Alan Ghani

Se a conduta econômica do governo Lula é parecida com a de Dilma, os resultados gerados por ela também serão semelhantes
É impressionante a semelhança da política econômica atual do governo Lula com o final do governo Dilma em 2014. Elevação de benefícios sociais, linhas de créditos subsidiadas para alguns setores e isenções fiscais seletivas são ações fortemente presentes nos anos eleitorais de 2014 e 2026.
Sem nenhuma surpresa, se a conduta econômica é parecida, os resultados gerados por ela também serão semelhantes. Inflação elevada, indução artificial do crescimento econômico, deterioração fiscal, piora no ambiente de negócios, pessimismo no mercado financeiro, juros pressionados e redução dos investimentos das empresas são consequências esperadas da política fiscal ultra expansionista presente tanto no governo Lula como na administração Dilma.
A diferença é que agora a situação fiscal é muito mais preocupante do que era no governo Dilma. Primeiro, porque em 2014, a dívida bruta do governo federal era de 63,4% do PIB, enquanto hoje ela está em 81,1%.
O próprio tamanho da dívida torna a situação muito mais difícil de ser controlada. A razão é simples: quanto maior o endividamento estatal, mais juros são pagos ou incorporados ao principal, tornando a dívida crescente.
Além desse motivo, as políticas econômicas implementadas pelo atual governo Lula, como os mínimos constitucionais de gastos com saúde e educação, valorização real do salário mínimo, com impacto direto na previdência, tornam o controle da dívida uma missão quase impossível.
Para piorar, o Congresso também não faz a sua parte, pede emendas parlamentares cada vez mais bilionárias no orçamento, e o Supremo Tribunal Federal flexibiliza os penduricalhos para diversos setores do Poder Judiciário, impactando diretamente as contas públicas, além de despertar a vontade de funcionários públicos de outras esferas de receberem o mesmo benefício. Tal situação vai completamente na contramão de uma reforma administrativa.
O problema é que nada disso é de graça. Para sustentar todas essas benesses estatais, o governo cobra impostos e se endivida cada vez mais com sociedade brasileira. No entanto, o alto endividamento pressiona a taxa de juros e drena recursos de investimentos produtivos do setor privado para financiar o governo. Afinal, quem não quer ganhar 14,55% a.a ou IPCA + 8,35%a.a com baixo risco?
Com taxas de juros tão elevadas, uma dívida PIB acima de 81% e sem nenhum sinal de melhora das contas públicas, a situação fiscal brasileira vai se tornado dramática, a caminho de um colapso.
Sem “economês”, significa que se nada for feito, mesmo com impostos arrecadados e emissão de títulos públicos, não será possível pagar credores das dívidas de vencimentos mais curtos. Num eventual calote, as consequências para a sociedade são bem conhecidas: queda da atividade econômica, fuga de investimentos, desemprego e inflação. Infelizmente, caminhamos a passos largos para isso.
Queda da atividade econômica, fuga de investimentos, desemprego e inflação. Infelizmente, até o careca do INSS sabe que, com isso, caminharemos a passos largos para que o salário dos aposentados não caia mais na conta (a maioria de nós, leitores fubânicos recebem o faz-me rir, a mixaria, a mufunfa, o migalhão mensal via inss). Quem poderá salvar-nos? Não esqueçam que não temos mais o Chapolim Colorado…
Não existe dinheiro público, existe o dinheiro do pagador de impostos!”, pregava a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.
Frase Margaretiana. “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”. Margaret Thatcher or “The problem with socialism is that you eventually run out of other people’s money”.
Hoje o colapso financeiro de Matilde está logo ali e com isso euzinha estou assustada, desesperada e cheia de boletos pra pagar (algum candidato a socializar meus boletos?).