
Editorial Gazeta do Povo

O deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) é autor da emenda que tira poderes das agências reguladoras
O coração da esquerda e do Centrão fisiológico palpita mais forte só de ouvir falar em empresas estatais e agências reguladoras, mas por razões diferentes. As estatais são a paixão daqueles que, movidos por ideologias jurássicas, veem no poder público o grande motor da economia nacional; mas também daqueles para quem cada empresa pública, longe de ser “do povo”, é um feudo que traz consigo uma presidência e várias diretorias e gerências, nas quais políticos podem colocar apadrinhados, oferecendo em troca votos no parlamento. Isso quando ao fisiologismo não se une a corrupção pura e simples, irmanando a todos no amor ao dinheiro das estatais, como a Lava Jato mostrou ao país recentemente.
Já as agências reguladoras dão calafrios nos estatizantes e nos fisiológicos. Criadas durante a passagem de Fernando Henrique Cardoso pela Presidência da República, um período em que o Estado – acertadamente – foi se desfazendo de estatais em setores como telecomunicações e energia, as agências têm autonomia e sua função é garantir que serviços públicos sejam oferecidos com qualidade (pode-se até questionar se tal objetivo não seria melhor alcançado fomentando a concorrência nesses setores em vez de mantê-los concentrados em poucos players, mas esta é outra discussão). Este é um modelo que o petismo, interessado no controle total da atividade econômica, jamais engoliu bem; na impossibilidade de simplesmente acabar com as agências, o partido tentou enfraquecê-las durante sua primeira passagem pelo Planalto, entre 2003 e 2016, por meio do aparelhamento, assim como fazia com as estatais.
Na esteira da Lava Jato, que revelou ao Brasil e ao mundo a extensão da roubalheira causada pelo conluio entre a esquerda e os fisiológicos, o Congresso aprovou a Lei das Estatais, em 2016, e a Lei das Agências Reguladoras, em 2019, muito semelhantes em alguns aspectos relativos à governança, como uma série de medidas para evitar o aparelhamento político tanto das estatais quanto das agências, impedindo indicações de detentores de mandato eletivo, de dirigentes partidários e sindicais, e de seus parentes. Durante a tramitação da Lei das Agências Reguladoras, os fisiológicos na Câmara até conseguiram remover essas proibições – inclusive para as estatais –, mas elas foram restauradas pelo Senado e mantidas no texto sancionado por Jair Bolsonaro. Mais recentemente, as vedações entraram de novo no alvo do PT e do Centrão, que conseguiram alterar a Lei das Estatais às pressas na Câmara; só a enorme repercussão negativa fez com que a tramitação fosse freada no Senado, onde o projeto ainda não foi a plenário.
As agências reguladoras certamente não passariam ilesas a esse processo; mas, com elas, o petismo e o Centrão estão agindo de outra maneira. No primeiro dia de seu terceiro mandato, Lula já enfraqueceu a Agência Nacional de Águas (ANA) por meio de uma medida provisória, a 1.154, que entrega ao Ministério das Cidades a função de regular o saneamento básico, função que pertence à ANA por lei – no caso, o Marco do Saneamento, ao qual o PT sempre se opôs – e que torna ilegal a mudança por meio de MP. O deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), no entanto, foi além e apresentou uma emenda que representaria o fim da autonomia das agências: elas ficariam subordinadas aos ministérios e não poderiam mais editar atos normativos, função que seria de uma antiga obsessão petista: a administração por meio de “conselhos”. Em teoria, eles seriam formados por membros do representantes do Executivo, da área regulada e dos consumidores; mas, na prática, acabariam totalmente dominados pelo governo e por seus aliados.
Forte afirma que a mudança traria “maior transparência, responsabilidade e participação democrática” à atividade reguladora. Na verdade, ela apenas deixaria as agências à mercê do estatismo controlador (com os “amigos do rei” se beneficiando do capitalismo de compadrio petista) e do fisiologismo interessado em cargos a ocupar. Seria mais uma etapa da depredação institucional que caracterizou a primeira passagem do PT pelo Planalto, e que o partido se mostra empenhado em repetir, agora que está de volta ao poder.
Mil séculos antes de Cristo… Jo Raquel Tejada, uma das mais belas, que atendia por Raquel Welch, “foi-se”. Sua primeira aparição de destaque foi no filme “A Viagem Fantástica”. E na película “mil séculos antes de Cristo” enfeitiçou feras e homens; foram 82 anos de fantásticas viagens empreendidas por uma das mais belas (Welch, Bardot, Loren, Schneider, Monroe, Cardinale, Lollobrigida, Ekberg, Gardner, Pfeiffer, Wood, Hepburn, Kelly, Hepburn, Hayworth, Bergman, Dietrich, Basinger, Garbo, Taylor, Lamarr, Rossellini, Theron, Johansson, Hayek, Bellucci, Havilland).
Falando em beleza vamos da Welch à Duarte… Imãos Coragem (Regina Duarte, como a doce caipirinha Ritinha Coragem, namorada de infância do caçula dos irmãos Coragem, Duda, um craque do Mengão Malvadão Favoritão, papel de Cláudio Marzo)… Quem fala a verdade merece castigo? A corajosa atriz Regina Duarte, que encantou gerações, sendo por muito tempo a “Namoradinha do Brasil”, publicou em suas redes sociais cartaz com texto onde se lê que, independentemente de ser “LGBTQQICAPF2K+”, a pessoa “só tem duas opções” quando precisa de cuidados sexuais: o “ginecologista e o urologista”.
Ginecologistas e urologistas batem um bolão em mesa de sinuca (taco, bola e caçapas). Do giz no taco ao consultório e deste ao relvado, pois é hora de coalhada. “Mas, hein?” Sim, o time da Gávea goleou na telinha com o “chicanísico” Coalhada, que jogou no Clube de Regatas do Flamengo de tantos outros cracaços, como Duda Coragem e deste para outro 10 rubro-negro, o Renildo, craque do Mengão no “suave veneno” da Débora Secco, além de não poder esquecer Tufão, a arrastar um amor incondicional por Carmem. Beijão na Carminha, não na Esteves, mas na maravilhosa e competentíssima presidente do Alviverde Imponente.
Para velhinhos e até para velhacos… O primeiro parágafo, onde nenhuma mentira há, possui como único intuito, lembrar aos velhinhos fubânicos que não esqueçam dos exames preventivos, devendo cada um, procurar o especialista que melhor lhe aprouver. Na velha vitrola de móvel de madeira, já carcomida pela fome cupinística, da mesma árvore que pariu Pinóquio, o inconfundível som de “Beethoven – Symphony No. 5 in C Minor, Op. 67”.
Deixo Ludwig, telefono ao urologista e vou à picanha (promessa de campanha); picanha e cerveja ficaram mais caros em janeiro, noticiou a Revista Oeste e ecoou no JBF. Uéeeeeeeeeeeeeeeeeeee, já que encareceu, terei que ir à poupança Bamerindus sacar grana para o duo picanha/cerveja…(♫ ♬ ♩ O tempo passa, o tempo voa. / E a poupança Bamerindus continua numa boa ♫ ♬ ♩).
Como brincar sempre é muito bom, o brinquedo do momento chama-se… ChatGPT (ah, os modismos) que, por óbvio, é capaz de fazer crônicas infinitamente melhores que as de Sancho, afinal, qualquer imbecil consegue produzir algo de qualidade superior ao que coloca nas páginas fubânicas este escriba.