Arquivo diários:29 de maio de 2026
DEU NO JORNAL
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
SÓ FALTAVA O TÍTULO
DEU NO X
NUM SE RIA NÃO. É SÉRIO. DEU NA GLOBO
Prestem atencão nesse corte: ela disse que classificar o PCC e o CV como células terroristas é um ataque à soberania nacional e à economia do Brasil
Pensem nisso. pic.twitter.com/695oI4kvt0— Luli (@crisdemarchii) May 29, 2026
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
BOM DIA !
DEU NO X
FUGA EM MASSA
DEU NO JORNAL
TRUMPÃO MALDOSO…
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais representa uma derrota para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um trunfo eleitoral para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O anúncio da medida, publicado nesta quinta-feira (28) pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, ocorre um dia após uma reunião entre ele e Flávio Bolsonaro na Casa Branca.
Antes, o senador visitou o presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval, onde apresentou esse pedido.
* * *
Que maldade…
Trumpão lascou os aliados do Descondenado.
Estragou o final de semana do sinhô prisidente.
Uma excelente sexta-feira para toda a comunidade fubânica!
PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS
UM MOTE BEM GLOSADO E UM CLÁSSICO DO CORDEL
Antônio Carneiro glosando o mote:
Encontrei um pedaço de saudade
No terreiro da casa que morei.
Regressei ao lugar que fui criado
Como quem vai cumprir um juramento
Avistei os arreios do jumento
Pendurados na cerca do cercado.
No curral que papai trancava o gado
O chocalho da vaca eu procurei
Bem ao lado da casa encontrei
Os resquícios da minha mocidade
Encontrei um pedaço de saudade
No terreiro da casa que morei.
Avistei o meu cabo de enxada
Encabando uma velha Tramontina
A ferrugem comendo a lamparina
E uma cela de couro empoeirada.
Mas chorei quando vi uma latada
E o cavalo de pau que eu montei
No cavalo da História disparei
Retornei aos quarenta de idade
Encontrei um pedaço de saudade
No terreiro da casa que morei.
Encontrei bem no “pé” do casarão
O meu carro de flandre na poeira
Adentrando avistei uma roqueira
Dos folguedos de noite de São João.
Vi meu rádio de pilha campeão
Meu cachorro de caça não achei
Mas a cama velhinha que deitei
Inda mora comigo na cidade
Encontrei um pedaço de saudade
No terreiro da casa que morei.
Vi pedaços de bola canarinho
Enganchados em cima do telhado
Vi um saco de estopa amarelado
Que a galinha de mãe fazia ninho.
A “camisa” bonita do meu pinho
Que nas noites de lua dedilhei
O balanço que um dia despenquei
Lembrarei para toda eternidade
Encontrei um pedaço de saudade
No terreiro da casa que morei.
DEU NO JORNAL
FACÇÕES CRIMINOSAS
Martin De Luca
O argumento de que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos “ameaça a soberania brasileira” inverte completamente o problema.
A ameaça à soberania brasileira não vem dos EUA reconhecer a realidade. A ameaça à soberania brasileira vem de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil.
Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público.
O argumento de que PCC e CV não poderiam ser tratados como organizações terroristas porque “não têm bandeira política” é juridicamente estreito e empiricamente ingênuo. Essas organizações talvez não publiquem manifestos ideológicos como grupos revolucionários clássicos. Mas exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico.
A designação americana não transforma o Brasil em alvo. Ela mira organizações criminosas específicas que representam ameaça transnacional. Também não autoriza automaticamente intervenção militar em território brasileiro. Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis.
Também é curioso ouvir preocupações abstratas com soberania quando as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Para a mãe que não pode sair de casa porque uma facção decretou toque de recolher, para o comerciante extorquido, para a família atingida por guerra territorial, para o policial assassinado e para a comunidade abandonada à governança criminal, a soberania brasileira já foi violada há muito tempo — não por uma designação americana, mas pelo poder armado das facções.
A pergunta correta é por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. Se o Brasil tivesse desmantelado sua infraestrutura financeira, contido sua expansão internacional, protegido suas fronteiras, impedido sua infiltração institucional e recuperado os territórios dominados por facções, talvez EUA não tivesse sentido necessidade de agir.
Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional.
O Brasil deveria responder não com indignação performática, mas com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos, repressão à lavagem de dinheiro e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado.
A soberania brasileira não será protegida defendendo a sensibilidade diplomática de facções criminosas. Será protegida destruindo o poder delas.
DEU NO X
FAHUR SE AMOSTRANDO-SE COM O BIGODE
O bicho vai pegar pra cima das facções. Lula derrama lágrimas. pic.twitter.com/xRWsHTXSS5
— Sargento Fahur (@SargentoFAHUR) May 28, 2026
JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO
CONVERSAS DE ½ MINUTO (52) ‒ POLÍTICOS
Mais conversas, hoje só com políticos e afins, em livro que estou escrevendo (título da coluna). Estamos bem perto do fim, volto a dizer. E ando já com saudades, ao perder esse encontro mensal com o leitor neste espaço.
DINARTE MARIZ, governador do RN. Em Jucurutu, era promotor da cidade Nelson Queiroz, amigo do ministro do STJ Marcelo Navarro (que contou essa história). Dando-se que Nelson, no palanque, saudava o grande político potiguar:
‒ Dinarte, apesar de sequer ter concluído o curso primário, tornou-se grande empresário, senador da República e governador do Estado. Imaginem o que poderia ser?, caso tivesse estudado.
O velho achou que era demais e interrompeu sua fala dizendo, no microfone
‒ Eu seria promotor em Jucurutu.
ERNESTO SOUSA VILAÇA, comerciante, mais conhecido como Ernesto Babão. Indignado com os vereadores das cidades atendidas por seu posto de gasolina (que não pagavam as contas do combustível usado) e, no meio de uma carraspana, recitou versos que acabaram famosos na região:
‒ Jupi é terra de corno
Calçado de perdição
Já Lajedo é de viado
Canhotinho, de ladrão.
FLAVIO BIERRENBACH, ministro do STM. O governador (de SP) Franco Montoro era famoso por trocar o nome daqueles com quem conversava, e sempre o chamava de Flávio Bierrembrahms (que contou essa história). Até que, um dia, não aguentou:
‒ Governador, tem certeza de que meu nome é esse?
‒ Sim. Uma homenagem ao famoso compositor Johann Sebastian Brahms.
JOSÉ MÚCIO MONTEIRO, da Secretaria de Relações Institucionais, ministro do TCU e da Defesa. Candidato (1986) a governador de Pernambuco, em disputa com Miguel Arraes. Na cidade de Petrolina (ele próprio confirmou essa história), depois de comer buchada, precisou desesperadamente ir ao banheiro da casa. Estava ocupado. Um assessor bateu na porta e ouviu, dentro, voz feminina:
– Num tá vendo que tem gente?
– Saia logo que o governador precisa usar o sanitário.
– Dr. Arraia tá aí? – É o governador Zé Múcio.
– Agora é que eu num saio mermo daqui.
JOSÉ SARNEY, Presidente da República. Ao fazer 95 anos, mandou mensagem para o grupo de confrades na Academia (ABL):
‒ O segredo de viver muito é seguir um velho provérbio chinês: comer pouco, dormir muito e não discutir com a mulher.
MÁRIO SOARES, presidente de Portugal. Num jantar lembrei como Voltaire definia sua relação com Deus, “cumprimentamo-nos, mas não nos falamos”, e perguntei:
– Acredita em Deus?, presidente.
– Não.
– E como conseguiu ser eleito, num país tão conservador?
– É que dei uma explicação bem simples, na televisão, e os eleitores aceitaram. Disse que se Deus é onipotente, e quiser que eu acredite nele, basta estalar os dedos. Como não fez isso, acredito preferir que eu continue sem acreditar.
Dona RUTH CARDOSO, Primeira-Dama. Na Lagoa Azul, se dirigiu a Maria Lectícia:
‒ Belo chapéu, Lectícia.
‒ É seu, dona Ruth. Mas cuidado para que não se diga estar, a senhora, fazendo caridade com chapéu alheio.
TANCREDO NEVES, presidente da República. Perguntaram
‒ Quais as 10 melhores qualidades de um bom político?
‒ De 1 a 7, paciência.


