ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

No mato em que nasci
Nem cabra, nem jabuti,
Virava as noites frias
Pensando em como seria
O mundo sem uma tetinha.

Tão logo fiquei taludo
Perna grossa voz cavernosa
Corri os rabos de saia
Pensando que era o cara,
Mas era apenas um vesgo
Buscando uma enrascada

Conheci malandragem grossa,
Mas fiquei embasbacado
Com uma malta supimpa
Dessas que roem o osso
Com mentiras e venda de sonhos
Que só enganam os trouxas

Mundo, Mundo vasto mundo,
Se eu me chamasse Inácio
Isto seria um tema
De guabirutagem “piu grassa”
Usando uma voz roufenha
Para enganar a malta

Depois que a barba cresceu
Perdi minhas ilusões
E vi, bastante estarrecido
Como se monta um abismo
Caindo em conversa fiada
De gente que não vale nada.

Partido vermêio-istrelado
Bando que virou partido
Esfola a carne do pobre
Com promessa de picanha nobre
Esporeia a carcunda do povo
E entrega uma linguiça e dois ovos.

Mundo, Mundo vasto mundo,
Se eu me chamasse Inácio
Isto seria um tema
De guabirutagem “piu grassa”
Usando uma voz roufenha
Para enganar os trouxas.

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