Glosando um mote do poeta Dedé Monteiro:
No punho da minha rede
Deixei um nó por lembrança.
Parti de lá muito cedo
Mesmo me achando inseguro
Em busca do meu futuro
Encarei o tal degredo
O destino com seu dedo
Cutucou minha esperança
Quebrei a ponta da lança
Da saudade na parede
No punho da minha rede
Deixei um nó por lembrança.
Deixei meu lar e meus pais
Chorosos lá no terreiro
Me fiz de forte guerreiro
Pra não escutar seus ais
Hoje estou longe demais
Mesmo assim a dor me alcança
E toda noite ela avança
Com insaciável sede
No punho da minha rede
Deixei um nó por lembrança.






