Hoje sairemos da seriedade formal que impusemos a nós mesmos, quando recebemos o “convite” do então Papa Berto para colaborarmos com essa esculhambação que passamos a chamar de JORNAL DA BESTA FUBANA, o café da manhã de qualquer pessoa lúdica.
Voltaremos ao Túnel do Tempo, e assumiremos nossa verve cearense de tentar fazer “graça”, como se cômicos fôssemos. Traduzindo: vamos dar um passeio na sacanagem – e, sinceramente, não encontramos lugar melhor que este. Principalmente num domingo chuvoso, onde peidar balançando na rede tacando o pé na parede é o “azulzinho” que levanta qualquer astral.
Que eu me lembre bem, foi o Santo Papa Berto o descobridor do ato de peidar. Segundo teses e teorias pesquisadas e apresentadas em Harvard, Berto é o candidato mais forte e o virtual ganhador do Prêmio Nobel do Peido, que será anunciado no próximo dia 30 de fevereiro deste ano de 2025.
Defendendo a tese, em livro inédito de quase 600 peidos, ops! quase 600 páginas, Berto desenvolveu uma tese, onde afirma que, “mijar peidando é a mais lúcida e elogiável forma de tratamento conhecida da velhice”.
Aprendeu e desenvolveu (como faria tamanha afirmação, não fosse a prática, num determinado banco de determinada praça em Palmares, próspero e peidável município pernambucano?) jogando e ganhando na Roleta do Cu-Trancado – esse tem problemas, exatamente por trancar o fiofó para não peidar quando faz rolar a roleta.
Pois, eis que, deitado naquela rede tijubana descolorida após uma suculenta feijoada de fava rajada com pés, orelhas, rabinhos e costeletas de porco, e uma boa talagada de cachaça Sanhaçu, tacando o pé na parede, usufruímos de um som que foi partida inicial para muitas valsas vienenses – o acalento do barulho feito pelo “ranger” do armador de rede enferrujado.
Um barulho que jamais esqueceremos. Principalmente se, entre uma tacada de pé na parede e outra, coçarmos a frieira na beirada da rede – e, aqui e acolá, peidando!
Mijar peidando é prêmio e início de qualquer terceira idade!
Todos merecemos essa indispensável experiência. Né não Pancho e Jesus de Miúdo?
Armador de rede enferrujado
Quem não gosta de som, é o cachorro. Tem medo. Corre léguas, como se estivesse correndo atrás de um carro nas cidades do interior, quando escuta explosões de fogos juninos.
Mas, eu, gosto de sons, tanto quanto Ariano Suassuna gosta de doidos. Sons inebriam, fazem sonhar e nos transportam para as estrelas como se fossem uma poesia do Xico Bizerra nas suas melhores performances.
Duas cigarras cantando
Agora, existem outros sons, claro. Todos bons de ouvir. O som da sirene tocando o fim do expediente, ou o som da sirene tocando a hora do recreio no colégio, coisas maravilhosas!
Ouvir o som da sirene do carro-pipa dos Bombeiros chegando para apagar qualquer incêndio, contrastando com o som da ambulância para levar algum paciente ao hospital, um é bom, o outro, não.
E, finalizando, vi dia desses, o paraibano Zé Lezin, num vídeo do Tik Tok, teorizando sobre o som – claro que, muito distante da tese do mijar peidando desenvolvida pelo Papa Berto – afirmando, entre tantas coisas que, o som de uma jovem mijando num vaso sanitário, se assemelha muito com o cântico de duas cigarras naquela ópera sertaneja; e, acrescenta Lezin, que, o som de uma idosa mijando, se assemelha muito com o som produzido por um cachorro bebendo água numa lata.
PQP!

























