Rumo que o Brasil está trilhando não deve mudar no ano novo
Chegou a hora de desejar um feliz ano novo aos parentes, amigos, clientes… é chavão. Mas será que é mesmo possível termos um feliz ano novo? Olhamos para o Estado brasileiro, os três poderes da União, e não vemos muita possibilidade de que alterem o rumo desses últimos dois anos. É um rumo que leva o país para baixo na economia, nos valores, no respeito à Constituição e às leis, nas relações entre os mandantes e os mandatários, entre o povo e seus empregados no Estado brasileiro. Não parece haver muita esperança de que tenhamos um bom ano. Espero que tenhamos, mas não é o que nos mostram a realidade e o ano que está terminando.
E isso não apenas nos números das contas públicas, mas também nos procedimentos do governo federal, que não tem culpa de nada, a culpa sempre é dos outros. O Congresso Nacional só diz que não é com ele, parece que está alienado. O topo do Judiciário age como se não existissem a Constituição e todos os direitos ali expostos, principalmente os dos artigos 5.º e 220, sobre liberdade de expressão, vedação à censura, pleno direito de defesa, juiz natural. Está tudo esmaecido. Está na letra da Constituição, mas parece que não sai de lá, não vem para vida real, para o dia a dia brasileiro. Aí, sim, é relativo, na tal “democracia relativa” a que se referiu o presidente Lula quando não quis reconhecer que na Venezuela existe uma ditadura.
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Ditadura da Nicarágua na mira da Justiça argentina
Falando em ditadura, a da Nicarágua agora está sob ordem de prisão da Justiça federal argentina, graças à mobilização de um professor da Universidade de Buenos Aires e de outros juristas, que encontraram no Direito Internacional razões para pedir a prisão de Daniel Ortega; da mulher dele, Rosario Murillo, que é a vice-presidente, ou vice-ditadora; e de mais membros do regime sandinista. A Justiça norte-americana também já está com prisão decretada de figuras da ditadura venezuelana: o chefe da comissão eleitoral, da Suprema Corte, da Polícia Bolivariana, e assim por diante.
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Paraguai e Argentina mostram as vantagens da economia liberal
Neste dia 31 não tem operação de câmbio. Os bancos estão fechados, mas na segunda-feira o Banco Central teve de leiloar quase US$ 2 bilhões. As pessoas estão comprando todos os dólares que encontram porque sabem que vão ganhar dinheiro com isso, e vão transferir recursos para outros países. Não só para Estados Unidos e Europa: para a América do Sul também! O Paraguai está sendo grande destino de investimento de empresas brasileiras. A Argentina, agora, está feliz da vida porque o peso argentino foi considerado a moeda que mais se valorizou neste ano. Vejam as vantagens de uma economia liberal.
Já no Brasil, o atual ministro da Fazenda é o mesmo que, quando era ministro da Educação, me deu livros de presente para me convencer de que o futuro da humanidade é o marxismo, que não deu certo nem com todos os poderes da União Soviética e da China – aquela acabou; esta última continua comunista na política, mas na economia pratica um capitalismo até selvagem. Fora da economia liberal, não há criação de riqueza. A riqueza existe enquanto houver dinheiro do capitalismo, enquanto o socialismo estiver gastando. Depois, acaba. Foi Margaret Thatcher que lembrou disso.
Vamos desejar que em 2025 haja sensatez na cabeça de quem está no rumo errado e nem sabe; que tenham humildade para reconhecer os erros, não os atribuam aos outros e os corrijam, porque é para o bem de todos. Os erros praticados por alguns são pagos por todos.
Venceu o Toféu Asa D’Ouro 2024 o presidente do STF, Luis Roberto Barroso, que é a autoridade que mais utilizou jatinhos das Força Aérea Brasileiras (FAB), este ano.
Foram 132 viagens, mais de uma a cada 3 dias.
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Esta impressionante quantidade de viagens indica apenas que a agenda do supremo ministro está cheia.
Ou seja, ele tem muito trabalho.
Um expediente pesadíssimo, no cumprimennto de suas obrigações.
Conhecido como churrasqueiro de Lula, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos “enfiou o espeto” nos servidores da estatal e assinou acordo que garfou o 13º salário de parte dos trabalhadores.
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Uma garfada dolorida.
Mas que deveria ter sido enfiada no furico apenas dos que fizeram o L.
Para os parlamentares de oposição ao PT e a alguns ministros do STF não vale o artigo 53 da Constituição: “Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”. Por isso, Daniel Silveira foi preso. Também não vale para ele o indulto presidencial, prerrogativa reconhecida por todos os ministros do Supremo, e por eles respeitada, dependendo do beneficiário…
É que, comparado a Sérgio Cabral – o ex-governador corrupto confesso, que chegou a ser condenado a mais de 400 anos de prisão –, Daniel Silveira é quase um monstro, um crápula, um criminoso perigosíssimo. Contra ele inventaram um tal “flagrante perpétuo” e medidas restritivas rígidas, que nem um atendimento de emergência num hospital permitem. Sérgio Cabral pode “blogueirar” à vontade e não se apresentar à Vara de Execuções Penais como deveria.
O Brasil do quem pode e quem não pode é desesperador. Nele, quem está livre, leve e solto, além do Cabral? Uma turma enorme: Renan Calheiros, Aécio Neves, José Dirceu, Lula, Geddel Vieira Lima, Joesley e Wesley Batista, Marcelo Odebrecht… Nele, quem está preso, além do Daniel? Uma multidão de manifestantes transformados em “golpistas”… Porque, nesse Brasil, manifestação que acaba em quebra-quebra só quem pode fazer são os amigos do PT.
E quem pode apoiar ditadores mundo afora e inventar uma “democracia relativa”? Lula, claro. Ele pode falar em “extirpar selvagens”… E os que estão à sua volta podem gritar “vamos incendiar o país!”, “vamos fuzilar!”, “é preciso derramar sangue”… Nessa toada, o deputado Ivan Valente pode pedir que uma colega seja “retirada de circulação”. Washington Quaquá pode dar tapa na cara de outro deputado em plenário, Glauber Braga pode expulsar da Câmara um opositor a pontapés… E Luís Roberto Barroso pode comemorar, porque “derrotou o bolsonarismo”.
No Brasil de uns anos para cá, quem se esparrama sobre os outros poderes? O Judiciário, que pode criar leis, interpretá-las livremente, ou ignorá-las. E podem os ministros falar fora dos autos, e falar sobre qualquer assunto, em seminários, congressos, entrevistas, em todo canto. Barroso pode se reunir com estudantes comunistas, Gilmar Mendes pode acompanhar inauguração de obra, Cármen Lúcia pode participar de amigo oculto de programa de televisão…
Podem alguns ministros do STF interferir na política de segurança pública dos estados. O Executivo federal também pode, mesmo que, para isso, apele para uma chantagem contra os governadores. Nesse Brasil, criminosos podem (e devem) ser protegidos. E a polícia pode (e deve) ser combatida. Chega de armas de fogo nas mãos dos agentes de segurança, de algemas, de revistas… A criminalidade pode… e, parece, vai vencer.
Lula e sua turma podem chamar quem quiserem de genocida. No Brasil do não pode, que ninguém invente de dizer que os yanomâmis estão morrendo como nunca, que os casos de dengue são recordes, agora até no inverno… Todo mundo ligado ao PT e ao STF pode se fazer de vítima, se dizer atacado o tempo todo e atacar sem parar.
Para proteger esse “pode, não pode”, a perseguição política e a censura estão liberadas. Para dar ao esquema um disfarce mequetrefe, pode-se gastar uma fortuna em propaganda nos veículos de comunicação que se vendem de bom grado. Mais uns R$ 200 milhões para as redes sociais do governo. Pode-se também liberar uma boa grana para influenciadores “desinteressados” e mais um bocado de dinheiro para um gabinete paralelo da primeira-dama… Porque “gabinete do ódio” não existe no PT. O que o partido tem (e pode ter) são “comitês populares”, para implementar uma “luta informacional”.
No fim, Lula pode quase tudo… Pode levar o Brasil à desgraça econômica, fazer o dólar disparar, tornando o real a moeda que mais perdeu valor no mundo, pode levar a inflação para acima do teto da meta, multiplicar o déficit fiscal, explodir a dívida pública, que passou de R$ 7 trilhões. Lula pode fazer do Brasil o país que mais tributa cidadãos e empresas da América Latina e endossar o Imposto sobre Valor Agregado mais alto do mundo.
Jair Bolsonaro, ele achou que podia e fez: reduziu impostos, o tamanho do Estado, o número de ministérios (e para eles indicou técnicos), diminuiu a quantidade de servidores federais, os gastos públicos… Achou que podia e fez: tornou as estatais lucrativas, deixou um superávit fiscal de quase R$ 60 bilhões. Tudo isso com uma loucura chamada covid no meio… Bolsonaro defendeu a liberdade… Ele achou que podia, mas o Brasil do condicional “pode, não pode” começou no primeiro dia do mandato dele. Ainda não acabou, mas deve e vai acabar.