DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

RODRIGO CONSTANTINO

LULA QUER O CAOS

Brasil responde aos EUA e nega práticas desleais de comércio

Lula e Trump conversaram brevemente durante a abertura da Assembleia da ONU

Ao ver a reação da esquerda ao comentário feito por Donald Trump, de que rolou uma “química” entre ele e Lula nos vinte segundos em que se abraçaram, lembrei imediatamente da cena final do filme O advogado do Diabo, em que Al Pacino, o Diabo, diz: “Vaidade, o meu pecado favorito”.

Aqueles que consideram Trump um “nazista” deixaram seu complexo de vira-latas falar mais alto e ficaram “derretidos” com esse “elogio” do presidente americano, ignorando que Trump já elogiou até Putin e Kim Jong-un. O presidente americano sabe que a vaidade é barata, e a utiliza como ferramenta de negociação.

Toda a essência da fala de Trump foi contra a postura brasileira hoje. Trump foi claro ao afirmar que o país vai mal, e que só tem salvação se voltar a se aproximar dos valores ocidentais. O presidente americano também detonou a agenda climática, expondo a hipocrisia de seus arautos, enquanto Lula depositou suas fichas no evento da COP 30.

Trump falou dos terroristas, dos narcoestados, enquanto Lula saiu em defesa de Cuba, da Venezuela e fez questão de traçar uma linha dividindo criminalidade de terrorismo, para poupar o PCC de ações militares americanas, como temos visto no caso de Maduro. Trump ainda denunciou com todas as letras a instrumentalização da Justiça para perseguir opositores políticos.

Não obstante o abismo que separou a fala de ambos, a esquerda petista considerou uma grande vitória o fato de Trump ter “acenado” a Lula e dito que ambos marcaram um encontro para a próxima semana – para espanto do próprio Lula. Não demorou muito e o petista já arrumou uma desculpa para fugir.

Nas redes sociais, a hashtag LulaArregou ganhou volume. Lula foi pego na mentira também, pois afirmara que não tinha conseguido marcar uma conversa com Trump. No fundo, Lula sabe que seria humilhado num encontro público, como foi o presidente da África do Sul.

Daí a desculpa esfarrapada de que possui agenda muito ocupada. O que pode ser mais prioritário do que encontrar o presidente mais poderoso do mundo que meteu tarifas nos produtos brasileiros? Claro que não é uma questão de agenda…

O senador Marcio Bittar resumiu bem: “Lula não ‘arregou’. Ele fugiu da negociação com Trump de propósito. O plano é claro: ele QUER as sanções, ele QUER as tarifas. Para o PT, quanto pior para o Brasil, melhor para o projeto de poder deles. Precisam de um inimigo externo para culpar pela crise que eles mesmos criaram.”

Eis o ponto. Lula quer o caos. Os abutres vivem da carniça alheia. Por isso as sanções individuais contra ministros supremos e seus cúmplices parecem um caminho bem melhor do que o tarifaço nos produtos brasileiros. Que o governo americano siga nesta toada, pois ainda há muita gente a ser sancionada…

DEU NO X

DEU NO JORNAL

DENTRO DO PADRÃO

A fatura total ainda não está fechada, mas a passagem de Lula (PT), Janja e sua comitiva por Nova York, sob pretexto de participarem da Assembleia Geral da ONU, já impôs ao pagador de impostos a salgada fatura que supera os R$ 3,2 milhões.

Esse gasto, para bancar dois dias de Lula nos Estados Unidos, é só para custear o belíssimo hotel da comitiva, para além da frota de limusines igualmente luxuosas usada para os aspones zanzarem por aí. Tudo, é claro, por nossa conta.

Parte da turma de Lula escolheu o estrelado Grand Hyatt New York para desfrutar o passeio aos EUA. Mais de R$ 1,7 milhão só em pernoites.

Alguns quartos ainda estavam disponíveis nesta quarta-feira (24).

Há diárias que superam os R$ 21,8 mil.

Sempre optando pela opulência por onde passa mundo afora, a comitiva de Lula torrou sem piedade R$ 1,5 milhão no aluguel de carrões.

Só o cafezinho petista custou R$ 16,1 mil.

Para alugar impressoras e mesinhas para “escritório de apoio”, lá se foram mais R$ 13,4 mil.

* * *

Como sempre acontece nas recrativas viagens luleiras, tá tudo dentro dos conformes.

Não há novidades nos absurdos relacionados nessa nota aí de cima: a Primeira Cuidadora, Madame Esbanjaja, nunca decepciona.

Paguemos e não bufemos. 

Apenas peidemos. Completamente emputiferados.

E aguardemos a próxima excursão turística do casal presidencialesco banânico.

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A ERA DOS FALSOS IDEAIS

Guilherme Fiuza

Rio de Janeiro, 21/09/25 – “Manifestantes” protestam contra a PEC da Blindagem e PL da Anistia na orla de Copacabana

A semana começou com discussões e análises sobre o que foram as manifestações da “esquerda” no domingo. Vamos observar o caso do Rio de Janeiro, onde as manifestações ocorreram em torno de um show na praia de Copacabana. É possível classificar isso como um ato “esquerdista”?

Os que se acostumaram (com razão) a identificar na “esquerda” um cardápio com os piores predicados da política dirão que sim: o ato em Copacabana foi “esquerdista”: defesa do autoritarismo disfarçado de democracia, complacência com políticos corruptos, vista grossa para aliados ditatoriais etc. O cardápio associado por muitos ao conceito de “esquerda” estava todo lá.

O problema é que, para muita gente de boa-fé (muita mesmo), “esquerda” quer dizer outra coisa. É tudo muito vago e superficial nesse terreno conceitual-ideológico, mas, como ele é cada vez mais dominante, é preciso tratá-lo. E notar que muitos entendem “esquerda” como os que combatem a “direita”. Ponto. (Sim, é sofrível, tacanho, primário… mas é fato.)

E o que é a “direita”, nesse enredo precário, mas muito disseminado? “Direita” é a propensão autoritária, a tentação antidemocrática. Não perca seu tempo dizendo que não é; poupe seu tempo constatando que o senso comum não é o que parece mais claro e razoável. Ele é o que é.

Para milhões de pessoas que não são “esquerdopatas” ou a “esquerdalha” — ou seja, pessoas comuns sem militância — a ideia de “direita” está associada a autoritarismos como o do AI-5 ou a regimes totalitários, como o de Benito Mussolini. Você pode discordar frontalmente dessas conexões. Só não pode decidir que elas não estão presentes em parte da opinião pública — repetindo: não aquela parte comprometida com esse discurso.

E por que esse tipo de associação entre “direita” e autoritarismo existe entre pessoas comuns, portanto insuspeitas? Porque aparece dessa forma em livros, em registros históricos e jornalísticos, filmes etc., e não só nos mais desonestos. Resumindo: os conceitos de “direita” e “esquerda” são, no mínimo, problemáticos como demarcação de identidade política — pelo simples fato de que são entendidos de formas variadas pela população.

Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque convocaram as manifestações em Copacabana contra a “PEC da bandidagem”. O Brasil conviveu muitos anos com a bandidagem do Petrolão, e hoje convive com a reabilitação dos condenados nesse escândalo. Não houve show de música contra a maior roubalheira da história, nem há show marcado contra o escândalo bilionário do INSS que vitimou os brasileiros mais vulneráveis. Há algum concerto previsto contra a brutalidade de Maduro e suas conexões brasileiras? Não. Os shows são e serão todos contra “a direita” — com os pretextos que estiverem à mão.

No dia em que o Brasil se libertar desse Fla-Flu conceitual, os hipócritas estarão nus. Para isso, basta começar a chamar as coisas pelos seus nomes. Vão aqui algumas dicas: corrupção se chama corrupção; censura se chama censura; abuso de poder se chama abuso de poder; violência se chama violência; liberdade se chama liberdade.

Quando os oportunistas sem causa não tiverem mais um nome esperto para dar ao seu inimigo imaginário, vai ficar bem mais difícil defender o indefensável com ar revolucionário.

DEU NO X