Tem gente que vive de cara emburrada, parecendo ter intestino preso há muitos dias ou um mau hálito que parece afastar gregos e troianos dos seus derredores. E não sabem como minimizar tal nível existencial, sempre buscando se receitar com laxantes dos mais variados procedimentos. Entretanto, quando se encontra um infeliz desse, que faz sofrer gente que o estima, recomenda-se a leitura de páginas bem escritas, inteligentemente idealizadas por talentos dotados de excelente nível de humor.
Nessa área, um dos notáveis pernambucanos por mim admirados chama-se Joca Souza Leão, e seu livro de feitos e fatos intitulado PANO RÁPIDO, editado no Recife-PE pela CEPE-Companhia Editora de Pernambuco em 2011, 120 p, me tem proporcionado elevadas gargalhadas. Crônicas lidas, relidas e sempre gargalhadas sem mínimas reduções.
Desenvolvamos nosso humor, lendo fatos e feitos inteligentes narrados em coletâneas significativas. A releitura deles amplia bastante nosso IdSE – Índice de Serenidade Emocional. O livro do Joca citado, segundo Homero Fonseca, jornalista conceituado, recorda “ histórias reunidas que são um saboroso painel do ethos pernambucano: gostos, costumes e valores de personagens anônimas e famosos. Ao narrá-las com verve e fluidez, Joca faz um registro de sua época, apresentando, mais que episódios engraçados, testemunhos da micro-história cotidiana.”
Satisfazendo o desejo dos leitores deste Jornal sempre antenado com a trajetória do Leão do Norte e vizinhanças, explicito abaixo quatro narrativas do livro do Joca, ensejando o bem-estar dos que se encontram cabisbaixos
1. Andando na Capunga, João Câmara foi atacado e mordido por um rottweiler que acompanhava o vigilante de uma faculdade. Depois de prestar queixa na polícia e fazer exame de corpo delito, Câmara disse a Paulo Sérgio Scarpa, colunista do Jornal do Commercio: – Nunca tive medo de cachorro. Tenho medo é de faculdade que não sabe educar seus cães.
1. O namorado, jornalista, tinha fama de maior mau hálito do Recife; a namorada, atriz, a maior sovaqueira. Diagnóstico: Casal sem olfato.
3. Valério Rodrigues, médico e coronel do asfalto, vereador do Recife por vários mandatos, recebia os eleitores no terraço de casa. “Dr. Valério, eu arranjei um emprego e preciso do exame de fezes”. Valério foi ao gabinete, rabiscou a requisição e entregou ao eleitor. – Não, doutor, preciso das fezes. Se eu fizer com as minhas, não passo.
4. O ex-prefeito Pelópidas Silveira e o engenheiro Maurício Coutinho, os dois já entrados nos oitenta, cruzaram com duas morenaças na Ponte Duarte Coelho.
– Pelópidas, elas deram bola para gente. Vamos lá?
– E se elas toparem?
Guardo com todo cuidado este e os demais livros do Joca Souza Leão. Os únicos antidepressivos que que sempre me recomendo, quando sinto os primeiros sinais. De efeito quase imediato, por boas semanas