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TINHA QUE SER VERMÊIO…

Não por acaso é deputado do PCdoB o relator do Projeto da Censura.

Orlando Silva (SP) tornou isso ideia fixa.

Ex-ministro de Lula que pagava até tapioca com cartão corporativo, ameaça votar o projeto em agosto.

* * *

De fato, tirania e censura é ideia fixa de todo comuna.

Esse tabacudo foice-martelado tem mesmo é que tomar no olho da tapioca.

Vai procurar uma lavagem de roupa pra se ocupar, sujeito idiota!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A VELOCIDADE DO TEMPO

Quando se vê, a vida já passou. Ninguém segura o tempo, nem por decreto.

O dia, que tem 24 horas, na nossa adolescência demorava muito a passar, até que chegasse a noite, para os divertimentos, flertes e namoros.

Não se espera mais que a noite chegue, para se namorar. O tempo para o namoro é qualquer um. Qualquer hora é hora. Desapareceu o romantismo, e vale tudo. A poesia e os sonhos desapareceram da vida das pessoas, e o tempo passa muito rápido..

A era cibernética não deixa ninguém raciocinar. As máquinas raciocinam por você. Já lhe entregam o prato feito. Resultado: Você se sente inútil, e os valores da alma, cada vez mais são esquecidos. O homem é inimigo do próprio homem.

O tempo não espera por ninguém. Não há tempo mais para nada. Da meia idade para a frente, quase sempre, os planos não se completam.

As perdas de entes queridos levam um pedaço de nós. Sem querer, morremos um pouco, a cada dia. E as perdas são para sempre. Ninguém, nem nada, substitui ninguém.

As metas que pensávamos cumprir, hoje não tem mais sentido.

Hoje, o dia já amanhece tarde. As 24 horas do dia, hoje, são um pingo d’água no oceano, comparando-se com a velocidade do tempo, e, consequentemente, com a rapidez com que a vida passa. E vemos que o tempo não nos dá tempo, para que realizemos todos os nossos planos.

O tempo não espera por ninguém. Não há tempo mais para nada. Da meia idade para a frente, então, muitos planos não se completam. É triste dizer isso, mas é a mais pura verdade.

A perda de entes queridos levam um pedaço de nós. Sem querer, morremos um pouco, a cada dia. E as perdas são para sempre. Nada nem ninguém substitui ninguém.

As metas que pensávamos cumprir, de repente, não tem mais sentido. É preciso ser forte, para que o homem não sucumba ao desânimo.

Hoje, os jovens não precisam mais esperar que a noite chegue, para conversar com os namorados (as). Não existe mais o lirismo da noite de núpcias. A juventude de hoje é livre para amar, sem amarras, nem policiamento dos pais. Qualquer dia é dia, qualquer hora é hora para se ser feliz.

O romantismo está desaparecendo a cada dia. Vale tudo. O tempo para o namoro é qualquer um.

A poesia e o romance desapareceram da vida das pessoas. O lirismo está diminuindo cada vez mais.

Sinto saudade do tempo em que havia troca de cartas de amor e notícias pelo correio. O tempo passava mais lento e os amores pareciam eternos.

Em homenagem ao dia de São Pedro, terceira festa junina, que ontem (29/06) se comemorou, relembro um singelo poema de amor, que não se sabe a autoria:

Ele partiu, ela ficou…
Chorando a sua grande dor…
Cartas desde já foram chegando…
Saudades, juras de amor…
E com que ansiedade, ela esperava o carteiro…
E ele vinha…
E logo davam uma conversazinha

Quantas surpresas o destino traz,
Por este mundo inteiro…

Final: Ela esqueceu-se do rapaz,
E terminou casando com o carteiro

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A “DEMOCRACIA RELATIVA” DE LULA É DITADURA PURA E SIMPLES

Editorial Gazeta do Povo

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, durante encontro realizado em maio deste ano no Palácio do Planalto em Brasília.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, durante encontro realizado em maio deste ano no Palácio do Planalto em Brasília

“Quando eu uso uma palavra, ela significa o que eu desejo que ela signifique, nem mais, nem menos”, dizia Humpty Dumpty, personagem de Alice através do espelho, de Lewis Carroll. Uma ideia que foi desenvolvida por George Orwell com a “novilíngua” de 1984 e que volta à tona graças ao presidente Lula, que, para defender o ditador venezuelano Nicolás Maduro, seu parceiro ideológico, alegou que “democracia é um conceito relativo” durante entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta quinta-feira, horas antes de discursar no encontro do Foro de São Paulo, em Brasília.

O recurso, evidentemente, não é nada novo na esquerda, que abusou e ainda abusa do termo “democrático” inclusive nos nomes oficiais de ditaduras comunistas, como ocorrera na República Democrática Alemã (a antiga Alemanha Oriental) ou no Kampuchea Democrático (o Camboja sob o regime genocida do Khmer Vermelho), e ainda ocorre na República Popular Democrática da Coreia, a Coreia do Norte. Chamar ditaduras de democracias não é novidade nem para Lula, que em 2005 dissera que a Venezuela, já sob o jugo de Hugo Chávez, tinha “excesso de democracia”. Mas, infelizmente para o presidente brasileiro, seu poder sobre as palavras não é tão grande quanto ele gostaria que fosse.

Qualquer cientista político que não esteja acometido de grave cegueira ideológica haverá de concordar que não basta a realização periódica de eleições para caracterizar uma democracia; é preciso que elas sejam limpas e livres. Mas não apenas isso: a democracia requer respeito a garantias e liberdades como as de expressão, de imprensa e religiosa; a tripartição de poderes, que funcionam sem relações de interferência ou subordinação, dentro de um sistema de freios e contrapesos; o império da lei, que prevalece sobre a vontade de qualquer detentor de cargo eletivo ou magistrado.

E, se é assim, em democracias dignas deste nome não se perseguem – seja ostensivamente, seja de forma mais sutil – adversários políticos do governo de turno, expurgando-os, cassando seus mandatos ou impedindo-os de participar de eleições de forma arbitrária, contornando a lei e o devido processo legal; não se amordaçam veículos de imprensa que prezam por sua independência e se recusam a se curvar a um governante ou a uma ideologia; não se absorvem os demais poderes, submetidos à hegemonia total do governante; não se desrespeita a liberdade religiosa, usando de todos os meios, de uma Justiça aparelhada a gangues paramilitares, para calar clérigos e banir entidades religiosas. São critérios objetivos que ajudam a avaliar se uma nação é ou não democrática – uma avaliação extremamente simples de se fazer quando se trata de regimes como o venezuelano, o cubano ou o nicaraguense.

Apesar de tudo isso, também é preciso dizer que Lula, ao fazer declarações como a desta quinta-feira, não surpreende ninguém que não quisesse ser surpreendido. Nem ele, nem seu partido, jamais recuaram em seu apoio entusiasmado a carniceiros como Fidel e Raúl Castro, Hugo Chávez, Maduro ou Daniel Ortega. Mesmo durante a campanha eleitoral, enquanto vendia uma imagem de “democrata” e “moderado” que só foi comprada ou pelos muito incautos ou pelos que se empenharam em adotar uma versão extrema da chamada “suspensão da descrença”, Lula não deixou de prestigiar seus camaradas ideológicos, mostrando no que se tornaria a política externa brasileira assim que ele subisse a rampa do Planalto.

O problema maior, evidentemente, é que esse tipo de apoio a ditaduras latino-americanas, que já seria um problema por si só, indica também que Lula as enxerga como modelo para o Brasil. O “moderado” e “democrata” cujo partido montou esquemas de corrupção para fraudar a democracia brasileira não uma, mas duas vezes não disfarça a alegria de ver seus oponentes e aqueles que aplicaram a lei para colocá-lo na cadeia sendo, aos poucos, afastados da vida política. Enquanto isso, seu governo busca meios de controlar o discurso na imprensa e, especialmente, nas mídias sociais, seja em projetos de lei, seja por meio de órgãos de Estado como o “Ministério da Verdade” instalado dentro da Advocacia-Geral da União e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. No fim, tudo aponta para a certeza de que a atitude lulista em relação à democracia é levar a sério aquilo que Millôr Fernandes dizia como sátira: “democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

UMA AVENTURA DE MEU PRIMO CUCA

Beth, Sofia e Gina eram três irmãs jovens e bonitas. Seus nomes foram homenagens às artistas de cinema: Elizabeth Taylor, Sofia Loren e Gina Lollobrígida. As moças não perdiam em beleza para as três celebridades da época. Sua família morava em Jaraguá, na Rua do Queimado. Quando elas, sempre juntas, de biquíni, desciam à praia da Avenida da Paz, nós, mancebos maloqueiros, interrompíamos o futebol, a bola parava para apreciar a entrada triunfal daquelas magníficas jovens, fonte de inspiração dos tarados, que dentro d’água se possuíam na sua intenção, como diria Martinho da Vila em seu samba.

Acontece que elas tinham um irmão mais velho; alto, forte, sua musculatura mantida por contínuos exercícios contrastava com o cérebro do rapaz do tamanho de uma ervilha. Tucão era conhecido por sua valentia, aliás, por suas brigas. Era o maior arruaceiro do bairro e da zona das mulheres da vida em Jaraguá. Certa vez brigou com quatro policiais, foi preso, espancado. Passou a detestar qualquer tipo de polícia. Contudo, Tucão tinha um sentimento nobre: o afeto pelas irmãs. De um ciúme doentio, partia para briga quando o chamavam de cunhado ou qualquer comentário que suas irmãs eram “boas”.

Em certa ocasião, meu querido e saudoso primo Alberto Lima, de apelido Cuca, encantou-se com a mais nova e engrenou um namoro com Gina. Namoro casto, como era naquela época, mão na mão, de vez em quando um beijinho. Sempre com a fiscalização ostensiva de Tucão, que era contra o namoro de qualquer irmã.

Certa noite, depois do namoro comportado com Gina, Cuca, ao passar dirigindo devagar pelo Beco Vitória, avistou Julieta, jovem destrambelhada, conhecida como avançada, que sorriu descaradamente para Cuca. Este prontamente parou o jipe e ela sentou-se ao lado. Foram para numa sessão de amor enlevado pela brisa marinha por trás do Posto de Salvamento da praia do Sobral.

Cuca estava feliz. Toda noite namorava de beijinhos com sua amada Gina, depois pegava Julieta no jipe e faziam amor sob o carinho da brisa.

Certa vez Beth, a cunhada, percebeu quando Cuca apanhou Julieta no jipe para mais uma sessão de amor. Na noite seguinte, quando ele encostou à casa de Gina, ela estava uma fera, namoro acabado, não admitia ser traída por ninguém no mundo. Nesse momento apareceu Tucão arregaçando as mangas da camisa, cara trancada, falando alto que irmã dele não levava chifre. Cuca na hora tomou um susto. Brigar com Tucão era apanhar na certa, levaria uma surra histórica. Com presença de espírito, ele convidou Tucão para tomar uma bebida e conversar. Beber de graça era tentação irresistível para o arruaceiro. Foram para um bar por perto, serviram cerveja, pinga e tira-gosto. Cuca explicou que Julieta era só para se divertir, ele gostava mesmo de Gina, namoro para casamento e coisa e tal. No campo da astúcia Cuca ganhava tranquilo do mastodonte.

Aconteceu uma noitada de muita bebida, passaram por bares diferentes. Tucão, aonde chegava, provocava alguém, a sorte é que os provocados tiravam o corpo fora. Noite adentro e Tucão na maior amizade com Cuca, chamando-o de cunhado. Em certo momento, o desordeiro inventou de visitar às boates de mulheres. Cuca, esperando que a noitada terminasse, acabou concordando. Partiram rumo a Jaraguá. Ao passar no final do calçadão da Avenida da Paz, Tucão, bêbado, pediu para parar o jipe e saltou. Dirigiu-se a dois policiais, uma dupla de Cosme e Damião que fazia ronda. Cuca não acreditou quando assistiu Tucão se aproximar dos soldados e desfechar um murro em cada um, deixando-os no chão, ainda deu ponta pé, recolheu dois capacetes e correu para o jipe. Cuca, assustado, deu partida e por insistência parou e subiram à Boate Tabariz. Sentados à mesa, Tucão colocou o capacete em sua cabeça e colocou o outro na cabeça de Cuca. Pediram cachaça, olharam as mulheres. Depois da primeira dose Cuca conseguiu tirar o capacete, colocou-o embaixo na mesa, estava apreensivo com aquela loucura do “cunhado”.

Em certo momento Cuca foi ao sanitário. Ao retornar percebeu a confusão. Cinco policiais xingando e batendo em Tucão, seguro por trás. Cuca saiu furtivamente do banheiro, sem ser percebido, desceu a escada íngreme de um salto. Teve sorte, não havia policial perto de seu jipe. Deu a partida e chegou em sua casa, aliviado. No dia seguinte, soube do acontecido por amigos. Tucão brigou com os cinco policiais, levou muita porrada, amarraram o arruaceiro, levaram preso para a 2ª Delegacia, onde lhe deram uma surra inesquecível.

Cuca esqueceu a bela Gina, por muito tempo ficou sem passar perto da casa da jovem nos arredores da Rua do Queimado. Evitou pelo resto da vida encontrar-se com Tucão, seu ex-cunhado. Porém, sobrou-lhe a fogosa serelepe, Julieta. Continuaram se refrescando pela brisa marinha por trás do Posto de Salvamento na praia do Sobral.

Meu querido primo Cuca tornou-se grande advogado com excelente escritório. Trabalhador, amava a profissão e seus amigos. Casou-se com o amor de toda vida, sua vizinha, Wilmene Wanderley. Cuca vivia em eternas brigas com o primo-irmão Lelé desde que nasceram em 1945. Eles se amavam, se entendiam. Quando Cuca morreu, Lelé chorava e perguntava: Com quem vou brigar agora? Meu querido primo deixou um vazio impreenchível, mas sempre é lembrado nos divertidos almoços dos Meninos da Avenida.

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