente”.
Ou seja: trabalho de verdade, na história das primeiras-damas brasileiras, só ocorreu com Janja da Silva (segundo ela própria).
A afirmação contundente não gerou polêmica na entrevista. Janja chegou a ser perguntada sobre sua agenda de trabalho ou em que consistia essa atividade considerada por ela pioneira para o posto. Respondeu que vai “quase todo dia” ao Palácio, citou parcerias e programas em que atua junto a outros países e ficou tudo bem.
O centro da argumentação da primeira-dama brasileira era uma autodefesa contra os que a consideram “gastadeira”. As despesas em viagens internacionais com hospedagens em hotéis de luxo e comitivas numerosas não foram inventadas pelos críticos. Mas Janja afirmou que sempre procura primeiro a estadia nas embaixadas. Não deixa de ser um consolo.
A questão principal, porém, é menos inocente do que essa polêmica ou disse-me-disse sobre shoppings, hotéis e cartões. A primeira-dama brasileira afirma — e fez questão de enfatizar na entrevista ao UOL — que as críticas ao seu nível de gastos são “misoginia”. Considerando que está em tramitação um projeto de lei sobre a matéria, criminalizando os atos misóginos, e, a prevalecer o juízo de Janja sobre o assunto, muito em breve quem eventualmente chamá-la de “gastadeira” estará em maus lençóis.
Ela mostrou ao mundo sua preocupação com o assunto ao lado de ninguém menos que o presidente da China, Xi Jinping. Lula e Janja pediram ajuda ao líder máximo do regime de partido único (que controla o ambiente digital em seu país com mão de ferro) para a regulação das mídias sociais no Brasil. Sem dúvida alguma, no regime chinês ninguém deve se aventurar a chamar uma autoridade ou figura palaciana de “gastadeira”.
Talvez o Brasil já esteja a meio caminho desse padrão. A declaração de que nenhuma primeira-dama antes de Janja “trabalhou efetivamente” não comoveu os meios de comunicação, nem gerou ao menos a saudável sequência de contrapontos — como qualquer assunto no mínimo polêmico merece numa democracia.
O insulto a D. Sarah Kubitschek, com seu proverbial legado em várias formas de assistência social, saiu de graça. A Rede Sarah de hospitais deve ter sido batizada dessa forma por acaso. Se não foi trabalho, deve ter sido numerologia. O famoso programa Comunidade Solidária, elaborado e implementado com eficiência e discrição pela então primeira-dama Ruth Cardoso, vai ver também não é mais considerado trabalho na historiografia moderna. Quem sabe não foi um golpe de sorte?
Parabéns a todos os entusiastas e apoiadores, tácitos ou explícitos, desse discurso. Esqueçam a história e a liberdade de crítica. O poder é a verdade. Desse jeito a gente chega lá.
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
FALSIDADE AO EXTREMO
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
RAINHA-DA-NOITE
ALEXANDRE GARCIA
BURLANDO O TETO CONSTITUCIONAL
Inacreditável o que o Tribunal de Contas da União acaba de fazer. O TCU, apesar do nome, não é um órgão do Judiciário; é um auxiliar do Legislativo, responsável por cuidar das contas públicas federais, fiscalizar e punir para não haver nada fora da lei. E o próprio TCU está propondo um aumento de 40% nas gratificações de cargos em comissão, e achou uma maneira de permitir que elas não sejam contadas para fins de limite do teto constitucional, que é de R$ 46 mil. Está escrito, no artigo 37 da Constituição, que a remuneração dos servidores públicos não pode ultrapassar o limite do salário dos ministros do Supremo. Eles devem estar pensando o seguinte: os ministros do Supremo deixaram passar, todo mundo passa, vamos passar nós também. É isso vindo do tribunal que cuida das contas públicas, que fiscaliza.
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Gilmar Mendes quer se vingar de Alessandro Vieira tornando-o inelegível
O ministro Gilmar Mendes está processando o senador Alessandro Vieira, que foi relator da CPI do Crime Organizado e sugeriu o indiciamento de ministros do STF. Gilmar o acusou de abuso de autoridade e mandou a ação para a Procuradoria-Geral da República. A PGR alegou que ninguém pode indiciar um ministro do Supremo, a não ser um ministro do Supremo. Vocês entenderam? Isso é o absurdo pelo absurdo. Ninguém pode indiciar, então? Só Deus, ou o bispo? Tem o Senado, mas o Senado está quieto, calado, omisso. Fazendo uma analogia: se um senador pode julgar um ministro do Supremo em um processo de impeachment por crime de responsabilidade – e foi a respeito disso que o senador pediu o indiciamento –, se pode o mais, pode o menos.
Mas há uma filigrana, um detalhe aí. Gilmar sugeriu que a ação fosse encaminhada para a Justiça Eleitoral, para saber se o que Vieira fez não se enquadra em qualquer coisa que cause inelegibilidade, atrapalhando a vida político-eleitoral do senador. E a PGR – de Paulo Gonet, cujas ligações com Gilmar todos conhecem – mandou o caso para a Justiça Eleitoral de Sergipe, estado por onde Vieira quer tentar a reeleição, para saber se ele não cometeu nenhum ilícito eleitoral. Isso me lembra de uma entrevista do grande Joaquim Falcão na CNN, que disse: “o Supremo, que foi criado para resolver conflitos, é a origem de conflitos”.
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A frota nada modesta do “careca do INSS”
O “careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes, teve ordenada contra si mais uma apreensão de bens. A Polícia Federal encontrou, nas garagens de num prédio residencial de Brasília, um Audi R8, com motor V10 (dez cilindros em V), com potência de 610 cavalos e que faz de 0 a 100 km/h em pouco mais de três segundos. Encontrou também um BMW M5, com motor V8, de 727 cavalos e que também vai de 0 a 100 km/h em três segundos. Encontrou também um Opala Diplomata. Meu pai tinha um Diplomata; hoje, é carro de colecionador. Será tudo apreendido.
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Dívida pública estourou nos quatro anos de Lula 3
Você sabe quanto estamos pagando de juros da dívida pública gigantesca? R$ 1,08 trilhão só neste ano. Nem há como ter ideia do que seja isso, muito menos da dívida que está em R$ 10,62 trilhões. Isso nos cálculos brasileiros, que deixam fora os papéis que estão no Banco Central para serem postos em circulação; por esse critério, nossa dívida é de 81% de tudo que se produz no país. Mas, segundo os cálculos do FMI, que incluem todos os papéis e todas as letras de crédito do Tesouro, a dívida pública está em 96% do PIB. É bom pensarmos nisso em ano eleitoral, porque a dívida aumentou muito nestes últimos anos. É como se estivéssemos em uma pandemia constante.
DEU NO X
SÓ OLHAR AS CARAS JÁ É UM TERROR
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
OS VERSOS QUE TE DOU – J. G. de Araújo Jorge
Ouve estes versos que te dou, eu
os fiz hoje que sinto o coração contente
enquanto teu amor for meu somente,
eu farei versos…e serei feliz…
E hei de fazê-los pela vida afora,
versos de sonho e de amor, e hei depois
relembrar o passado de nós dois…
esse passado que começa agora…
Estes versos repletos de ternura são
versos meus, mas que são teus, também…
Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura…
Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
lembranças que a vida não desfez…
E ao lê-los…com saudade em tua dor…
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez…
Se nesse tempo eu já tiver partido e
outros versos quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou…
Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os versos de amor que ainda te dou.

José Guilherme de Araújo Jorge, Tarauacá-AC (1914-1987)


