DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

ENSACADORES DE BUFAS

O dia estrebuchando e Zeca de Dôra a enfiar bufa em saco de feira, com toda a displicência que a tarefa exige. Do franzido da testa aos alicerces do calcanhar, uma fome danada e seu pensamento só se endereçando para o bode posto à mesa, prontinho para matar quem estava lhe matando. Língua chocalhando no céu da boca sem ter com quem conversar. Era um Julho em agonia, já quase virando Agosto.

Eis que chega a visita da amiga Maria José Bezerra Carneiro Leão, Mariinha de Zé Camelo (seu nome mais parecia um jardim zoológico), exímia na arte do nada fazer e também enfiadora de bufa, aposentada como Zeca. Resolveram espalhar a perna e dar uma andada pelo sítio.

E foram, andando e jogando conversa fora. Afinal de contas era um tempo em que as ventosidades caladas, também conhecidas por peidos silenciosos, podiam ser tranquilamente expelidas e enfiadas num saco de feira sem o risco de um assaltante que as levasse. Sim, porque hoje em dia até isto se rouba na falta de um celular ou de uma carteira recheada de cédulas e cartões. Ladrões de bufas é o que são.

E aí, tão boa a conversa virou que a lua, descompromissada com as nuvens, deu-lhes a dica de que o ponteiro do relógio já cortejava as 11 horas da noite.

– E o bode?, pergunta Mariinha.

– Isso lá é hora de comer bode, sô! Amanhã nóis come – combinou Zeca.

De barrigas ocas foram dormir com seus sacos de feira repletos de bufas.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

VOCÊ COMPRARIA UM CACHORRO-QUENTE SEM SALSICHA? E UMA DEMOCRACIA ONDE O VOTO NÃO TEM VALOR?

Roberto Motta

Chamar de democracia um sistema como nosso é como chamar um pão vazio de cachorro-quente

O voto não tem como objetivo eleger aquele que é mais capacitado para governar. A função do voto é conferir legitimidade ao governo.

Isso quer dizer o seguinte: um governo só é legítimo se for escolhido pelo voto popular.

Acontece que o eleitor, em geral, não tem como saber qual dos candidatos é o mais competente ou o mais honesto. O eleitor pode ser enganado e errar na escolha. As eleições podem colocar no poder políticos incompetentes e corruptos – e isso já aconteceu na maioria dos países.

Para impedir que o voto errado tenha consequências desastrosas, foram criadas a tripartição de poderes e os mecanismos de freios e contrapesos. O Estado é dividido em 3 poderes independentes – Executivo, Legislativo e Judiciário – que se vigiam e se fiscalizam, usando mecanismos como a aprovação de leis, processos judiciais e impeachment.

Esses mecanismos deveriam conter os maus governantes e impedir que eles ficassem no poder por muito tempo.

Deveriam.

Na prática, uma das primeiras coisas que um governante ruim faz é aparelhar as instituições do Estado e tentar se perpetuar no poder. Um presidente que nomeia magistrados aliados pode, depois, contar com decisões judiciais favoráveis. Um governo que distribui cargos e verbas a parlamentares pode driblar qualquer oposição.

São raros os governos brasileiros em que isso não aconteceu de alguma forma. Isso também acontece em outros países, inclusive nos EUA. O primeiro instinto da maioria dos políticos, quando chegam ao poder, é fazer tudo para ficar lá o maior tempo possível.

Se eleições legítimas podem instalar governos incompetentes e corruptos, e se esses governos podem corromper as instituições que deveriam controlá-los, qual é a saída?

Essa pergunta não tem uma resposta boa. Mas merece uma reflexão.

Qualquer cidadão interessado em sua liberdade e na preservação de seus direitos precisa examinar essa questão de forma sincera, abandonando os slogans ideológicos.

Além da possibilidade de corrupção dos mecanismos de controle e da eternização de governos ruins, outra questão perturba o sonho democrático: a ascensão da juristocracia.

Juristocracia é o regime político no qual a última palavra sobre qualquer assunto pertence a magistrados e tribunais. É uma tendência nos países ocidentais e um fenômeno onipresente no Brasil.

Decisões judiciais são um instrumento de defesa de direitos e de controle do poder do Estado. Elas não podem se transformar em uma forma de exercer poder ilegítimo através de ativismo excessivo e captura ideológica.

A essência da democracia é a concessão do poder através do voto. Através do voto, o cidadão escolhe quem o governa. Por isso, a democracia é chamada de governo por consentimento.

O voto está para a democracia como a salsicha está para o cachorro-quente.

Se o poder do voto é anulado ou desconsiderado, não há mais democracia.

Se as pessoas mais poderosas do país não receberam nenhum voto, há algo errado.

Chamar de democracia um sistema como esse é como chamar um pão vazio de cachorro-quente.

PENINHA - DICA MUSICAL

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SÉRGIO – SÃO PAULO-SP

“A fé que chegou até Jesus começou numa família!”

Bom dia a todos, Hoje 26 de julho é Dia de homenagear Santa Ana e São Joaquim!

E também o dia dos Avós, data escolhida em referência ao dia de Santa Ana e São Joaquim, Pais da Virgem Maria, portanto, avós de Jesus Cristo.

O Dia dos Avós é uma data comemorada no Brasil, na Espanha e em Portugal. Em homenagem a esses membros que são a base da maioria das famílias.

AGRADEÇO MUITO A DEUS PELOS AVÓS QUE EU TIVE.🙏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

PARABÉNS A TODOS AVÓS, OS QUE ESTÃO NO CÉU, E OS QUE ESTÃO NA TERRA 🙏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

Não me arrependo de nada do que passamos juntos… Vocês formaram a pessoa que eu sou e agradeço por cada abraço recíproco que foi dado. Eu sei que fui muito amado e vocês também!

Para quem tem a presença dos avós por perto, aproveitem muito, pois eles são únicos e muito especiais. Feliz dia para todos os avós!👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

“Avós são poesia em forma de gente, o abraço que conforta e a raiz da nossa história.”

Efatá, Shalom Deus proverá.🙏🏻

Bom dia na Paz de Jesus e no Amor de Maria, e a proteção dos Anjos 👼

Amém 🙏🏻 207/365 Namastê 🙏🏻 Axé🕊

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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