DEU NO X

DEU NO X

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

LUA ADVERSA – Cecília Meireles

Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (1901-1964)

DEU NO JORNAL

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PESSOAS

A notificação do governo dos EUA aos bancos brasileiros, sobre as sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, faz prever que essas medidas podem ser estendidas a outras pessoas.

* * *

Chupicleide, secretária desta gazeta escrota, ficou muito preocupada.

Ela está temerosa de ser enquadrada no que a nota aí de cima chama de “outras pessoas”.

Ô sujeitinha metida a besta!!!

DEU NO X

A FARSA DA “TENTATIVA DE GOLPE”

Leandro Ruschel

A lei brasileira define como crime: “Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”, conforme redação do art. 359-L do Código Penal.

Já a “tentativa” é tratada pela regra geral do art. 14, II, do Código Penal:

“Diz-se o crime tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.”

Ou seja, para acusar o ex-presidente e seu círculo desse crime, seria indispensável demonstrar o emprego de violência ou grave ameaça. Eis a razão da tentativa desesperada de vinculá-lo aos atos de 8 de janeiro.

Após uma devassa sem precedentes, não foi encontrada NENHUMA conexão de Bolsonaro com a manifestação que descambou para vandalismo.

Restou, então, aos seus algozes chamar de “tentativa de golpe” meras conversas e avaliações jurídicas sobre como questionar LEGALMENTE o processo eleitoral. Só há um problema: tentativa exige atos de execução, como, por exemplo, invadir armado a sede de um Poder e impedir suas autoridades de exercer suas funções.

No caso de Bolsonaro, não se pode falar nem em cogitação punível. A chamada “minuta do golpe” previa um estado de sítio — instituto previsto na Constituição, cuja decretação depende de autorização do Congresso. Mesmo admitindo, em hipótese, que tal minuta fosse um esboço de cogitação criminosa, a cogitação não é punida pelo ordenamento jurídico brasileiro.

Assim, torna-se mais uma vez EVIDENTE que estamos diante de um show trial: o clímax de um processo de censura e perseguição política brutal que tomou conta do Brasil nos últimos anos, marcado pela sistemática violação de direitos fundamentais.

O objetivo não é fazer justiça, mas acabar com um movimento político considerado indesejável pelo establishment.

ALEXANDRE GARCIA

ACUSADOR DISFARÇADO DE JUIZ

Não sei se vocês estão acompanhando o julgamento no Supremo. Eu não estou; como já sei o resultado – aliás, todos sabem –, não vou ficar vendo o teatrinho e perder tempo, porque tenho muita coisa importante para fazer durante o dia. Mas nota-se que Alexandre de Moraes não é um juiz. Um juiz é imparcial, não odeia ninguém, não tem raiva de ninguém, não quer vingança. Um juiz não é vítima; ele está acima disso, e por isso se diz que a Justiça é cega. A Justiça é movida pelo Ministério Público, por exemplo; não toma iniciativa de nada. E ela pesa os dois lados. Mas Moraes é promotor público de carreira, e não consegue abandonar essa natureza. Ele é acusador, tão acusador quanto Paulo Gonet, que é o procurador-geral da República. O relatório de Moraes não passa de um libelo de acusação, não é uma apresentação de um caso para o voto dos demais.

Quando fizerem uma reforma da Constituição, precisam parar de mandar procurador, promotor e advogado para o Supremo. Que o STF seja o ponto máximo da carreira de juiz de Direito; ele começa na primeira instância, depois se torna desembargador, vai para um tribunal superior. O Superior Tribunal de Justiça tem 33 ministros; basta pegar um terço, o melhor terço, e mandar para o Supremo, que tem 11 membros, e aí está resolvido. A natureza do juiz é ficar distante do caso. Não pode odiar ou amar o réu, não pode ter nenhum vínculo. Aliás, o juiz não pode ter vínculo com mulher, filho, sobrinho, neto, bisneto, que trabalhe em escritório de advocacia que tenha casos no próprio tribunal. Mas isso está acontecendo aqui no Brasil, para vergonha nossa e daqueles que ainda acreditam na ética e na moral. É tudo feito na nossa cara, e vamos aceitando, vamos nos familiarizando com isso, e achando que é normal. Não é: isso é anormal, é uma aberração, é imoral.

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Ministros aprontam, mas não querem que a população cobre deles por seus atos

A consequência disso tudo é que os ministros do STF não podem sair à rua, porque eles são xingados pelas pessoas. Mas eles são servidores do público, são pessoas públicas, e uma pessoa pública tem de se expor a isso. O próprio Moraes já disse uma vez: “Se não quiser ser xingado, ironizado, gozado, não entre na vida pública, fique em casa e tenha atividades privadas”. Quem se torna servidor público, como é um ministro do Supremo, é sustentado, mora de graça, recebe o mais alto salário do Estado brasileiro, bancado pelos impostos das pessoas. Então, tem de ouvir, como aconteceu com o ministro Flávio Dino, que pegou um voo comercial de São Luís para Brasília na segunda-feira e foi xingado no avião. Essa é a consequência.

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Denúncias de Eduardo Tagliaferro são escandalosas, mas ainda há jornais escondendo tudo

O Estadão noticiou as denúncias de Eduardo Tagliaferro, mas eu vi que muitos jornais brasileiros simplesmente se omitiram. Vocês acham que um jornal que esconde informações merece ser lido por vocês? Merece que vocês paguem a assinatura? Não merece. E o que Tagliaferro conta sobre essa Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação dentro do Tribunal Superior Eleitoral é escandaloso, as ligações com o Supremo através do ministro Moraes. A comissão do Senado que recebeu esse depoimento está oficiando ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, pedindo providências. O que o Supremo vai fazer diante disso? Ali há vários indícios gravíssimos de fraude processual: invenções, até mesmo inversões de datas – primeiro faz-se a busca e depois, se ela rendeu alguma coisa, com base no que rendeu, faz-se uma falsa autorização de busca com data anterior. Querem pegar Fulano, então vão procurar um motivo. Na União Soviética, isso era costumeiro. Nós não podemos permitir que o Brasil vire uma União Soviética, uma Venezuela, uma Cuba, uma Nicarágua, uma China, uma Coreia do Norte.