🚨 URGENTE: Uma multidão recebe Lula em Belém/PA. Quase 24 milhões de pessoas, segundo Datafolha. pic.twitter.com/UymEnzS2DQ
— Leo Kasura (@LeoKasura) February 15, 2025
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Final de janeiro eu fiquei hospedado uma semana inteira num hotel em João Pessoa.
Logo na segunda-feira quando desci ao restaurante me deparei com três mulheres à mesa.
Sentei de frente para uma delas, a mais velha, e fiquei às costas das outras duas.
Quando a refeição delas chegou – um frango lá – a que estava de frente para mim fez uma careta logo após mastigar a primeira garfada levada à boca.
Eu já havia sido vítima daquele prato. O frango vem “emborrachado”. Ruim.
E eu, com essa minha mania de conversar com todo mundo, olhei para ela e perguntei “emborrachado, né?”
Ela perguntou “o quê?”
Eu voltei a falar “o frango. Vem como se fosse emborrachado.”
Então ela num portunhol bem carregado pediu que eu falasse mais devagar para poder me entender.
Eram do Paraguai.
As duas de costas para mim, depois descobri, eram mãe e filha.
Tinham cara de médicas. As três.
Não me perguntem o motivo dessa minha impressão. Eu não saberia explicar.
Dois dias depois, no café da manhã, eu procurava um lugar para sentar. Com uma bandeija nas mãos e faltando lugar, elas gentilmente me ofereceram a quarta cadeira à mesa onde estavam.
Eu aceitei. A conversa fluiu naturalmente com a mocinha servindo de intérprete quando as palavras se complicavam.
Eu pensava “são médicas”, mas ao mesmo tempo eu desistia dessa possibilidade pelas roupas vestidas. De uma simplicidade!
Quando perdi a vergonha eu lhes perguntei se eram médicas.
Responderam que não. A moça cursava realmente a faculdade de Medicina, mas as duas senhoras eram juízas em Assunção.
Juízas!
Eu fiquei tão chocado pela diferença com as juízas brasileiras no jeito de “se vestir” que até desconfiei que fosse mentira.
À noite eu estava no restaurante quando o trio chegou. Sentaram-se todas de costas para mim.
Mas a mais velha, que aparentava ter uns sessenta anos, se virou quando por coincidência chegou um amigo meu e me cumprimentou por “poeta”.
Daí houve um interesse dela por saber da minha obra.
Trocamos os perfis do Instagram e passamos a seguir uns aos outros.
Lá eu pude constatar eram juízas de verdade.
Mas eu, acostumado com o glamour do cargo aqui no Brasil me questionei “por que se vestem tão simples?”
Fui pesquisar no Google o salário de um juíz no Paraguai. É o equivalente a R$ 3.600,00 reais. Cerca de um salário e meio do mínimo deles.
Não sei se isso lá tem a mesma proporção salarial que o cargo aqui no Brasil tem, com um juíz ganhando mais de vinte salários mínimos, fora “vantagens”.
Mas, como eu sei que esta gazeta é frequentada só por gente sabida, há de aparecer alguém para nos contar.
Luís Ernesto Lacombe

Os jornalistas simpáticos ao regime desistiram de enxergar o mundo real
As redes sociais não param de falar da visita ao Brasil de uma comitiva da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que é ligada à Organização dos Estados Americanos. Já a nova velha imprensa, que escolhe suas pautas conforme seus interesses, resolveu desprezar o assunto. A Folha de S.Paulo, por exemplo, só na quinta-feira, publicou uma matéria curta, assinada pela Patrícia Campos Mello, para exaltar uma fala do relator enviado pela OEA, o advogado colombiano Pedro Vaca. Ele disse que o convite do governo do PT para que a delegação fosse ao Brasil “demonstra a ampla força democrática do país e uma abertura à observação internacional e ao diálogo regional”. Declaração descabida reproduzida por uma imprensa que me enche de vergonha e que, praticamente ignorando a investigação sobre graves ataques aos direitos humanos no Brasil, fingiu que Vaca não disse também durante a semana que os relatos que ouviu das vítimas da tirania que tomou conta do Brasil foram “impressionantes”…
Uma imprensa de verdade deveria ter, no mínimo, criticado e rebatido as mentiras e os absurdos incluídos pelo STF em nota oficial emitida depois do encontro do representante da CIDH com Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Foi um cafezinho na sede do Supremo que durou uma hora e meia, quando as conversas do relator deveriam ter durado no máximo 10 minutos… O STF acabou admitindo na nota que bloqueou 120 perfis da rede social X e que todos os usuários foram notificados… Isso é falso. A nota também expõe a ideia sem nexo de que perseguição política e censura foram necessárias “para salvar a democracia em momentos importantes”. Essas práticas continuariam sendo ilegais, mesmo que fossem pontuais, o que nunca foram. A tirania começou a se estabelecer em 2019 e só piorou desde então. Para não ver nada disso, seria preciso fechar bem os olhos, cobri-los com uma venda de pano grosso e escuro e se entregar ao isolamento num porão sem luz no meio do nada.
Claro que “jornalistas” comprometidos com o regime ditatorial não precisam de nada disso. Eles desenvolveram uma capacidade asquerosa de desprezar os fatos, o mundo real… A matéria da “repórter” Patrícia Campos Mello, da Folha, deu a entender que a “censura a vozes conservadoras” é balela, que “há um grupo querendo denunciar o que só ele vê como censura”. E ela parte para a mesma historinha repetida enjoadamente e num fôlego só pela aliança STF-PT: é tudo “estratégia de políticos de extrema direita no Brasil de instrumentalização do direito à liberdade de expressão para desestabilizar as tentativas de responsabilização por atentados à democracia brasileira”. É o mesmo papinho da Ana Rosa, comentarista da Globo News: “A gente consegue ver que nesse mundo, com redes sociais dando voz a todas as pessoas, existe uma parcela da população brasileira que acredita que está ocorrendo algum tipo de exagero mesmo, limitação na fala, inclusive de políticos, pessoas públicas… É importante combater esse discurso que está sendo vendido fora do Brasil, que Elon Musk ajudou a disseminar também, de que o Brasil é um país em que as pessoas não têm liberdade para falar o que quiserem”.
A nova velha imprensa acusa os opositores do regime de “propagar o ódio”, enquanto ataca furiosamente o presidente americano, Donald Trump, e Elon Musk. Para “o bem do Brasil e do mundo”, parece que contra eles vale tudo mesmo. Em sua coluna no O Globo, Malu Gaspar tratou como absurda, como ridícula a afirmação do empresário de que os Estados Unidos, com Joe Biden na presidência, apoiaram a eleição de Lula em 2022. A Veja fez o mesmo. O título da matéria da revista foi: “Sem provas, Musk diz que Estados Unidos financiaram eleição de Lula contra Bolsonaro”. No X, a publicação levou uma bela “verificada” das notas da comunidade: “A Veja apresenta na manchete uma alegação não verificada como se fosse um fato. Elon Musk é membro do governo americano e tem acesso a documentos sigilosos. Portanto, não é possível afirmar que ele não tem provas”. Ora, o empresário está à frente do Departamento de Eficiência Governamental, criado por Trump para reduzir o tamanho da máquina pública. E a imprensa acha que ele não precisa investigar nada para cortar gastos, para economizar recursos dos pagadores de impostos e dar ao dinheiro destinação decente. Elon Musk teve de questionar no X: “Como o governo vai cortar gastos, se não sabe quanto é gasto e em quê?”
Apoiar jornalistas que já não são mais jornalistas é mais ou menos como permitir que um engenheiro que constrói prédios que desabam e médicos que mutilam ou matam seus pacientes sigam em suas profissões. Não dá. É por loucura, mau-caratismo, militância desvairada, interesses financeiros, ou sabe-se lá o que mais que alguém como Guga Chacra, no O Globo, assina artigo cujo título é: “Venezuela chavista explica Trump”. Ele cita dois autores americanos que falam num “autoritarismo competitivo, que seria um regime em que os poderosos abusam do poder para que as regras fiquem contra a oposição”. E Guga Chacra e também Reinaldo Azevedo não veem nada parecido com isso no Brasil… No UOL, o autor dos livros O País dos Petralhas – volume 1 e volume 2 – faz também um paralelo entre Hugo Chávez e Donald Trump e avança na escala dos absurdos. Reinaldo lamenta que “falte um STF nos Estados Unidos”…
Nossa imprensa está possuída. Se o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, declara que o 8 de janeiro não foi uma tentativa de golpe de Estado, Diogo Schelp, no Estadão, escreve que o deputado “se prepara para fazer o errado com orgulho, seguindo o exemplo de Trump e Bolsonaro”… E o jornal ataca ainda com editorial: “Não se transige com o golpismo… Fala de Hugo Motta compõe mosaico de atitudes que se prestam a relativizar a evidente gravidade da insurgência bolsonarista”… Se o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, faz, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, mais uma vez, a mesma afirmação que o presidente da Câmara, Vera Magalhães e Raquel Landim se revoltam. E Octávio Guedes, na Globo News, afirma que Múcio e Motta “não podem fazer papel de polícia, de Ministério Público, de juiz, não podem comentar se algo é crime ou não”. Parece até que ele defende que políticos não devem se expressar, mas não é isso. Guedes nunca criticou aqueles que juram que o 8 de janeiro foi uma tentativa de golpe de Estado… Esses podem falar à vontade, não importa o cargo que ocupem.
A fábrica de hipocrisia e mentiras da nova velha imprensa trabalha dia e noite, mas esse show de horrores foi produzido em apenas uma semana. Já na última segunda-feira, o Metrópoles rompeu todos os limites do absurdo, com matéria na coluna de Mirelle Pinheiro. O título: “Saiba quem está na linha de frente da trégua histórica entre PCC e CV”… Alguns trechos caóticos (sob todos os aspectos) da reportagem: “Os líderes do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho estão unindo forças para enfrentar o Sistema Penitenciário Federal. A linha de frente dessa ‘guerra ao terror’ contra as restrições impostas aos detentos é conduzida pelo setor jurídico das facções. Os grupos estão unindo forças para pressionar o governo a flexibilizar as regras do Sistema Penitenciário Federal, sob o qual seus principais líderes estão encarcerados com rígidas restrições. O acordo, que vem sendo costurado desde o ano passado, pode impactar não apenas o cenário dentro dos presídios, mas também as ruas, levando a uma redução nos confrontos entre os grupos rivais”.
Como um texto assim pode ter sido publicado por um veículo de comunicação? Não dá para tratar como normal a negociação entre duas facções criminosas para atacar, e não “enfrentar” como diz o texto, o Sistema Penitenciário. Não dá para tratar positivamente algo assim. E essa é a ideia atirada criminosamente com expressões como “unindo forças”, usada duas vezes, “linha de frente”, “flexibilizar as regras”, “acordo costurado”, “redução dos confrontos”… A guerra não é contra o terror imposto pelos traficantes, mas contra o terror de que eles, segundo a “jornalista”, são vítimas… Não dá para falar em “setor jurídico” de facções… Não dá para chamar de “líderes” quem controla esses grupos. São, no máximo, “chefes” mesmo… Bando tem chefe, não tem líder. E não dá para considerar que um “acordo” entre dois grupos de bandidos perigosíssimos será positivo para a diminuição da criminalidade. E a jornalista conseguiu suas “informações” com o que ela chamou de “setores jurídicos” do PCC e do CV, ou falou com a assessoria de imprensa dessas facções? É tudo muito confuso e muito claro: já faz tempo que grande parte da imprensa se rendeu a uma militância criminosa.
Comentário sobre a postagem FAZENDO EFEITO
Paredão de barragem:
O lance do impeachment deve seguir a lei 1079/1950.
Até o momento eu não vi nada que esse canalha fez pra justificar um impeachment.
O caso mais próximo, que o TCU resolveu enterrar, foi o pagamento das bolsas do programa pé-de-meia.
Houve pagamento sem a fonte ser orçamentária como manda a lei.
Se fosse com Bolsonaro, já teriam protocolado o pedido, mas o TCU liberou R$ 6 bi e mandou o governo colocar no orçamento.
Basta dizer no relatório que houve pagamento de recursos sem a fonte orçamentária prevista e o canalha seria enquadrado do mesmo jeito que Dilma foi.
Agora, mais que nunca, prevalece a máxima da Lei de Murphy: nada é tão ruim que não possa piorar.
Na reforma ministerial, a tendência de Lula é trocar seis por meia dúzia.
Pior: nomear Gleisi Hoffmann ministra.
* * *
Nomear a Amante pro ministério seria uma medida coerente com a rotina petralheira.
A Lei de Murphy seria comprovada: nada é tão ruim que não possa piorar.
O volume de fezes contido na fossa do gunverno lulo-petralha seria aumentado consideravelmente.
E o fedor, a maléfica catinga, o horrível bodum, se espalharia mais ainda pelos ares banânicos!
Achei interessante o posicionamento do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, tanto quanto do atual presidente, Gabriel Galípolo, mas confesso que sinto um asco fora do comum com as palavras do presidente da república, sejam elas quais forem. Não custa lembrar que Armínio Fraga declarou, abertamente, voto no atual presidente e que meses depois, falou que estava preocupado, mas não demonstrou o mínimo sentimento de arrependimento. Talvez, naquele momento, ele acreditasse que suas palavras seriam suficientes para sensibilizar o calhorda.
Em tom alto e claro, Fraga, deflagrou uma ofensiva sincera: “o cenário econômico atual do Brasil apresenta sintomas de um paciente na UTI” e mais adiante ponderou que “os juros futuros, estão na lua a perder de vista”. É sabido que a partir de março a taxa de juros da economia, chamada SELIC, chegará aos 14,25% ao ano. O que muitas pessoas não sabem é que não decisão do presidente do Banco Central estipular essa taxa. A questão é técnica: oferta e demanda por moeda. Ponto final. Cabe ao Conselho de Política Monetária qualquer decisão de política monetária no país e, lógico, o presidente do Banco Central tem voto de minerva.
O interessante é Fraga, parece ter esquecido que foi presidente do Banco Central, enfatizou que a política fiscal é a única área que pode ajudar a política monetária, ao que Galípolo esclareceu, de forma coerente: “É preciso não cruzar linha e transcender o quadrado da autoridade monetária.” Perfeito! Há dois modos de intervenção do governo no sistema econômico. O primeiro é mediante a política fiscal que é prerrogativa do Congresso porque envolve o orçamento do governo, ou seja, a determinação de despesas e receitas. O problema é que os efeitos da política fiscal devem observar o princípio da anterioridade, isto é, valem a partir do exercício subsequente. Vejam o caso da proposta de isentar do imposto de renda, pessoas que ganham até R$ 5 mil por mês: se for aprovado no Congresso, só tem vigência a partir de 2026.
A outra forma é mediante a política monetária que é tratada pelo Conselho de Política Monetária e tem o Banco Central como seu órgão executor. Essa política trata do equilibro entre oferta e demanda por moeda, com o fito, entre outros, de controlar a inflação visto que é um determinante da taxa de juros. O problema é que até Caetano Veloso está participando de reunião do COPOM. Para ele “13 está bom”. O cara pensa que essa taxa é fixada na “porrinha”, ou seja, naquele jogo onde cada participantes fica com três palitinhos nas mãos e tenta advinhar a soma dos palitos.
Em adição, Luiza Trajano implorou para que Galípolo não comunicasse mais aumento na taxa de juros. Vamos lá: no governo passado, o país enfrentou uma pandemia que fechou o sistema econômico e graças às medidas do ministro Paulo Guedes e de Roberto Campos Neto, o Brasil teve uma queda no produto inferior a Inglaterra e aos Estados Unidos, por exemplo. Tivemos taxa de juros de 2% ao ano, fato que nos fez experimentar juros reais negativos! Nunca antes na história desse país! Guedes e Campos Neto foram eleitos os melhores do mundo, nas suas respectivas funções. Mas, dona Luiza preferiu acreditar nas promessas do calhorda. Quem não lembra que ela foi cotada para assumir o ministério da micros e pequenas empresas que o governo pensava em criar?
Dona Luiza, assim como inúmeros petistas medalhões, não teve a capacidade de criticar a dívida pública, ou seja, ela poderia ter feito um discurso contundente pedindo ao presidente redução nos gastos para que o país consiga equilibrar o cenário fiscal. Daí, vem o calhorda dizer que cumprimos a meta de superávit primário porque o arcabouço fiscal mostrou um déficit de 0,1%, o que para ele “é quase zero”. Se esse jumento tivesse algum entendimento, anunciaria o déficit em valores absolutos e não proporcional. Mais ainda: esse calhorda, até dezembro passado culpava Campos Neto pela alta dos juros e agora saiu com essa: “Galípolo vai consertar os juros, mas precisa de tempo”. Eu não consigo entender como alguém, ainda, é capaz de referendar as merdas que essa figura abjeta fala e faz.
O cenário econômico do Brasil é o pior possível. O grande problema está, não apenas no crescimento da dívida pública, mas na velocidade com que a dívida vem crescendo. Foi baseada nessa taxa de variação que Armínio Fraga projetou juros futuros estratosféricos, mas apesar de tudo isso, o IBGE anuncia menor taxa de desemprego e maior crescimento econômico. Como se explica isso? Bem, o que o IBGE não disse é que dados do ministério do trabalho e do emprego registram 7,44 milhões de pedidos de seguro-desemprego, sendo este o maior quantitativo dos últimos 8 anos.
Outra coisa que o IBGE não diz é que além do consumo, os gastos do governo e as exportações líquidas são componentes do PIB. Então, a desvalorização do Real torna o produto brasileiro mais competitivo, basta ver os argentinos gastando dinheiro no sul do país, e os gastos do governo para o qual deveria haver redução porque gastar é bom, mas quando se tem receita para cobrir. Por enquanto, pergunte-se porque uma economia como a do Brasil, 5 a 6 vezes maior do que a Argentina, paga juros reais maiores do que eles.