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PROMOÇÕES E EVENTOS

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NOS CONFORMES

Quem investiga Lulinha por corrupção e tráfico de influência não leva a sério a lorota do vice-presidente nacional do PT, de nome Quaquá, de que o filho de Lula (PT) viveria em “condições precárias” em Madri. O próprio Lulinha deixou claro como isso é falso.

Em janeiro, ele instalou sua “empresa de consultoria” Synapta SL no Paseo de la Castellana, endereço mais caro de Madri, onde o metro quadrado de aluguel, 30 euros em média, é o dobro do valor cobrado em aluguéis na rica Avenida Paulista, por exemplo.

Paseo de la Castellana é o coração financeiro de Madri, avenida mais emblemática do mercado corporativo espanhol, sede de multinacionais.

Suspeitam que Lulinha usa a empresa para justificar o padrão de vida, bancado por empreiteira de contratos bilionários com o governo do pai.

A revista Veja diz que dossiê entregue à PF descreve ligação de Lulinha à empreiteira, seguindo no mesmo padrão descoberto pela Lava Jato.

A Synapta SL, empresa de Lulinha, realizaria “serviços de tecnologia em sentido amplo” em Madri. Ignoram-se seus clientes e até se existem.

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Não há motivo algum pra surpresas.

Nada de espanto.

Tá tudo dentro dos conformes.

Lulinha tem o DNA do papai.

ALEXANDRE GARCIA

FINALMENTE PERDEU UM JULGAMENTO

O Brasil tem 1.402 presos políticos. Ninguém pode dizer que estamos em uma democracia. A Lei da Dosimetria está aprovada desde 8 de maio, mas não aconteceu nada com ela até agora. O presidente da Câmara, Hugo Motta, quando fez campanha para se eleger presidente da casa, prometeu todo o esforço para apoiar um projeto de anistia para o 8 de janeiro. Volto a esse assunto porque, pela primeira vez, Alexandre de Moraes perdeu um julgamento relativo ao 8 de janeiro no plenário do Supremo: por 6 a 4, os ministros decidiram contar para o cumprimento da pena o tempo que a pessoa passou com tornozeleira, ou em prisão preventiva. Isso vai reduzir a pena de muita gente.

Mas o certo não seria nem dar anistia. Anistia é para quem cometeu crime, mas a Constituição mostra que não há crime político no Brasil. O problema é outro: na Lava Jato, as condenações de Lula, que passaram por três níveis do Judiciário, foram anuladas porque os processos não deveriam correr no CEP de Curitiba. Pois agora temos exatamente o mesmo motivo para anular a maioria das condenações, porque esses processos do 8 de janeiro, de pessoas sem foro privilegiado, não deveriam estar no CEP do Supremo.

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Vorcaro vai tentar a delação – mais uma vez

Daniel Vorcaro está há mais de cinco meses na Papudinha, que é um batalhão da Polícia Militar, e gente lá de dentro, que tem contato com Vorcaro, me diz que ele está cada vez mais disposto a realmente fazer uma delação com tudo aquilo que ainda não se sabe – até porque não adianta ele contar o que está nos celulares dele; precisa trazer coisas novas. Ele já está na terceira equipe de advogados; agora, a defesa é comandada pelo advogado criminalista Daniel Bialski.

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Previdência de Maceió também colocou dinheiro no Banco Master

Nesta segunda-feira foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão no instituto de previdência de Maceió, o Maceió Previdência. O ex-diretor-presidente Ronnie Teixeira Motta é um dos alvos; na gestão dele, ele teria pego o dinheiro dos aposentados lá de Maceió e aplicado R$ 97 milhões no Banco Master. Em seguida, por coincidência, ele teria comprado um imóvel e pago a maior parte de um veículo, tudo em dinheiro.

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Políticos na piscina debocham do povo brasileiro

A Piauí foi a primeira a mostrar, depois saiu no Estadão, e agora está em toda parte aquela foto dos nossos mancebos da política – falam em piscina, mas parece mais uma banheira de hidromassagem. Eram mais de dez marmanjos, nove dentro d’água, dois sentados à borda, e uns em pé, olhando. Na foto estavam os deputados Arthur Lira (então presidente da Câmara, pois a foto é de 2023), Paulo Azi, Elmar Nascimento, Juscelino Filho (que na época era ministro de Lula) e Alexandre Ramagem (condenado e cassado em 2025); e os senadores Efraim Filho, Ângelo Coronel e Weverton Rocha (que também era ministro). Estavam na casa do advogado Willer Tomaz.

No meu artigo desta semana nos jornais, falo sobre o deslumbramento que leva certas pessoas a debochar dos pobres deste país. Tivemos a farra do guardanapo em Paris, a degustação do Macallan em Londres. Os políticos se esquecem que, sendo pessoas públicas, precisam ter um mínimo de decoro e conter o exibicionismo de gente fraca e pobre de espírito que se enfeitiça com o poder.

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Como foi que deixamos a China nos ultrapassar em tão pouco tempo?

Li uma reportagem da Economist sobre a China e fiquei surpreso ao saber que estatais chinesas estão apoiando a iniciativa privada que trabalha com tecnologia, porque o futuro está no desenvolvimento tecnológico. E então eu me perguntei: por que nós compramos carros chineses, que levam o nosso aço? Compramos trilhos de trem feitos com o nosso aço, com o nosso minério de ferro que vai para a China. Por que não somos nós que exportamos carros para a China, em vez do contrário? A China é um mercado de 1,3 bilhão de pessoas, deve haver muita gente sem carro. Há 30, 40, 50 anos, nós estávamos muito à frente da China, nosso PIB era maior que o chinês; hoje, é a China que se aproxima do maior PIB do mundo, o dos Estados Unidos.

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MARCOLA E O EMPRÉSTIMO QUE RESPINGA NO PLANALTO

Editorial Gazeta do Povo

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Chefe de gabinete de Lula emprestou dinheiro de lobista que estaria envolvida na fraude do INSS

“Quem nunca pegou empréstimo?”, disse o presidente Lula a dirigentes de duas legendas-satélites do petismo, o Psol e a Rede, na semana passada. Era uma tentativa de defender seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. De fato, o empréstimo virou parte do cotidiano do brasileiro – que o digam os 82% de famílias endividadas, proporção recorde apesar dos programas eleitoreiros lançados por Lula, e que continuam recorrendo a esse meio para custear as despesas do dia a dia. O curioso, no caso de Marcola, está em todas as outras circunstâncias que fazem desse empréstimo específico uma operação nada trivial.

Afinal, com tantas instituições financeiras (inclusive estatais) dispostas a oferecer crédito, e que não haveriam de negar crédito a um funcionário público com cargo bem remunerado, Marcola preferiu pegar dinheiro – que não era pouco: quase R$ 250 mil – de uma pessoa física. Por que motivos, não se sabe; o mais intrigante é que, em vez de recorrer a amigos ou a parentes, o chefe do gabinete presidencial se tornou devedor de Roberta Luchsinger, a lobista apontada como elo entre Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS” – apontado como um dos principais personagens do escândalo de fraude bilionária envolvendo descontos não autorizados na aposentadoria de milhões de brasileiros –, e Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos do presidente da República e amigo de Luchsinger.

A bem da verdade, há dúvidas até mesmo sobre a natureza do negócio, que não seria um empréstimo nos moldes tradicionais: veículos de imprensa como os portais Metrópoles e Poder360, e o jornal Valor Econômico, apuraram que, na verdade, Luchsinger estaria bancando despesas pessoais de Marcola, que enviava à lobista os boletos com códigos de barras para que ela os pagasse. Ao Poder360, Marcola afirmou receber “com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal”. Mesmo com toda essa consciência de não ter feito nada de errado, ele deixou a campanha de Lula à reeleição, à qual vinha se dedicando desde julho, quando foi exonerado da chefia do gabinete presidencial.

Eis aqui um detalhe que faz toda a diferença. Marcola não era um servidor qualquer, mas alguém que praticamente funcionava como a chave que dava acesso ao presidente Lula. Sua relação com o petista já tem mais de dez anos, e Marcola esteve entre os apoiadores que pararam suas vidas para integrar o acampamento montado diante da sede da Polícia Federal em Curitiba, durante o tempo em que Lula esteve preso, após a condenação na Lava Jato. A confiança era tanta que, segundo o Poder360, era Marcola quem ficava com o celular que recebia chamadas para o presidente da República.

O ex-chefe de gabinete também é investigado em um dos três inquéritos abertos para investigar suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha – aliás, segundo o Valor, Marcola só devolveu o dinheiro que teria pego emprestado de Luchsinger quando foi informado, sabe-se lá como, que havia mensagens suas para a lobista em um celular que pertencia a ela e cujo sigilo tinha sido quebrado. Este é apenas mais um detalhe muito estranho de uma transação envolvendo valores nada desprezíveis, uma lobista com interesse em acesso aos círculos do poder brasiliense, e um servidor que podia proporcionar esse acesso. Mas, para Lula, tudo não passa de um empréstimo como qualquer outro…

PENINHA - DICA MUSICAL

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