Arquivo diários:9 de agosto de 2026
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL
AS BRASILEIRAS: Adélia Prado
Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 13/12/1935, em Divinópolis, MG. Poeta, escritora, filósofa e professora. Representou a revalorização do feminino nas letras e da mulher como ser pensante, tendo-se em conta a incorporação dos papéis de intelectual e de mãe, esposa e dona-de-casa. Sua obra retrata o cotidiano com perplexidade e encanto, tornando-o universal, político e social.
Filha de Ana Clotilde Corrêa e do ferroviário João do Prado Filho, passou a escrever os primeiros versos com a morte da mãe, aos 15 anos, em 1950. No ano seguinte, inicia o curso de Magistério, concluído em 1953 e passa a lecionar no Ginásio da cidade em 1955. Casou-se em 1958 e teve 5 filhos. Pouco antes do nascimento da última filha, ela e o marido iniciam o curso de Filosofia na Faculdade de Ciências e Letras de Divinópoli, concluído em 1973.
Com a morte do pai, em 1972, sentiu-se estimulada a escrever de modo mais consstente. 4 anos depois enviou carta e originais de seus poemas para o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, que sentiu-se animado em enviar para Carlos Drummond de Andrade para apreciação. Drummond também gostou dos poemas e enviou os originais à Pero Paulo Sena Madureira, da Editora Imago, sugerindo sua publicação e escreveu uma crônica em sua coluna no Jormal do Brasil sobre a nova poeta. Assim, foi lançado em 1976 o livro Bagagem, no Rio de Janeiro, com a presença de nomes ilustres como Juscelino Kubitschek, o próprio Drummond, Nélida Piñon, Antonio Houais, Clarice Lispector e Affonso Romano de Sant’Anna entre outros.
Em 1978 lançou O Coração Disparado e ganhou o Prêmio Jabuti. No ano seguinte estreou na prosa com Soltem os Cachorros e passa a ter sucesso, tendo que abandonar o magistério. Escreveu também peças de teatro; passa a dirigir um grupo amador e encena O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna e A Invasão, de Dias Gomes. A convite do prefeito de Divinópolis, comandou a Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e Cultura no período 1983-1988. Pouco antes, Fernanda Montenegro estreia Dona Doida: Um Interlúdio, baseado em textos extraidos de seus livros. O espetáculo foi bem sucedido aqui, nos EUA, Itália e Portugal. Em 1985, participou em Portugal, de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América. Em 1991 foi publicada sua Poesia Reunida.
Retornou à Secretaria Municipal de Educação e Cultura, em 1993, integrando a equipe de orientação pedagógica e no ano seguinte, após um longo periodo sem fazer poesia, lançou o livro O homem da Mão Meca. Disse que o livro foi iniciado em 1987, mas, em seguida foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Revelou que vê “a aridez como uma experiência necessária” e que “essa temporada no deserto” lhe fez bem. Nesse período, foi levada a procurar ajuda de um psiquiatra.
Sua obra é marcada pela aproximação entre cotidiano e transcendência, articulando experiências comuns da vida doméstica, da religiosidade e da condição feminina por meio de uma linguagem coloquial e intimista. Sua poesia transforma situações banais em reflexões existenciais e espirituais, Outro aspecto recorrente em sua obra é a relação entre erotismo e fé religiosa, onde associa corpo, desejo e espiritualidade sem estabelecer oposição entre essas dimensões, integrando elementos da tradição católica à experiência cotidiana.
Essa combinação tornou-se uma das marcas mais reconhecidas de sua escrita e contribuiu para debates críticos sobre gênero, religiosidade e literatura brasileira. Sua produção literária também é reconhecida pela centralidade da experiência feminina. Temas como maternidade, casamento, envelhecimento, trabalho doméstico e memória aparecem de forma recorrente em seus textos. Costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Vivendo na pequena cidade onde nasceu estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá. Sua obra conta, até até agora, com mais de 20 livros de poesia e prosa, inclindo as coletâneas e antologias.
Em 2014, foi condecorada pelo governo brasileiro com a Ordem do Mérito Cultural. 10 anos depois recebeu o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra e no mesmo ano, de 2024, tornou-se a terceira escritora brasileira a receber o prêmio Camões, a maior premiação literatura portuguesa e brasileira. Não dispomos de uma biografia sua, mas temos uma análise crítica de sua obra – Poesia e desordem: escritos sobre poesia & alguma prosa – escrita por Antonio Carlos Secchin, da ABL, e publicada pela editora Topbooks, em 1996.
JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO
O QUEIJO E O RÁDIO
Lanche vespertino para esperar a netaiada
Domingo, de tarde.
Problemas na linha férrea impediu a chegada das crianças para passar as férias escolares.
Zelosa e carinhosa, a Avó fez queijos (bovino e caprino), deixou goiabas amadurecerem no pé, protegendo-as com um saco de papel – as crianças adoram tirar a goiaba madura do pé.
Doce de goiaba, rapadura novinha e broa de goma.
O chiqueiro das cabras foi limpo, pois Noraci, a mais velha das meninas, tem o hábito de acordar cedo e gosta de ordenhar, ela própria, as cabras leiteiras.
Vovó preparou o café da manhã. Cozinhou batata doce, macaxeira e abóbora – os meninos gostam de um café diferente do que tomam na cidade grande. Muito mais pela mudança do ambiente, que pelo sabor.
O noticiário do rádio colocado sobre, e próximo ao forno, garantiu que o problema na linha férrea foi resolvido – amanhã as crianças chegam e vamos preparar a montaria para espera-las.
João apanhou castanhas de caju e vai assá-las amanhã. Pena que setembro ainda esteja longe, mas a floração dos cajueiros promete boa safra.
Amanhã, quando o sol estiver esfriando, Vovó vai preparar o café. Mais uma vez!
A cognição!
“De acordo com o Novo Dicionário Aurélio, cognição significa a aquisição de um conhecimento, o ato ou efeito de conhecer, e a função da inteligência ao adquirir conhecimento. O termo também abrange a capacidade de processar percepções e a interação ativa com o mundo.”
O ano era o de 1952. Grupo Municipal São Gerardo – Aula de Português, Professora “Mundica”:
Professora: José, levante-se e soletre a palavra PARALELEPÍPEDO!
José: Pa-ra-le-le-pí-pe-do!
Professora: Correto! Crianças, “paralelepípedo” é aquela pedra usada pela Prefeitura para urbanizar nossas ruas.
Era assim que, antes de aparecer esse “genial” (hoje estou de bem comigo mesmo e não quero xingar ninguém) Paulo Freyre, que, tanto quanto George Orwell, escreveu “Revolução das frangas” – liberando a libertinagem e a pouca vergonha entre os jovens. Os “bichos e as bichas” aderiram à Revolução e estão hoje escolhendo banheiros nas escolas.
Dia desses eu soube que, alguém que nasceu com aquela mini-salsicha entre as pernas e dois redondinhos de chocolate, cismou que se sentia uma menina, embora nunca tenha menstruado e queria se assumir “trans”. Decisão de cada um, claro.
Na sala de aulas, a Professora usando calça masculina colada ao corpo, braços e o que mais dava para ver, repleto de tatuagens, pediu pelo amor de Deus:
– Cynthhya, por favor, levante e soletre a palavra UVA!
– Cynthhya sentada na cadeira escolar com a perna esquerda cruzada sobre a direita, lixando as unhas esmaltadas de cores diversas, respondeu: não levanto e não sei soletrar!
É essa a conclusão da Teoria da Libertação. Tá tudo liberado!
O governo federal que cuida do que deveria ser a Educação, investiu alguns milhões da arrecadação de impostos e “desobrigou” a perseguição da “reprovação”. Ninguém mais pode ser “reprovado”, mesmo que seja qualquer Cynthhya!
E assim caminha a juventude brasileira para o caos da imbecilidade e da viadagem. Seria esse o motivo de terem surgido tantas lésbicas nas duas últimas décadas?
Os “machos” estão sumindo e sem êxtase é o mesmo que apostar na Roleta do Cu-Trancado sem acertar uma única vez!
Imagine a humilhação que passaremos caso o vizinho Paraguai resolva, intempestivamente, invadir o Brasil. Javier Milei já disse a que veio.
Passeio vespertino com a família
Claro que, para os que têm problemas cognitivos, o capim será sempre azul. Não adianta persistir e dizer que é verde. Para aquele, o capim é azul, e, insistir ao contrário, é misoginia.
Rótulos eles sabem todos.
Mas, precisam entender e aprender o que é “cognição”!
Que trabalheira esse “lixo” velho dá!
A maior prova prática do não entendimento cognitivo, é vestir o cachorro ou a cadela (me nego peremptoriamente a rotular cachorro de “pet”) com roupinha apropriada, levar ao cabeleireiro e beijar no “fucim” do animal ao sair ou ao chegar em casa.
Pergunto: como o cachorro identifica que a cadela está “querendo nhanhar”?
Respondo tendo dúvida: cheirando e/ou lambendo a vulva. Né não?
Continuo perguntando: depois desse ato o cachorro faz uma assepsia e está apto para receber ou dar beijos no “fucim”?
Essa é parte da cognição.
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
MEU ANIVERSÁRIO
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
RESTAURANDO O HUMOR
Tem gente que vive de cara emburrada, parecendo ter intestino preso há muitos dias ou um mau hálito que parece afastar gregos e troianos dos seus derredores. E não sabem como minimizar tal nível existencial, sempre buscando se receitar com laxantes dos mais variados procedimentos. Entretanto, quando se encontra um infeliz desse, que faz sofrer gente que o estima, recomenda-se a leitura de páginas bem escritas, inteligentemente idealizadas por talentos dotados de excelente nível de humor.
Nessa área, um dos notáveis pernambucanos por mim admirados chama-se Joca Souza Leão, e seu livro de feitos e fatos intitulado PANO RÁPIDO, editado no Recife-PE pela CEPE-Companhia Editora de Pernambuco em 2011, 120 p, me tem proporcionado elevadas gargalhadas. Crônicas lidas, relidas e sempre gargalhadas sem mínimas reduções.
Desenvolvamos nosso humor, lendo fatos e feitos inteligentes narrados em coletâneas significativas. A releitura deles amplia bastante nosso IdSE – Índice de Serenidade Emocional. O livro do Joca citado, segundo Homero Fonseca, jornalista conceituado, recorda “ histórias reunidas que são um saboroso painel do ethos pernambucano: gostos, costumes e valores de personagens anônimas e famosos. Ao narrá-las com verve e fluidez, Joca faz um registro de sua época, apresentando, mais que episódios engraçados, testemunhos da micro-história cotidiana.”
Satisfazendo o desejo dos leitores deste Jornal sempre antenado com a trajetória do Leão do Norte e vizinhanças, explicito abaixo quatro narrativas do livro do Joca, ensejando o bem-estar dos que se encontram cabisbaixos
1. Andando na Capunga, João Câmara foi atacado e mordido por um rottweiler que acompanhava o vigilante de uma faculdade. Depois de prestar queixa na polícia e fazer exame de corpo delito, Câmara disse a Paulo Sérgio Scarpa, colunista do Jornal do Commercio: – Nunca tive medo de cachorro. Tenho medo é de faculdade que não sabe educar seus cães.
1. O namorado, jornalista, tinha fama de maior mau hálito do Recife; a namorada, atriz, a maior sovaqueira. Diagnóstico: Casal sem olfato.
3. Valério Rodrigues, médico e coronel do asfalto, vereador do Recife por vários mandatos, recebia os eleitores no terraço de casa. “Dr. Valério, eu arranjei um emprego e preciso do exame de fezes”. Valério foi ao gabinete, rabiscou a requisição e entregou ao eleitor. – Não, doutor, preciso das fezes. Se eu fizer com as minhas, não passo.
4. O ex-prefeito Pelópidas Silveira e o engenheiro Maurício Coutinho, os dois já entrados nos oitenta, cruzaram com duas morenaças na Ponte Duarte Coelho.
– Pelópidas, elas deram bola para gente. Vamos lá?
– E se elas toparem?
Guardo com todo cuidado este e os demais livros do Joca Souza Leão. Os únicos antidepressivos que que sempre me recomendo, quando sinto os primeiros sinais. De efeito quase imediato, por boas semanas
PENINHA - DICA MUSICAL




