Arquivo diários:21 de agosto de 2026
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
DEU NO X
A VOLTA DO AMOR
PROMOÇÕES E EVENTOS
SÉTIMA ARTE – PARA OS LEITORES DO RECIFE
ALEXANDRE GARCIA
SEGURANÇA É IMPORTANTE, MAS BRASIL CORRE OUTRO RISCO MUITO GRANDE NA ECONOMIA

Inadimplência e endividamento estão se espalhando entre pessoas físicas e jurídicas no Brasil
Como os candidatos olham para o que o povo mais está sentindo, têm insistido em segurança pública, segurança pública, segurança pública. Mas cuidado! A segurança pública é muito importante, porque diz respeito à vida e ao patrimônio das pessoas, mas há algo que está nos levando para o caos e vai atingir o patrimônio de todo mundo, sem exceção: é o que está causando o endividamento das famílias. O Brasil paga, só de juros, o equivalente a duas Petrobras por ano; o Estado gasta demais, se endivida demais, os juros sobem, as empresas fecham ou vão para o Paraguai. Os empresários estão procurando mão de obra, mas as pessoas preferem ficar na esmola, que não vem do governo; vem dos impostos de quem produz e consome, mas não recebe retorno porque não sobra para o ensino, para a saúde, e também para a segurança pública.
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Candidatos precisam estar preparados para criminosos que se modernizam
E vamos falar, então, de segurança pública. Será que os candidatos estão realmente preparados para uma criminalidade que está se modernizando? O crime parece acompanhar as guerras modernas, e no Rio de Janeiro as facções estão copiando a Ucrânia, usando drones no Complexo da Penha. O Comando Vermelho está treinando pilotos para controlar drones à distância. Um desses drones, por exemplo, decolou, viajou alguns quilômetros e lançou uma granada, que acabou atingindo um trailer e não feriu ninguém. São granadas artesanais feitas em casa, lançadas com drones. Esse é um novo desafio para a polícia, o ataque aéreo.
Mas há o ataque que ninguém vê, o ataque digital. Os crimes digitais estão ocupando hoje 80% das queixas. Lavagem de dinheiro usando criptomoedas, transferência de recursos entrando em bancos, em órgãos financeiros, roubo de documentos supostamente originais que convencem as pessoas a cair em contos do vigário… Até já fizeram um deep fake meu fazendo propaganda de remédio para disfunção erétil, um negócio de doido – aliás, muita gente teme esse tipo de falsificação na campanha eleitoral.
O que têm dito os candidatos sobre esses casos em que a pessoa que é atingida porque desviaram o dinheiro da conta dela, casos de dinheiro roubado que passa por lavagem de dinheiro, contrabando, pagamento de automóvel contrabandeado, entrada ilegal? Esse tipo de crime é universal: o bandido pode estar no Tibete e, de lá, controlar invasões digitais aqui no Brasil. Será que os candidatos se deram conta de que é necessária uma absoluta integração de polícias digitais no território brasileiro, no mínimo? E mais: precisamos de acordos com polícias de todos os países da vizinhança: Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia, Uruguai, Argentina, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa – ainda mais no Norte, onde há ouro, diamante e outros minerais, usados como commodities do crime.
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Prefeita de cidade nos EUA confessa que era espiã chinesa
Dentro do condado de Los Angeles, na Califórnia, há uma cidade chamada Arcadia, que tem um belo hipódromo, um mall muito famoso, um arboreto… o símbolo da cidade é um pavão. Pois a prefeita de Arcádia confessou que era espiã a serviço da China. Eileen Wang renunciou e confessou que era agente de Pequim, para fazer propaganda da China dentro dos Estados Unidos. Agora, pode pegar dez anos de prisão. O mayor substituto também tem nome chinês: é Paul Cheng, um advogado que representava um dos distritos. Mas esse parece que não tem vínculo com o governo chinês; segundo ele, a família chegou aos EUA em 1970, ele era pequeno. Mas vejam só, uma espiã chinesa sendo prefeita dentro dos Estados Unidos. Aí o pessoal pergunta: quantos outros mayors estarão a serviço da China, dentro dos EUA?
DEU NO JORNAL
UM GUNVÊRNO BI, BI, BI
Relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal desmonta a lorota da equipe econômica de Lula que terceiriza para “fatores externos” a culpa pelo fraco desempenho da economia no Brasil.
O documento é claro: “o governo central produziu um déficit primário efetivo”. O relatório cita programas sociais, como Bolsa Família, variação do preço do barril do petróleo e até as emendas parlamentares em ano eleitoral, mas conclui que a gastança da gestão Lula é o mais nocivo.
Não fossem manobras que aliviam artificialmente o caixa e retiram despesas e receitas do cálculo, o déficit, diz a IFI, seria de R$ 52 bilhões.
A receita cresceu (6%), mas a gastança foi maior (6,3%).
Entre janeiro e julho de 2025, o déficit foi de R$ 70,3 bilhões. Este ano, R$ 81,2 bilhões.
O relatório mostra que as despesas discricionárias explodiram e não foram só as emendas, em R$ 31,9 bi. Outras despesas somam R$ 83,5 bi.
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A gastança é sem piedade.
É bilhão que só a peste!!!
E de onde sai toda essa fortuna?
Do meu, do seu, do nosso, do bolso do contribuinte.
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
ESQUEÇAM O LULINHA !!!
DEU NO JORNAL
RECORDE MUNDIAL
PABLO LOPES - PEIXE NA ÁGUA
EU ACHO É POUCO
Tenho um amigo de longa data que, de uns anos para cá, se dispensou de qualquer restrição em dizer o que pensa, não importa o assunto ou o interlocutor. Sobretudo quando o tema é alguma queixa ou reclamação levada a seu conhecimento. Sua resposta é sempre algo do tipo: “que se dane, eu acho é pouco!”
Ele costuma se justificar dizendo que, a esta altura da vida, não tem mais paciência para frescuras e viadagens diante de perrengues causados pelas próprias atitudes dos reclamantes. Já perdeu algumas amizades por isso. De minha parte, acho que a mudança de comportamento decorre mais do consumo prolongado de substâncias alcoólicas; fumígenas e opiáceas, mas isso é outro assunto…
Pois bem, nesta quadra da vida de Banânia, faço minhas as palavras do meu amigo. Se algum de meus parcos leitores já desconfiou que me refiro à atual choradeira da imprensa ante os ataques supremos à profissão, eu confirmo; é disso mesmo que estou falando.
Qualquer um que tenha neurônios em quantidade superior aos dois típicos do populacho, já percebeu, há tempos, as barbaridades e avanços supremos sobre as liberdades individuais e garantias constitucionais.
Com as admiráveis e escassas exceções, JBF incluso, claro, o que se viu foi a omissão, quiçá apoio escancarado, da imprensa. Isso também vale para outros segmentos da sociedade civil organizada, sobretudo as mais barulhentas; ensurdecedoras em seu silêncio ante desmandos e patifarias as mais espantosas. Cito apenas um caso mais recente:
Sem o menor pudor, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin organizaram um jantar a portas fechadas, fora das agendas oficiais, para reaproximar Lula e Alcolumbre. O fato, absurdo de per si, se torna ainda mais grave pois realizado às vésperas da eleição presidencial com o claro objetivo de afastar os partidos do centrão da campanha de Flávio Bolsonaro; aproximá-los de Lula e interferir no jogo político, além de tentar evitar a eleição de senadores comprometidos com o impeachment de ministros.
A espada de Dâmocles suprema paira sobre a cabeça de todos e não me arrisco a fazer outras ilações acerca do conteúdo da reunião, mas não seria surpreendente se forem confirmadas as acusações de que para conseguir o tal objetivo, os ministros ameaçaram acelerar processos contra políticos do centrão que aguardam no STF.
O fato acima merecia uma coluna própria, mas para efeito do que abordo aqui, chamo a atenção para a forma burocrática e natural como tal barbaridade foi tratada pela imprensa. Os comensais disseram que foi apenas uma tentativa de volta à normalidade institucional; a imprensa fingiu que acreditou e deixou por isso mesmo não obstante aquilo ter sido tudo, menos institucionalmente normal.
Agora a conta começa a chegar àqueles que por ação ou omissão ajudaram a parir a criatura disforme e nefasta, nascida do contubérnio formado entre seres que se julgam intocáveis e dispensados de cumprir a lei e a constituição.
A recente quebra violenta das garantias constitucionais de sigilo da fonte, atinge em cheio um dos pilares do jornalismo. O recado foi claro: publiquem apenas aquilo que nos agrada ou vocês e suas fontes sofrerão as consequências!
Imaginemos, por alguns instantes, que algum mordomo, ou outro serviçal da mansão suprema tenha visto ou ouvido algo inconfessável dito no tal convescote que mencionei acima. Será que tal indivíduo teria coragem de passar tal informação a algum jornalista minimamente honrado? E este jornalista, teria coragem de publicar? Pois é…
A conta chegou e começou a grita geral. Até os canais oficiais, Globo e Uol, levantaram suas vozes contra a quebra da garantia constitucional, até mesmo a Abraj, totalmente omissa quando os alvos da censura eram ligados à direita, resolveu se manifestar.
Podem chorar, afinal, como já bem disse a tal de Majú, o choro é livre. Cada vez que leio algum desses defensores tardios do artigo 5° da constituição reclamando, imito meu amigo e repito, dando uma lapada na cangibrina: “Que se danem, eu acho é pouco!”
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
BOAVENTURA BONFIM – FORTALEZA-CE
Aos pretensos candidatos a cargo eletivo:
Meu sogro Edgar, de saudosa memória, embora não tivesse estudo formal, era um homem pleno de sabedoria.
Certa feita, um amigo foi pedir-lhe conselho porque pretendia submeter-se pela primeira vez ao crivo do povo, candidatando-se a prefeito da cidade.
Seu Edgar, do alto de sua sabedoria, disse-lhe:
— Para concorrer a qualquer cargo eletivo, a primeira coisa que você tem que fazer é deixar a vergonha em casa, pois se você continuar andando com ela, não terá coragem de entrar na política.
JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO
UBI VERITAS?
Melhor resposta para a dúvida, no título (onde está a verdade?), talvez fosse frase de Aulo Gélio (Noites Áticas) “veritas temporis filia” (a verdade é filha do tempo). Mas prefiro começar essa conversa lembrando Millor Fernandes que disse (Millor Definitivo) “A verdade não só é muito mais incrível do que a ficção, como é muito mais difícil de inventar’’. E talvez pudesse até complementar, “o perigo da meia verdade é você dizer exatamente a metade que é mentira.’’
Mas o que tem isso a ver com nosso Brasil de hoje?, eis a questão. E a resposta é tudo, ou quase. Tomemos um caso aleatório, como prova, o tarifaço de Trump contra parte de produtos brasileiros. Ninguém pode estar a favor do americano, até por romper uma tradição de fraternidade que sempre uniu nossos dois países.
O Presidente Lula, sem maiores preocupações, reagiu como candidato. Agradecido ao gringo por assumir o rosto do Inimigo Externo, tão útil nas eleições. Tanto que, logo depois, anunciou com alarde que vai usar a Lei da Reciprocidade. “Pra que? Pra nada”, como diria Ascenso Ferreira (Gaúcho) sobre o gaúcho “em louca arrancada”.
Só que, aos poucos, notou que os empresários brasileiros exigiam dele algo diferente. Que negociasse, como todos os outros países estão fazendo. Mas como fazer?, sem incomodar sua campanha presidencial.
Foi quando decidiu, junto com seu marqueteiro, levar a questão à Organização Mundial do Comércio – OMC. Em tese, uma boa ideia. Só que há, no caso, um problema. Grande. É que o tribunal, composto de 7 Juízes Ativos, exige em cada caso votação mínima com ao menos 3 deles.
E a OMC, desde 2019, tem 0 (zero) juízes. Não funciona pela simples razão de não poder julgar nada. Aberto está, claro, para coisas sem importância, por exemplo receber requerimentos no protocolo. Reduzindo essa proposta, de ir a OMC, a seu verdadeiro papel de evento com caráter só eleitoral.
Os Estados Unidos deve ter achado muito divertido; tanto que em Resposta Formal, protocolada em Genebra, disse estar “inteiramente à disposição dos diplomatas brasileiros’’. Sabe que nada acontecerá e entrou no jogo; se querem brincar, então brinquemos todos.
Resultado, amigo leitor, é que vai dar em nada. Simples assim. Por essa via, pelo menos. E nossos jornais? Fico só num exemplo. Em que importante jornalista brasileiro, num formidável arroubo ufanista, chegou a declarar (FolhaSP) “Resposta aos Estados Unidos, na OMC, é vitória brasileira”.
Só uma bazófia. Posto sabem todos, ele e os demais profissionais a seu lado, que nessa querela não há vencedores nem vencidos. Ao menos até quando sejam nomeados novos Juízes. Se é que serão. No Dia de São Nunca, talvez.
Seria, figurativamente, uma Vitória de Pirro – quando não há propriamente vitória nenhuma. Pirro foi um comandante da Grécia Antiga que derrotou o exército romano na Batalha de Ásculo, mas essa é outra história. Fato é que todos os jornais brasileiros conhecem os fatos. E nos espanta só por agirem como se fosse uma proposta séria. Sem perder tempo no lembrar, ao leitor, que por hora não há juízes na OMC.
Talvez aqui se pudesse lembrar uma lenda que vem de 1745, quando modesto moleiro desafiou o Rei Frederico II, da Prússia (atual Alemanha), daí vindo a conhecida frase “Ainda há juízes em Berlim”. Em Berlim, sim. Em Genebra, com certeza não.
E assim vai a nave, na conturbada política brasileira de hoje. E não apenas com o caso da OMC. Reduzida a uma montanha de aparências. Mas onde está a verdade nesses casos todos?, amigo leitor. A verdade, ora a verdade, quem se preocupa com ela?.
É pena. O que nos permite encerrar essa conversa com mais uma frase do amigo Millor, “A verdade é aquilo que sobra depois que você esgotou as mentiras”.


