Arquivo diários:5 de agosto de 2026
DEU NO JORNAL
DEU NO X
A PALAVRA DO MINISTRO DA DEFESA
DEU NO JORNAL
LULA QUESTIONA DEBATES ELEITORAIS
Guilherme Fiuza

Pelo menos três debates na TV já estão marcados entre agosto e outubro, mas Lula não garante presença
O presidente Lula disse, em entrevista, que não vale a pena participar de debate eleitoral para ficar ouvindo “bobagem”. O entrevistador concordou. Um interlocutor compreensivo faz toda a diferença. Lula sabe onde pisa.
A notícia principal não é a que parece. Claro que um candidato à reeleição presidencial indicar que não pretende debater com os concorrentes é uma notícia e tanto. Apesar de o entrevistador ter achado aquilo normal, numa democracia não é normal — mesmo já tendo acontecido algumas vezes. E a forma que Lula encontrou para dizer isso foi a menos convincente possível: a premissa usada foi a de que candidatos sem cargo são, ou podem ser, franco-atiradores.
Nessa linha, o presidente se disse preocupado com “o nível” dos debates, complementando que nem sabe ainda quem serão os candidatos. Ou seja: quem um postulante qualquer pensa que é para criticar livremente uma autoridade — sem ter nada a perder?
Lula, portanto, não estaria disponível para debates eleitorais com o intuito de proteger a instituição da Presidência. Esse tipo de discurso jamais colaria alguns anos atrás. Mas parece que as coisas estão mudando velozmente. O entrevistador do podcast, por exemplo, não viu problema nenhum nessa premissa.
Mas a notícia principal, como dito acima, é outra. Qualquer candidato, estando ou não no cargo, só pensa em faltar a debates eleitorais se considera suas chances de vencer claramente superiores às dos demais. Sem a certeza de um favoritismo expressivo, ninguém evita debates. Em outras palavras: com todas as informações e projeções de que dispõe um presidente da República, Lula tem a convicção de que está com a mão na taça.
Pesquisas e levantamentos de intenção de voto são falhos e têm margens de erro muito largas — eventualmente em favor do contratante. A pré-campanha presidencial deste ano foi especialmente pródiga em desencontros de projeções — tanto dos institutos mais conhecidos como das informações vazadas de sondagens internas. Banco Master, INSS, Michelle Bolsonaro, Trump e outros temas capazes de influenciar ou modificar a propensão do eleitor foram “lidos” de maneiras diversas e até opostas entre si.
O quadro das projeções eleitorais está confuso. Ninguém arrisca dizer ao certo quais acontecimentos ou escândalos abalaram quais candidaturas. Mas o Palácio do Planalto não só parece estar tirando o time de campo dos debates, como também decidiu que Lula começaria a falar explicitamente dessa intenção. É coisa de quem está muito seguro do que faz.
O presidente tem estado à vontade até para falar das suspeitas que recaem sobre seu filho no caso do INSS. A rede de blindagem propagandística do lulismo na imprensa e na elite da sociedade é algo impressionante. Com as obras completas do PT no poder, as peripécias da Lava Jato e todo o quadro de deterioração macroeconômica atual, Lula parece ainda conseguir sustentar um frescor de cavaleiro contra o fantasma da ditadura.
De passagem pelo Brasil para a convenção do maior partido de oposição, o presidente argentino Javier Milei resolveu dar uma trombada nesse status quo. Foi uma postura tão diversa do que se vê por aqui que acabou sendo tratada até como um evento exótico por parte da imprensa. O ministro da Fazenda chamou-o de “palhaço”.
Os próximos dois meses precisarão mostrar onde está o circo e onde está a realidade.
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
NA CATAÇÃO
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
“SECARGOU”
DEU NO X
É A VOLTA DO AMOR
DEU NO JORNAL
CAMPEÃO
PROMOÇÕES E EVENTOS
LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO CARLITO LIMA
Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.
A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.
Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.
“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.
Contato com o autor:
carlitoplima@gmail.com
(82) 9-9690.9964
DEU NO X
PODES CRER: MÁQUINA DE CONTAR CÉDULAS !!!
A Operação Sem Desconto voltou a campo e, de novo, o rastro do dinheiro leva direto ao entorno do poder. Pilhas de espécie e máquina de contar cédulas: assim que a Polícia Federal encontrou o escritório do advogado Willer Tomaz, apontado como um dos alvos centrais do esquema de… pic.twitter.com/pvjJdGKntd
— Deputado Delegado Zucco (@DelegadoZucco) August 4, 2026
ALEXANDRE GARCIA
ESTAR ENROSCADO EM ESCÂNDALO É REQUISITO PARA SER LÍDER DO GOVERNO LULA NO CONGRESSO?

Familiares de Weverton Rocha, vice-líder do governo no Senado, são investigados por fraude no INSS
Há uma investigação envolvendo o dinheiro do seu avô, da sua avó, do seu tio, da sua tia, que são aposentados ou pensionistas e tiveram valores descontados no contracheque. A fraude chegou a um total de R$ 6 bilhões. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) está enroladíssimo. O ministro André Mendonça, que trata desse caso, autorizou busca, apreensão e quebra de sigilo de familiares dele: a mulher, Samya Rocha, teria recebido R$ 11 milhões e depois comprado uma casa de R$ 6 milhões no Lago Sul, aqui em Brasília; também entraram na investigação as irmãs Geyse e Shainess; e a filha, Anna. Outro alvo dos mandados é um advogado, Willer Tomaz de Souza, apontado como uma espécie de operador. São 11 pessoas no total. Diz a PF que eles usavam empresas, incluindo duas empresas de postos de combustíveis, para fazer a lavagem de dinheiro.
Weverton é vice-líder do governo no Senado. Será que é requisito? Primeiro foi Jaques Wagner, que era líder do governo Lula; agora, esse é vice-líder. Deve ser requisito para exercer o cargo. “Qual é a sua ficha?” “Ah, eu sou especialista nisso.” “Então vem para cá.” Que situação incrível esta em que estamos! Felizmente temos uma eleição aí na frente; é uma chance para tentarmos sair dessa.
* * *
Brasília é uma homenagem atrás da outra
Aqui em Brasília há um tipo especial de perda de tempo, que são as homenagens. As pessoas gostam de se homenagear. Elas têm de trabalhar, têm de produzir, trabalhar para o povo, pelo povo e em nome do povo, porque são funcionários do povo, servidores do público, mas em vez disso ficam se festejando, fazendo festinha. Os romanos chamavam isso – desculpem o latim – de asinus asinum fricat, “um burro coça o outro”. Fricat deu “fricção” em português, e asinum todos sabem que dá “asno”.
No Supremo, por exemplo, toda hora é hora de homenagem. Alguém fez 20 anos de Supremo? Homenagem. A última foi ao ministro Zanin, que fez três anos de STF, e dá-lhe homenagem. Serão 11 homenagens por ano, todos os anos. Fora os aniversários. Eu nem falo do dinheiro do povo que é gasto nisso, mas do tempo perdido por um tribunal que se queixa do excesso de carga. Também porque deixou, infelizmente, de ser tribunal constitucional para ser tribunal de pequenas causas, grandes causas, com pessoas que não têm prerrogativa de foro, deveriam estar na primeira instância, mas vão para a jurisdição do Supremo, a última instância, e depois não têm mais a quem apelar, não sei se ao bispo ou a Deus.
* * *
Brasil continua se aproximando das ditaduras e dando as costas ao Ocidente
O Brasil está cada vez se isolando mais no mundo ocidental, afastando-se da nossa civilização, da nossa cultura judaico-cristã. Estamos cada vez mais isolados. Lula passou uma hora conversando com Vladimir Putin nesta terça-feira (claro que com tradutor). Lula adora conversar com Xi Jinping, da China, e com o Irã, que ele protege de todas as formas. Adora o Hamas, Cuba, Nicolás Maduro, Hugo Chávez, Daniel Ortega. Outro dia mencionou o Foro de São Paulo, dizendo que ele veio para trazer democracia. Imaginem só: uma entidade criada por Lula, Evo Morales, Fidel Castro, Ortega e Chávez, veio para trazer democracia. É sensacional!
* * *
Trump responde a negativa de vistos e agrément cancelando visto de embaixadora brasileira
Lula, ainda com raiva por causa da sobretaxa imposta por Donald Trump, negou visto a dois diplomatas americanos que ficariam no Brasil por três dias para observar liberdades de expressão e o sistema eleitoral. E o novo embaixador americano – que tem nome hispânico, Daniel Perez – não consegue receber o “de acordo” brasileiro, que na linguagem diplomática é o termo francês agrément. O que fez, então, Trump? Cancelou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Brasil e Estados Unidos estão em um momento de pausa nas suas relações.


