PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

DO MEU TEMPO… – Olegário Mariano

Quando eu era menino e tinha cheia
A alma de sonhos bons e, fugidio,
Como a abelha que voa da colmeia,
Andava a errar no canavial bravio;

Quando em noites de junho o luar macio
Punha um lençol de rendas sobre a areia,
Tiritava de medo ouvindo o pio
Da coruja mais lúgubre da aldeia.

Feliz! Bendita essa primeira idade!
Andava como quem anda sonhando
De olhos abertos, com a felicidade.

Dormia tarde e enquanto eu não dormia,
Mamãe rezava o padre-nosso e quando
Me mandava rezar, eu não sabia.

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, Recife-PE, (1889-1958)

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

TRANSTORNO

Comentário sobre a postagem CHARLIE KIRK: MÁRTIR DA LIBERDADE

Otoya Yamaguchi:

Esquerda nunca foi partido ou corrente política.

É melhor sintetizada como ESQUERDALHA (esquerda com tralha ou esquerda com canalha).

É um transtorno de personalidade – contagioso, maléfico, satânico – e ligado a tudo que tem de pior no mundo.

Esse transtorno é intermediário entre a sociopatia e a psicopatia.

DEU NO JORNAL

LADROAGEM RELOJOEIRA

Para se ter noção do tamanho do esquema do INSS, a operação da PF ordenada pelo ministro do STF André Mendonça apreendeu, além de réplica da McLaren de Ayrton Senna, um relógio da marca de ultra luxo Richard Mille que, se genuíno, vale mais de R$ 8 milhões.

Somente alguns poucos relógios encontrados pela PF na operação contra a roubalheira no INSS, sexta (12), valem dezenas de milhões de reais, com marcas como Richard Mille, Patek Philippe, Rolex etc.

* * *

Uma ladroagem relojoeira de altíssimo padrão.

É milhão que só a porra.

Cabe a pergunta:

Roubar o INSS é golpe comum ou é golpe de Estado?

ALEXANDRE GARCIA

CPMI DO INSS PODE SER MAIOR QUE A LAVA JATO E O MENSALÃO

Senadores e deputados abrem trabralhos da CPMI do INSS.

Senadores e deputados abrem trabralhos da CPMI do INSS

Confirmado: ocorre nesta segunda-feira (15) um grande depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que apura o desvio de bilhões de reais e teria atingido milhões de idosos e até crianças com doenças graves, beneficiários da Previdência. Vai depor o careca do INSS, o Antônio Carlos Camilo Antunes.

Consta que ele concordou em depor porque quer se defender. Então, ele vai ter que contar. E a gente sabe que ele não é funcionário da Previdência nem do governo. Obviamente, para fazer tudo o que fez ao lado de seu sócio, Maurício Camisote – já preso -, era necessária a contrapartida dentro do governo. Não tem como alguém achar que alguém de fora fez tudo, sem contrapartida dentro do governo, sem dividir o dinheiro.

E teve muito dinheiro envolvido, porque foram apreendidos, segundo informações, carros de luxo: um Bentley e uma Ferrari. É bom a gente lembrar que a Polícia Federal estava investigando o caso e o ministro Dias Toffoli pediu todos os inquéritos, não sei a troco de quê. Ele não era o relator. O Procurador-Geral da República reagiu: “Opa, peraí. Queremos um relator para tocar isso”. Houve sorteio e o caso foi para as mãos do ministro André Mendonça, e aí o processo passou a andar. Já são dois presos e um advogado com pedido de prisão negado pelo ministro Mendonça.

O processo avançou e agora há um prato cheio de investigações. A Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos é apontada como principal beneficiária, mas há muita gente envolvida. Vamos esperar. Este pode ser um grande momento. Vejo algo maior que a Lava Jato, maior que o Mensalão. Aliás, falando em Mensalão, o careca do INSS lembra Marcos Valério, até no perfil físico. Ele parece ser apenas um eixo, mas muita gente ainda deve aparecer.

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Lula elogia Supremo no NY Times

O presidente Lula publicou um artigo de opinião no jornal New York Times neste domingo (14). Ele elogiou o Supremo por condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, orquestrou uma tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

Lula disse no texto que está orgulhoso do Supremo. Criticou Trump afirmando que está usando tarifa e a Lei Magnitsky para buscar impunidade de Bolsonaro. Continuou defendendo o Supremo, dizendo que a justiça não é “caça às bruxas”, nem está perseguindo as big techs americanas. E depois disse que é desonesto chamar regulação de redes de censura. Então eu vou ser desonesto agora: eu digo que querem regular as redes para fazer censura política, porque já existem os meios de combater discurso de ódio, pornografia, agressão a crianças e adolescentes. O Estatuto da Criança e da Adolescente, o Código Penal, está tudo lá, é só aplicar. Não precisa fazer censura, porque, aliás, a censura é proibida pela Constituição. É impossível pela Constituição, a menos que esta seja desrespeitada.

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Movidos pelo ódio

Uma outra questão que eu queria comentar é o caso daqueles que festejaram o tiro, que era para ser na cabeça, mas pegou no pescoço, do Charlie Kirk, um religioso, pai de família, pai de duas filhinhas.

Eu me pergunto, pergunto a vocês: quem festeja um crime de violência? Não é igualzinho ao assassino? É movido pelo mesmo ódio, pelas mesmas emoções, os mesmos sentimentos do assassino. É isso que precisamos considerar com tristeza. Mas esse ódio vem sendo pregado há muito tempo. Lembrem-se de Marilena Chaui gritando: “eu odeio a classe média”. Ou de Mauro Iasi, no encontro do PT, citando Bertolt Brecht, dramaturgo comunista, ao dizer: “uma boa espingarda, uma boa bala para botar esse fascista no paredão, uma boa pá para fazer uma boa cova para ele”. Esses são exemplos da pregação de ódio repetida por anos e anos.

O ódio que a gente vê nas universidades não é só com o advogado Jeffrey Chiquini. Qualquer aluno que entre em uma universidade federal com uma camisa de outra cor que não seja o vermelho vai sofrer esse ódio. Põe o verde e amarelo para ver o que acontece. Põe a camisa da seleção que é expulso. É o ódio que é pregado. O ódio é o oposto do principal mandamento do cristianismo, que faz parte da nossa cultura judaico-cristã, que é o amor. O ódio é o oposto.

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

ACOMPANHAMENTO

Enquanto os Estados Unidos afundam sem choro nem vela navios de tráfico de drogas venezuelanos, no Brasil aviões traficantes são só “acompanhados”.

Na quarta (10), isso rendeu fuga do piloto traficante.

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Em Banânia os aviões do tráfico são só “acompanhados”.

Esse “acompanhamento” deve ser por conta da esperança que os “acompanhadores” tem de dar um cheiradinha no pó.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

XICO COM X, BIZERRA COM I

FLORESTA PERIGOSA

Uma “fabulinha” nem um pouco fabulosa

Era uma vez um lobo mau, que ‘governava’ uma floresta tão imensa e bela quanto triste. O lobo, só do mal sabia: fazia tudo errado. Mulheres, se bonitas, as comia. As feias não lhe mereciam o estupro. Não podia ver ‘chapeuzinhos’ de catorze anos numa esquina que pintava um clima … No tempo da pandemia o tal lobo sorria, zombava da ‘gripezinha’. Só pensava na propina, ou na ‘rachadinha’, ele, seus lobinhos e até dona loba, também de antecedentes pouco recomendáveis . Só escapava, por inocente que era, a pequena lobinha, esta, vítima de uma fraquejada … Vacina, que é bom, nada. Só chegou muito depois quando não mais podiam ser preservadas muito milhares de vidas.

Encheu os animais de enganos, desenganos e decretou silêncio de 100 anos para que ninguém soubesse de tudo errado que fez … E a floresta ficava sem polícia, uma floresta de milícia. O lobo gostava de joias do oriente e as roubava descaradamente. Detestava a justiça e ameaçava fechar o Superior Tribunal da Floresta – STF. Para isso ‘bastaria não mais que um coelho e um preá’, dizia o sugestor Lobinho. O lobo mau não apenas desgovernou. Ele dividiu animais que hoje não se entendem, destruiu sonhos, alimentou o ódio, espalhou preconceito e validou a violência como forma de política.

Mas um belo dia apareceu por lá um leão valente, que defendia os animais desprotegidos, mensageiro e amigo do que é bom. O Lobo tentou ficar, mas o golpe falhou. Foi quando a esperança de novo se fez. A alegria voltou e um novo dia raiou. Chegou um sol diferente e uma luz irradiou a festa. Fez-se amor na floresta. Acabaram-se as queimadas e a boiada deixou de passar. Os animais, enfim, conheceram um tempo de Paz e o Lobo, assim como os desbotados coiotes malditos, apelidados de Ulstras e de Stroessners, torturadores e pedófilos, serão lembrados apenas por suas perversidades.

Nem o silêncio dos 100 anos impedirá o registro da história. Enquanto isso, um dos lobinhos fugiu pra pedir penico a uma águia malvada de uma outra floresta. Esta, de pluma alaranjada, que vive voando e caçando presas fáceis, não encontrou brecha para ajudar o lobo mau que, enfim, recolheu-se à insignificância que o aguarda. Dizem até que será preso … Merecerão o castigo da convivência os que na prisão já se encontram? Conforta saber que prevalecerá a justiça ante atos praticados em proveito próprio e em detrimento de quantos aquela floresta habitam.

DEU NO JORNAL

ESTADO CARO, INEFICIENTE E QUE NÃO QUER MUDAR

Editorial Gazeta do Povo

A reforma administrativa, em discussão na Câmara dos Deputados sob a articulação do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e a relatoria do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), surge sob o discurso de modernizar o Estado e aprimorar os serviços prestados ao cidadão. Entretanto, uma análise atenta das propostas apresentadas até agora revela que, apesar das declarações promissoras, as medidas essenciais para corrigir distorções estruturais e ineficiências do serviço público continuam ausentes. O que se apresenta é uma reforma pela metade ou uma mera maquiagem de modernização.

O crescimento acelerado da população mundial desde a Revolução Industrial trouxe à humanidade a necessidade de estruturas complexas de poder, capazes de garantir segurança e proteção frente a ameaças externas, desastres naturais e crises sociais. Foi nesse contexto que surgiram os governos modernos, com suas burocracias e sistemas administrativos destinados a prover serviços essenciais à população.

No Brasil, entretanto, a evolução do Estado não acompanhou os princípios de eficiência, produtividade e moralidade que deveriam nortear a gestão pública. Ao contrário, o setor público tornou-se um peso caro e ineficiente, que inibe a atividade privada, reduz a produção e limita o crescimento econômico. A consequência direta é a perpetuação da miséria, da desigualdade e do atraso, impedindo que o país se liberte de uma condição de pobreza e violência estrutural.

O problema não é exclusivo do Brasil. Países como França e Alemanha enfrentaram desafios semelhantes, mesmo sendo economias avançadas. Na França, o governo de Nicolas Sarkozy (2007-2012) precisou confrontar o gasto público elevado e implementar reformas urgentes para evitar o colapso das finanças. Na Alemanha, Angela Merkel enfrentou déficits crescentes e promoveu austeridade rigorosa, ainda que isso implicasse a redução temporária de benefícios sociais. Essas experiências demonstram que a eficiência estatal é um imperativo universal, não uma escolha opcional.

A situação do Estado brasileiro – gigantesco e cada vez mais caro – exige uma reforma profunda da administração pública, com foco na racionalização de custos, meritocracia e responsabilização de gestores. Esses objetivos, contudo, não parecem ser prioridade na proposta atualmente em discussão no Congresso. Entre as medidas já anunciadas estão a digitalização de atos administrativos, o estabelecimento de metas de desempenho, a avaliação por resultados, a bonificação por mérito, a criação de uma tabela nacional única de remuneração, o fim das férias de 60 dias no Judiciário, a regulamentação de contratos temporários e a limitação do teletrabalho. Tais ações atingem apenas a superfície de um problema profundo e persistente: o Estado brasileiro continua inchado, caro e ineficiente.

O cerne da questão reside no que foi excluído do debate. O deputado Pedro Paulo enfatizou que a reforma “não tem como objetivo ajuste fiscal” e “não pretende mexer nos direitos dos atuais servidores”, preservando a estabilidade. Em outras palavras, não se trata de uma reforma capaz de enfrentar privilégios arraigados, como os supersalários – que, em 2023, atingiram R$ 11 bilhões, mais que o dobro do orçamento do Ministério do Meio Ambiente em 2025 – nem de reduzir efetivamente o tamanho da máquina estatal.

Sem tratar dessas questões e optando por deixar de lado temas sensíveis ou impopulares, para preservar o consenso político ou evitar a insatisfação de certas categorias, o Congresso só alcançará uma reforma meramente simbólica. O futuro do país depende da coragem de gestores e legisladores para enfrentar privilégios, cortar desperdícios e instituir políticas públicas eficazes. Sem isso, o Estado continuará a ser um obstáculo ao desenvolvimento e o Brasil permanecerá incapaz de superar seus problemas históricos de pobreza, desigualdade e atraso econômico.