JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

Nesta última postagem do ano de 2024 vamos dar uma volta nas nossas origens e relembrar fatos que fortaleceram nossos laços de amizade e de família.

Antes, porém, um fato que aconteceu na semana do Natal – e que, infelizmente ninguém, inclusive nós, moveu uma palha. E vida que segue.

O fato: Sem entrar no mérito da questão, pois não conheço o assunto com profundidade – mas aprendi na vida que, a quem acusa cabe o ônus da prova – pela primeira vez neste Brasil, desde 22 de abril de 1.500, uma autoridade civil indicada por alguém eleito pelo povo, sem julgamento e outros que tais, mandou para a cadeia (mesmo sendo numa unidade militar), um general quatro estrelas que, ao meu reles entendimento, estaria substituindo ao antigo e extinto status de marechal. Junto com esse general, fazem parte do grupo sem julgamento e sem o devido processo legal, alguns coronéis.

Mas, o que me chamou a atenção foi o fato dessa prerrogativa constitucional pertencer exclusivamente ao STM (Superior Tribunal Militar). E mais: presos e proibidos de receberem visitas, inclusive de familiares – embora saibamos que o atual Presidente da República não teve o cerceamento desse privilégio. Até dizem que foi lá, no cárcere, que conheceu a atual “viça-presidenta” com quem teria usufruído da lua de mel.

Pois, como ceia posta do Natal, o “executor” da ordem de prisão, de forma pública e para o mundo tomar conhecimento, determinou ao alto comando do Exército, um prazo de 48 horas para que fosse dada uma resposta para a “desobediência” do seu ato. Tudo isso acompanhado pelo silêncio sepulcral do STM, que não se atreveu a “dar o pio” sequer. Todos “ca-la-dos”!

Pergunto: Será que João Baptista Figueiredo, Newton Cruz e Golbery do Couto e Silva estão fazendo falta e se submeteriam a isso?

Quem já leu algum livro ou assistiu alguma palestra de Ariano Suassuna, emérito nordestino que sempre fez questão de usar o palavreado nordestino, certamente poderá pensar que isso é tudo. Não é.

Mesmo nordestinos, mesmo sotaque, mas o significado das palavras e de muitas coisas são diferentes. No Ceará, graviola é graviola mesmo, mas no Maranhão graviola é jacama.

O homossexual no Ceará é baitola, em Pernambuco é frango, na Bahia é chibungo – mas todos têm prazer de queimar a rosca (que em todo Nordeste significa fazer cópula anal – veja que não escrevi “fazer sexo”, por entender que isso não é sexo. É depravação, embora eu não queira, nem de perto, ter o direito de contesta quem prefere fazer. Afinal, a rosca não é minha.

Saiba que, quando alguém recebe um soco ou um safanão em São Paulo ou Rio, no Maranhão alguém tomou foi um bogue. A sova vira uma surra de cipó de marmeleiro.

No Ceará, cutucar vira catucar e alguém que foi cutucado na altura das costelas, foi catucado no vazio. Galinha caipira no Ceará e Maranhão, é a mesma galinha da roça no sul e sudeste. Preparada (cozida) ao molho pardo, para o nordestino é galinha à cabidela.

Mas, o bom mesmo vira mais mió, e ninguém quer trocar o seu oxente pelo okay de ninguém. E a vida segue a galope para os nordestinos que são diferentes dos nortistas.

Todo nordestino tem um apelido. E, quem fica zangado, o apelido “pega” com força. Mas, muitos não têm (têm mas poucos sabem e falam) sobrenomes. Zé, é mais conhecido como Zé de Dora ou Zé de Doca; Miguelzinho de Luciano; Chica de Gumercindo, e por aí vai.

Na minha não tão distante (de Fortaleza) Queimadas, Boanerges teve a infelicidade de nascer com os dois pés tortos, ambos virados para dentro. Teve dificuldade para conseguir calçados e viveu e morreu como “Pé de bater banha”!
Outro, quando jovem teve um pequeno derrame facial e ficou com os lábios defeituosos e virados para o lado direito. Passou a ser conhecido como “Boca de cuchiço”!

Gertrudes nasceu com as canelas muito finas, mas teve a compensação de, ao ficar adulta, ficar com os seios volumosos, tipo que usava soutien pontuação 48.

Ficou conhecida como “Gegê dois bezerros”. Essa comprava briga com quem a chamasse por esse apelido.

FINALMENTE, este amigo de vocês, nascido e batizado José, por ser filho de Alfredo, virou “Zé do Alfredo” e está catucando vocês para que todos sejam felizes ao lado dos familiares nesse ano que se aproxima.

NOTA: As fotos não têm qualquer relação com o texto. Apenas quero desejar que todos tenham na passagem do Ano Novo e por todos os mais 365 que se aproximam, uma mesa farta em todos os momentos.

2 pensou em “NOSSO MODO DE FALAR E OS APELIDOS ENGRAÇADOS

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