Arquivo diários:27 de agosto de 2026
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
DEU NO X
JINGLE DE CAMPANHA DO PT
Saiu o jingle da campanha do Lula 🎵 pic.twitter.com/s2QnfznZ8j
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) August 26, 2026
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
A TAXA DAS “BRUSINHA”
DEU NO X
A VOLTA DO AMOR
PROMOÇÕES E EVENTOS
O COMERCIAL DO EDITOR
Quando do seu lançamento, em outubro de 1984, este livro ganhou dois prêmios de Melhor Livro do Ano:
Prêmio Literário Nacional – Instituto Nacional do Livro/MEC
Prêmio Guararapes – União Brasileira de Escritores
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JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE
CAUSO DO CARTEIRO E DO MATUTO NA GUERRA
DEU NO JORNAL
LULINHA E O BRASIL EM ESTADO DE COMA
Ricardo Gomes

O senador Eduardo Girão exibe cartaz de “procurado” com foto de Lulinha
Em qualquer país decente, os indícios que fazem de Lulinha um investigado seriam suficientes para um grande escândalo que tomaria a capa de todos os jornais e revistas. Não só isso, mas também a abertura de todos os telejornais. Promoveria indignados protestos por todas as cidades. Mas o Brasil vive, ao menos até aqui, um certo estado de coma ético – uma complacência subserviente de quem desistiu de consertar a República.
Talvez seja a proximidade da eleição, e a pretensão de resolver tudo na urna diretamente. A urna, no entanto, não é o ponto de partida de uma transformação – ela é o ponto de chegada. A eleição não é a causa, ela é o efeito.
Compare-se o que vivemos hoje com as duas últimas eleições presidenciais brasileiras. Em 2018 vivíamos o pós-impeachment. A ressaca de um processo de agitação cívica que floresceu nas ruas. Manifestações de verde-amarelo, somadas à Operação Lava Jato, o breve governo Temer a mostrar que uma correção de rumo era possível… tudo isso somado ao ressurgimento daquilo que se pode chamar de “a direita”. Todos esses elementos antecederam a eleição de Jair Bolsonaro.
Bolsonaro foi resultado, e não causa, dessa movimentação toda. A pressão da sociedade e os processos políticos (que resultaram no impeachment de Dilma Rousseff) criaram o caminho para que Bolsonaro viesse a se tornar uma alternativa possível, depois provável, e por fim eleita.
Depois, em 2022, o processo contrário se deu. Várias forças foram postas em marcha e resultaram, ao fim e ao cabo, no retorno do PT e de Lula. O arquivamento da Lava Jato, a hostilidade da imprensa com Bolsonaro, a reestruturação da esquerda com uma revisão programática. Lula foi a consequência.
Por isso, a expectativa de que se produza uma mudança de rumo abrupta na urna é uma fantasiosa esperança que não encontra respaldo na realidade. A complacência do brasileiro, hoje, não será redimida pela urna; ao contrário, ela tende a ser confirmada na eleição.
Mas, aparentemente, o paciente começa a reagir. Talvez sejam apenas espasmos musculares, memória de um tempo de plena atividade (cívica, lembremos). Mas talvez possa ser um sinal de que em breve o Brasil saia do coma.
Pela esquerda, houve um empenho em equiparar moralmente os dois lados – jogando para baixo do tapete um “pequeno detalhe”: Lula é presidente da República. Se seu ex-chefe de gabinete e seu filho nutriram relações espúrias, possivelmente estamos diante de um sistema de captura de verbas públicas (dinheiro dos brasileiros), e é fundamental investigar até onde, no Planalto, chegou a infiltração.
Em transparente português: comparar escândalo com verbas públicas ao financiamento do tal Dark Horse é um artifício de nivelamento moralmente descabido. O argumento de que há faltas morais em ambos os campos da eleição faria a corrupção deixar o topo da pauta do dia e sumir entre as manchetes e as conversas.
O escândalo de Lulinha, no entanto, furou a bolha. Não coube embaixo do tapete. O bom jornalismo, onde sobreviveu, se manifestou. As capas dos jornais começaram a reportar os fatos (reportar é um verbo que sempre fez bem à imprensa, e remete a uma era em que o repórter investigativo tinha tanto ou mais espaço que o jornalista “de opinião”).
À medida que os fatos vêm à tona, o Brasil se mexe, ainda no leito. As pesquisas, tal qual os monitores que medem os sinais vitais do paciente na UTI, mostram evidências de que há, sim, esperança de sobrevivência (de novo: cívica).
No Planalto, há nervosismo. Lula abandonou uma entrevista ao ser questionado sobre Lulinha. Até o nome da operação que investiga Lulinha incomoda o Lula. Podem ser sinais de que a sociedade brasileira é capaz de uma recuperação ética, ainda que parcial. Se a tese é correta, o tempo dirá, e a urna mostrará, mais uma vez, que é resultado da vontade da sociedade, e não sua fonte.
COMENTÁRIO DO LEITOR
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Comentário sobre a postagem ANUNCIANTE
Tota de Dona Biga:
A publicidade do PT tem ficado por conta dos padres e bispos de algumas dioceses nordestinas.
Destaque pra Diocese de Afogados da Ingazeira-PE e da de Santa Luzia de Mossoró-RN.
O bispo lá de Mossoró é mais comedido, embora deixe seus sacerdotes livres pra pedir voto e fazer campanha pro Nine.
Agora o de Afogados da Ingazeira até passeata fez o mês passado, sob pretexto de defender a democracia.
No púlpito ele tem gritado a plenos pulmões os jargões “Anistia Não” e outras lenga-lengas.
Evangelho que é bom, necas de patavinas!
ALEXANDRE GARCIA
EMPRESÁRIO PLENEJA DELAÇÃO. AGORA VAI?

João Carlos Mansur, em depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, em março de 2026
O ex-dono da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, ligado a Daniel Vorcaro, ao Banco Master e a um monte de gente em toda aquela teia que encontrou terreno fértil no Brasil para quem topa qualquer negócio e não tem princípios, entregou à Procuradoria-Geral da República uma proposta de delação premiada com 17 anexos, e prometeu pagar R$ 40 milhões. Agora a PGR vai examinar e encaminhar para o ministro relator André Mendonça, para saber o que vai ser feito.
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Todos querem saber quem forjou registro de entrada de Filipe Martins nos EUA
O juiz norte-americano que julgou o caso da fraude que falsificou a entrada inexistente de Filipe Martins nos Estados Unidos disse que já tem os nomes dos responsáveis por forjar o registro. Seriam quatro americanos e três brasileiros, incluindo dois delegados federais. O juiz ainda não revelou os nomes, mas andam falando em Fábio Shor, que é assessor de Alexandre de Moraes. Vocês devem estar pensando que, se ele estiver mesmo envolvido, isso vai complicar Moraes, mas eu digo que não. Eduardo Tagliaferro era assessor de Moraes no TSE, e tudo o que ele denunciou não afetou o ministro. Moraes continua lá. Nem o contrato de R$ 129 milhões o pegou. Eu não sei por que nada disso pega. Mas todo mundo sabe, todo mundo vê, todo mundo ouve e todo mundo comenta.
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TSE precisa definir melhor as regras para o deep fake
Em uma das reuniões do TSE, o ministro André Mendonça, que é vice-presidente da corte, propôs que o tribunal chegue a um consenso sobre o que é deep fake. Literalmente, a expressão significa “mentira profunda” ou “falsidade profunda”: é aquela construção de inteligência artificial que faz uma foto ou vídeo com determinada pessoa parecer autêntico, e isso é usado na campanha eleitoral. Ainda ontem um amigo, candidato à reeleição para a Câmara, me ligou pedindo que eu gravasse um apoio, mas eu recusei. Imaginem se eu for gravar algo para todos os que conheço e que me pedem, eu não posso; aí eu largo o jornalismo e vou ser propagandista de campanha. E aí as pessoas às vezes constroem algo com IA, como o vídeo de Jair Bolsonaro no lançamento da candidatura de Fábio. Naquele caso estava dito que era IA. Até onde pode ou não pode isso? Realmente é preciso definir os critérios antes que cheguem as queixas.
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Estudantes do Colégio Militar de São Paulo fazem bonito em Olimpíada de Matemática
Parabéns aos alunos do Colégio Militar de São Paulo, que foram ao Vietnã, representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática, e ganharam seis medalhas. Isso mostra que ainda há esperança no Brasil, ainda há cérebros no país. Um país só existe, só progride, só tem bem-estar se tem cérebros construtivos e produtivos.
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Afastamento de professora em SP tem cara de caça às bruxas
Uma professora em Mogi das Cruzes (SP) foi afastada pela Secretaria de Educação depois de uma fala em uma reunião digital com outros diretores de escola – ela não estava falando com alunos. Nessa reunião, ela disse que era estimulante ler biografias de líderes, inclusive de Hitler, ou Mussolini, ou “Salazar da Espanha” (aqui ela se enganou: Salazar era português, o espanhol era Franco). Não falou em Pol Pot, Stalin ou Mao, que mataram milhões; nem de Fidel e Che Guevara, que mataram milhares.
Preocupa-me que isso vire uma caça às bruxas. A professora tinha dito que eram líderes maus. O pensamento e a discussão precisam ser livres. Ela recomendou leitura. Eu faço isso: não estudo apenas as pessoas com quem quero aprender, como Winston Churchill, mas também estudo as pessoas que devo evitar, que devo criticar, e exatamente por isso leio a vida de Stalin ou de Hitler. Está havendo um exagero nesse caso; parece que as pessoas não pensam, ou não querem pensar, ver com calma o que as pessoas queriam dizer.
DEU NO JORNAL
LOROTA
Lula (PT) disse ontem que “o Brasil está pronto” para o fim da escala 6×1.
Ele nem sabe o que diz, na busca da transformar em votos o projeto oportunista, mas especialistas advertem: os índices brasileiros de produtividade do trabalho no Brasil estão estagnados há décadas, e em padrões muito baixos, com quedas em segmentos como indústria e serviços.
Em termos relativos e de eficiência agregada, a produtividade no Brasil está em patamares próximos ao final dos anos 1950. Vexame.
Para aumentar a produtividade, o Brasil precisa de tudo que Lula não faz: reformas estruturais, educação de qualidade, infraestrutura, investimento.
Reduzir jornada para 40 horas, mantendo salário, exige ganhos reais de eficiência para evitar pressão inflacionária, desemprego e informalidade.
Dados do Observatório Regis Bonelli (FGV) apontam crescimento médio anual irrisório da produtividade brasileira, de 0,2% a 1%.
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Logo no início dessa nota aí de cima, está dito que o Descondenado “nem sabe o que diz”.
Isso é o óbvio ululante.
A gente sabe que ele não sabe o que diz.
Isso é parte integrante do atual gunverno banânico.



