What dance is this? pic.twitter.com/vxAgBrsq6f
— RadioGenoa (@RadioGenoa) September 28, 2025
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Olá Mestre Berto!
Gostaria de propor ao outro mestre – Peninha – a possibilidade de uma semana dedicada ao grande Eliomar Figueira de Mello – catingueiro menos reconhecido – mas muito cantado por quem realmente gosta de boa música, enredo e folclore positivo.
Tenho material dele, se necessário.
Tantas coisas belas ele produziu, merece homenagem…
Se Berto pedir, creio que Peninha vai fazer….
Afinal ele é um doce de pessoa, que embora de longe considero amigo…
Abraço… inté!
R. Meu caro amigo e leitor fubânico:
Encaminhei sua sugestão pro nosso magnífico Peninha, o colunista que abre diariamente a edição desta gazeta.
E ele me respondeu com essa mensagem:
Responda pro Zé Alves que na semana que começa em 6 de outubro farei essa homenagem, ok?!
Tá vendo como as coisas funcionam aqui???
Na hora feito caldo-de-cana.
É peibufo!!!
Parlamentares da CPMI do INSS percebem “dedo do governo Lula” na mudança de atitude de veículos de comunicação que passaram praticamente a ignorar a investigação do roubo aos aposentados.
* * *
A expressão “dedo do governo Lula”, contida nessa nota aí de cima, deve ser dedo no bolso.
Pra catar uns trocados do dinheiro público e presentear os chamados “veículos de comunicação”.
Ficam caladinhos, caladinhos perante a zorra instalada neste país.
É pena que não sobre nem uns trocadinhos aqui pra essa gazeta escrota…
Minh’alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!
Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!…
Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!… Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto…
Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)
Encontrei um velho amigo – nem vou dizer o nome dele, que não via desde o século passado, e ele me confidenciou seu estado atual, como que desabafando. Ainda bem que comigo é completamente diferente. Meu único problema é ser mentiroso:
Da rede, levei três quedas
Acordei, rabo no chão
Na rua, duas topadas
Foi-se a unha do dedão
A pressão nos dezenove
Nem Captopril resolve
O bater do coração
Dor de dente, não mais tenho
Porque dentes já não há
Já deixei de comprar pente
Nada há pra pentear
Na farmácia, todo mês
Compro uns quatro pinci-nez
Que é pra poder enxergar
O joelho reclamando
A glicose disparada
O bucho num ronca-ronca
U’a peidaria danada
E o maior esquecimento
Um branco no pensamento
Sem se alembrar mais de nada
Saí com u’a novinha
Que a qualquer um satisfaz
Sabe tudo de carinho
Basta um ‘tiquinho’ de gás
Só que eu, na hora agá
Quando quis funcionar
Esqueci cumé que faz …
Inda bem que o intestino
Funciona bem danado
Todo dias às 8 horas
Obro muito, um bocado
Quando acordo às 8 e meia
A desgraceira é feia,
Eu já tô todo cagado…
O substituto de Celso Sabino no governo Lula será o terceiro ministro do Turismo do atual governo Lula.
A primeira ocupante do cargo foi Daniela do Waguinho, que rodou em julho (2023), em meio a escândalo.
* * *
A expressão “em meio a escândalo”, que fecha essa nota aí de cima, resume tudo.
É um retrato perfeito da gunvernança petêlha nesta infeliz republiqueta banânica.
Tem jeito não…

Paulinho da Força, relator do Projeto da Anistia, convertido em Projeto da Dosimetria
Dosimetria parece que foi o sonho de uma noite de verão. Hugo Mota, como alter ego de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nomeou um relator que parecia um fantoche. Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que em momentos de autonomia foi à casa de Michel Temer com Aécio Neves. E conseguir um lugar no noticiário parece que agora não está dando certo.
O fato é tem gente que não gostou desse movimento autônomo do relator, não vai ter voto para isso. Eduardo Bolsonaro chamou atenção. Olha, a urgência com 311 votos entre 513 deputados foi para anistia, não foi para o dosímetro. Então, não vai dar certo.
Além disso, eu fiz uma pesquisa lá no site do STF e encontrei a postagem do dia 29 de abril de 2010, de Gilmar Mendes, reconhecendo que é atribuição privativa do Congresso Nacional, de caráter eminente político, a concessão da anistia, prevista no artigo 48, inciso oitavo da Constituição.
Era num voto de uma ação de descumprimento de preceito fundamental número 153, que pretendia revisar a anistia de 1979. O supremo Gilmar Mendes disse, não posso revisar. Não tem poderes para isso, o poder é do Congresso.
O Supremo – chamou ele a atenção – até já reconheceu que o Congresso pode conceder anistia até mesmo para os seus deputados e senadores. Autoanistia. Quem quiser procurar no site do Supremo, está lá. Muito importante isso.
* * *
Deputada calunia Lula? A Constituição protege as palavras dos parlamentares
Falar em Supremo, tem deputados do PT contra a deputada catarinense Júlia Zanatta (PL-SC). Ela foi acusada de calúnia contra Lula. Não importa o que ela tenha dito contra Lula. O fato é que o artigo 53 da Constituição, vou cansar de repetir aqui, vou gastar língua repetindo, está escrito: deputados e senadores são invioláveis, civis e penalmente por quaisquer palavras. Ponto final.
Então, vez por outra, surge uma relativização nisso. Não é relativo, é absoluto. Tem um ponto, não tem uma oração seguinte com um “porém”, um “mas”, um “salvo”, não tem. Não tem nada restritivo depois disso. Só para a gente lembrar.
Achei divertido em Santa Catarina um sujeito, que teria feito queixa de bullying dos cabelos. Ele registrou um boletim de ocorrência, quase chorando, ele de cabelo branco, cabelo grisalho. Eu disse: “parece que pegou o complexo de Peter Pan”.
Nos homens, muitos homens hoje, o sujeito recusa a maturidade, parece criancinha de escola que está se queixando: “professora, fulano, disse que eu sou feio”. É uma fragilidade que foge à responsabilidade, à maturidade. Fazem adultização para fins sexuais, não fazem para fins de responsabilidade.
* * *
O óbvio: terrorismo é crime hediondo. Qual parlamentar será contra esse projeto
Tem um projeto de lei incluindo em crimes hediondos o terrorismo, quer dizer, pegando o terrorismo e incluindo em terrorismo, que está nos crimes hediondos, as facções criminosas, que a gente chama de facção, na verdade quadrilha. Bandos criminosos, como o PCC, e está lá.
Agora eu acho que todo brasileiro deve ficar de olho para saber quem vai votar a favor de uma facção criminosa, impedindo que seja considerada uma instituição terrorista.
E só para encerrar, a presidente do PSOL, Paula Coradi, perdeu o visto para os Estados Unidos. Eu fico pensando o que alguém do PSOL vai querer fazer nos Estados Unidos. Ir à Wall Street? Certamente não. Investir na Bolsa? Certamente não. Eles são contra o capitalismo? Eu fico pensando. Até nem sei se foi mesmo uma decisão política isso aqui ou se foi alguma coisa técnica que não foi obedecida. Mas, enfim, ir ao paraíso imperial capitalista é uma contradição.
Vocês se alembram-se dela, a grande intelequitual esquerdóide que bradou “Eu odeio a classe média”?
E que fez essa declaração de ódio ao lado do seu ídolo Lula, o Descondenado que se tornou o maior mentiroso da Republiqueta Banânica?
Vamos relembrar:
Pois vejam só a matéria que foi publicada na Gazeta do Povo, abordando uma entrevista que a odiadora Marilena excretou hoje, domingo, na Folha de S.Paulo.
A reportagem está transcrita na íntegra logo a seguir.
* * *
MARILENA CHAUÍ REAFIRMA ÓDIO À CLASSE MÉDIA, COMPARA TRUMP A CALÍGULA E CRITICA IDENTITARISMO

“Odeio a classe média até o fim dos meus dias”, disse Marilena Chauí em entrevista à Folha
A professora de filosofia da USP Marilena Chauí reafirmou, em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste domingo (28), seu ódio à classe média. “Ah, sim, com todas as minhas forças. Eu odeio a classe média até o fim dos meus dias”, disse a intelectual de esquerda, repetindo a frase dita em maio de 2013, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante lançamento de livro sobre os governos do PT.
Na entrevista, Chauí, de 84 anos e cuja aposentadoria bruta é de R$ 40.962,82 por mês segundo o site de transparência da USP, explicou que a sociedade capitalista tem “duas classes fundamentais”: a trabalhadora e a burguesia. Na visão da professora, enquanto a burguesia explora a classe trabalhadora, a classe média “funciona oprimindo os dominados e festejando e bajulando os dominantes”.
Isso acontece, segundo ela, porque a classe média sonha em se tornar burguesa, mas tem como pesadelo cair na classe trabalhadora. “Por isso ela é odiosa. Ela é o cimento ideológico que garante que essa sociedade fique como está”, afirmou.
Chauí disse na entrevista ser “muito conservadora” no modo de ser marxista, que segundo ela, é “pra valer”. “Eu conservo a ideia de que, sem a determinação econômica e a compreensão de como a sociedade se estrutura em classes antagônicas, não dá para fazer nada”.
Para ela, o neoliberalismo “fragmentou a economia, dispersou o solo em que a consciência de classe se realizava” e “conseguiu apagar a dimensão econômica do conflito”. Diz que, além de fragmentar a classe trabalhadora, o neoliberalismo é “totalitário” porque teria tornado idênticas todas as formas das relações sociais, fazendo com que a escola, o hospital, o indivíduo, a igreja funcionem como empresas.
Marilena Chauí afirma que o identitarismo também fragmenta a sociedade. “E na fragmentação você não consegue formar uma totalidade política e se torna muito vulnerável à extrema direita, que é onde a totalidade se forma”, diz a professora. Essa “extrema direita”, segundo ela, traz de volta a presença do Estado na sociedade.
“A percepção que a esquerda tem é de uma desagregação do social, que por isso precisa do Estado forte para reintegrar tudo. E há uma nova direita e uma extrema direita que usam símbolos nacionais, que miram o Estado nacional e a posse dos instrumentos estatais, ao mesmo tempo em que dão uma resposta ideológica ao desamparo que o neoliberalismo traz.”
Na entrevista, Marilena Chauí ainda comparou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos imperadores romanos Calígula e Caracala. “Do mesmo modo que, no fim do Império Romano, você teve figuras como Calígula e Caracala, que nos EUA você tem Trump, ou seja, um desmando no nível da sua própria personalidade, do tipo eu quero, eu posso, eu faço”.