“Diminuir pena por uma tecnicalidade é uma coisa completamente diferente de anistia”, disse Luís Roberto Barroso no Roda Viva
Luís Roberto Barroso chega ao término de sua gestão como presidente do Supremo Tribunal Federal. Como já virou “tradição”, Barroso cantou samba na festa de despedida. Talvez o ministro seja um cantor frustrado. Isso seria o de menos. O pior mesmo é que ele provavelmente é um revolucionário frustrado…
Qual a marca que fica de sua presidência? Impossível esquecer sua fala, num convescote de comunistas da UNE: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. O ativismo político, portanto, será sua maior marca deixada. Barroso já confessou seu desejo de “empurrar a história”. Para ele, ser o guardião da Constituição é pouco.
Claro que Barroso não está sozinho nessa. Vários outros ministros assumem postura ativista, incondizente com o papel de juiz da Corte Suprema. Mas Barroso simboliza esta conduta como nenhum outro. Nem mesmo Alexandre de Moraes, chamado de “herói” por Gilmar Mendes, representa tão bem a politização do STF. “Perdeu, mané, não amola”.
Barroso já se gabou de ter enterrado a “PEC do atraso”, referindo-se ao voto impresso. O ministro age como se realmente falasse em nome do povo, fosse a democracia incorporada num indivíduo. Para Tabata Amaral, num evento nos Estados Unidos, disse que o “bem” derrotaria as forças do mal.
Nosso Rousseau de Vassouras não mede esforços para “salvar a democracia”. Ele quer nada menos do que “recivilizar” o país. Barroso deve olhar no espelho e enxergar um grande ser iluminado, cuja missão é resgatar o Brasil das trevas. E certamente não tem um amigo com coragem para lhe tocar a real…
Ele se julga alguém numa cruzada contra a “mentira”, enquanto espalha a mentira de que não há censura no país. “Ó, Liberdade, quantas vítimas feitas em seu nome!” O desabafo de Madame Rolland na Revolução Francesa seria adequado ao nosso Robespierre tupiniquim.
E agora o comando do STF vai para Edson Fachin. Barroso diz que é muita sorte do Brasil. Será? Fachin foi garoto-propaganda de Dilma Rousseff e um simpatizante do MST. Ele também foi o responsável pelo malabarismo que levou à soltura e elegibilidade de Lula. Com uma “sorte” dessas, o país estará totalmente desgraçado em mais dois anos. Mas ao menos “derrotamos o bolsonarismo”…
O perito Eduardo Tagliaferro fala à Subcomissão Especial sobre o Combate à Censura da Câmara dos Deputados, em 24 de setembro
Eduardo Tagliaferro deu seu terceiro depoimento no Congresso Nacional, em uma subcomissão da Câmara dos Deputados. Ele está na Itália, perto de Milão, e falou por videoconferência com aqueles que querem ouvi-lo no Senado e na Câmara. Eu já havia lembrado que ele citou o nome de José Levi do Amaral Júnior, que trabalhou com Paulo Guedes no governo Bolsonaro, e antes disso já tinha trabalhado no Ministério da Justiça, onde conheceu Alexandre de Moraes, que o levou para ser secretário-geral do TSE. Tagliaferro disse que Levi ajudou a fazer os bloqueios, as censuras, mas eu não mencionei outros nomes, que vale a pena conhecer
Gisele Siqueira era secretária de Comunicação, responsável por tratar com os jornalistas, com a imprensa. Ela também sugeria, “Fulano está dizendo isso, isso e isso”, para bloquear, segundo Tagliaferro. Uma secretária de Transportes, Adaíres Aguiar, também passava nomes, dizia “tem de bloquear esse, tem de bloquear aquele”. E um ex-diretor do WhatsApp que está hoje trabalhando com Fernando Haddad, Dario Durigan, também era parte da tropa de dedos-duros. “Dedo-duro”, no tempo do governo militar, era quem dizia: “Olha, esse aí está falando mal do governo”. Fizeram isso no meio artístico e cometeram injustiças terríveis, mas isso é outro assunto.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusou Tagliaferro de quebra de sigilo profissional. Se diz isso, é porque está reconhecendo que tudo o que o perito está contando é verdade, não é mesmo? Eduardo Tagliaferro é mais ou menos como um novo Roberto Jefferson, que se expôs, mas entregou o mensalão, que foi o primeiro grande escândalo do governo Lula, no primeiro mandato.
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“Careca do INSS” falou muito e não explicou nada
A CPMI do roubo dos velhinhos da Previdência finalmente ouviu o “careca do INSS”. Acompanhei tudo e parece que ele não disse muita coisa. Foi negando tudo, disse que ganha um bom dinheiro, que gosta de máquinas, de ostentação, e por isso tem coleção de automóveis. Afirmou que não tem nada a ver com a roubalheira, mas está lá, disseram que há provas de que ele é procurador da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos – um nome comprido que está mais para propaganda de uma associação que levou muito dinheiro, muitos milhões, nessa história toda.
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O tamanho da rede de lavagem de dinheiro do PCC
Agora sabemos que o PCC tem 60 motéis só em São Paulo! No Brasil, “motel” tem um significado diferente. Nos Estados Unidos, o motel (de “motor hotel”) é só um hotel de beira de estrada; nos tempos em que viajei muito dirigindo pelos EUA, ficava sempre em motéis, com a família, porque esses estabelecimentos são familiares. No Brasil é que a palavra virou sinônimo de ponto de encontro. E só em São Paulo o PCC tem 60 desses lugares, uma rede de lavagem de dinheiro. E nem estou falando das distribuidoras e postos de combustíveis. É uma grande facção criminosa, que surgiu porque há gente que compra droga e dá o dinheiro para os bandidos comprarem seus fuzis.
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Chefe da Autoridade Palestina criticou o Hamas em discurso na ONU
Fiquei satisfeito com o discurso do Mahmoud Abbas, a principal autoridade palestina, que falou por vídeo na Assembleia Geral da ONU. Ele se queixou do Hamas, que dominou a Faixa de Gaza quando o poder deveria estar com a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), conforme os acordos que Israel assinou para criar um Estado palestino, passando primeiro por uma fase de transição, com a Autoridade Palestina. Mas Abbas governa apenas algumas partes da Cisjordânia, aquele território que fica a oeste do Rio Jordão – do outro lado está a Jordânia.
Abbas afirmou que “temos de impedir a expansão de Israel”, mas a expansão de Israel só existe por causa do Hamas. Israel está ocupando os lugares de onde o Hamas lança foguetes contra os israelenses todos os dias. Mas Mahmoud Abbas também disse algumas verdades que devem ter deixado muita gente meio sem graça. Condenou o 7 de outubro, aquela barbárie de botar bebês em micro-ondas; e disse que está à disposição de Donald Trump para conversar, mas sem o Hamas, que é um órgão terrorista financiado pelo Irã para extinguir Israel.
O poeta cearense Geraldo Amâncio, um dos maiores nomes da cantoria de improviso da atualidade
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O mundo se encontra bastante avançado A ciência alcança progresso sem soma Na grande pesquisa que fez do genoma Todo o corpo humano já foi mapeado No mapeamento foi tudo contado Oitenta mil genes se podem contar A ciência faz chover e molhar Faz clone de ovelha, faz cópia completa Duvido a ciência fazer um poeta Cantando galope na beira do mar.
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Olho a tela do tempo e me torturo Vejo o filme do meu inconsciente, Meu passado maior que o meu presente Meu presente menor que o meu futuro; Se a velhice é doença eu não me curo, Que os três males que atacam um ancião: São carência, desprezo e solidão, E é difícil escapar dessa trindade; Se eu pudesse comprava a mocidade Nem que fosse pagando a prestação.
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Registrando o passado e o presente, Para tudo o cordel tem sempre espaço: Pra amor, pra política, pra cangaço, Romaria, promessa e penitente, Retirante, romeiro, presidente, Seca, fome, fartura, inundação. Qualquer um que quiser informação, Nele encontra o melhor documentário, O cordel completou um centenário Viajando nas asas do pavão.
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Entre os Dez Mandamentos dos sermões, Respeitar pai e mãe é o primeiro, O defeito de um filho é ser grosseiro; A virtude dos pais é serem bons. Todo filho tem três obrigações: Escutar, respeitar e obedecer; Respeitar pai e mãe é um dever; Esquecer mãe e pai é grosseria, Se não fossem meus pais, eu não teria O direito sagrado de viver.
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Com pintura e poesia Nossa festa está completa; Não tem quase diferença Do pintor para o poeta: Eu trago a imagem abstrata, E ele a imagem concreta.
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Itapetim és a pista De Louro, Otacílio e Dimas Aonde o carro das rimas Obedece ao motorista Que cada página é revista Escrita em diversas cores És do Pajeú das Flores A mais poética cidade Itapetim, faculdade Que diploma cantadores.
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Monteiro berço divino De povo alegre e feliz, De Pinto, de Jansen Filho, De Heleno e de Diniz; O chão que deu quatro estrelas Não foi céu porque não quis.
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Quem não cantar do meu tanto Não acompanha o meu passo, Não tem a força que eu tenho, Quando manejo o meu braço, Não planta a roça que eu planto Nem faz verso que eu faço.
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Na vida de Michael Jackson Eu digo o que aconteceu Não tinha fama arranjou Era pobre enriqueceu Era preto ficou branco Mudou de cor e morreu.
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Eu sei que Jesus do céu me conhece, Gosta do meu verso, dessa propaganda. Se eu peço um repente, o Cristo me manda, Me manda ligeiro, pois lá do céu desce. Depois, na cabeça, o verso aparece, Me desce pra boca pr’eu pronunciar. Inda tem um anjo para me ajudar. E tem uma máquina nesse meu juízo: Não faz outra coisa, só faz improviso Nos dez de galope na beira do mar.
Lisboa. Seguem mais conversas, hoje só com jornalistas e afins, em livro que estou escrevendo (título da coluna).
BARBOSA LIMA SOBRINHO, presidente da Associação Brasileira de Imprensa. Sempre que nos encontrávamos, o diálogo era
– Como vai?, dr. Barbosa.
– Como um velho, meu filho, desejando que todos os órgãos envelheçam ao mesmo tempo.
CARLOS ALBERTO SARDENBERG, jornalista. No Clube dos Ingleses (São Paulo), depois do tênis, os jogadores conversavam. Ele
– O homem precisa de mulher para tudo.
Betina, do grupo, completou
– Até pra ser corno.
DIÁRIO DE IGUAÇU (Paraná). Em 03/05/2016 deu essa manchete, na capa de sua edição,
‒ Gerência de Saúde afirma que não vai faltar vagina.
Calma, leitor amigo; que, segundo a gerência, não vai faltar.
DUDA GUENNES, filósofo. Numa entrevista, sobre Pernambuco (onde nasceu) e o Brasil, declarou que
1. Está poeticamente provado que o Mundo começa em Pernambuco, depois é que principia o resto da Geografia.
2. O Brasil é a melhor de todas as invenções portuguesas, incluindo aí o bacalhau da Noruega.
3. O Brasil é o melhor País do Mundo pra sentir saudade.
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Inauguração do supermercado Pingo Doce, no Rato, pertinho de seu apartamento na Rua da Alegria. Foi cobrir o evento, como jornalista de A Bola, e o diretor do estabelecimento
– O que está a achar?
– Muito bom, porque tem tudo que não preciso.
EVALDO COSTA, jornalista. Clonaram seu celular. E soube disso quando recebeu mensagem, no zap,
– Agora não posso, que acabei de emprestar 50 mil a João Carlos Paes Mendonça.
FERNANDO MENEZES, jornalista. Anotou, em Lisboa, grafite comparando António Salazar com Santo António de Lisboa (e de Pádua)
– Lisboa cidade bela Que dois Antónios disputa Um é o filho da fé O outro… não é.
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Na fila preferencial do Bradesco, esperava sua vez. Até que uma jovem, descabelada e com olhos arregalados, entrou na sua frente com um monte de boletos para pagar. Fernando, educadamente, perguntou
‒ Idosa, vejo que a senhora não é. Por acaso está grávida?
‒ Sim. Estou. Não sei quem é o pai. E, se não me der sua vez, vou causar aqui um escândalo.
Ele, cauteloso, preferiu esperar mais um pouco.
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Praia da Piedade. Conversava, na frente de nossa casa, com o jornalista Garibaldi Sá. Chega um jovem e pergunta
– O senhor é o gordinho que sabe nadar?
– Acho que sou.
– Aquele ali (Menezes) mandou buscar nosso amigo que está morrendo afogado.
Olhei, o rapaz estava bem longe da praia, tinha feito isso já duas vezes antes e sabia qual a técnica. Meia hora depois, afinal, cheguei de volta com o jovem quase morto (mas ainda vivo), depois de beber meio mar. E Fernando, com água na cintura (que nem nadar sabe),
– Agora, deixe comigo.
Pôs os braços do quase afogado no pescoço dele e o arrastou até a areia da praia. Uma pequena multidão bateu palmas. Agradeceu, acenando com as mãos, parecia candidato a prefeito. Corpo no chão fez massagem, braços e pernas, afinal o rapaz reviveu. Levantou e abraçou, comovido, seu salvador. Mais palmas. Após o que Fernando voltou, satisfeito, para o mar (onde permaneci). Ao chegar
– Ainda bem que salvamos uma vida.
– Salvamos?
– Foi. Se não mandasse, você não ia pegar ele.
– Tá certo.
– Melhor de tudo é que o rapaz pediu meu nome e prometeu que, até morrer, iria rezar por mim todas as noites.
– Muito bem, mas por acaso disse que houve mais alguém no salvamento?
– Esqueci. Mas, quando ele rezar, fica implícito que você está incluído.
Pois é.
GERMANO SILVA, jornalista do Porto (Portugal). No Jornal de Notícias, redigiu matéria de homem esfaqueado por dama que atuava na Rua do Souto, famosa por suas casas de meretrício. Pediu na redação, para ilustrar a matéria, uma foto qualquer da responsável por aquela tentativa de assassinato. Assim se deu. E nem se preocupou em conferir. Dia seguinte foi publicada, tal foto, com essa dedicatória
‒ Ao querido Alfredo, que tanto me consolou da cinta para baixo.
IMPRENSA PORTUGUESA. Algumas manchetes estranhas, só uns poucos exemplos
No Jornal de Notícias
‒ Carro capota com quatro pessoas e uma mulher.
‒ Morreram 430 mortos nas estradas portuguesas.
Legendas na televisão CMTV
‒ Acidente na A1, três viaturas feridas.
‒ Dois mortos em fuga.
Na CMTV, essa notícia
– “Português em Braga engravidou a esposa e a sogra”.
Comentário, na matéria, de um telespectador
– Foda-se!!! Ele agora vai ser pai, avô, marido, genro e sogro!
Também nela, para encerrar, esse comentário
– Portugueses, a pedidos de muitas famílias preocupadas, decidem estender a lista de palavrões oficialmente proibidos, passando a incluir: breca, caga-foices, caraças, coa, credo, cruzes, cuncatano, fónix, macacos me mordam, raios e coriscos, trambelóquio, Naturalmente essas regras não se aplicam ao Norte do país, onde podem continuar a dizer que caralho vos apetecer.
JORNAL DO COMMERCIOdo Rio de Janeiro, edição de 18/03/1931, pág. 4. Num tempo em que falsear a verdade valia dinheiro
‒ Fugiu no dia 17 do corrente, da chácara da Barreira, no caminho da Glória, ao pé do chafariz, um molecote de nação monjolo, por nome Digue, acostumado a vender quitanda da chácara; é espigado, magro, anda ordinariamente com a boca aberta e mostra os dentes, que são grandes e muito brancos; é muito ladino, fala e mente perfeitamente.
JOSÉ NÊUMANNE PINTO, jornalista, do Penn Club. Chegou para conversar com o paraibano (como ele) José Amer… Aqui um problema, que todos se referem a esse grande escritor apenas como Zé 3 Pancadas, dado que pronunciar seu nome completo é prenúncio de catástrofe. Toda gente conhece a praga. Se o amigo leitor ainda não sabe de quem se trata basta procurar, na internet, o autor de A bagaceira. Nêumanne
‒ Como nasceu essa relação entre você e o azar?
‒ Acho até graça. O avião caiu no mar e eu já quase cego, e aleijado, fiquei sentadinho na asa. Enquanto Antenor Navarro, campeão de natação, afundou (na verdade nadou, na direção contrária à praia, sem que seu corpo tenha sido jamais encontrado). E o povo diz, ainda, que sou azarado…
‒ Não, Zé, dizem que você dá é azar aos outros.
‒ Aí pode ser.
MARIA LUIZA BORGES, jornalista. No Vaticano, sala Paulo VI, ela e a mãe, a grande Marieta Borges (em sua cadeira de rodas). Para ver Francisco. Um funcionário da Cúria informou que os cadeirantes iriam para a primeira fila. Seus acompanhantes receberiam laços vermelhos e ficariam de lado. Dando-se que o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco apossou-se da cadeira de Marieta e disparou, até a frente, na esperança de bater foto com o Papa. Foi quando Maria Luiza saiu desesperada correndo atrás dele, aos berros,
– Devolva minha mãe!, devolva minha mãe!!
Condessa MAURINA DUNSHEE DE ABRANCHES PEREIRA CARNEIRO, dona do Jornal do Brasil (depois da morte do marido, em 1954, o conde papal pernambucano Ernesto Pereira Carneiro). No Campo das Princesas o comendador Jordão Emerenciano, secretário do Governo (Cordeiro de Farias), tentava adular a grande dama da imprensa brasileira. Quase um tonel e horrorosa, bom lembrar. Com aquela voz dele, bem fininha, começou
‒ Que fazeis, divina Condessa, para manter tanta formosura?
Ela, irada com o que considerou fosse gozação, não contemporizou
‒ Três coisas, senhor comendador: beber todo uísque do mundo, não deixar merda azedar e manter escovado o bucetão.
Perdão, amigo leitor, mas foram precisamente essas as palavras – a partir do depoimento de muitos que presenciaram a cena.
NELSON CUNHA, jornalista. Na praia, foi testemunha da cena. Criança, com mais ou menos cinco anos, pergunta a um salva-vidas
– O senhor não viu por aí uma mulher gorda sem uma menina como eu de lado?
OLBIANO SILVEIRA, jornalista e editor. Seu avô, Vicente Januário, tinha uma bodega na periferia de Mossoró (RGN), especializada em fumo de rolo. Certo dia chegou por lá dona Etelvina, cliente antiga,
– Seu Vicente, o sinhô tem fumo dos forte?
O velho entregou um pedacinho para ela provar
– Descurpe, tem mais forte?
Outro
Só que, depois de mastigar, soltou um pum daqueles históricos, monumentais. Como se não fosse a responsável, continuou