DEU NO X

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

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ÀS ORDENS

A medida provisória de Lula aprovada ontem (19) no Senado, criada em setembro para distribuir R$ 514 milhões a órgãos públicos no “combate a queimadas na Amazônia”, inclui R$ 5 milhões para propaganda.

* * *

Acabei de enviar mensagem para a presidência da república.

Informei ao Incelentíssimo Sinhô Prisidente Lula que o JBF está às ordens para publicar propaganda gunvernamental e informar ao mundo todo que o combate às queimadas é intenso nesse gunverno.

Qualquer quantiazinha tirada desses 5 milhões para propaganda será muito bem aceita. 

Esta gazeta escrota é acessado em todos os estados brasileiros e também em vários países lá fora.

Disponha, Incelença..

COMENTÁRIO DO LEITOR

DIANTE DE UMA INJUSTIÇA

Comentário sobre a postagem DUAS CENTENAS DE CONDICIONANTES. SÓ ISSO

José Alves Ferreira:

Olá!

Sou simples bacharel em Direito… mas, mesmo no curso onde estudei – que não era universidade famosa – , aprendi que para se levar alguém às “barras de um tribunal” – jargão de curso – atribuir crimes e imputar penas, precisa-se robustez de provas, fatos categóricos, lisura nas investigações etc…

Computo minha insignificante opinião ao passar estagiando por quatro anos em tribunal de justiça criminal, com assuntos leves ou não, na promotoria onde pratiquei o verdadeiro direito.

Aposentado, com tempo, leio a peça do PGR….

Desculpem-me, ali não vi o verdadeiro direito… apenas a vontade dura de uma vingança, quando sabemos que a justiça não existe para vingar, mas apenas punir culpas.

Pena, estamos diante de uma injustiça, mas a quem se socorrer?

inté!

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

CANÇÃO DO BOÊMIO – Castro Alves

Que noite fria! Na deserta rua
tremem de medo os lampiões sombrios.
Densa garoa faz fumar a lua,
ladram de tédio vinte cães vadios.

Nini formosa! Por que assim fugiste?
Embalde o tempo à tua espera conto.
Não vês, não vês?… Meu coração é triste,
como um calouro quando leva ponto.

A passos largos eu percorro a sala,
fumo um cigarro que filei na escola…
Tudo no quarto de Nini me fala,
embalde fumo… tudo aqui me amola.

Diz-me o relógio, cinicando a um canto:
— Onde está ela que não veio ainda? –
Diz-me a poltrona: por que tardas tanto?
Quero aquecer-te, rapariga linda.

Em vão a luz da crepitante vela
de Hugo clareia uma canção ardente;
tens um idílio — em tua fronte bela…
um ditirambo — no teu seio quente…

Pego o compêndio… inspiração sublime!
Pra adormecer… inquietações tamanhas…
Violei à noite o domicílio, ó crime!,
onde dormia uma nação… de aranhas…

Morrer de frio quando o peito é brasa. . .
quando a paixão no coração se aninha?!
Vós, todos, todos, que dormis em casa,
dizei se há dor que se compare à minha!…

Nini! o horror deste sofrer pungente
só teu sorriso neste mundo acalma…
Vem aquecer-me em teu olhar ardente…
Nini! Tu és o cachenê dest’alma.

Deus do Boêmio! São da mesma raça
as andorinhas e o meu anjo louro…
Fogem de mim se a primavera passa,
se já nos campos não há flores de ouro…

E tu fugiste, pressentindo o inverno,
mensal inverno do viver boêmio…
Sem te lembrar que por um riso terno
mesmo eu tomara a primavera a prêmio…

No entanto ainda do Xerez fogoso
duas garrafas guardo ali… Que minas!
Além, de um lado, o violão saudoso
guarda no seio inspirações divinas…

Se tu viesses… de meus lábios tristes
rompera o canto… Que esperança inglória!…
Ela esqueceu o que jurar-lhes vistes,
ó Paulicéia, ó Ponte Grande, ó Glória!…

Batem!… Que vejo! Ei-la afinal comigo…
Foram-se as trevas… fabricou-se a luz…
Nini! Pequei… dá-me exemplar castigo!
Sejam teus braços… do martírio a cruz.

Antônio Frederico de Castro Alves, Bahia (1847-1871)

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO