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DEU NO JORNAL

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ESBANJANJANDO PELO MUNDO

O presidente Lula (PT), cujos seguidores o chamam de “pai dos pobres”, adora um luxo: gastou impressionantes R$ 728 mil dos recursos públicos só na hospedagem de quinta (22) e sexta (23) no Hotel Intercontinental Paris Le Grand, de acordo com dados que, por força de lei federal, estão expostos no Portal da Transparência.

A conta da estadia de Lula e Janja inclui, além da suntuosa suíte presidencial, outras 17 acomodações, sala de reunião, mordomias e até a exigência de wi-fi e telefones exclusivos.

Custou R$ 31 mil o wi-fi usado pela comitiva presidencial, a pedido do escalão avançado, grupo que vai à frente para preparar a visita.

A majestosa suíte de Lula do Intercontinental Le Grand tem 140 metros quadrados, dois quartos, salas e até hall de espera para convidados.

Custou 50 mil euros (R$ 261,5 mil) só a suíte presidencial de Lula e Janja para o pernoite parisiense, mais 6 quartos para seguranças e aspones.

O apego de Lula e Janja por hotéis de alto luxo já foi visto nas visitas à China, Portugal, Japão etc.

Em Londres, a conta chegou a R$ 1,3 milhão.

Clique aqui e faça um tour virtual pela luxuosa suíte usada por Lula.

* * *

Tá pouco.

Tá muito pouco.

O ladrão descondenado e a primeira lama Esbanjanja têm que gastar bem mais.

Muito mais.

E empurrar, com ardor vigoroso e sem pena, uma pajaraca de grosso calibre no furico dos contribuintes que ainda fazem o “L”.

Gastem mesmo, parelha bananífera da porra!!!

DEU NO JORNAL

A CESTA (NADA) BÁSICA DO MST

Artur Piva

Num bairro central da cidade de São Paulo existe uma loja da marca Armazém do Campo. A proposta da rede é vender a produção dos assentados do MST. Na teoria, as prateleiras deveriam ser forradas por alimentos plantados pelas mãos dos militantes do grupo. Na prática, os assentamentos não conseguem produzir sequer todos os produtos oferecidos na cesta básica.

O público e os preços se assemelham aos de um empório chique da capital paulista. Na semana passada, o açúcar da reforma agrária à venda no Armazém do Campo vinha do coco. “Supersaudável e gostoso”, garantiu uma consumidora vestida com uma camiseta estampada com a imagem de Lula, boné de Che Guevara na cabeça e uma bolsa a tiracolo com a frase “o amor venceu”. O preço: R$ 31,98 por 250 gramas. Ou seja: quase R$ 130 o quilo – nem a picanha seria tão cara.

Açúcar de coco à venda na loja do MST, Armazém do Campo, por R$ 31,98 o pacote de 250 gramas

Do que tem, falta tudo

A cesta com os alimentos fundamentais para o consumo das famílias é formada por pão francês, carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, café em pó, banana, banha ou óleo, açúcar e manteiga. No empório do MST não há pão. Assim como não existe metade dos produtos dessa lista. A outra metade é vendida por mais do dobro do preço médio.

“A produção de carne ainda é muito pequena e distante”, disse um rapaz de Santa Catarina ao tentar justificar a ausência da proteína. Filho de assentados em seu Estado de origem, ele comentou estar na loja cumprindo uma missão dada pelo MST. “Funciona assim: eles pedem para migrarmos conforme precisam de gente nos lugares”, disse. “Daí, vim para cá.”

Ele reconheceu que nem tudo à venda vinha dos assentamentos. “A gente procura alguns parceiros para suprir as faltas”, disse. Ele garantiu, porém, que a escolha acontecia somente entre os fornecedores alinhados com os valores dos sem-terra.

Armazém do Campo, loja do MST

Bibelôs da revolução

Três prateleiras à frente, azeites importados da Espanha e da Itália (cerca de R$ 50 por um vidro com meio litro) dividiam o espaço com o café da reforma agrária: R$ 49,98 por um pacote de 500 gramas da marca Guaií Sustentável. A poucos metros dali, numa grande rede de supermercados, o café do agronegócio era vendido na mesma quantidade por R$ 17.

Azeites importados à venda na loja do MST

No armazém do MST, o café Guaií (500 gramas) custa R$ 46,98

Ao lado, um freezer da Heineken com as latas de cerveja estampadas com fotos de Fidel Castro, Olga Benário e Antonio Gramsci. Quem quisesse uma bebida mais forte – e mais cara – podia comprar uma garrafa de meio litro da cachaça Vidas Secas, com o rótulo homenageando Lula.

A venda de acessórios é um dos negócios em destaque. Logo na entrada do armazém, começa uma área para vendas de suvenires. Ela é forrada com camisetas com a cara do Lula, canecas e garrafas com o emblema do PT, além de guardanapos e bonés do MST. O arroz e o feijão, dois itens imprescindíveis na mesa das famílias brasileiras, ficam quase escondidos no fundo da loja.

Um pacote com 1 quilo de feijão carioca dos assentamentos custa quase R$ 15. No supermercado, o mesmo alimento sai por menos de R$ 10. No pé de uma prateleira esquecida, um saco de arroz orgânico de 5 quilos estava à venda por pouco menos de R$ 38. No mercado, a mesma quantidade do produto sai por R$ 25.

Suvenires no armazém do MST

Verdade opressora?

O grupo se apresenta como o maior produtor de arroz orgânico do Brasil. A safra dos assentados, contudo, que em 2022 fechou em 15,5 mil toneladas, não conseguiria alimentar o Brasil nem por um único dia. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), hoje aparelhada por companheiros do MST, os brasileiros consomem cerca de 13,5 milhões de toneladas em um ano. Ou seja: 18,5 mil toneladas a cada 12 horas.

Além disso, foram necessárias quase 300 famílias sem-terra, todas localizadas no Rio Grande do Sul, para conseguir as 15,5 mil toneladas. Fazendo uma regra de três, seriam necessárias quase 150 mil famílias para igualar a produção.

Para ter uma base, toda a agropecuária gaúcha emprega por volta de 100 mil trabalhadores com carteira assinada para produzir um leque extenso de alimentos. A começar por 7,6 milhões de toneladas de arroz – 500 vezes mais que o MST.

Cachaça com o rosto de Lula estampado no rótulo, à venda no armazém do MST

No mundo real

Em 2022, o agronegócio gaúcho, longe das terras invadidas, gerou 25 milhões de toneladas de grãos. Além do oceano de arroz, volumes gigantescos como 3 milhões de toneladas de milho, 5,7 milhões de toneladas de trigo e 9 milhões de toneladas de soja – carro-chefe da agricultura nacional.

Aparentemente, para os sem-terra, a soja também é o carro-chefe. Somando todas as terras sob o comando dos assentados, a colheita desse grão é estimada em 2,4 milhões de toneladas. Isso é 60 vezes menos que a safra do grão gerado nas lavouras do agronegócio brasileiro.

Arroz orgânico do MST (5 quilos), vendido a R$ 37,49

Pobres e ricos precisam comer

A safra de soja colhida no país é a maior do mundo. Haveria um desastre em escala global caso o Brasil dependesse da produção do MST para o plantio da cultura.

O grão é um dos mais utilizados no planeta. Vai soja até em pneu de carro, pasta de dente e chocolate, além de diversos outros itens e da dependência da indústria de proteína animal. A redução da produção brasileira geraria uma devastação em cadeia e um verdadeiro apagão alimentar.

Um dos grandes motivos dos chineses serem os maiores importadores da soja brasileira é manter o maior rebanho de porcos do mundo. Não bastasse isso, a disponibilidade dessa leguminosa no mercado interno faz do Brasil o maior exportador de carne de frango do planeta.

Colocando as ideologias de lado, a população mundial precisa comer. O MST pode até ter uma butique gourmet, mas é o agronegócio que alimenta a humanidade.

Fachada do Armazém do Campo

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

OS MENINOS QUE COMIAM BARRO

Os meninos que comiam barro

Era um fim de tarde, lembro bem. Tínhamos acabado de chegar de mais um dia de muito trabalho na roça – eu, não menos cansado que qualquer outro, consegui caminhar até o açude, que não ficava tão longe. Fui tomar um banho. Ao chegar em casa, tive a sorte de encontrar aquela redezinha velha armada.

Nem sei se sentei na beirada, ou se deitei.

Vi minha mãe caminhar tão rápido na direção do varal de roupas, que aquela atitude me assustou.

– Geeente, ajuda aqui!

A ventania era tão forte, que nos mostrou os céus cheios de nuvens escuras, carregadas e se desenhando em forma de cones. Coisa rara de ser vista no sertão. Pelo menos na minha velha Queimadas, em Pacajus. Era uma tempestade que estava vindo.

Nunca entendi por que, e tão de repente, apareceram tantas andorinhas que, mais inexplicavelmente, voavam em rodopios de alta velocidade, na tentativa de pegar mosquitos. Até hoje ninguém conseguiu explicar a verdadeira tempestade de morcegos – e pior, parecia que tudo acontecia ao mesmo tempo, e somente ali.

A cada minuto a ventania ficava mais forte. Tangia objetos, entortava galhos das árvores, parecendo que a qualquer momento a nossa casa voaria junto.

Um verdadeiro terror!

Na porteira da casa, distante da calçada uns 40 metros, o cachorro “Bichinho” (nome sugerido pelo meu Avô) parecia pregado, espiando sempre na direção da vereda que levava à entrada da casa. Mudou de comportamento. Não latia. Uivava como se houvesse se transformado num lobo. Uns uivos assustados, penosos, como se o fim do mundo se aproximasse.

Papangu que assustava crianças no sertão

Minha Avó saíra de casa com uma cuia de roupas na cabeça. Foi lavar toda aquela roupa na beirada do açude, inaugurando as “taubas” que alguns maridos haviam montado em local raso, para facilitar o trabalho delas. De quebra, Vovó aproveitaria para dar uns mergulhos e aproveitar para lavar a xeca que Vovô não mexia mais.

Quando Vovó chegou em casa, logo percebeu o alvoroço. Pudera!

– Será que ele tá vino mermo? Perguntou.

– Ele quem, mamãe? Quis saber minha mãe!

– O “papangu”, que eu chamei, prumode vê sesses mininos aparam de cumê barro! Respondeu Vovó!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA