A PALAVRA DO EDITOR

UM PEQUENO DESMANTELO

Caros amigos e leitores fubânicos:

Por ordem do cardiologista Dr. Sérgio, o dono do meu coração, fui internado pra tratar de um leve desmantelo que apareceu nos últimos dias. 

Aline vai cuidar da edição dessa gazeta escrota e os textos dos nossos colunistas serão publicados normalmente enquanto eu estiver me tratando. 

Conto com a compreensão de todos vocês!

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

ABOLIDO O SIGILO DA FONTE JORNALÍSTICA NO BRASIL

Até onde vai a garantia da fonte para o jornalista? O sigilo da fonte não está nada garantido depois dessa decisão do ministro Alexandre de Moraes, que usou o “inquérito do fim do mundo” no Maranhão para ordenar busca e apreensão contra um ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos. Esse ex-secretário teria passado a um jornalista informações sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por integrantes da família de Flávio Dino, para eventos sem ligação com o múnus da Justiça.

As pessoas se apropriam das coisas do Estado. Se isso acontecesse em um país escandinavo, primeiro, seria respeitado o sigilo da fonte; e, segundo, isso seria um escândalo gigantesco. Na Finlândia, na Dinamarca, na Suécia, na Noruega, os ministros da Suprema Corte vão de bicicleta ou de metrô para o trabalho, e não têm nem residência paga pelo Estado, nem roupa lavada. Eu cheguei a conhecer um ministro do Supremo que lavava e passava a própria roupa, e fazia sua comida – acho que era Néri da Silveira, mas já não estou certo. O certo é que nós não podemos nos acostumar com esse tipo de mordomias e regalias.

Não vou entrar na questão individual, porque eu não conheço todos os detalhes; há inclusive uma informação que procura justificar a busca e apreensão alegando que Raimundo Cutrim teria transferido R$ 100 mil para o jornalista Luís Pablo. Em geral, jornalista recebe a informação e agradece. Se o jornalista levou algum dinheiro, precisa procurar outra coisa para fazer, porque não é mais digno de continuar no jornalismo. Em toda a minha vida de jornalista, só houve uma tentativa de me subornar, que eu narrei no meu livro. Calim Eid ficou com a mão estendida, segurando um maço de dólares, e eu fui embora, obviamente – e publiquei tudo depois, essa tentativa de me dar um presente. Jornalista não aceita presentes.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

MORBIDEZ

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente.

Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

* * *

Coisa mórbida.

Um condenado à morte em seu país que recebeu a maior condecoração brasileira.

Muito estranho mesmo.

COMENTÁRIO DO LEITOR

O SR. ATRASO

Comentário sobre a postagem RANÇOSO??? VIXE!!!

João Francisco:

Rançoso deriva da palavra Ranço, que possui diferentes sinônimos dependendo do contexto de uso.

Para o sentimento de antipatia ou ressentimento, os principais sinônimos são: antipatia, aversão, repulsa, rancor, mágoa, desgosto e repugnância.

No sentido de cheiro ou sabor desagradável (de gorduras ou umidade), os sinônimos incluem: fedorento, mofado, bolor, bafio, raça, ressaibo e azedume.

Para algo antiquado ou ultrapassado, os termos equivalentes são: velharia, arcaísmo, obsoleto, atrasado e retrógrado.

Qualquer uma das formas de interpretação do título da manchete se aplica no tal programa de governo do Sr. Atraso.

DEU NO JORNAL

FALSIDADE

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

* * *

É mesmo.

Ex-presidiário jurar combater crime é coisa mais falsa do que nota de 13 reais.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO