XICO COM X, BIZERRA COM I

Uma “fabulinha” nem um pouco fabulosa

Era uma vez um lobo mau, que ‘governava’ uma floresta tão imensa e bela quanto triste. O lobo, só do mal sabia: fazia tudo errado. Mulheres, se bonitas, as comia. As feias não lhe mereciam o estupro. Não podia ver ‘chapeuzinhos’ de catorze anos numa esquina que pintava um clima … No tempo da pandemia o tal lobo sorria, zombava da ‘gripezinha’. Só pensava na propina, ou na ‘rachadinha’, ele, seus lobinhos e até dona loba, também de antecedentes pouco recomendáveis . Só escapava, por inocente que era, a pequena lobinha, esta, vítima de uma fraquejada … Vacina, que é bom, nada. Só chegou muito depois quando não mais podiam ser preservadas muito milhares de vidas.

Encheu os animais de enganos, desenganos e decretou silêncio de 100 anos para que ninguém soubesse de tudo errado que fez … E a floresta ficava sem polícia, uma floresta de milícia. O lobo gostava de joias do oriente e as roubava descaradamente. Detestava a justiça e ameaçava fechar o Superior Tribunal da Floresta – STF. Para isso ‘bastaria não mais que um coelho e um preá’, dizia o sugestor Lobinho. O lobo mau não apenas desgovernou. Ele dividiu animais que hoje não se entendem, destruiu sonhos, alimentou o ódio, espalhou preconceito e validou a violência como forma de política.

Mas um belo dia apareceu por lá um leão valente, que defendia os animais desprotegidos, mensageiro e amigo do que é bom. O Lobo tentou ficar, mas o golpe falhou. Foi quando a esperança de novo se fez. A alegria voltou e um novo dia raiou. Chegou um sol diferente e uma luz irradiou a festa. Fez-se amor na floresta. Acabaram-se as queimadas e a boiada deixou de passar. Os animais, enfim, conheceram um tempo de Paz e o Lobo, assim como os desbotados coiotes malditos, apelidados de Ulstras e de Stroessners, torturadores e pedófilos, serão lembrados apenas por suas perversidades.

Nem o silêncio dos 100 anos impedirá o registro da história. Enquanto isso, um dos lobinhos fugiu pra pedir penico a uma águia malvada de uma outra floresta. Esta, de pluma alaranjada, que vive voando e caçando presas fáceis, não encontrou brecha para ajudar o lobo mau que, enfim, recolheu-se à insignificância que o aguarda. Dizem até que será preso … Merecerão o castigo da convivência os que na prisão já se encontram? Conforta saber que prevalecerá a justiça ante atos praticados em proveito próprio e em detrimento de quantos aquela floresta habitam.

20 pensou em “FLORESTA PERIGOSA

  1. O Leão de que falo é nosso conterrâneo, do Garanhuns, meu Acadêmico Doutor. Refiro-me à eleição de 2022. Desculpe-me se não consegui fazer-me entender e perdoe-me pela falta de clareza. Meu abraço sincero e afetuoso, XICO BIZERRA

  2. Lobo “mal”, caro Xico Bizerra?

    Mal e Bem podem exercer três funções distintas. Exercem a função de advérbios, modificam o estado do verbo, por exemplo: “Seu filho se comportou mal na escola” e “ele foi bem aceito no novo trabalho”.

    Como conjunção, servindo para conectar orações, como em “Mal chegou e já se foi”. Essas palavras também têm a função de substantivos, por exemplo: “Você é o meu bem” e “o mal dele é não saber ouvir”.

    Já Mau é um adjetivo e creio que este não cabe no Lobo em questão, descrito com narrativas esquerdóides infantis.

  3. Meu caro Francisco
    Claro que é MAU. A pressa, o atrapalho dos dedos e a ‘cochilada’ da revisora permitiu erro tão grosseiro. Fiquei envergonhado e pedi ao Papa Berto para corrigir. Mas agradeço a aula de gramática, não obstante ser todo o assunto de meu parco conhecimento. Valeu!

    • Foram duas vezes, caro Xico, ainda falta uma correção.

      Quanto a este deslize, todos estamos sujeitos.

      Já quanto aos outros, só faltou colocar que a águia malvada de outra floresta tinha um apoiador radical que mereceu ser abatido. Aí seria deslize demais.

      Um abraço.

  4. Olá!
    Todos temos o direito de emitir opinião – enquanto podemos e o leão não nos alcança – mas, ficar depois tentando justificar o injustificável?
    Qualquer um – até os alfabetizados pelo método Paulo Freire – entendeu o sentido da fábula.
    Sim, creio que o nobre articulista vibrou muito com a desgraça dos Bolsonaro e a vitória do PT em 2022.
    Direito dele ter essa convicção, respeitemos.
    Simples assim…está claríssimo em seu artigo/fábula.
    E, a democracia, o devido processo legal e demais julgamentos sem chance de recursos, onde ficam?
    Bem… só serve para os apaniguados… aos demais a força da lei ou a interpretação que mais convier.
    Esse é o ponto de vista de muitos outros, onde me incluo e precisamos também sermos respeitados.
    Enfim… inté!

  5. Com todo o respeito, meu abraço ao José Alves. Quem sabe o que é Democracia, pensa como ele, com o devido respeito às divergências.
    Quanto ao Gher, além do abraço, a informação de que nosso nobre Editor é um democrata, independente de seu posicionamento ideológico não ser igual ao meu. Isso pouco importa pelo respeito mútuo que temos um pelo outro e pela elegância no trato que sempre teve comigo. Ele nunca me enganou.

    • Admito, caro Xico. Seu texto, como escritor é digno de aplausos, muito bom. Exceto pelo mau cheiro esquerdista, coisa que hoje, tanto como sempre, é execrável, ainda mais sob a sombra do “julgamento do século”. Sugestão: escreva com a mesma verve outra fábula, dessa vez desnudando o tal Leão de Garanhuns. Aguardo ansioso tal gesto de patriotismo. Grato.

      • Olá!
        Caro Fernando Gehr!
        Concordo plenamente em termos por parte do articulista uma fábula/crônica sobre sobre esse leão de Garanhuns, que pelo visto ele admira muito. Nosso mestre Berto com certeza não se oporá a publicar, visto a democracia – que se fala tanto, mas atualmente só vale para um lado na mídia amestrada – imperar na JBF… esperemos … inté!

  6. Não causou-me surpresa a discordância de alguns. Mas apenas o tom agressivo e deselegante de pessoas descompromissadas com a Democracia e o livre exercício do pensar. Entendo, abraço a todos e não mais voltarei a responder postagens por aqui. Não percamos tempo, eu e vocês. Ninguém é obrigado a ler meus maus teclados artigos. Conforta-me perceber que, críticas e ‘desaforos’ que me contrariariam por terem partido de gente inteligente, não as recebi. Menos mal.

      • Pois é, caro Fernando, acho que o articulista tem dificuldade de distinguir entre “mau e mal”. No caso dos teclados eu acho que é “mal”, como estas mal escritas linhas.

        Temos que relevar estes deslizes.

        Acho que é a influência do Grande Paulo Freire sobre o colunista, que, de resto é muito inteligente..

      • Caro Xico, agora que cheguei nesta linha percebi que havia um jogo de palavras como uma armadilha para pegar extremistas desavisados.

        Voltarei à minha insignificância (por enquanto). rsrs

        abraço

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