Arquivo diários:1 de agosto de 2026
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
DEU NO X
PROGRESSO
DEU NO JORNAL
CHUMBO GROSSO
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
O MEU CONDÃO – Florbela Espanca
Quis Deus dar-me o condão de ser sensível
Como o diamante à luz que o alumia,
Dar-me uma alma fantástica, impossível:
– Um bailado de cor e fantasia!
Quis Deus fazer de ti a ambrosia
Desta paixão estranha, ardente, incrível!
Erguer em mim o facho inextinguível,
Como um cinzel vincando uma agonia!
Quis Deus fazer-me tua… para nada!
– Vãos, os meus braços de crucificada,
Inúteis, esses beijos que te dei!
Anda! Caminha! Aonde?… Mas por onde?…
Se a um gesto dos teus a sombra esconde
O caminho de estrelas que tracei…
Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
DEU NO X
QUEM DIRIA…
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
O GRANDE JAVIER MILEI
A política determina um estilo de vida agitado e estressante, mas até mesmo os grandes líderes precisam dispensar um tempo para o entretenimento e a cultura.
Javier Milei é atualmente, um dos mais importantes estadistas do mundo.
Surpreendente e ousado como os nossos Bolsonaros, se ele ainda não leu essa pérola da literatura brasileira, agora vai.
DEU NO X
VAI FALIR…
Durante uma manifestação do PT nas ruas de Maceió, uma unidade das Casas Bahia passou a tocar uma música em referência a Jair Bolsonaro. O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) se revoltou e pediu boicote à loja:
“Não comprem nessa loja”. pic.twitter.com/McIwk0IrOk
— Pri (@Pri_usabr1) August 1, 2026
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP
Olá!
Leio que o PP – cujo dono é o senador Ciro Nogueira – vetou que a senadora Tereza Cristina se tornasse vice na chapa com Flávio Bolsonaro.
Pena, tenho grande respeito pela senadora e, me aborrece que interesses outros a impeçam de ficar na chapa do Flávio… mas parece o mesmo de sempre…
O dono do partido – enrolado no processo Master- queria arrastar consigo solidariedade do candidato que luta para derrotar o inimigo maior, sem qualquer interesse no país, e não obtendo se vinga impedindo uma aliança que acaba beneficiando o outro lado.
Qual motivo leva a senadora a se sujeitar a tal ordem? No ar fica a pergunta e as conjecturas…mas para mim ou outros apenas decepção…
Quanto ao Ciro é notório : quer tirar proveito próprio, vide quando se afastou para integrar o governo do Jair e deixou a mãe na vaga de senadora suplente… ali já demostrava não a ser confiável.
Mas, enfim, pena que a política assim seja…simples interesses pessoais e para o entorno.
Fica até difícil escrever algo, tamanho é o nojo pelos donos do poder ou aqueles que dele se aproximam…segue o baile…
Inté!
PROMOÇÕES E EVENTOS
PARA OS LEITORES DE BRASÍLIA – CONSULTOR IMOBILIÁRIO
DEU NO JORNAL
TENTA GANHAR A ELEIÇÃO E QUEBRAR O PAÍS
Alan Ghani

Lula amplia gastos e crédito subsidiado para impulsionar a economia, mas amplia o risco fiscal, a inflação e o endividamento do país
Sem surpresas, o governo tem gastado barbaridades para reeleger o presidente Lula. O aumento de gastos ocorre de várias formas: auxílios governamentais, emendas parlamentares, renúncias fiscais e expansão do crédito subsidiado. De todas elas, chama atenção a forte elevação do crédito subsidiado neste ano.
De maneira bem simples, o crédito subsidiado ocorre quando o governo utiliza os impostos para oferecer empréstimos e financiamentos com taxas de juros abaixo das do Tesouro Nacional. Como o Tesouro capta recursos da sociedade, emitindo títulos públicos próximos de 14,5% (prazo de 5 anos), e oferece linhas de crédito a 8%, essa diferença é subsidiada, ou seja, paga por meio de impostos do contribuinte. Portanto, o crédito subsidiado não é de graça e tem impacto significativo nas contas públicas.
Neste ano, economistas estimam um impacto de aproximadamente R$ 150 bilhões do crédito subsidiado nas contas públicas, com destaque para os financiamentos para habitação (R$ 45 bilhões), transporte (R$ 45 bilhões) e exportação (R$ 15 bilhões).
A expansão do crédito é baseada numa visão econômica keynesiana – o efeito do multiplicador do gasto público. A ideia do multiplicador é: a expansão do crédito, pelo aumento do gasto público, estimula o consumo e o investimento das empresas, gerando elevação da renda e do emprego para a sociedade. Com a elevação da renda, aumenta a arrecadação, melhorando as contas públicas.
Esse raciocínio tem dois erros. O primeiro é não considerar o custo fiscal. Conforme dito anteriormente, a despesa com o crédito subsidiado para este ano é de cerca de R$ 150 bilhões. Se o impacto nas contas públicas é certo, não é possível garantir o efeito positivo na atividade econômica. Fosse assim, todos os problemas econômicos estariam resolvidos. Bastaria gastar mais para que houvesse geração de renda e emprego, redução da pobreza e aumento da arrecadação do governo. Se essa visão fosse verdadeira, a Venezuela seria o país mais rico do mundo.
O segundo problema desse raciocínio é o impacto inflacionário. Expandir o crédito significa elevar a base monetária. A expansão monetária, numa economia com reduzida capacidade de oferta (gargalos de infraestrutura, gargalos de mão de obra e baixa produtividade) e pouco nível de ociosidade, fatalmente traz elevação generalizada e disseminada nos preços. Não por acaso, a expectativa de inflação para este ano está acima de 5%. No acumulado dos quatro anos do governo Lula, considerando a projeção para este ano, a inflação soma aproximadamente 20%. Isso significa que, se a renda da pessoa não subiu nos últimos quatro anos, a perda do poder de compra foi de 20%.
Inflação mais elevada e maior risco fiscal significam juros mais pressionados. Fica claro que os juros sobem em resposta à inflação e ao risco, e não por má vontade do Banco Central, conforme gosta de dizer o presidente Lula.
A expansão desenfreada do crédito também gera superendividamento e inadimplência para as pessoas. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 80% das famílias estão endividadas e aproximadamente 30% delas estão inadimplentes.
Paradoxalmente, para reduzir o endividamento familiar, o governo Lula cria um programa de renegociação de dívidas (Desenrola 2), com impacto fiscal de R$ 23,2 bilhões, para um problema que ele mesmo criou.
Essa fórmula, do protagonismo estatal e da política fiscal ultraexpansionista, levou a dívida/PIB para 81%, com um custo de rolagem de 14,15% a.a. (Selic efetiva de julho). Lula, com o uso da máquina e seus estímulos fiscais, até poderá ganhar as eleições, mas herdará uma bomba que ele mesmo criou. E, desta vez, não vai ter FHC ou Bolsonaro para culpar.


