JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

Não sei vocês. Mas, eu, quando moleque na faixa etária de 8 a 10 anos, tinha o costume de aproveitar as bandas da gilete Blue Blade, quebrada e usada pelos irmãos mais velhos para raspar as barbas, e me deliciava no difícil trabalho de cortar e comer a pouca polpa da macaúba.

É. É essa mesma “Acrocomia aculeata”, conhecida popularmente como “macaúba”, que, embora soltasse uma baba instigante, era largamente consumida pela meninada.

Fora do Ceará, pode ser encontrada com outros nomes, como macaíba, bocaiúva, coco-baboso (e aí, no Ceará, esse nome muda de figura e é conhecido como coco-babão, dado ao catolé), coco-de-espinho e até chiclete-pantaneiro.

Palmeira da macaúba carregada de frutos

Pois, eis que, a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) acaba de oficializar após anos de pesquisas e testes, que a “macaúba” é mais uma opção para a produção do óleo diesel – e, ao que parece, por conta do pouco número de palmeiras no território brasileiro, vai passar a produzir mudas e orientar e incentivar o plantio desse novo diamante na incansável cadeia de produção de lubrificantes automotivos.

Para aqueles que ainda não conhecem a EMBRAPA, sugiro a leitura do livro “Sol da manhã”, que tem como autor JOSÉ IRINEU CABRAL, Economista, figura marcante como um dos responsáveis pela fundação dessa autarquia, que, nos dias atuais é reconhecida como a principal e mais importante empresa de pesquisas e implantação agropecuária do mundo.

Ali o leitor encontrará um compêndio informativo dos resultados das principais pesquisas e descobertas processadas no Brasil e utilizadas por agropecuaristas do mundo inteiro.

A Embrapa, vitoriosa e importante, acaba de completar 51 anos de existência e magníficos serviços prestação à nação brasileira e ao mundo.

Obra do “governo militar”. Obra da “ditadura militar”, como rotulam alguns adeptos da atual democracia vivida no Brasil.

Macaúba – o “coquinho” que vai produzir diesel

No Ceará, a macaúba é farta. Transportada em caçuás e surrões para os mercados e feiras, a macaúba nunca teve dias gloriosos. Sempre foi considerada uma fruta “desclassificada” ou preferida apenas pelos pobres.

Hoje, tanto quanto o babaçu, processada e beneficiada, a macaúba tem dezenas de utilidades como combustível e/ou alimento animal e humano.

Na guerra pela produção de lubrificantes e carbono verde, a macaúba chega como forte aliada e poderá, em breve, somar positivamente nos índices econômicos.

2 pensou em “E A MACAÚBA… QUEM DIRIA!?

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